<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406</id><updated>2012-02-29T10:29:55.860-08:00</updated><title type='text'>MMA na ponta do queixo</title><subtitle type='html'>MMA direto, opinativo, corajoso e criativo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>55</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-4540189526694506650</id><published>2012-02-06T20:07:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T20:11:20.125-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 143 - Condit VS Diaz</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-45Me1Y1-yxI/TzCj_ah8dOI/AAAAAAAAAUw/fDspuhAFX9I/s1600/CINDITDIAZ.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-45Me1Y1-yxI/TzCj_ah8dOI/AAAAAAAAAUw/fDspuhAFX9I/s320/CINDITDIAZ.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706241037727200482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esse UFC 143 começou fantástico e terminou melancólico. Lá no fundo do abismo das preliminares, quando nem todos os holofotes foram acesos e a pipoca ainda nem ficou ponta, lá na primeira luta que muitos nem vêem porque não chegaram em casa ou no estádio, explodiu uma supernova no chute Stephen Thompson, um dos strikers mais fantásticos do planeta, invicto e convicto de já ser um dos melhores sem ninguém ainda saber. Enquanto no evento principal duas estrelas não foram suficientes para emitir o menor brilho. O eterno dilema de tática VS. raça, estratégia VS. coração tem um de seus capítulos mais polêmicos imortalizado no tango de Diaz e Condit. Um dando passos pra frente, outro dando passos pra trás, bailando num ritmo nada eficaz e muito longe do que cada um é capaz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Condit VS Nick Diaz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir dormir às 4 da manhã frustrado por uma péssima luta entre dois dos maiores do mundo pode encher nossos corações de idéias vis e depreciativas, mas em nome da razão devemos tomar as rédeas desses sentimentos. Afirmar que Nick Diaz só quer trocar porrada e luta como brigador de bar, ou que Condit correu do combate, são duas afirmações inverídicas e ingratas. Só quem entende o que vê, compreende o que sente. Condit tem 28 vitórias, 26 nocautes ou finalizações e Diaz 26 vitórias, com 21 acabando antes do tempo regulamentar. São dois dos lutadores mais agressivos que esse esporte já produziu e vão continuar no topo, ganhando bônus de luta, nocaute ou finalização da noite. E teria sido essa uma luta incrível não tivesse Condit resolvido usar da maldita estratégia. Podia ter partido pra cima, para troca franca e tinha grande chance de vencer, mas optou por seguir a risca o plano, matar o improviso, sacrificar a alma fervente do combate em troca de uma fria vitória. Tudo isso é verdade e mesmo assim, foi o claro vencedor do combate. Em um esporte com regras, podemos criticar quem se atém a elas de modo justo e sem criatividade, mas não desmerecê-lo. Dentro dos critérios de avaliação vigente em MMA, Carlos venceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nick Diaz nasceu para o combate. Não gosta da fama ou entrevistas, odeia o adversário para amar lutar. Se você sangrar, ele fareja, se fizer ele sangrar, entra em frenesi. É uma criatura unilateral, um ídolo improvável e relutante, um dos poucos defensores de um estilo antigo de lutadores que caiam dentro mesmo, sem plano B ou C. Treinam de tudo e vão pro pau. Apanha, bate, da show, mancha a lona, rasga a carne e vence muito mais do que perde. Não desenvolveu o falso respeito pelos atletas companheiros de trabalho que tanto mata a sinceridade das declarações hoje em dia. Foi posto nesse mundo para vencer St.Pierre, é seu destino, ele sabe, nós sabemos. Mas tinha uma pedra no meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Condit é elite. Tem plano de A a Z e frieza e disciplina de samurai. Entende que para chegar a um objetivo primeiro deve se conhecer os vários caminhos, e a diferença entre certo ou errado, covarde ou ousado, pode estar no resultado final. Não desestabiliza mentalmente, não perde o foco. Mesmo em silêncio ou movimentos laterais sua katana está sempre meio fora da bainha. São os outros que tendem a se desesperar em sua aparente indiferença que costuma vir seguida de soco na cara e nocaute. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pequena coisa impediu dois dos trocadores mais agressivos e incansáveis, no momento mais próximo da realização de seus sonhos, de protagonizarem uma luta inesquecível: estratégia. Diaz aceita a troca, abaixa a guarda, chama pra dentro, aceita a luta de solo onde é incrível, mas tem dois defeitos que nunca pensou em corrigir. Dificuldade em encurtar e em derrubar. Quase todas as lutas que vence, ou o adversário aceitou a troca franca, permitindo assim que ele se aproximasse e dizimasse, ou o derrubou para evitar o pau e acabou finalizado. Para Greg Jackson foi um código fácil de quebrar. Era só manter a distância que Diaz não conseguiria se aproximar para ser letal e muito menos derrubar. O mais difícil era fazer Condit, que só luta andando para frente, aceitar e conseguir ser eficaz andando para traz. Algumas pessoas tem dificuldade em abrir a mesma porta só porque mudou a maçaneta, imagine alterar todo o estilo de luta para um combate. Tem que ser extremamente talentoso, de várias valências técnicas e com muita disciplina para executar um plano assim. E é isso que um “natural born killer” faz. Estuda a presa e executa. A história é contada pelo vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito da crítica a sua performance vem por não ter se chocado com Diaz no meio do octagon até um cair. Lembro que Sugar Ray Leonard e Muhammad Ali, dois dos maiores boxers de toda a existência, lutavam caminhando para trás. Chuck Liddell e Lyoto Machida, também. Caminhar para trás é apenas uma opção de movimentação. A diferença entre fugir ou evadir está na eficácia dos contragolpes. Kalib Starnes correu a luta toda de Nate Quarry. Fugiu dos golpes e não desferiu nenhum. Era um tentando bater e o outro tentando não apanhar. Quem acha que viu isso em Condit VS. Diaz deveria rever a luta, e se ainda achar a mesma coisa admitir que sofre de avançado caso de amor platônico. Condit desferiu 159 golpes (acertou 151). Desses, alguns foram joelhadas voadoras, cotoveladas giratórias e um chute na cabeça que só não apagou Diaz, porque Diaz nunca apaga. E isso porque foi elusivo o tempo todo, porque evitou o combate, imagine se tivesse atacado. Diaz desferiu menos golpes e acertou menos (117/105). Desmerecer o ex campeão do WEC é tirar o mérito do ex campeão do Strikeforce. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma luta dessa importância e tão complicada de julgar polariza as torcidas. Diaz entrou e foi pra cima, como sempre faz, foi predador, irracional, um animal, uma fera selvagem. Condit foi caçador, calmo, racional. Na tentativa de provar sua opinião a correta, muitos buscam suporte na opinião de outros. Anderson Silva achou que Diaz ganhou, mas Anderson também achou que Minotouro venceu Bader. O pessoal envolvido no jiu-jitsu tende a apoiar Diaz, apesar de Diaz ser basicamente um striker atualmente. Intrigante. Lembro de Vitor Belfort após vencer o  torneio do UFC nocauteando Tra Telligman e Ferrozo, gritar de todo pulmão: jiu-jitsu! Fato é que aquele que andou para trás desferiu mais golpes, acertou mais golpes contundentes, diversificou mais os ataques e feriu mais o adversário. Diaz não conseguiu fazer nada do que planejou, Condit fez exatamente o que queria. Vitória da estratégia e derrota da emoção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um ditado japonês que diz para tomarmos cuidado com o que desejamos, porque pode virar realidade. Diaz adoraria uma revanche, mas se Condit entrar com os gametas fervilhando de ódio e partir pra cima, são grandes a chances de Diaz só poder reclamar do resultado quando acordar na cama do hospital.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torci por Diaz porque acredito que é o único com chances reais de desmoralizar Georges St.Pierre e aplacar de vez a tentativa do canadense transformar MMA em álgebra. Mas a minha torcida por um jamais me fará fechar os olhos para o mérito do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diaz e seus admiradores afirmam que ele é um lutador de verdade e que entrou para lutar, diferente do adversário, mas desmereceu o campeão ao final. Lutador de verdade é mais do que aceitar porrada. Quem aceita porrada é porradeiro, raçudo. Lutador de verdade tem disciplina, respeito pela arte que pratica, pelos mestres que teve e por aqueles que o superam sem trapaça. Se o adversário é um covarde, pior para Diaz que não vence nem um covarde preso com ele numa jaula por 25 minutos. Entrou, teve performance de grande lutador, mas saiu como moleque. Choramingando e dizendo que não brinca mais. Pelo esforço todo, merecia pelo menos um bom bom e uma medalhinha de honra ao mérito, porque o cinturão está nos ombros de Carlos Condit e lá vai ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fabricio Werdum VS Roy Nelson&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um certo azedume toda análise minha das lutas de Werdum. Nunca pareceu astralmente justa sua vitória sobre Fedor Emelianenko, apesar de cheia de méritos. Um lutador mediano não deveria ser o escolhido pelo destino para mancar o galope imbatível do maior de todos os tempos. Ou talvez esteja sendo poético demais, e Werdum tenha apenas colhido os frutos de treino e dedicação enquanto o russo se apresentava gordo e obsoleto. Fato é que passou de um incrível lutador de chão com uma trocação medíocre escondida atrás de mãos pesadíssimas e se jogar no chão para fugir dos golpes de Overeem no Strikeforce, para trocação refinada e brutal em uma luta. De sua última para essa contra Roy Nelson, vimos versão extremamente melhorada de contundência em pé. Seu treinador Rafael Cordeiro transformou o canivete em baioneta. Apertou os parafusos de seu boxe e lubrificou o encaixe de seu muay thai. Werdum lembrou Wanderlei Silva como se grampeia uma nuca e desce o joelho. Só não venceu por nocaute no primeiro round porque Nelson gosta de apanhar. Se não gostasse teria urrado de dor e entregue o combate. Apenas raça não é suficiente para agüentar esse nível de punição sem chance de fuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roy Nelson é um péssimo exemplo. Tem vários fãs que se identificam com sua barriga e jeito desleixado, mas isso não é bom para o esporte. Obeso, lento, não consegue colocar em prática seu jiu-jitsu por perder em movimentação para quase qualquer adversário, e não consegue aplicar com eficácia sua pesadíssima mão, por não ter aceleração. Resta fazer uso de seu super poder masoquista de agüentar dano indefinidamente. Até esboçou lutar por cima de Werdum, mas ter o braço quase estalado o fez mudar de idéia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que Werdum traz novas qualidades, também é que arrasta os mesmos defeitos. Seu gás acaba antes do fim do primeiro round e é extremamente econômico na ousadia. Assim que acha que está na frente por pontos, para de agredir. Se joga no chão e caminha sem desferir golpes nem em contra ataque. Foi necessário um segundo round parelho contra Roy para que resolvesse voltar a lutar no terceiro. Se Werdum fosse sempre como é nos primeiros 3:43 minutos de cada luta, seria um dos mais perigosos do mundo. Uma luta sua contra Frank Mir lhes cairia bem. Para Roy não há nenhum caminho claro. Descer para o meio pesado poderia ser bom para sua carreira e diminuiria suas chances de sofrer um micro enfarto fulminante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renan Barão VS Scott Jorgensen&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renan Barão só tem uma derrota e faz tanto tempo que nem se lembra, mas seu sangue é real e seu destino é ser campeão, seja no peso galo ou no mosca, caso não supere a genialidade e demência de Dominick Cruz e tenha que descer. Ele encontrará um caminho. Teve uma apresentação apenas mediana e mesmo assim tirou o ultra competitivo Scott Jorgensen pra figurante. Ombros fechados, socos em linha, chutes invisíveis de velozes e jiu-jitsu na ponta da navalha. Barão é demais para quase qualquer adversário do seu peso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorgensen fez o que pode, mas Barão pode tudo. Foi melhor na trocação e no chinch. Venceu sem grande esforço um dos melhores que o peso tem a oferecer. Com os dois únicos capazes de lhe incomodarem já com luta marcada, Cruz Vs Faber, vai passear sobre outro adversário que o UFC ache digno e avançará sobre o cinturão no final de 2012. Scott deveria descer e tentar se reinventar no peso mosca, ainda bem carente de estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Matt Brown VS Chris Cope&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até essa luta Matt Brown vinha de 4 derrotas em 5 combates. E mesmo finalizado em todas, continua de contrato ativo no UFC. Agora entendo bem o epelido “the immortal”. Significa: “amigo de Dana e Lorenzo”. Deve levar o peru na ceia de Natal, namorar a filha de um deles ou saber um segredo sinistro, não consigo achar outra explicação. Um lutador sem carisma e de qualidade questionável como esse figurar no evento, me faz questionar a suposta idoneidade dos organizadores ao afirmar trazer e manter os melhores do mundo. Brown pode pegar qualquer um, não importa o resultado. Ele sempre estará lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cope entrou para apanhar. Com cartel de 5 vitórias e 3 derrotas já pode lutar por algum cinturão nos atuais eventos do Jungle Fight.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alex Caceres VS Edwin Figueroa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alex Caceres tem estilo, troca com categoria e precisão, tem um chão afiado, mas alguma coisa em seu sistema força a reinicialização toda hora. Não consegue dar seqüência. Em quase toda luta arruma um modo de parar de fazer o que vinha fazendo bem, ou continuar fazendo o que não vem dando certo. Nesse caso foram dois chutes direto no apito de plástico do adversário, pelos quais foi punido com a perda de 2 pontos. Um para cada filho que Figueroa jamais terá. Herrera e Gonzalez jamais nascerão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chutes internos causam extremo dano, tanto na musculatura da coxa quanto ligamentos do joelho, mas são de alto risco. Meses de treinamento com atleta de tamanho ou base ligeiramente diferente do oponente, pode fazer o golpe entrar em cheio no lugar errado. Cabe a quem desferiu mudar de tática antes de ser considerado infrator. Cáceres insistiu no erro, como sempre faz, e perdeu como adora perder. Assim, de modo besta. Quase sem merecer, quase sem mais nem menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figueroa foi pior, mas mereceu vencer, Cáceres foi melhor e mereceu a derrota. Jamais conseguiria imaginar um combate que justificasse tal lógica. Figueroa ainda vai melhorar muito.  É jovem e luta bem quando não está quase paralisado da cintura para baixo e Caceres vai sumir num mar de lutadores cheios de talento e sem disciplina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Muitos estranharam Caceres ser punido com a perda de 2 pontos. Quando um atleta é advertido por um golpe ilegal que o juiz acha não ser intencional, na reincidência, perde 1 ponto. Quando o juiz considera que os dois golpes foram intencionais, tem liberdade para descontar 2. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Stephen Thompson VS Daniel Stittgen&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Firas Zahabi, treinador de GSP, afirmou que Stephen é o melhor trocador do planeta, independente de esporte. O lobby é forte para o menino, e Firas é conhecido por dar esse suporte moral, por vezes exagerado a seus atletas. Mas fato que houve lampejos violentos de grandeza em sua breve apresentação nesse UFC 143. Guarda baixa, leve, quase sem tocar o chão, silencioso, letal, tão tranqüilo que parece frágil. Com mais de 40 vitórias e nenhuma derrota em kickboxing e invicto em MMA, Stephen erradicou seu primeiro adversário na organização. Dá um soco, abaixa a guarda, espera o contra golpe com os olhos abertos, a expressão relaxada de quem prevê o futuro, espera o alcance do adversário limitar o punho a milímetros de seu nariz para elevar a perna e nocauteá-lo com um tapa de pé na têmpora. Se com os punhos chamaríamos de overhand, podemos dizer que foi um overfeet. Contemplou o adversário cair com seus olhos que captam o universo em câmera lenta, e depois de milênios na sua contagem de tempo, deu um salto girado no ar e repousou de joelhos. Ninja Gaiden.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O UFC deve lhe oferecer para espancamento outro atleta de baixo nível como Stittgen, vindo de organizações menores, porém sem real pedigree. Precisa de tempo para amar MMA e desenvolver defesa de queda e luta de solo, não para misturar tudo e virar um hibrido sem alma, mas para poder se manter em pé, onde nasceu para estrelar e de onde ainda vai dar muitos espetáculos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-4540189526694506650?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/4540189526694506650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2012/02/analise-ufc-143-condit-vs-diaz.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/4540189526694506650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/4540189526694506650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2012/02/analise-ufc-143-condit-vs-diaz.html' title='ANÁLISE: UFC 143 - Condit VS Diaz'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-45Me1Y1-yxI/TzCj_ah8dOI/AAAAAAAAAUw/fDspuhAFX9I/s72-c/CINDITDIAZ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-327829351700253877</id><published>2012-01-30T09:30:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T17:45:18.785-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC on FOX 2 - Evans VS Davis</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bMULY9tpcw8/TybUqwQMsSI/AAAAAAAAAUk/BKCsqzqR3Fg/s1600/FOX2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 212px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-bMULY9tpcw8/TybUqwQMsSI/AAAAAAAAAUk/BKCsqzqR3Fg/s320/FOX2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703479809083748642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O primeiro UFC na FOX teve Cigano se sagrando campeão e o espancamento de Guida pelas mãos cheias de fé de Ben Henderson, mas foi um evento não previsto no contrato entre emissora e Zuffa. Quase um bônus. Foi tentativa de aproveitar o fim de ano para calibrar transmissão que costumeiramente se desenvolvia no espaço elástico do pay per view. Agora necessitava de sincronia perfeita entre FOX, FX e Facebook. Tempo de lutas, nova vinheta, tudo tinha que se encaixar justo e tomar formato de programa de ponta em uma das maiores emissoras dos EUA. Contratualmente esse UFC foi o primeiro evento programado, com 3 lutas no card principal transmitidos pela FOX. E se tudo foi perfeito no ensaio ano passado, agora as coisas não se desenrolaram de maneira tão suave num exemplo prático da sabedoria de botequim de que “treino é treino e jogo é jogo”. Não adianta luz, câmera, sem ação. Efeitos especiais, divulgação, belas ring girls, bravatas na coletiva de imprensa ou o melhor announcer do mundo, nada é mais importante do que acontece dentro das 8 grades. Lá MMA surgiu e é lá dentro que pode morrer. A questão lúdica que povoa nossa cabeça desde criança de saber quem é o melhor lutador do mundo nos mantém acordado tantas madrugadas, esperando atletas que dedicam sua carreira ao combate nos darem resposta com violência, coragem e talento. Muito pouco disso vimos nesse UFC on FOX 2, que mesmo assim teve facilmente mais pontos de audiência do que qualquer outro programa no horário entre homens de 18 a 49 anos. A questão é quantos desses ao assistir MMA pela primeira vez na forma de 11 rounds melancólicos em 3 lutas do card principal, repetirão a dose. Muito do que Cigano construiu com uma mãozada ano passado, Evans, Davis, Sonnen, Bisping, Maia e Weidman destruíram sem a menor vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Charles do Bronx’s VS Eric Wisely&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente começo a análise pela luta principal, mas me sinto pressionado pelo bom senso a abrir uma exceção. Num evento estéril, com gente ganhado milhões para falar besteiras nas entrevistas e lutar pouco, é emocionante ver um atleta genuinamente talentoso, ainda puro em sua intenção ininterrupta de vencer. Sem falar dos outros, sem pensar demais, sem hesitar. Charles Oliveira vinha de três lutas sem vitória. Derrotas pelas mãos de dois dos melhores do mundo e um no contest, por conta de joelhada ilegal em Nik Lentz. Quase qualquer lutador vivo entraria nesse quarto combate com o pé acorrentado a pedra da precaução. Daria dois passos pra trás e um pra frente. Mais jabs que uppers ou diretos. Controlaria mais no chinch do que tentaria derrubar, e se derrubasse, passaria a guarda e daria uns cascudos ao invés de ir para finalizar. Do Bronx’s não fez nada disso. Na verdade nunca faz nada do que achamos que vai fazer por isso é imprescindível para o esporte. Perdendo ou ganhando luta com alma. Como um coração enorme consegue bater espremido dentro de uma caixa torácica tão achatada, deixo para as máquinas de raios-X entenderem. Fato é que parece lutar por muitos e outros como se não lutassem por nada. Quer demais enquanto para outros, tanto faz. Entrou, atacou, viu uma panturrilha e finalizou. Simples assim. Se pega pé no rola, vai ver um na hora decisiva e deixar passar por quê? De que adianta nocautear os companheiros de treino e não dar soco com medo de perder a montada na luta, como tantos fazem? Bronx’s luta da maneira que pratica, que vive. Ele existe assim, em uma forma só, sem máscara, sem dúvidas. Enquanto tantos nesse card lutaram querendo ganhar, ele lutou para ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eric Wisely é um lutador mediano. Não podemos afirmar que Charles venceu alguém relevante, mas os grandes fazem assim. O Barcelona joga bem mesmo contra adversários ruins. Os melhores fazem o incrível sempre, não se escoram na incompetência do adversário para justificar mediocridade, brilham mesmo sobre o apagado, bailam sozinho, cantam a capela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequeno no peso leve ficou gigante no pena. Alto, longo e ocupando menos espaço que antes vai prensar ali dentro toda tática, genialidade, força, velocidade e foco que já faziam dele um dos mais promissores. Vai comprimir nêutrons e prótons, vai explodir na cara do adversário. Móvel, versátil, ataca de todos os lados pra pegar ou machucar. Vai ser líquido enquanto os comuns são sólidos. Num peso onde podia ser jogado de um lado para o outro como um boneco de pano, só foi perder para dois TOP 10. Tomou a melhor decisão de sua vida ao descer de peso e se tornar a única real ameaça a José Aldo. Charles do Bronx’s é pessoa simples, direta, sem frases de efeito, ameaças e coisas que ajudem a promover a luta. É um menino quase sem graça até. Mas dentro do octagon seus passos deixam traços de pó pirlimpimpim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rashad Evans VS Phil Davis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evans e Davis se enfrentaram para decidir o próximo a desfrutar do direito masoquista de ser desmantelado por Jon Jones. Antes da luta, tinha certeza que nenhum dos dois, apesar de extremamente talentosos e bem preparados, carregava chance real contra o campeão, mas depois de 5 rounds sem força ou ímpeto vencedor, a certeza é de que qualquer um deles será humilhado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Phil Davis venceu com facilidade Minotouro e Gustafsson, que se enfrentarão no UFC Suécia, mas nem assustou Rashad Evans. Cansou rápido apesar de ser um atleta de ponta e adepto de um dos mais exigentes regimes de treinamento. Com preparo físico estelar, parecia drenado ao final do primeiro round. Sem resistência cardiovascular. Laranja sem suco é só bagaço. Parecia exaurido pela importância da luta, da transmissão em emissora aberta, coisas fora da parte física. Porque a luta em si, apesar de várias esgrimas cansativas de wrestling, não exigiu de nenhum dos dois mais do que poderiam facilmente oferecer. Parece que amarelaram sincronizadamente e estrelaram um dos mais deprimentes eventos principais de todos os tempos. Ah! Que saudade de Munhoz Vs Leben.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evans vem lutando pouco nos últimos anos, seja por lesões suas, seja por ter optado esperar determinados adversários se recuperarem de suas próprias lesões. Fato que seu corpo e preparação nunca mantém a mesma qualidade por dois combates seguidos. Pode estar com gás infinito contra Jackson ou esbaforido na metade do segundo round contra Davis. Muito tempo parado, muitos recomeços, o corpo sente de alguma forma.  Lutou uma vez em 2009, duas em 2010 e uma em 2011. Apenas quatro lutas em três anos. O veterano e teoricamente aposentado Matt Hugues vem lutando com mais freqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rashad é um atleta incrível. Um dos maiores do mundo com facilidade. Poderia descer para o peso médio onde seria assustador, mas alguma coisa no somatório de suas habilidades não encaixa. Tem tudo, mas falta alguma coisa. Bom de boxe, mão pesada, incrível em quedas e defesa de quedas, eficaz em jiu-jitsu, poderoso ground and Pound, mas simplesmente não consegue mais ser contundente. Não consegue mais ferir a maioria dos adversários. Pegou tudo que poderia fazer dele um nocauteador nato, um dos mais amados e admirados, juntou numa gororoba de quedas e controle, sem emoção ou contundência. O Rashad antigo, aquele que nunca se imaginou campeão de alguma coisa, que ouvia que não era bom o suficiente, esse sim, dava o queixo, caia dentro, nocauteava, quebrava e vencia. Depois que cismou que só vale a pena ser campeão, acreditando piamente que o segundo é o primeiro dos últimos, aprendeu a manter a distância, transformar cada round em um campeonato de wrestling e cada momento no solo numa competição sem pano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evans é um dos mistérios do MMA. Comentarista convidado da ESPN live, campeão do TUF e do meio pesado, é vaiado até contra lutadores de outras nacionalidades, como foi o caso de quando defendeu seu cinturão contra Lyoto. O próprio declarou que recebe muito carinho dos fãs fora das lutas, mas no octagon e em pesagens, não importa contra quem, vença ou perca, as vaias virão. E tendo esse som como trilha sonora de sua vida, deu motivo até para seu fã mais ardoroso dar uma vaiadinha nesse UFC on FOX 2. Comedido, econômico, abusou do excesso de experiência, timing e controle de octagon e venceu sem sustos para ele ou emoção para nós. Disse ter dificuldade em se concentrar nessa, quando é apenas a luta pelo cinturão que tem na cabeça. Caiu no bueiro andando em direção ao restaurante. Venceu tranquilamente um dos atletas mais naturalmente explosivos, condecorados e muscularmente preparados do esporte, mas fez tão sem garra que pareceu irrelevante. Daqui a dois anos é que teremos real medida da qualidade de Phil Davis. O ponto a ressaltar é que Evans desperdiçou a chance de meter o pé na porta do saloon antes de atirar no xerife. Era o momento de acertar um mata cobra emocional em seu desafeto, Jon Jones. Mostrar que está em Kill Bill mode, com os nervos pinçados pela vingança, fazer o imbatível adversário tremer frente a sua raça e sentimento, qualidades que costumeiramente encontram brechas na armadura do talento. Colocar na confiança inabalável do campeão alguns farelos de receio. Nada disso Rashad fez. Verdade que em MMA tudo pode acontecer, mas essa improbabilidade não tem permissão para adentrar o reino de Jones. Lá, ele sempre vencerá. Rashad já perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chael Sonnen VS Michael Bisping&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dana White afirmou que Sonnen e Bisping são os dois lutadores mais odiados do planeta. Na verdade são os dois mais farofeiros, ou como diziam na época da vovó: “fala - baratos”. Perceberam rapidamente o fascínio que palavras malditas, ofensas e falsas rivalidades geram sobre o atleta. Criando uma aura de interesse que vai além da habilidade, levando fãs a acompanhá-lo como um BBB ambulante, atrás de novas declarações e torcer para vê-lo apanhar e ser punido por tais injúrias. Nada exclusiva dos dois, essa tática funciona para qualquer lutador, de marmelada na saudosa época de Teddy Boy Marino até o morto-vivo K-1. Todos querem ver o que vai fazer aquele que falou demais. Isso vale para vender pay per view, aumentar o número de retweets, divulgar a luta, mas na hora que o portão fecha o que conta é performance. E eles que vinham de bons momentos, resolveram fazer tudo diferente no UFC on FOX 2. Quando os holofotes foram acesos, correram para a sombra. Seguraram golpe quando era para nocautear, socaram sem força quando era para machucar. Venceu um, mas poderia ter sido o outro. Uma luta equivalente e desprezível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bisping lutou bem. Talvez melhor do que lutou sua vida inteira, mas sua quantidade de talento é diminuta demais para fazer frente a um atleta de real alto nível. Não tem contundência, não tem pressão, mas teve vontade e coragem. Muito mais do que seu adversário que tanto falou. Bisping teve sua melhor apresentação no UFC e Sonnen uma das piores, mas isso foi suficiente apenas para manter o equilíbrio em uma luta que já parecia decidida. De tanto falar qualquer coisa e perceber que as pessoas acreditam, Sonnen resolveu acreditar nas pessoas e encarou Bisping como se fosse luta fácil. Partiu para cima para derrubar, despedaçar e não conseguiu. Se levarmos em conta que Bisping vinha se preparando para um lutador de jiu-jitsu que jamais tentaria derrubá-lo, foi desmoralizante Sonnen ter quase todas suas investidas neutralizadas. Venceu claramente o terceiro round, mas os dois primeiros poderia ter vencedor decidido no par ou ímpar. Nenhum tentou um pouco mais, nenhum realmente se expôs. Um venceu e vai fazer sua dita sonhada revanche contra Anderson, outro perdeu e continuará sendo divulgado como estrela do MMA por ser o maior representante da Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Sonnen conseguiu ser descabelado pelos socos de mão de bicho de pelúcia de Bisping, não agüenta um jab/direto de Anderson Silva. Acho que ao derrubar o adversário pela primeira vez e ver a chance de descer a mão, quebrar o atleta inferior, coisa que apesar de ser especialista mal fez nessa luta, sentiu uma pontadinha lá no fundo de sua consciência. Tal qual o rasgo de uma mini estrela ninja. Uma gotícula de razão no mar de provocações e impropérios que vem proferindo faz anos. Se deu conta que um soco bem dado no inglês poderia ser nocaute e carimbo de sua passagem para o Brasil, onde teria que compensar o cheque que sua boca passou mesmo sabendo não ter fundos. Talvez tenha passado a luta inteira numa espécie de: “ai meu deus, e se eu ganhar?” que tirou sua conhecida agressividade e força nos punhos. Tentou derrubar sem vontade, e não conseguiu, bateu sem pressão e não machucou. Se tivesse pênalti, pedia pra não chutar. Sonnen amarelou para Anderson antes mesmo do contrato ser assinado. Seu sonho real não era uma revanche. Era perder essa luta, dizer que o resultado foi controverso e passar mais um ano falando besteira e ganhando milhões com patrocinadores. Anderson Vs Sonnen é luta que todos os habitantes do planeta Terra que já ouviram falar de MMA realmente queriam que acontecesse, com exceção de uma única pessoa: Chael Sonnen. E como sou afeito a sabedoria popular, deixo aqui transcrita a frase que vai lembrar até o fim de seus dias: “Uh! Vai morrer!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Demian Maia VS Chris Weidman&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lutador que podia ser incrível, mas optou por ser mediano, e um dos mais promissores jovens da atualidade com apenas 11 dias para se preparar, protagonizaram uma luta arrastada durante três particularmente longos rounds. Seja porque o veterano via nessa a última oportunidade de se aproximar do cinturão, seja pelo mais novo não ter o que perder, os dois tinham o compromisso ético de fazer desse um combate movimentado. MMA que tantas vezes no surpreende, dessa vez nos pregou uma peça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luta a luta Maia incorpora alguma coisa diferente ao seu jogo, mas não evolui, apenas muda. De fantástico e temido no solo, a lutador que faz de tudo para se manter em pé e boxear sem jabs ou precisão. Quem o convenceu a trocar chão perfeito por socos de baixa qualidade, não é apenas um mal mentor, é pessoa com lábia para ter uma seita religiosa. Demian se lança em trocações como se pagasse alguma promessa. O que seria excelente arma para atrair até a emboscada, amaciar o oponente e abatê-lo sem piedade no solo, virou uma lente difusa. Maia que nos mostrou ter perdido o ajuste em posições básicas de jiu-jitsu na luta contra Munoz, agora dá sinais de que nem mais ali que estar, se esmerando para voltar de pé assim que se vê na horizontal. Vive amor platônico pela nobre arte e está sendo incinerado pelo sentimento. Vai ser queimado por essa paixão bandida que já fez tantas vitimas: Minotauro, Couture, Sakuraba, Hughes e outros mestres em misturar, que se encantaram pela separação. Agarraram uma arte e esnobaram as outras. Ingratos. Foi o começo de tantos fins e seu não é diferente. Parece o português que se mudou para a Alemanha, não aprendeu alemão, esqueceu o português e acabou mudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Weidman é melhor do que vimos. Sua trocação estava mole e sem ajuste, coisa de que quem vem apenas treinando para manter a forma, sem sintonia fina ou estratégia traçada. Apesar de que ouvir Dórea ordenar Maia, entre rounds, a derrubar o adversário all american, me leva a crer que eles também não tinham nenhuma. Mesmo assim, se arrastando, sem tática e sem preparo físico, foi melhor em todos os rounds. Pareceu estar lutando mal, mas fez demais dentro das condições em que se encontrava. Weidman precisa de uns dois anos para elevar seu potencial a TOP 10 da categoria, e quando chegar lá vai ficar um bom tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Demian não mostra mais um jiu-jitsu refinado nem boxe eficaz, em uma coisa ele vem se tornando especialista: fazer lutas chatas. Perdeu metade das últimas seis lutas, e todas foram para a decisão. As últimas terminadas antes do tempo regulamentar foram a finalização de Sonnen e o nocaute pelas mãos de Marquardt, em 2009. Maia tem chances de ser cortado apenas por não ser mais um lutador empolgante dentro ou fora do octagon. Muitos foram por menos que isso. Júnior Assunção foi cortado do UFC sempre indo para frente e com apenas uma derrota nas últimas seis lutas. Tudo pode acontecer, mas gostaria que Dana White esperasse uma luta entre ele e Toquinho aqui no Brasil, para tomar essa decisão. Só não coloque no card principal, porque maluquinho como Toquinho é, e chato como Maia está, a luta pode não ser nada do que estamos esperando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-327829351700253877?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/327829351700253877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2012/01/analise-ufc-on-fox-2-evans-vs-davis.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/327829351700253877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/327829351700253877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2012/01/analise-ufc-on-fox-2-evans-vs-davis.html' title='ANÁLISE: UFC on FOX 2 - Evans VS Davis'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bMULY9tpcw8/TybUqwQMsSI/AAAAAAAAAUk/BKCsqzqR3Fg/s72-c/FOX2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-2819510168003513023</id><published>2012-01-24T21:10:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T21:35:06.587-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 142 - Aldo VS Mendes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PidJDiGbwCA/Tx-PXqbNobI/AAAAAAAAAUY/WXHDg1ets7I/s1600/aldoBLOG.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-PidJDiGbwCA/Tx-PXqbNobI/AAAAAAAAAUY/WXHDg1ets7I/s320/aldoBLOG.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701433289962529202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Pode até ser verdade tendo por base leis da natureza, as quais desconheço. Mas em se tratando de MMA e Rio de Janeiro, a vida real parece seguir o ditado a risca. O UFC voltar ao Brasil tão rapidamente e o resultado ser ainda melhor, parecia estimativa que nem os mais otimistas twiteiros teriam coragem de postar. Trovão e impacto ecoaram ainda mais alto que ano passado, num card tão inferior no papel, e tão mais explosivo no octagon. Quase como se o destino tivesse posto o bebê MMA no colo e servido doses de sorte numa colher dourada. Agressividade, beleza, surpresa e catarse desafiaram as leis da física e ocuparam o mesmo espaço dentro do HSBC arena nesse UFC 142. Apresentações estelares de atletas consagrados, o nascimento de um novo astro e o renascimento de um superstar. MMA brilhou intensa e incansavelmente nesse segundo UFC no Rio de Janeiro ofuscando mais uma vez o olhar obtuso do preconceituoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Aldo VS Chad Mendes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me importo com o que lutadores acham dos meus textos. Se ficam felizes ou tristes com o que escrevo. Não sou jornalista, se alguma coisa, mais um artista e é em palavras que consigo criar. Eles fazem o que querem e podem e eu escrevo o que acho que vi. Recentemente tenho exposto despudoradamente meu descontentamento com as péssimas performances de José Aldo desde sua entrada no UFC. Lento, arrastado, medroso, agarrado ao cinturão que nem mãe ao condenado. Já estava com a análise quase que pronta na cabeça antes mesmo da luta. Um Chad Mendes veloz, invicto e sem vergonha nenhuma de derrubar e acelerar no gás sobre o campeão para arrancar uma vitória sem alma e por pontos, era meu texto. Só que nunca devemos duvidar do gênio. Será que Nelson Rodrigues questionou Garrincha, Armando Nogueira questionou Pelé, Galvão Bueno questionou Senna? Não faço idéia, mas eu questionei José Aldo e tive minhas preconcepções desmanteladas com uma joelhada a 1 segundo do fim do primeiro round. E o mesmo golpe que derrubou Chad, me colocou de pé, contente por ter cometido equivoco tão grosseiro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não estava torcendo por José Aldo. Não torço por lutadores em específico, mas há quase uma fissura de exceção em eventos no Brasil. Precisamos desses resultados positivos. O Brasil precisa demais do MMA, seja como veículo de inclusão social, oportunidades de emprego, investimentos e tantas coisas positivas. Mas ainda é um país quase ingrato que vira a cara para o filho de sangue como se fosse um bastardo indesejado. Agora, depois de dois mega eventos, ainda vira um pouco o rosto e fecha um olho, mas deixa o outro fitando tudo, meio como quem não quer nada. Está sendo seduzido aos poucos, se apaixonando lentamente por aquilo que deveria amar de graça. Anderson, Minotauro, Shogun, seguidos por Aldo, Belfort, Barboza e tantos outros estão ajudando a fazer a diferença. Em evento do UFC no Brasil continuo não torcendo para lutadores em específico, mas torço pela nossa bandeira. Não por patriotismo, por acharmos que somos nós contra o mundo ou nada disso, mas porque é muito importante para a nação o resultado dessas lutas. Chegará um dia em que o esporte será entendido e respeitado independente de nacionalidades. Por aqui, isso ainda não aconteceu, então que Aldo continue lançando o joelho na cara de quem tiver coragem de nos desafiar em nosso território, e é isso aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas duas defesas do cinturão do pena no UFC, Aldo estava grande. Deltóides enormes não característicos de seu corpo em dias de luta. Coincidentemente esteve lento. Pederneiras afirmou que a preparação e corte de peso de José Aldo não se dá pela desidratação feroz originalmente usada por wrestlers americanos, e atualmente por grande parte dos lutadores de alto nível abaixo do peso pesado. Declaração que derruba a teoria de que houve em suas lutas anteriores necessidade de grande perda de líquido por opção dos treinadores, e sim mais por conta de algum erro ou problema na preparação. Um resfriado, por exemplo, pode comprometer todo o processo de diminuição de peso, ainda mais quando acontece perto do dia da pesagem, forçando o atleta a descansar e ingerir determinados medicamentos ou alimentos para se manter saudável, o que pode deixá-lo bem acima do peso ideal nas últimas semanas, forçando um corte mais severo. Cortes severos de líquido e peso afetam até os mais preparados, imagine o que não faria com Aldo não acostumado a esse processo. Mas essa é a minha teoria para explicar porque esteve tão maior muscularmente nas duas lutas anteriores e tão mais lento. José entrou leve, magro, com musculatura enxuta nesse UFC 142, como sempre se apresentou no WEC, e foi assim, em sua versão menor que voltou a ser letal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Aldo esteve mal venceu Hominick e Florian. Achar que deveria ter feito mais do que apenas vencido dois dos melhores do mundo dá a medida de seu talento. Todos caem um dia e o chão é o mesmo para a maioria, então é pelos momentos de grandeza que julgo os incríveis. E Aldo é um dos maiores de todos os tempos mesmo com tanto por fazer. Só vencer é insuficiente para quem pode desmantelar, só colocar vitória no cartel para quem pode escrever página relevante na história, só estar lá não é quase nada para quem pode ser eterno. E Aldo que vinha sendo fagulha, foi labareda. Fez fogueira de um risco do joelho na cara de Mendes, estalo e brilho, e se lançou no meio da multidão incandescente, ardendo no fogo que ele mesmo acendeu. Joana Dark incinerando sem amarras e sem dor. Um ídolo relutante, ruim de câmera, rasgado, mas que fala com os pés, cotovelos e joelho tudo o que realmente precisa ser dito.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aldo tem cara de qualquer um, de cara comum, mas é especial. É ídolo e mostra na prática que são tantos os caminhos oferecidos, mas a verdadeira estrada que nos leva a algum lugar é criada por nós. Acordando mais cedo, trabalhando mais duro, negando o erro, buscando mérito, sendo fiel a ideais e pessoas relevantes. Aldo é um superstar que estava adormecido e escolheu reascender bem aqui, na nossa cara, quase que de propósito, quase como se tivesse combinado com o acaso. Tão incrível que muitos o querem no peso de cima. Para que? Aldo não faz o peso pena perder a graça, ele lhe confere relevância. Um campeão genuíno e para os que estão incomodados, batam o peso e caiam dentro. Subam ou desçam para o desafiar. Se ele pode mudar de peso, os outros também. Que sejam ousados e caminhem até a montanha, porque ela não precisa sair do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chad Mendes é um burocrata do MMA. Uma das crias dos gametas filosóficos de Gerges St.Pierre. Derruba, controla e pronto. Acerta um mata cobra aqui e um estrangulamentozinho acolá, mas é esse pragmatismo sem alma e matemático que o faz tão perigoso. Quantos atletas se perfazem de emocionantes ao se lançarem em trocações desenfreadas, que nem bife se oferecendo ao garfo, até que acabam dormindo, ganham bônus de luta da noite e 5 anos depois estão desempregados? Chad sabe disso. E como quem sabe demais nunca está tranqüilo não dá chance para erro. Treina e executa tal qual máquina batendo pino. Mesmo com essas características não tem como vencer Aldo no auge sem a presença do Improvável da Silva. Cruzados distantes como náufrago acenando da ilha, tentativas de queda tímidas frente aquele joelho, quase como se prevendo o futuro, foi o máximo que o americano ofereceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mendes foi nocauteado sob gritos e frenesi de um público enlouquecido, mas mostrou coração de campeão ao reconhecer com cordialidade a derrota. Coração que, para seu bem, seja suficiente para mantê-lo satisfeito, porque o cinturão mesmo não terá enquanto Aldo habitar a categoria. Continuará relevante e talvez mereça uma revanche ano que vem, já que não há muitos atletas capazes de tolerar sua explosão e força física. Aldo continuará reinando com a grandeza que estiver a fim. Magnânimo ou magnífico, apenas rei ou respeitado, estrela ou superstar. Depende dele muito mais do que de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vitor Belfort VS Anthony Johnson&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entendermos o valor moral da vitória de Belfort, apresento um breve dossiê sobre seu adversário. Se Anthony Johnson fosse dentro das 8 grades o lutador que diz ser em coletivas de imprensa e entrevistas, já teria lutado pelo cinturão algumas vezes. E não confundir seu discurso prepotente com as bravatas quase cômicas, por vezes exageradas, de Chael Sonnen. Esse, apesar de falastrão e limitado tecnicamente, realmente sempre entra e faz seu melhor. Aguenta o tranco, apanha e não esmorece, ataca e parte para vencer. Johnson não. Perdeu por finalização para Koscheck depois de ser derrubado a esmo ao longo de longos e cansativos dois rounds. Ao fim da luta chamou o adversário de covarde, ( se covarde é quem nos vence honestamente, isso faz de nós o que? ) e não só afirmou que ninguém teria colhões de aceitar a troca franca com ele, como clamou por um adversário assim. A organização do UFC o colocou contra Dan Hardy, que vinha de nocaute e, apesar das inúmeras limitações técnicas e intelectuais, aceita a troca. Johnson então se pôs a derrubar o inglês, vencendo por pontos um combate onde nem pensou em desferir socos. Ao final, sob vaias, afirmou que não ligava para a insatisfação do público, que o importante era uma vitória no cartel. Contra Belfort aceitou lutar num peso acima do que costumava competir, corte mais fácil do que sempre fez já que descia de mais de 100kg para lutar no meio médio. Mas chegou no dia da pesagem quase 5kg acima do limite alegando complicações médicas. Boatos internos indicam que o atleta tentou se aproveitar do fato de não haver comissão atlética no Brasil. Assim seu excesso de peso poderia ser compensado apenas em desconto na bolsa, tendo grande vantagem contra o adversário no dia seguinte. Em estados com comissões, o peso excedente tem que ser perdido em algumas horas ou a luta é cancelada. O UFC, apesar de oficialmente não se manifestar nessa direção, viu como ato de mal caratismo e antiprofissionalismo de Johnson. Belfort, sempre profissional e também muito homem, aceitou e fez como grandes atletas fazem. Reclamam pouco e lutam mais. Coisa que Anthony não vai entender jamais. Após a derrota nesse UFC 142, Jhonson ainda disse que nenhum dos golpes do brasileiro o feriu, que não se sentiu pressionado e apenas cansou, por isso perdeu. Atleta que desmerece o adversário, vencendo ou perdendo, não tem valor e não irá longe. Aprendi isso quando ainda era faixa branca de karatê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belfort quando está bem treinado, com o maxilar trincado, afim, é um dos melhores que já existiu. Talvez o único lutador com reais chances de vencer, sem precisar contar com a sorte, Anderson Silva em pé. Disciplinado, moderno, entendeu que o limite da qualidade do atleta é dado pela qualidade daqueles com quem treina, com quem aprende. Tantos ainda atrelados a companheiros de longa data que não tem mais o que ensinar e Belfort importando treinadores. De acordo com ele, gastou com três dos melhores do mundo pouco mais de $100,000 em três meses. St.Pierre vem ao Brasil treinar jiu-jitsu com Roger Gracie, Jose Aldo já treinou boxe com Freddie Roach e muay thai com Andy Souwer. Mas independente da qualidade de quem ensina está a capacidade de quem aprende, e Vitor não ganhou precocemente o apelido de fenômeno a toa. Em meses de treinamento de karatê já incorporou movimentação lateral, entradas e distâncias em seu jogo. Ninguém aprende tanto em tão pouco tempo como ele. Um atleta em constante evolução técnica que tinha em seu coração, o grande ponto fraco. Em todas as lutas em que sofreu pressão, foi ferido, acabou perdendo de modo melancólico. E para a instabilidade emocional de todo no peso médio, isso não parece mais ser problema. Foi jogado de cara no chão, levou um direto de cima pra baixo de um lutador com real poder de nocaute, teve o olho esquerdo completamente fechado em segundos, agüentou, virou a luta e venceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem golpes que para agüentar é preciso mais do que queixo, é preciso uma partícula microscópica e tão poderosa, virtude perdida hoje em dia para maioria das pessoas independente de profissão, chamada vontade. Em MMA costumeiramente chamamos de raça, mesmo. Belfort sempre teve pedigree, mas pouca raça. Era o link que faltava e não falta mais, a corrente está completa, o motor pode acelerar a máxima potência e vamos poder vê-lo em seu auge apenas agora. Pela primeira vez o melhor de um dos melhores aflorou, plantado faz tanto tempo, germinou aqui no Brasil, no solo mais fértil. Agora parece que a criatura está pronta, a metamorfose completa. Um atleta assombroso, veloz, tenaz, destrutivo, genial e com o coração inflado. Wanderlei pediu tanto por essa revanche, mas não tem a menor chance. Belfort sabe, os fãs sabem, mas fingem que não para ter graça, a imprensa sabe, mas diz que não para não criar antipatia e, principalmente, Wanderlei sabe. Sua performance no UFC 142 foi discurso feito de hematomas e lágrimas sobre superação, sobre continuidade, perseverança. Ricos ou pobres, com mais ou menos chances, todos terão oportunidades de sair do rumo, de abrir mão dos sonhos, de fraquejar, de desistir. Sempre que vejo alguém bem sucedido tento não pensar no que ele teve que eu não, e sim onde ele perseverou e eu falhei. Belfort saiu desse UFC 142 com apenas um lutador no peso genuinamente mais perigoso que ele, Anderson Silva, o maior lutador de todos os tempos. Essa revanche vai acontecer, todas as outras lutas serão apenas um prelúdio para o combate do século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Toquinho VS Mike Massenzio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toquinho é um personagem intrigante. Não parece que muitos pensamentos transitam pela sua cabeça nem parece ser o mais veloz em raciocínio, mas sua qualidade na luta de chão é espetacular. Quase um autista que toca Beethoven. Transições de solo tão criativas e precisas que são quase uma forma de arte e seu carisma faz qualquer vitória parecer grande triunfo. Quem conhece sua história sabe que ele merece coisas boas nessa vida, e que tire tudo o que puder do MMA. Alguém que passou por tantas dificuldades na infância quanto ele, não se deixar embriagar pelo alcoólico mel que só a fama produz, fazer trabalhos comunitários, treinar todos os dias, respeitar seus mestres e sua família. Toquinho é único. Quando está no octagon vejo mais do que um atleta, vejo um exemplo. Suas vitórias são sempre contundentes e por mais que essa no UFC 142 tenha sido estratégica para a sua carreira e MMA no país, foi sobre um adversário medíocre que não tinha muito a oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Massenzio tinha perdido 4 lutas em suas últimas 7 antes dessa no Rio. Atleta irregular, com muitos médios e baixos, sem nenhum alto. Entrou assustado com a torcida, com o adversário, não dá para precisar. Talvez impressionado pelo histórico recente do brasileiro não afrouxar as chaves de pé quando encaixa, bateu um micro segundo depois de ter sua perna enlaçada pelo adversário. Se é para que tire alguma coisa de positiva dessa sua participação medíocre, não voltou mancando para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toquinho é pequerrucho e se enrosca pelos tornozelos que nem erva daninha. Tentar nocauteá-lo é como martelar um prego que já está afundado na madeira. E se ele cair vai ficar perto do pé e as coisas só pioram. Ele quando pega arrocha mesmo, vai para quebrar. Não faço julgamento de valor. Mais do que querer, precisa ganhar. Vai com sede demais ao pote e acaba estilhaçando alguns. Pega para arrancar, é dele. Num Japão feudal toquinho levaria literalmente pernas para casa, penduraria na parede e viveria satisfeito num latifúndio cheio de valentes mancos. Seu olhar é fundo demais, de quem viu mais do que deveria ter visto nessa vida. Enterrado no meio da cara estão os olhos de quem olha as coisas diferente dos outros. Não sei se é maldoso ou apenas bobo. Às vezes acho que é um, às vezes outro. O que realmente posso afirmar é que uma luta dele contra Maia já está na lista das coisas que quero assistir antes do fim da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edson Barboza VS Terry Etim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Etim é lutador esforçado mais do que habilidoso. Aceita a troca muito mais por vaidade e compromisso com ataque, do que tática ou chance real de superar seu adversário. Barboza é um dos mais perigosos lutadores de muay thai no MMA. Isso não tinha como dar em boa coisa para o inglês, mas a luta estava amarrada e sem emoção. Edson vinha vencendo mornamente por pontos e se dava por satisfeito. Terry, que já havia levado alguns bons golpes, parecia contende em ainda estar de pá. E estavam os dois nessa paz armada até que o espírito de moleque, quase um erê, se apoderou de Barboza. Resolveu, 1 segundo antes do nada cunhar uma coisa revolucionária, fazer como fazia quando criança. Dar um daqueles golpes que via em filme, mas nunca daria certo na vida real. E quase brincando, quase que por zoação, fez demais. Girou com a precisão de quem tem olho no pé, estourou o calcanhar na têmpora do homem que caiu boneco, repôs a perna na posição e fechou a guarda, numa reverência a perfeição do que havia criado, como Mohamed Ali não tocou Foreman em seu caminho para a lona. Paciência do criador com sua criatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um momento pode fazer a luta ser boa? Ou uma luta boa são minutos seguidos de emoção mesmo que falte um grande momento? Independente da resposta Edson Barboza acelerou o MMA em 10 anos num movimento. Fez pelo MMA o que Pettis fez anos atrás. Num esporte ainda tão indecifrável para alguns, onde tantas explicações se fazem necessárias, um golpe, um momento, segundos que mostram mais do que tudo e cabem em qualquer noticiário, qualquer cérebro, formato, valem por trilhões de mensagens de texto, milhões em propaganda, horas e horas de entrevistas, escritórios do UFC num país. Um chute giratório que tombou junto com Etim restrições que alguns sites de esporte tinham em cobrir MMA. Se tornou assunto obrigatório para quem assiste TV. Algo que precisa ser visto, compartilhado. Num mundo cosmopolita onde imagem é tudo, empresas gastam cifras astronômicas para estampar o rosto de alguma personalidade, filmar algum momento emocionante, criar propaganda que fixe uma marca, um conceito, Barboza presenteou o esporte com seu nocaute. Violência e beleza poucas vezes caminharam tão juntas. Tão inegável a brutalidade do impacto, o perigo para o adversário, quando o fantástico do ato. Tão bom, tão fora do que é comum, tão importante para fazer nosso dia a dia mais divertido, que quase força a quem vê virar fã. Quase não dá opção para quem assiste senão querer ver mais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Etim vai continuar por aí, e fora os fãs mais aficcionados, a maioria não saberá de seu paradeiro. Barboza vai trilar um caminho mais brilhante. Guillard ou Siver já lhe garantiriam cheque de luta da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Erick Silva VS Carlo Prater&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho memória de nenhum lutador que tenha evoluído tanto entre suas lutas em eventos menores para sua estréia no UFC como Erick Silva. De bom e promissor lutador para fantástico em dois combates. Entrou e venceu Carlo Prater em segundos. Se alguns atletas estão sintonizados em FM ou AM, Erick zoa o sinal em rádio pirata. Simplesmente está numa freqüência diferente dos que vem enfrentando. Independente do que o juiz Mario Yamazaki ou os cartéis por aí contarem, Erick venceu essa luta. E se os fatos apontarem para o contrário, azar dos fatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlo Prater está nessa carreira faz um bom tempo e ninguém sabe porque é um mediano. Entrou, fez o que pode, deu uma de coitado alegando ter sido duramente alvejado na cabeça e levou uma vitória técnica pra casa. Que se dê por satisfeito porque não virão muitas outras e vai poder contar para seus netos que um dia venceu um dos grandes. Só não vai poder mostrar o vídeo da luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que tenha que haver leniência com atletas brasileiros ou famosos, acho que tem que haver justiça. Se Belfort pode acertar diretos na nuca de Franklyn e Akiyama, Guillard na nuca de Miller, Dan Henderson na nuca de Fedor, por que Erick foi punido por um cascudo? Ou pode, ou não pode. Ou qualquer golpe na área, automaticamente para a luta, ou tem que ser usado do bom senso. E o bom senso deveria ter feito o experiente Yamasaki nem ter tomado essa decisão. Numa saraivada de milhares de socos, onde o adversário já tinha entregue a vitória, interromper o momento e perguntar para o atingido se ele está em condições de continuar é um erro amador. O mesmo Yamasaki que no primeiro UFC Rio deixou Banha levar diretos no rosto até quase ter perda irreversível de células nervosas. Lastimável. Não é sempre que surge uma estrela assim, dessa maneira, diante de sua nação. Yamazaki surrupiou fã, país e lutador desse prazer genuíno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-2819510168003513023?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/2819510168003513023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2012/01/analise-ufc-142-aldo-vs-mendes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/2819510168003513023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/2819510168003513023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2012/01/analise-ufc-142-aldo-vs-mendes.html' title='ANÁLISE: UFC 142 - Aldo VS Mendes'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PidJDiGbwCA/Tx-PXqbNobI/AAAAAAAAAUY/WXHDg1ets7I/s72-c/aldoBLOG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-6992085575901135382</id><published>2012-01-10T13:55:00.000-08:00</published><updated>2012-01-10T13:58:45.838-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 141 - Overeem VS Lesnar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-c0cTpX7R6uM/Twy0e0-s5UI/AAAAAAAAAUM/_SZU9X9ZlmI/s1600/overeemlesnar.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-c0cTpX7R6uM/Twy0e0-s5UI/AAAAAAAAAUM/_SZU9X9ZlmI/s320/overeemlesnar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696126070427542850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma frase famosa no meio publicitário tem como verdade que “menos é mais”. Alusão a retirada de excessos desnecessários que desviam a atenção do que realmente presta em uma campanha ou peça. Fosse editado por Washington Olivetto ou qualquer competente Diretor de Criação, esse UFC 141 teria pouco mais de 10 minutos e mesmo assim não seria dos mais emocionantes. Lutas chatas, sem alma com atletas cheios de panetone, bolinho de bacalhau na barriga e com a cabeça no champanhe e fogos de artifício da virada de ano. O card preliminar que costumeiramente traz lutas explosivas aditivadas por sonhos e oportunidades acabou sendo um demonstrativo não de talento, mas de porque nenhum deles merecia mesmo nem estar no fraco card principal.  2011 teve um fim ingrato nas mãos desses atletas que fecharam o melhor ano do MMA com chave de bronze, alterando bastante as minhas previsões para 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alistair Overeem VS Brock Lesnar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todo homem grande é um grande homem, e apesar de não querer me ater a filosofia para descrever essa luta que de profunda nada teve, é irônico perceber que nem os quase 300kg somados dos dois lutadores não foram suficientes para conferir grandiosidade ou impacto ao combate. A lona vibrou e as madeiras de sustentação rangeram sob os pés dos dois, na pratica, na vida real, mas reino da imaginação, da fantasia, onde lutas se tornam épicos eternos e meros atletas, imortais, nem uma poeirinha sequer foi levantada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brock Lesnar não é lutador. É atleta de alto nível, grande campeão de wrestling amador, uma mega estrela do WWE, evento de lutas armadas com coreografias e teatrinho, e um ser humano naturalmente maior do que quase todos que já surgiram nesse planeta desde o primeiro cro-magnon. Numa terra sem leis e sem armas de fogo, Lesnar dominaria o mundo inteiro com uma marreta na mão. Mas no mundo em que vivemos, a grande prova de supremacia física se dá dentro do octagon, e lá ele encontrou alguém do tamanho dele que, simplesmente, sabia alguma arte marcial. Quando a força física se equivale, o mais técnico leva vantagem. Força e peso que Lesnar tinha maior que quase todos os seus adversários até o momento, uma borda de vantagem bruta que lhe conferiu mais vitórias que derrotas. Mas contra Overeem o resultado já parecia decidido, a não ser que o destino resolvesse nos pregar uma peça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade que Brock é mais do que apenas um grandalhão. Mais veloz do que a maioria dos lutadores do meio pesado, arrasta seus quase 130Kg no dia da luta como pai que corre pelo parque com o filho de 2 anos nas costas. É fisicamente um prodígio. Carismático, excelente domínio de câmera, agressivo. Um lutador que se quisesse realmente seguir carreira em MMA se manteria no TOP 10 por muitos anos já que não é considerável a quantidade de adversários que podem vencê-lo atualmente. Mas Lesnar não quer ser atleta de MMA. Quer ser campeão. È como um bebê gigante que só quer determinada coisa, nada mais o sacia, nada mais o entretém. Cai no chão e faz bico. Lesnar, um adulto, ao invés de fazer bico anunciou sua aposentadoria mesmo com uma luta ainda por cumprir no contrato quando percebeu que não dava mais para brincar de ser campeão do UFC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brock Lesnar foi muito importante para o esporte mesmo em sua atrofiada carreira. Atraiu para o MMA milhões de novos espectadores que costumavam esnobar essa forma de competição. Milhares de jovens e crianças magnetizadas pela sua persona gigantesca, bem maior que seu tamanho, começaram a acompanhar eventos por acharem estar presenciando as performances de um super humano, de uma criatura ou coisa do gênero. Seu rosto e cabelo totalmente american way estamparam capas, jornais e TV nos EUA como nenhum outro atleta. Atraiu atenção de mídias que sequer cobriam MMA com sua comovente superação quase milagrosa de um caso de diverticulite. Foi muito relevante por pouco tempo, brilhou demais por segundos, foi fora do octagon o gigante que nunca conseguiu ser dentro. MMA ainda está tombando muros de tijolos tão velhos e pesados, atracados uns aos outros com a argamassa tão forte da ignorância. Lesnar atirou no peixe e acertou no gato, entrou nessa por vaidade, pensando só nele, e fez bem a todos nós. Sem querer, mas fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Previamente ao  UFC 141 prometeu a família ser essa sua última luta caso perdesse. Independente de como o fã analisa o Brcok Lesnar personagem, ele é um pai, marido e filho. Uma pessoa normal que superou, duas vezes, uma doença que costuma incapacitar seus afligidos. Uma família sofre e chora junto, se aproxima. Em momentos assim nos despimos de fardas e medalhas, somos frágeis e finitos. Competir por ego, se colocar em risco por vaidade depois de meses e mais meses de lamurio e hospitais, se torna enfadonho. Chega uma hora que o homem quer parar, horas diferentes para cada um de nós, e ele foi enfrentar um dos mais letais competidores de MMA do mundo pensando em não se lesionar e não dar maiores preocupações para seus entes queridos. E com um chute na costela que poderia ter rompido seu baço e vários pontos internos, não conseguiu nem um nem outro e ainda acabou caído no chão, derrotado e inferior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mentira contada 1000 vezes pode virar verdade para quem não se dá ao trabalho de pesquisar no Google. A afirmação de que Overeem nunca perdeu uma luta depois de se tornar pesado é um factóide. Sua primeira luta acima de 100Kg foi uma derrota para Kharitonov, em 2007, no K1-Hero’s. A verdade é que nunca perdeu uma luta depois de ter se tornado gigante. Uma quase besta fera hipertrofiada e tensa que desafia o bom senso, ciência e comissões antidopagem a provarem seu uso de esteróides. E como numa sociedade ordeira as leis e regras ditam o que está certo e é normal, até que algum traço de hormônio irregular seja rastreado em seu organismo, podemos afirmar que Carina Damm e Royce Gracie, já pegos no antidoping, são mais bombados que Alistar Overeem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Overeem é um dos atletas mais condecorados, carismáticos e talentosos da atualidade. Campeão do K1, já tendo nocauteado, para muitos, o maior trocador do planeta, Badr Hari. Acumulava até esse UFC onze vitórias seguidas, onde apenas uma não acabou por nocaute ou finalização. Simplesmente os adversários não agüentam entrar em atrito com Overeem muito tempo e continuarem acordados. Pesado demais, com alcance enorme, qualidade de trocação estelar, poder de nocaute e uma guilhotina que já teria decapitado muitos fosse uma luta sem regras na França medieval. Alistar só tem dois pontos fracos. Sua defesa de queda limitada, mas com um joelho enorme no meio do caminho que desmotiva a maioria a tentar esse atalho. E uma falta de vontade de agüentar porrada antológica. Estava vencendo as lutas contra Chuck Liddell e Shogun, dentre tantas outras, quando resolveu perder assim que levou o primeiro direto mal intencionado na cara. É um lutador sem raça. Mestre em opressão, mas se for espremido solta suco que nem laranja. Mas são poucos os indivíduos caminhando nessa terra que tem como pressioná-lo ou colocá-lo em algum risco real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Overeem entrou no UFC como quem finalmente chega aonde sempre sonhou, com olhos brilhando de contentamento, com muita vontade de fazer alguma coisa e foi contagiante. Não pelo decorrer da luta, mas por mostrar um lampejo do competidor que sempre pode ser e parecia não estar interessado. Esse Overeem, afim, tenaz, treinado, fechado, com os reflexos na ponta do nervo, é lutador para se sagrar campeão e segurar o cinturão enquanto ainda estiver interessado em contrair o músculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lesnar e Overeem fecharam o ano numa luta previsível. Brock só poderia vencer se derrubasse, e rateou, escamoteou, mal tentou e desistiu, não leu e disse que não gostou. Overeem sentiu cheiro de sangue, aquele odor de medo que só os cachorros farejam e atacou. Meteu a tartaruga pra dentro do casco sem dificuldade. Assustou a criança para só dar um tapa no bumbum. Poderia ter desmantelado Lesnar e apenas fez o necessário. Mostrou o tamanho de sua sombra imponente e assustadora para todo os pesados. Alistar contra Cigano vai ser uma luta fantástica e digna. Prevejo que o vencedor irá se manter no topo, inabalável, durante vários anos. E Brock, apesar de ter anunciado a aposentadoria precocemente deve ser convencido a realizar a última luta que ainda reza seu contrato, sob a promessa de disputar o cinturão em caso de vitória. Mimado. Só lutas que lhe credenciem ao título interessam e prevejo um combate contra Minotauro, aqui no Brasil como co-main event para Anderson VS Sonnen, que o aposentará de vez com uma chave de braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nate Diaz VS Donald Cerrone&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não costumo questionar os méritos do vencedor. Quantas vezes um atleta menos talentoso se supera e tem uma carreira mais vitoriosa que tantos virtuosos por injetar em suas performances vibração, esforço e outras coisas que compõe um real grande lutador. Mas o desmantelamento de Donald Cerrone, mesmo assistido em câmera lenta, é difícil de explicar. Diaz é muito pior que Cerrone em pé, tem menos queixo, mais lento, cabeça maior e fácil de atingir, tem os pés estáticos, péssima esquiva e mãos sem peso. Dizer que um treinou mais do que o outro é querer simplificar o logaritmo. Alguma coisa aconteceu nesse UFC 141 que ninguém parece realmente entender. Teorias são muitas e abstratas. O fato é que um lutador inferior, de carreira instável e num dos piores momentos de sua carreira venceu, com exuberância e quase displicência, um dos melhores do mundo em sua fase mais inspirada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para os ansiosos que adoram descobrir novos gênios depois de uma vitória e decretar fins de carreira após uma derrota, a vitória de Diaz foi tinta suficiente para imprimi-lo em figurinha dourada, carimbada e assinada de homem que realmente pode vencer Edgar. Diaz é talentoso e ponto. Nada mais, mas tantas coisas a menos. Extremamente instável, despreparado em diversos momentos, resistente a táticas ou estratégias, só luta de uma maneira. Sempre. Fica em pé e troca. Simples. O que vier além disso é por conta de derrubar com socos o adversário ou ser derrubado. Não faz nenhuma menção de qualquer outra abordagem. Vinha de uma vitória sobre o melancólico e sem fogo Gomi e de duas derrotas. Uma delas, para McDonald, esse sim um real contender apesar de ainda tão novo, onde foi manipulado, esticado e amassado tipo massa de macarrão. Tirado por um pedaço de bife sem vida, batido no chão, dominado em pé e em qualquer lugar. Saiu do octagon humilhado, pela sua língua presa nenhuma provocação ou prepotência podia ser ouvida. Até essa luta eram 5 derrotas e 4 vitórias nas últimas 9. Cartel de lutador de card preliminar na Escócia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sua vitória contra Cerrone foi completa, suprema, mas o que seu adversário apresentou, independente de sua enorme qualidade, foi tão medíocre, que presenciamos o espancamento de um leigo. E Cerrone apanhou com chantilly, como um masoquista gosta de apanhar, no melhor estilo Roy Nelson. Apanhava e ria de nervoso. Diaz venceu, seria canalha de minha parte dizer que não convenceu, mas algo me diz que em uma revanche sairia nocauteado no primeiro round.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;São tantas as opiniões sobre o que pode ter ocorrido com Cerrone. O próprio mencionou uma cabeçada involuntária logo no começo da luta que abriu seu lábio e teria prejudicado a performance. Sua própria teoria foi tão inverossímil que a retirou segundos depois e se desculpou. Tenho uma questão essencial com relação a pedidos de desculpa. Quando fazemos mal a alguém, sem intenção, um pedido se faz de bom tom. Quando fazemos mal a nós mesmos, a desculpa parece uma tentativa de dividir culpa. Cerrone deve desculpas a ele pelo ridículo, a nós, não deve nada. Até porque ver Diaz espancá-lo depois de desrespeitá-lo jogando seu chapéu longe na pesagem, isso é mortal para um cowboy, e ainda fazer gestos obscenos no começo do último round, foi impagável. Momentos viscerais que o MMA profissional demais não permite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerrone é fantástico, Diaz não. Um é dos melhores do mundo, o outro vive mudando de peso para fingir ser relevante. Um começa o ano derrotado, o outro vencedor. MMA é isso. Sempre em movimento. Cerrone fraquejou em seus momentos mais decisivos. Nas lutas que envolviam cinturão contra Ben Henderson e nessa que o colocaria em chance de uma nova disputa. Donald não se leva a sério, e não estou falando do amigo do Mickey. Leva treino a sério, preparação, dieta e tudo mais. Mas não leva a luta a sério. O momento que faz tudo parecer relevante ou fulgaz. O ponto de exclamação ou reticências. Sempre comete erros infantis em lutas realmente decisivas. Entrou cheio de ódio, Diaz bagunçou sua gaveta de disquetes, e tomado por sensações menores e desprezíveis um homem tem dificuldade de ser grandioso. Cerrone foi uma versão minúscula dele mesmo, querendo se vingar mais do que vencer, bater mais do que boxear. Perdeu com justiça uma luta que poderia ter vencido facilmente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Prevejo Cerrone voltando a sua corriqueira seqüência de vitórias e domínio sobre todos os adversários até que uma luta por título ou próxima se apresente, aí irá perder mais uma vez. E Nate Diaz não terá a mesma sorte contra outros adversários talentosos no peso. Siver e Miller estão em seu caminho e daqui a um ano poucos se lembrarão de que um dia venceu Cerrone, como poucos se lembram que já venceu Melvin Guillard ou até Maynard no TUF. Cerrone continuará relevante, mesmo eventualmente perdendo para inferiores, e Diaz irrelevante, mesmo eventualmente ganhado dos grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alexander Gustafsson Diaz VS Vladimir Matyushenko&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É normal o casamento de luta entre um veterano em fim de carreira e um jovem em ascensão para a vitória fácil parecer relevante por conta do peso que o derrotado traz no nome. Mas colocar Matyushenko contra o mestre em espancamentos Gustafsson é pedir para os paramédicos trabalharem. Alexander deu uns socos e a luta acabou quando o primeiro atingiu o assustado Vladimir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gustafsson é enorme e nervoso. Parece moleque com a primeira namorada. Quer resolver logo porque o amanhã ela pode ter mudado de idéia. E parte pra cima, com socos compridos, retos, aríetes para derrubar portão. Esconde sua ansiedade de garoto, incerteza e insegurança atrás de seus punhos de granito. Vai derrubar muita gente enquanto o UFC tiver carinho de colocá-lo contra irresponsáveis que não se importem em ter os ossos da cara espatifados, e Matyushenko vai seguir apanhando de jovens estrelas e vencendo um ou outro mediano, nessa batalha inglória que o UFC inventou de popularizar o MMA na Bielorússia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Johny Hendricks Diaz VS Jon Fitch&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hendricks entrou, deu um soco e acabou. No primeiro momento realmente relevante de sua carreira vence uma luta, sem luta. Deve pedir para Bruce Buffer o anunciar como Johny “Lucky”  Kendricks, dar muitos autógrafos e vender logo os direitos de uma biografia, porque se a direção do UFC quiser colocá-lo contra outros atletas do nível de Fitch, sua carreira pode tomar uma precoce guinada pra baixo e acabar despontando para o anonimato. Para Fitch, nada muda. Foi um acaso, uma picardia do destino que estava azedo nesse fim de ano. Muda é para nós, que por um tempo não vamos ter que ouvi-lo resmungando que é o melhor do mundo e como é injusto não disputar o cinturão contra GSP.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-6992085575901135382?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/6992085575901135382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2012/01/analise-ufc-141-overeem-vs-lesnar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/6992085575901135382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/6992085575901135382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2012/01/analise-ufc-141-overeem-vs-lesnar.html' title='ANÁLISE: UFC 141 - Overeem VS Lesnar'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-c0cTpX7R6uM/Twy0e0-s5UI/AAAAAAAAAUM/_SZU9X9ZlmI/s72-c/overeemlesnar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-3568050090585022480</id><published>2012-01-03T14:25:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T02:51:55.347-08:00</updated><title type='text'>CRÔNICA 15 - SÓ NA MÃOZADA (publicada na Revista Tatame 190)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IdQ8gt_PUQY/TwOAlioMR4I/AAAAAAAAAUA/DO9t9AhvRI0/s1600/sonamaozada.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-IdQ8gt_PUQY/TwOAlioMR4I/AAAAAAAAAUA/DO9t9AhvRI0/s320/sonamaozada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693535736365336450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E continua de pé, pavimentando a estrada que trilha com os corpos que derruba. Amassados, rasurados, moídos ou destroçados, é tudo matéria prima para o caminho que quer seguir. Pedaços de orgulho partido escondidos por entre os ladrilhos sujam os pés que as lágrimas dos derrotados vão enxaguar. Com o olhar reto e fundo de quem fita o horizonte através da carne do adversário, segue retilíneo e cortês. Cruel como só os justos podem ser, atropela e trampa na porrada, sem ódio ou rancor, só violência pura e precisa. Nem um soco a mais, é o que é, e que saiam da frente porque Cigano vai passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais imperfeito dos campeões. Wrestling apenas razoável, jiu-jítsu limitado, mas com o mais eficaz boxe do peso pesado. Não apenas pelo refinamento da arte, que é preciso, ou pela coragem de se lançar em qualquer brecha que o adversário deixe com tanta vontade de acertar que nem considera poder errar. E se não houver brecha, vai fazer uma rachar. Mais do que anos de boxe, luvas, sombra, corda, sparing, suor, contusões, uppers, diretos, cruzados. Cigano é especialista na arte milenar de meter a mão na cara, largar o braço, deitar na mãozada. A técnica curva o tronco e baixa a cabeça para a voracidade passar. Quando soca, há mais do que precisão e má intenção, há toda sua família, país, ideais, horas de treino, vontade, gana, ambição, sofrimento, memória, canalizados na ponta de um punho. Uma marreta da Sexta Feira 13 que estilhaça o que acerta, golpe que sempre subtrai. Ar, coragem, ímpeto, sangue, dentes. Golpe a golpe o outro vai tendo coisas a menos e Cigano sempre querendo mais. Até que cai. E todos caem. E os que não caíram talvez tenham desejado ter sucumbido antes de tomarem a maior sova de suas vidas e voltarem para casa mais humildes e disformes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atual campeão do peso pesado do UFC ainda é tão jovem e poderoso. Com o que será pavimentada a estrada que ainda tem pela frente, só o tempo dirá. Tantos são os campeões que acabam tropeçando no próprio ego, acreditando em todos esses elogios que caras como eu vão fazer. Pra mim e tantos, é fácil. Somos profetas do passado. Escrevemos das glórias como se fossem nossas, sem debruçar uma gota de suor sobre o teclado. Que Cigano continue simples, afeito as coisas práticas da vida, esquivando das bajulações que só corrompem. Que a mídia não lhe capture a alma, que os empresários não suguem todo seu sangue. Porque é um campeão genuíno. Sem falsa modéstia, sem ameaças premeditadas, sem frase de efeito, sem reverenciar quem despreza. Um homem realmente pacífico, a prova mais tocante de que a brutalidade do MMA é esportiva, que apenas luta pelo que ama como se não tivesse nada a perder. Com o ímpeto de quem quer alguma coisa demais, e a leveza de quem não quer nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a genialidade de alguns é indecifrável, com movimentos incríveis e poéticos, enquanto Anderson Silva luta em aramaico, Cigano luta em inglês com tradução simultânea. Simplifica a equação, atrofia o MMA de volta a semente, em sua forma mais digerível, traduz a mistura de artes num nocaute. Faz o esporte parecer simples, faz da enciclopédia, b a bá. Atrai mais do que ensina. É a interface que os 22 milhões de espectadores pela Rede Globo precisavam. Cigano vai levar milhares de novos fãs pela mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junior Cigano é um campeão do povo. Tão aparentemente comum que faz todos acharmos que se fossemos um pouco mais altos, ou velozes, ou pesados, ou fortes, ou tivéssemos feito MMA ao invés de psicologia, teríamos sido como ele. Quase que achamos que não fomos campeões do UFC por um triz. Faz o que é ilusão parecer real. Humaniza o impossível. Um ídolo alcançável, de carne e osso. Imperfeito, feio, bobão quando está feliz. Basicamente como quase todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na circunferência do cinturão de campeão de Cigano cabem todos, o lutador no espelho. Do primeiro ao último segundo, em pé ou no chão, de direita ou canhota, prova que é um homem de palavra, íntegro, macho, buscando o que diz tanto querer, na nossa frente, sem vergonha, sem medo de não ter. Deixa as desculpas no vestiário, os passos pra trás para outros lutadores, esquivas, gritinhos, não são seu estilo. Se despe das bajulações, dos tapas nas costas, dessas porcarias que não servem pra nada, e calça as luvas pesadíssimas de tão cheias de sonho, veste nossa carapuça, entra em alto frenesi porque tem tão pouco tempo, a vida tão curta, se é para perder que seja sem arrependimentos. E parte violento, sinistro e puro. De peito aberto, com a cara e punhos fechados. E em cada golpe um estrondo, um microverso nascendo, uma supernova explodindo pra sempre, fagulhas fantásticas ardendo nossa retina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um atleta que o planeta admira, mas o ídolo que o Brasil tanto precisa. Sangue vai ser derramado, a contagem de corpos vai continuar, a pilha vai aumentar. Cigano veio para construir de tanto destruir. Num mundo cínico onde tudo é grana, ele luta com paixão, vence e transborda. Se a lágrima dos derrotados enxágua seus pés, as suas limpam a nossa alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-3568050090585022480?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/3568050090585022480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2012/01/cronica-15-so-na-maozada-publicada-na.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/3568050090585022480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/3568050090585022480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2012/01/cronica-15-so-na-maozada-publicada-na.html' title='CRÔNICA 15 - SÓ NA MÃOZADA (publicada na Revista Tatame 190)'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-IdQ8gt_PUQY/TwOAlioMR4I/AAAAAAAAAUA/DO9t9AhvRI0/s72-c/sonamaozada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-5723333290892353100</id><published>2011-12-24T13:32:00.000-08:00</published><updated>2011-12-24T13:37:09.268-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 140 - Jones VS Machida</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6PhrnC1H0fw/TvZF7Y-G0UI/AAAAAAAAATo/ebGUzDUZlcY/s1600/jones140.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-6PhrnC1H0fw/TvZF7Y-G0UI/AAAAAAAAATo/ebGUzDUZlcY/s320/jones140.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689812065846743362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O UFC 140 foi um evento cafajeste. Sem vergonha nos entregou lutas inegavelmente tão emocionantes quanto tristes, excelentes e doloridas. Beijou na boca e bateu na cara. Levou fãs mais experientes a níveis quase insuportáveis de amor por MMA acima de bandeiras ou ídolos, e ensinou de modo rude aos mais novos que esse esporte é assim mesmo. É isso aí. Ou aprendemos a amar o combate, a performance, a surpresa, ou da mesma maneira que serão tantos os dias de alegria e olhos umedecidos de satisfação, tantos mais serão os devastadores com lágrimas se atirando para fora do globo ocular. Esse UFC é um termômetro da nossa paixão pelo esporte ou por lutadores em específico. Nos força a responder se cada dia que sentamos para assistir a um evento, é pelo que tanto dizemos que gostamos, se somos átomos dessa energia que só fluoresce, ou apenas torcemos para pessoas em específico. Um atleta ou outro, acima do todo. Como torcemos para nosso time e ansiamos pela vitória, nem que com pênalti roubado, maquiavelicamente comprometidos com apenas um resultado e mediocremente torcendo a cara para todas as outras glórias. Olhando para o próprio umbigo, num recalque que maltrata toda a beleza. Somos aqueles que estarão de frente para a TV sempre, ou às vezes? Amamos ver o Minotauro vencer mais do que amamos MMA? E quando ele, Wanderlei, Anderson, Belfort, Aldo, Lyoto pararem de lutar. O que irá restar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jon Jones VS Lyoto Machida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyoto Machida é incrível. Seu cartel de 17 vitórias e 3 derrotas não faz jus ao que vem oferecendo ao MMA nos últimos anos. Tentar, como tantos fazem, diminuir o mérito da eficácia de seu karatê por conta de tantas outras artes que também domina, é como dizer que Wanderlei não teria sido um dos maiores nocauteadores da história sem auxílio do jiu-jitsu. Machida aplica na prática o que parecia só funcionar em vídeos demonstrativos, kata em passagem de faixa ou filmes antigos produzidos em Hong Kong. A velocidade do mundo moderno e um esporte que prima pela mistura de tantas influências atropelaram a eficácia unilateral do karatê. Com a guarda baixa, pulinhos, saídas para os lados, fintas e socos sem pressão a arte milenar parecia fadada a aulas para crianças em escolas do município até que Lyoto apareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leve, letal, único. Assistir Lyoto lutar é revigorante num esporte cada vez mais tomado por força física, qualidade atlética, tática, quedas e controle. Um homem culto, com a vida estável e família sólida optar por se colocar em risco, em atrito, em constante impacto por paixão a sua arte, é um brinde do acaso para fãs de combates. Cada luta é mais um degrau em sua escada mental rumo ao posto de maior do planeta, quase criança olhando para o pôster de Bruce Lee na parede. Cada luta é um quadro, uma forma de arte, sua alma expressa em movimento. Luta com orgulho no olhar, sentimento de quem faz o que quer, fruta que só os ousados saboreiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyoto é quase indecifrável porque sua arte marcial não é estudada, não é levada a sério. Adversários analisam o Lyoto, não o karatê. Até porque em mais de 1000 anos ninguém conseguiu fazer o que ele faz. E se fez, não há documentação visual. Tentam entender sem muito sucesso como se move, como é uma coisa parecendo ser outra ou como antecipa pensamentos, porque caminha o terreno mais misterioso possível para a maioria dos homens. Luta por amor. Amor por sentir que toda a vida de ensinamentos de seu pai estão vivos com ele em cada luta, amor de quem não luta sozinho, amor pela sua arte que o leva a lapidar, polir, aperfeiçoar, entender, reinventar, compreender como só faz quem não tem pressa. Quem não pensa só em dinheiro, resultado ou fama. Por amor Lyoto e arte se fundiram numa criatura inigualável, quase imbatível, quase intocável, capaz de fatiar a psique dos adversários com a precisão de uma Hattori Hanzo. Lyoto é um dos melhores, relevantes e importantes atletas do mundo mesmo que não tenha como voltar a ser campeão enquanto Jones existir no meio pesado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religiosos falam da segunda vinda ao planeta Terra do filho de Deus. Durante anos achei que pudesse ser Inri Cristo, apesar da comunidade cristã não concordar com a teoria, mas atualmente começo a desconfiar que Jon Jones seja o esperado messias. Não é o melhor wrestler do UFC e derruba sem dificuldade outros tão mais condecorados, sem muito tempo treinando muay thai e jiu-jitsu já foi superior em pé contra Shogun, um dos melhores trocadores do MMA, e finalizou Lyoto Machida, faixa preta da arte suave. Jones parece estar nessa terra numa missão que começa ao se tornar o melhor lutador de todos os tempos, ser amado por todos os povos, abandonar as lutas invicto, caminhar sobre as águas e morrer crucificado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do octagon é cristalino em seu olhar o tédio com a certeza do desfecho do combate, mas pela primeira vez em sua carreira perdeu um round. Nem ele foi páreo para Lyoto no auge, em sua zona neutra, em seu limbo onde é inatingível e de onde lança seus golpes como trovões por entre as nuvens. Sem pressão física para nocautear Jones, teria que passar intocado, imaculado, por 5 rounds, e num esporte de contato isso simplesmente não acontece. Lyoto foi genial, um esplendor de brilhantismo e do que faz MMA ser surpreendente durante todos os minutos em que esteve acordado dentro do octagon. Mas quando Jones o segurou, acabou. Espremeu como se fosse um hamster e pronto. Simples assim. Foi posto para dormir de olho aberto, largado no chão como um saco de lixo, sem respeito, com a boca quase beijando os pés do seu algoz num momento messiânico, como se sua alma quisesse ir ao encontro dessa energia tão intensa chamada Jon Jones. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos comentaristas e técnicos de MMA afirmam ter Lyoto encontrado o caminho para vencer Jones por conta do belo primeiro round. Se outro lutador desenvolver alguma técnica de metamorfose e virar Lyoto Machida, pode ser, mas se a solução for reproduzir os movimentos que apenas um lutador no mundo consegue, me parece meio desesperado. É como ver Messi jogando, virar para o time e dizer: “é assim que vocês tem que fazer”. Machida tem o controle de distância que só ele tem e entende. Ninguém luta tão por fora, tão distante, e em fração de segundo atinge e desaparece como ele. Para vencer Jones tem que se ter 99 qualidades, mais sorte, mais técnica de Lyoto, mais queixo do Shogun.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyoto sabia o que fazer em pé, mas não tinha a menor idéia de por onde começar quando caiu por baixo, e numa luta desse nível, é fatal. O brasileiro afirma que o corte e impacto lhe prejudicaram nos segundos que antecederam sua derrota, mas antes de ser atingido já estava dominado no chão, com os joelhos fechados e os braços esticados para frente como se defendendo de um estupro, não fazendo uso de alguma técnica ou treinamento específico. Já estava pensando em apenas sobreviver antes do golpe que mudou a luta. Jones o cortou antes mesmo de o atingir. Machida segurou Bones pelos punhos, chamou o vampiro pra dentro de casa, cometeu um erro amador contra um atleta que vai vencer mesmo que o adversário não cometa erro nenhum. Jones se impôs, forçou a barra, não achou brechas então estourou a represa, se despejou gigantesco, escuro, prepotente e imbatível sobre o adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jones está evolutivamente acima de seus concorrentes, um ser humano em outro nível genético. Quinton e Bader, dois dos atletas mais fortes muscularmente em qualquer peso, são pequenos perto dele, Shogun e Lyoto parecem bonecos de espuma. Aparentemente apenas técnica, ousadia, velocidade, tática e coração não são nem suficientes para incomodá-lo. Até porque também possui essas qualidades. Para ameaçá-lo tem que haver uma mínima equivalência física, o que ninguém no peso possui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jon Jones é o Jesus negro, a evolução que o MMA não precisa, o presente que não deveríamos ganhar, a lição de moral que só vamos entender daqui a 10 anos, a lenda prematura, a revolução antes da hora, o vencedor contra qual os derrotados não querem revanche. Vai tirar para pouca coisa, maltratar e dominar grandes lutadores, tantos de nossos ídolos, derrubará todos, vai jogar o tabuleiro de xadrez no chão. Podemos assistir a suas lutas nos maravilhando com algo único e expandir nossa mente antes do fim, ou transformar cada uma de suas performances em exercícios de lamentação e choro pelo derrotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS 1: Não acho que Jones seja a encarnação de Jesus Cristo. É apenas uma metáfora provocativa.&lt;br /&gt;OBS 2: Se Jones realmente fosse a encarnação de Jesus Cristo, não me surpreenderia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Frank Mir VS Rodrigo Minotauro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilhaçar do braço de Minotauro marcou o fim de uma das lutas mais emocionantes e comoventes do MMA. Saber apreciar a beleza desse combate é colocar o esporte acima de bandeiras, nações ou patriotismo. Amar a forma acima dos componentes. Admitir que mesmo com um brasileiro derrotado no chão, o fã saiu vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carismático, pesado, grande, com golpes poderosos, inteligente, bom em defesa de quedas, estratégia, controle de luta e excelente em jiu-jitsu. Frank Mir seria um dos maiores lutadores do mundo se não fosse frouxo. É o cara mais macho e confiante do mundo até levar o primeiro soco na cara, quando desaba moralmente e entrega a luta em troca de misericórdia. Minotauro é voraz, corajoso, não se entrega nunca, foi pra cima, encurralou, bateu até Frank cair de cara no chão e começar a rezar para o juiz terminar o combate. Já estava até com o discurso de revanche ensaiado quando Minotauro resolveu perder. Todos os atletas que atingiram o rosto de Mir no chão venceram o combate. Brock, Carwin, Pé de Pano, Freeman. O único que conseguiu a proeza de não vencer um atleta que queria ser vencido foi o brasileiro. Uma decisão errada, uma posição perdida, lentidão na hora de escapar da chave e pronto. Mir venceu de novo, e dessa vez foi lindo. Teve um dia de Minotauro. Apanhou, caiu, agüentou e finalizou. Nos lamentarmos pela derrota de um é perdermos a chance de nos divertir com a vitória do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mir não fez muito, entrou amuado, de acordo com o próprio sem saber o que fazer para vencer novamente uma lenda tão imponente. Mir é cérebro demais e instinto de menos. Onde muitos lutadores entram no modo automático quando apanham, Mir se apequena. Lógicas, motivos, traumas, tudo isso é entulho quando o objetivo é não ser desfigurado por um atleta profissional de MMA desferindo socos sem defesa. Mesmo assim, não a toa, ainda é um dos maiores do mundo. Quando encaixa uma chave, ninguém sai. Brock Lesnar pulou e arrastou Mir para longe da lona do octagon, mesmo em pleno ar continuou aparafusado na perna. São mil maneiras de vencê-lo e poucas para perder, mas de dentro de uma de suas chaves ninguém consegue escapar. Nem o maior mestre do jiu-jitsu aplicado ao MMA. Mir venceu uma luta emocionante muito mais com gosto de surpresa do que superação. Seu grande ponto fraco continua ali, seu coração de bolinha de gude, que vai impedi-lo de voltar a ser campeão de um UFC povoado por tantos corajosos. Mas sua maior vitória não foi superar o brasileiro, foi quebrar junto com o braço de Minotauro algumas barreiras alfandegárias do nosso coração. Mostrar de modo belo e quase triste que MMA é o maior dos esportes porque se reinventa, toma novas formas. Surpreende. Que grandes histórias e momentos inesquecíveis continuam sendo cunhados, e que os melhores momentos ainda estão por vir para quem se comove com o espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minotauro estava preparado. O mais bem preparado que sua idade e corpo surrado permitem nos dias de hoje. Dizer que está na sua melhor forma de todos os tempos é negar de modo quase inocente seus momentos velozes, onde apanhava sem ser nocauteado, leve e indestrutível no Pride. O Rodrigo de hoje traz mais marcas no corpo do que podemos ver. Ninguém passa pelo que já passou e fica totalmente recuperado. Podemos querer acreditar que sim, mas não é verdade. Sempre há alguma coisa no movimento de pescoço, como o músculo contrai para soltar o soco, na velocidade em que o abdome relaxa e retesa para segurar o impacto centésimos antes de completar a ingestão de ar, em como o maxilar já não parece tão fixo. Chuck, Couture, Tank, Fedor e tantos sabem disso. O corpo do lutador vai esfarelando aos poucos de modo ainda não completamente conhecido pela ciência. Porque um atleta que poderia ser atingido com um taco de baseball e continuar de pé, hoje em dia cai com um cruzadinho mal dado? Não há documentação sobre isso. É um cronômetro biológico, alguma coisa que se sente mais do que explica. E o de Minotauro está quase zerando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minotauro não pode mais errar hoje em dia. Seu corpo não agüenta mais pagar esse preço. Errou conta Mir duas vezes e contra Velasquez uma. Perdeu as três. Tem que ser perfeito como foi contra Schaub no UFC Rio e como estava sendo contra Frank até tomar uma das piores decisões de sua vida. O adversário estava de quatro e dominado, entregue como sempre, quando dois socos seus pegam na nuca e o juiz Herb Dean o alertou para tomar cuidado. Mesmo alerta que não foi feito nas lutas de Belfort contra Franklyn e Akyiama que resultaram na vitória do brasileiro. O alerta fez Minotauro parar para pensar, fazer o que Mir sempre faz e lhe custa tantas lutas. Por um segundo colocou o instinto predador de lado, aquele dispositivo que usa a técnica mais adequada ao momento. Trocou reflexo pela razão. Por instinto mudaria o ângulo dos socos e mais 1 ou 2 terminariam o combate. O instinto predador negaria o jiu-jitsu em prol da sobrevivência e destruição do oponente. Mas, racionalmente, uma finalização seria como renascer. A volta de seu jogo de chão que tantos dizem não existir mais, a prova de que Mir poderia até bater nele, como fez da primeira vez, mas no chão nem ele nem ninguém o superaria. Jamais. E por razão, escolha, vontade própria, nada nem passando perto de instinto, abriu mão da vitória certa por um triângulo de mão. De um gol de bico por um de letra. Mir escapou para o braço e o brasileiro, perplexo, não conseguiu posturar ou se defender de um golpe que, antes de encaixado, tem como ser anulado. Parecia se lamentar pela chance perdida mais do que tomar uma providência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Rodrigo Nogueira já sabia não dar mais para escapar da finalização e mesmo assim não bateu. Por quê? Só coisas boas me vem a cabeça. Achar que ele foi burro, que já estava perdido o combate então porque não bater, dizer que não há demérito em aceitar a derrota e tantas coisas nessa linha é num por do sol não parar para fitar o horizonte. Minotauro não deixou o braço quebrar para mostrar que é homem, isso ele já mostrou com lágrima e sangue, deixou quebrar porque é disso que ele é feito. Um cabeça dura incrível, como são todos aqueles que fazem alguma coisa relevante nessa vida. Preferia passar pela cirurgia que fosse, e ter parafusos espetados para fora do braço, e mais sessões de fisioterapia e mais a marca eterna na carne da derrota, do que a cicatriz na alma que só ele ia sentir de ter admitido a derrota para alguém tão inferior antes de ter total e inconteste certeza. Minotauro esperou quebrar para dormir com dores, mas em paz. Trocou um braço pela consciência limpa. É direito de alguém que já quebrou tantos outros. E eu que não torço por lutadores em específico, fiquei triste.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As maiores escolhas que um homem faz na vida não costumam ser documentadas em vídeo. A maioria das vezes que choramos, que cortamos na própria carne, que pagamos o preço caro para nos manter sendo quem somos, fazemos sozinhos. Depois respiramos fundo e seguimos em frente. No UFC 140 vimos uma escolha de vida, muito além de bater ou não. Minotauro sempre entregou seu corpo em cada segundo dentro de um ringue ou octagon, sem vergonha de suas limitações, força e fraquezas, nos mostrou ao longo de anos do que é feito. Agora que entregou seu coração, mostrou também quem ele é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rogerio Minotouro VS Tito Ortiz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carreira de Tito Ortiz no maior evento de MMA do mundo só não terminou por conta de sua surpreendente vitória sobre o jovem TOP 10 Ryan Bader. Até essa luta contra Minotouro, tinha sido seu único bom resultado nos últimos 7 combates nos quais esteve envolvido. Uma única vitória em quase 6 anos deu um último fôlego para um atleta que tem a função estratégica de boi de piranha mais caro de todos os tempos. Ortiz só ainda coexiste no mesmo cosmos de outras estrelas do MMA mundial porque com nome, carisma e uma história de glórias na organização, confere qualidade no marketing para o card e vitória quase garantida para algum adversário que queiram presentear com uma melhoria no cartel. Ortiz foi oferendado a Griffin, Bader, Evans e agora Minotouro.  Todos atletas a uma ou duas vitórias de poderem entrar na disputa por uma chance de lutar pelo cinturão caso a direção do evento achasse conveniente. Ortiz, sem chances de almejar coisas maiores, aceitou todas no peito e na raça, venceu uma e perdeu as outras. Começa bem, fumegando atitude, mas a casca quebra com um peteleco. Começou melhor, acertou bons socos, mas não agüentou a pressão de um lutador ainda em atividade e bem preparado, se espatifando no chão após uma joelhada e cobrindo o rosto quando o que tinha que proteger era a costela lesionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém dá desculpas melhor que Ortiz. Faz qualquer adversário que o vença parecer que esteve num grande combate e nos dá a impressão de que vai sempre voltar revigorado e melhor. Chegou a afirmar, e alguns acreditaram, que sucumbiu rapidamente aos golpes por serem exatamente no mesmo lugar onde Evans o havia acertado. Quando na verdade o brasileiro o golpeou na área das costelas e o americano, no peito. Resta a Tito mais uma luta, que ele torce para que seja contra Griffin, alguém que ele sabe não ter como humilhá-lo ou nocauteá-lo. Assim tendo um fim de carreira digno, com todos os dentes na boca e mais tempo para agradecer aos fãs e fazer propaganda no fim.  O próprio Griffin disse já estar velho para esse esporte e gostaria de fazer lutas contra atletas menos qualificados para não ser nocauteado. Alguém de quem ele agüentasse os golpes para fazer o que faz de melhor. Trocar socos durante três rounds, acabar de pé e abraçar sorrindo o adversário, sem pretensão de cinturão ou almejar coisas maiores. Uma luta entre os dois está desenhada, mas não me parece nem um pouco interessante. Torço para um justo empate e que esses atletas já desinteressados dêem logo espaço para tantos outros sedentos por uma chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minotouro venceu uma luta que tinha que vencer. Não superasse o aposentado Ortiz seria cortado com justiça. Se não o vencesse, venceria quem? Fez o que teve que fazer, sem brilhantismo ou muita emoção e continua bem longe, para sua sorte, de uma disputa contra Jon Jones. Como prosseguimento de carreira não me vem nenhum lutador em específico com o qual Rogério faria uma luta relevante. Em pé foi levemente pior que Bader, Davis, bambeou nas mãos do péssimo Jason Brilz e tomou breve calor do lento Ortiz. No chão não foi eficaz contra os wrestlers Davis e Brilz apesar de faixa preta de jiu-jitsu. Um embate contra algum TOP 10 parece fadá-lo a derrota. Lutas contra Franklyn ou Griffin poderiam ser mais equivalentes e, se saindo bem, arriscar tudo contra um dos melhores perto do final de 2012.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-5723333290892353100?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/5723333290892353100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/12/analise-ufc-140-jones-vs-machida.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/5723333290892353100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/5723333290892353100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/12/analise-ufc-140-jones-vs-machida.html' title='ANÁLISE: UFC 140 - Jones VS Machida'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6PhrnC1H0fw/TvZF7Y-G0UI/AAAAAAAAATo/ebGUzDUZlcY/s72-c/jones140.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-4024174029155750100</id><published>2011-12-08T19:16:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T19:19:00.604-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 139 - Henderson VS Shogun</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-clR8Gn2QPz8/TuF-D6iBXqI/AAAAAAAAATc/GYGKZVMQ19Y/s1600/hendersonshogun.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 249px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-clR8Gn2QPz8/TuF-D6iBXqI/AAAAAAAAATc/GYGKZVMQ19Y/s320/hendersonshogun.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683962810434936482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um UFC a flor da pele, tenso, comovente e relevante assina o começo da trilogia de mega eventos que fecham o excelente ano de 2011 para o MMA. Mesmo com Jones VS Lyoto e Lesnar VS Overeem com colisões marcadas para breve, é difícil imaginar que o ponto alto desse fim de temporada não seja o clássico instantâneo entre Shogun e Henderson. Poucas vezes violência e técnica, arte e força, lágrimas e sangue se mesclaram numa pintura tão valiosa. Uma luta para todas as gerações entre dois lutadores intermináveis. O UFC 139 ainda marcou mais uma etapa da dolorida peregrinação de Wanderlei Silva rumo a lugar nenhum e mais um carimbo no ticket de cliente VIP de disputas de cinturão para Urijah Faber. Um evento incandescente, importante, quase que um pedido de desculpas do destino pelo deprimente UFC 138.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dan Henderson VS Maurício Shogun&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desafiando a ciência e o bom senso, Henderson vem ficando melhor com o tempo. Tão melhor que parece mais novo. A fonte da juventude é ambição. Uma motivação, um sonho, nos mantém vivos, joviais. Muito desse envelhecer vem primeiro da nossa mente, do desinteresse pelas coisas e por si próprio. Ao ser cortado do UFC após 3 vitórias seguidas, lutar desmotivado por achar que seria fácil demais e perder de modo melancólico para Shields no Strikeforce, e ouvir Dana White declarar para todos os microfones, de CNN até ESPN, que Dan estava acabado e sua carreira não tinha muito mais futuro, algo mudou. Ou melhor, voltou ao normal. Às vezes a melhor transformação é nos reencontrarmos, perceber que o caminho estava certo e dar um passo lateral para tudo ser como antes. Hendo se viu no dilema cotidiano de sacolejar a poeira e provar que é alguma coisa, ou manter um comportamento medíocre e resmungar porque os outros não o acham mais especial. Como um campeão, um atleta que venceu por todos os lugares por onde passou, de wrestling a MMA, resolveu voltar atrás e ser ele mesmo mais uma vez. Um último suspiro, um fim de carreira digno e não melancólico e risível como parece estar virando moda entre veteranos. Nocauteou Babalu, Feijão, Fedor e serviu de presente de Natal para Shogun um dos maiores espancamentos de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dan venceu 7 das últimas 8 lutas que fez. É, de fato, um dos maiores do mundo na atualidade. Nunca deixou de ser.  Uma pessoa direta e objetiva que consegue carregar para o octagon essa essência. Muito de ter melhorado com o tempo, apesar do corpo biologicamente, irrefutavelmente, dar sinais de cansaço, é nunca mentir para si mesmo, sobre suas habilidades e qualidades de seus adversários. Prática muito comum entre atletas brasileiros. Hendo não diz ser mais do que é nem contrata uma equipe de amigos para lhe convencerem disso. Sabe que o preço das escolhas que fazemos é cobrada pela vida, e do mau treinamento, apadrinhamento e preguiça, é cobrado em sangue e vergonhas dentro das oito grades. Entendeu seu estilo, suas qualidades e limitações. Limpou o armário, fez uma faxina no seu planejamento de treinamento, reduziu o discurso, esvaziou o espírito, aumentou as possibilidades e se pôs a lapidar sua melhor arma, ano após ano, ao invés de tentar melhorar um pouco tantas outras milhões de coisas que envolvem esse esporte. Se trancou na masmorra da consciência, da realidade. Se enfurnou nos calabouços sinistros da mente de um campeão incansável, amuado, desafiado. Segurou seu machete e o afiou, no escuro, em silêncio, sozinho. Só ele e o som e o cheiro do aço quente sendo limado, aperfeiçoado. Uma navalha que não parece nada demais, mas se pegar no ângulo certo, se descer de jeito, fatia uma montanha ao meio. Dan transformou o que era um mata cobra poderosíssimo no começo de sua carreira, no cruzadinho mais letal, preciso e devastador desde que Royce se sagrou campeão do UFC 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cruzado de Dan Handerson parece o Jason, lento, mas sempre chega, e quando chega todos sabem o que vai acontecer. Contra esse batido golpe, aplicado em boxe faz mais de 1000 anos, são várias as defesas, contra ataques, distâncias e técnicas que, facilmente manteriam qualquer atleta protegido e em condições de vencê-lo. Mas mentalmente não há escapatória. Seu golpe nocauteia o espírito do adversário antes, o medo de ser atingido por um golpe que já atingiu milhões, de ser a próxima vítima, de ser mais um a cair, paralisa os nervos, dificulta a passagem dos impulsos, as pernas ficam brevemente mais lentas, a guarda levemente mais reticente, o olhar que deveria estar sempre fixo pisca por um micro segundo antecipando a desgraça e pronto. Mais um tombou frente a um dos maiores de toda a existência. E foi exatamente isso que aconteceu com Shogun. Bang! Caiu como todos, mas provou ser feito do mesmo material fantástico de seu adversário, ao levantar e seguir em frente. Trampando na porrada, levando mais do que dando, mais sangrado do que sangrando. Dois machos alfa colidindo, se dilapidando e deixando pedaços de diamante pelo chão. Alguém iria acabar caindo, não era possível, mas os dois terminaram de pé. Quebrados, desidratados, amarrotados, cheios de rachaduras e hematomas. Numa fagulha do incrível que é esse esporte, se olharmos bem de perto, no grão, leremos que Dan venceu. Mas com o tempo, um grão incrível se mistura a outro e mais outro e só o que veremos é uma praia de areia quente e confortável que só existe na mossa mente. Para onde iremos constantemente até o fim de nossas vidas, cheia de memórias e momentos épicos desse esporte. Vencedores e vencidos se misturam na paixão surpreendente que temos por esse MMA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitar que um saiu vencedor é importante para prosseguimento de carreira, cartel, casamento de lutas e etc. Faz parte da parte mecânica de qualquer esporte. Mas olhar para o outro como derrotado é colocar antolhos, cela e arreios quando são opcionais. É pedir para ser montado e domesticado pela mídia sem qualidade, fãs sem emoção. Uma das melhores lutas de todos os tempos precisa de dois para acontecer. O mérito é dividido exatamente por igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shogun entrou como sempre. Mentalmente preparado para encarar um exército e fisicamente rezando para a luta acabar antes do primeiro round. A falta de condicionamento do brasileiro é histórica, por mais que muito creditem isso a sua ida para o UFC, operações e erros nas estratégias de treinamento. Até em seu auge, quando se sagrou campeão do GP do Pride, saiu arrastado do ringue de tão cansado ao vencer com socos na montada Overeem depois de apenas 6 minutos de luta. Na maioria das vezes acaba ofegante mesmo em combates rápidos. Seu auge físico foi no primeiro confronto contra Lyoto, mas não teve atrito no chão, o que costuma drenar ainda mais rápido seu gás. Shogun tem um coração tão grande que ocupa o espaço dos tanques de gasolina. E foi esse seu eterno problema de condicionamento que o impediu de definir a luta no quinto round. Bater cansa mais do que apanhar, e Hendo acabou o segundo round mais cansado e Shogun mais machucado. Quando o brasileiro começou a virar o combate, esgrimir, se mover melhor e derrubar, sua resistência aeróbica cessou de vez. Seus diminutos pulmões secaram e colaram um no outro. Ao fim do quinto round não tinha nem mais forças para desferir socos com moderado impacto. E ficou por cima, quase cinco minutos, e não conseguiu canalizar energia em nenhum golpe se quer. Isso é falta de condicionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dan ter sido um wrestler tão condecorado e talentoso quase induz todos os adversários a um erro de estratégia, e não foi diferente dessa vez. A realidade é que Dan nem treina mais wrestling com freqüência, de acordo com o próprio, para poupar seu corpo, músculos das costas e joelho. Derrubá-lo é relativamente simples atualmente. Shogun, Feijão, Shields e praticamente todos que tentaram nas últimas lutas conseguiram. A questão é que poucos tentam. Acham que a única maneira é ficar em pé, parar em sua frente, e o resto da história todos sabemos. Shogun poderia ter usados chutes longos na perna mantendo a guarda alta. Víamos muito isso no K1. Cruzados de encontro como defesa, jabs para forçá-lo a abrir a guarda e etc. Mas é tão mais fácil para eu dizer isso do que ele ir lá e fazer. Não deve ser tão simples quanto acho ser e, com certeza, não aceitaria uma luta contra Henderson para provar meu ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shogun estava com excesso de gordura. Roliço. Estar com a barriga pra dentro é sinal de boa forma em boates, de camisa, em esporte de alto rendimento a análise é feita por percentual de gordura (body fat). E o dele é alto demais para os padrões atuais. Deveria descer para o peso médio, onde seria um animal incontrolável. No meio pesado, no MMA atual, vai sempre estar um passo atrás em velocidade e força.&lt;br /&gt;Shogun tem um carisma enorme. Por isso é tão difícil nos conformarmos com suas derrotas. Fãs esperaram literalmente anos pela sua revanche contra Coleman, clamaram por uma revanche imediata contra Lyoto, acharam justa uma nova luta contra Forrest, mesmo depois de ser obliterado por Jon Jones achavam de deveria ter outra chance e muitos afirmam o mesmo agora. Sua carreira é quase uma jornada kármica de resgate e elevação espiritual. Dan venceu o round 2 e 3. Shogun o 4. A questão da dúvida sobre a pontuação são o primeiro e último. Muitos afirmam ser justo um 10 a 8 para o brasileiro no último por dominar todo o round, mesmo não causando muito dano. Concordo. Mas a mesma lógica é ainda potencializada quando no primeiro ele foi espancado e o juiz esteve para interromper a luta duas vezes. Se dominar sem contundência o daria 10 a 8, ser dominado por espancamento e com muita contundência dá 10 a 8 para o adversário. Dan venceu a luta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dan e Shogun se chocaram com toda a violência e coragem que caracterizou suas carreiras, por isso são eternos. São exemplos de tantas coisas diferentes, cada um a seu jeito. Sempre acho interessante quando dois lutadores que respeito tanto se enfrentam, moralmente merecendo sair vencedores. Sem média, sem frescura, sem patriotismo, eu gostaria de apertar a mão dos dois e parabenizar por uma das lutas do século, levando em conta qualquer esporte. Dan deve pegar o vencedor de Jones VS Lyoto, ou talvez não. Depende de como ocorrer Rashad VS Davis e da recuperação da cirurgia a que Bones irá se submeter. E Shogun deve pegar o perdedor de Rashad e Davis ou o vencedor de Ortiz e Minotouro, em mais uma revanche. Independente dos adversários, os dois são sempre garantia de espetáculo, e é disso que esse esporte é feito, por isso esse esporte é magnífico e revigorante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Wanderlei Silva VS Cung Lee&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o maior presente que posso oferecer a pessoas que gosto é a sinceridade. Errado ou certo, dizer o que realmente sinto, expor meu sentimento, é o máximo que posso fazer como prova de respeito. Mil vezes uma verdade dolorida do que uma bajulação que corrompe. E é assim que me pego olhando para a carreira de Wanderlei. Um dos maiores, merece todo o respeito e até um certo carinho pelo que fez. Noites e madrugadas de alegria e emoção como poucos atletas vão vir a fazer. Lutas cheias de sentimento e adrenalina e veias hipervascularizadas, e raiva, e alegria, e violência e vitória e depois, paz. Foi como nenhum jamais vai ser, único, emblemático, importante. Um daqueles que arrastou o esporte pelas correntes quando ninguém queria realmente ver, e muitos queriam que deixasse de existir. Wanderlei fez mais do que imagina, daqui a 50 anos vai ser mais fácil perceber. Mas hoje em dia, não faz mais nada. Está numa constante peregrinação para lugar nenhum. Não tem como vencer grandes lutadores para disputar o cinturão, mesmo que vencesse não gostaria de enfrentar seu amigo Anderson Silva e não tem interesse em luta com adversários desconhecidos. Vem apanhando muito mais do que batendo e quase à toa. 6 derrotas nas últimas 9 lutas, 4 por nocaute. Apenas 3 vitórias em quase 6 anos. Um cartel recente ridículo até para padrões de atletas de baixo nível. O cachorro loco continua querendo morder carnes que o maxilar não consegue mais dilacerar. Confunde a paixão dos fãs pelo que foi com a vontade de continuar sendo. Quer dar alegrias, continuar no combate. Mesmo com filho e família, ainda entra para a porrada mesmo, sem medo de se ferir ou coisa pior. Isso é comovente. Cada luta sua é um último suspiro, tão difícil, os pulmões afogados, a correnteza tão violenta, qualquer vitória é uma catarse. Venceu Cung Lee. Não fez nada demais, não muda nada na história do esporte nem do UFC atual, mas foi muito emocionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cung Lee poderia ter sido um lutador fantástico tivesse começado a carreira 25 anos antes como lutador profissional ao invés de artista de cinema. Hoje em dia, gordinho, velho para o esporte, com família, sem ritmo ou implementação de tecnologias modernas no treinamento e com a ambição de ser campeão de um senhor na corrida do ovo na gincana da escola da neta, não impôs muita resistência. Tem uma movimentação excêntrica, sui generis, o mais próximo do ballet que MMA pode chegar e ainda ser contundente. Um dos lutadores mais intrigantes de vermos lutando, mas não deveria ser capaz de impor desafio real a um atleta de alto nível. Mas impôs. Até porque Wand não luta mais em alto nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa era a luta pela qual eu estava mais ansioso. Um casamento instigante entre técnica e agressividade. Quem não acompanhou a breve carreira de Cung Lee não curtiu a expectativa desse confronto, e talvez nem tenha entendido bem como pode ser tão competitivo e impor tantas dificuldades técnicas para o adversário. Cung Lee 20 atrás VS Wand do Pride seria uma das lutas do milênio. Mas nessa dimensão luta assim nunca ocorreu e o que tivemos foi habilidade tentando superar despreparo e idade, contra violência e paixão tentando superar a queda técnica e física. Um canto do cisne, uma luta bonita de ver, um bailado violento e letal, onde venceu o lutador de verdade. O livro pesou sobre uma página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wanderlei vibrou, chorou e mereceu. Não sou amargo nem canalha para querer tirar o mérito dessa sua glória. Se a vida é feita de pequenos momentos, se ser feliz é um aglomerado de milhares de alegrias, que pode ir de um beijo na namorada até um abraço no pai, o que diria de uma vitória no UFC? Que ele curta e vibre de coração cheio. Que os fãs o tratem com a emoção e cuidado que ele fez por merecer de tanto destruir os outros e a ele próprio pelo nosso prazer. Mas sua carreira está no final. Está a uma derrota contundente de ser cortado por Dana White, ele sabe, nós sabemos. E do jeito que ele está, sem queixo, menos resistente, com menos punch, para essa derrota não vir terá que fazer luta contra atletas medíocres e seu espírito guerreiro não vai aceitar. Pedirá por grandes combates. Revanche contra Belfort, Leben e etc. Lutas que dificilmente terão resultado diferente da primeira. Não imagino Wanderlei agüentando se aposentar vencendo. Enquanto estiver tendo a mão levantada, vai continuar. Nada vai pará-lo. Será até o fim como sempre foi desde o começo. Por isso antevejo o ponto final de sua carreira ao som seco de um direto no queixo e aplausos para o outro. Foi assim com tantos, deverá ser assim com ele. Parece ser o único caminho que os maiores encontram para parar. Os maiores deixarão o octagon ou ringue pela última vez tristes, sempre tristes. Porque uma gotinha sequer de alegria que seja vai fazê-los querer voltar, como um pingo de sangue revive o vampiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cung Lee contra Leben e Wanderlei contra Maia são duas lutas que eu amaria ver antes do fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urijah Faber VS Brian Bowles&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faber é um lutador incrível. Excelente em todas as áreas, veloz, carismático, bem humorado, raçudo, agressivo dentro do octagon, educado com fãs e mídia fora, com boa aparência e cabelos dourados para fazer comercial de shampoo traduzido em 5 línguas. É o pacote completo. De capa de revistas de boa forma, leilões beneficentes até main events. Faber faz de tudo, até ajudar jovens carentes com uma instituição de caridade ligada a sua equipe Alpha Male. Como não gostar do cara? Ou se isso não for suficiente para admira-lo, por que torcer contra? Não há real motivo para querermos atrapalhar seu caminho natural que parece ser positivo para todos os envolvidos. E para os fãs de MMA Faber faz exatamente o que um grande atleta deve fazer. Sempre boas lutas com entrega total e voracidade. A única coisa incômoda a respeito de sua pessoa é como, luta sim, luta não, disputa algum cinturão. Como se ele, por ser tudo isso acima e ainda muito mais, não pudesse, jamais, não ser o campeão absoluto de algum peso. Depois de perder o cinturão do WEC para Brown, 8 lutas antes dessa, já disputou o cinturão 3 vezes. Levando em conta que na primeira luta contra Mike Brown ele era o atual campeão, foram 4 lutas por título nas últimas 8. Se esse texto fosse uma conversa informal por MSN teria escrito agora um: “rsrsrsr” ou um “kkkkk”. Faber tem carteirinha VIP de desafiante ao título e isso me chateia como fã, imagine o que não pensam os outros atletas do peso. Não gosto de opinião tendenciosa, patriotismo ou apadrinhamento. São vírus que destroem a competição honesta e escalonamento de combates. Por conta disso o excelente Renan Barão, e outros, vão ficar sentados na calçada esperando a festa do granfino acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian Bowles é excelente. Um dos 5 melhores atletas do peso e um desafiante digno ao reinado de Cruz, tivesse passado por Faber, proeza das mais difíceis e um pouco acima de suas estelares habilidades. Faber foi mais violento, maior, manipulou Bowles sem vergonha nenhuma e acabou fácil com um atleta que é adversário dificílimo para quase todo mundo. Brian deve pegar Barão ou Demetrious em combates que já tem o bicho de luta da noite praticamente garantido. E Faber, se perder para Cruz, estará mais uma vez a uma vitória de distância de disputar algum cinturão mais uma vez. Seja numa revanche contra Aldo, que estando tão lento tem chances de ser vencido pelo California Kid, coisa que parecia impossível ao final da primeira luta, ou até descer para disputar o título do ainda nem introduzido no UFC peso mosca. Se depender disso para Urijah ter algum cinturão, não se preocupem, em 2012 teremos uma nova categoria no UFC.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-4024174029155750100?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/4024174029155750100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/12/analise-ufc-139-henderson-vs-shogun.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/4024174029155750100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/4024174029155750100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/12/analise-ufc-139-henderson-vs-shogun.html' title='ANÁLISE: UFC 139 - Henderson VS Shogun'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-clR8Gn2QPz8/TuF-D6iBXqI/AAAAAAAAATc/GYGKZVMQ19Y/s72-c/hendersonshogun.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-8406895525742331845</id><published>2011-12-08T19:14:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T19:16:14.125-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC on FOX 1 - Velasquez VS Cigano</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2IuaRqJuvVY/TuF9aDy20NI/AAAAAAAAATQ/1EFMbxXfoXA/s1600/FOX1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 212px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-2IuaRqJuvVY/TuF9aDy20NI/AAAAAAAAATQ/1EFMbxXfoXA/s320/FOX1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683962091366961362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;UFC on FOX foi uma carimbada firme no contrato que MMA tem com a emoção a flor da pele. A primeira luta do UFC em canal aberto nos EUA também foi a mais assistida de todos os tempos com picos de 8.8 milhões de espectadores apenas no país. O primeiro evento, a primeira luta, rápida e arisca, rasgando convenções, deixando cicatriz que o esporte deveria ter orgulho de empunhar. Uma luta antológica mais pelo que representa, do que pelo que vimos, mais importante em 1 ou 2 anos do que agora. Royce Gracie, em 1993, sozinho, franzino, com sangue no kimono, começou a erguer as fundações do que depois conheceríamos como MMA. Fedor, Sakuraba, Minotauro, Wanderlei, Anderson, Liddell, Couture e outros fizeram desse o esporte mais apaixonante já inventado. No ano em que MMA chega a maturidade,Cigano, numa porrada só, eterniza o esporte e pavimenta caminho para mais 18 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cain Velasquez VS Junior Cigano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil falar de um combate tão importante quando praticamente não houve luta. Tanta expectativa para alguns chutes na perna, um mata cobra, alguns socos no chão e pronto. Basicamente isso resume a disputa pelo cinturão do pesado. Apesar de Joe Rogan e outros entusiastas apontarem qualquer nocaute como grande combate, pra mim, os maiores vem de ataques e superação dos dois lados, reviravoltas e alternância de momentos emocionantes. Quando só um luta podemos curtir a vitória se for para quem torcermos, ou lamentar a derrota caso contrário. Se na prática não aconteceu nada do que eu ou Dana White esperávamos, verdade que esse nocaute veio na medida quase exata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou claro para quem acompanha a carreira de Cain Velasquez que ele estava diferente. Tavez por estar um ano parado por conta de lesão. Um lutador gélido e calculista demonstrava nervosismo descarado, despressurizando com seqüenciais pequenos assopros a tensão que lhe esmagava o esôfago. Sempre parrudo, desta vez entrou fora de forma. Os braços ainda ostentavam um excessivo percentual de gordura que atletas de ponta não devem carregar, mas com muito menos massa muscular que o seu normal. Do peito antes trabalhado, mas sem definições ou compromisso com estética, agora dependuravam-se duas papinhas de pele excedente. Atleta de alto rendimento sente as oscilações de seu corpo, costumeiramente reflexos de erros, lesões ou falhas na preparação física e programa de treinos. Velasquez não era nessa noite o mesmo que foi em tantas outras quando achamos ser um dos maiores do planeta. Modorrento, reticente, atrofiado. Um atleta que era o mundo todo entrou apenas México. Acabou dormindo, tirado para lutador de bar, caído de qualquer jeito, espatifado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velasquez não foi nem rascunho do lutador que nos encanta. Independente de nacionalidades, torço para o espetáculo, emoção. Adoraria vê-lo tombar e não ser empurrado para o chão. Torci por um grande combate, não por um soco, mas nada disso arranha a performance de Cigano. A luta para um atleta começa na preparação, nos dias de treinamento, na superação de problemas pessoais, dores, lesões, tristeza, desmotivação, dieta, dedicação e tantas outras coisas. Sob os holofotes e câmeras, no octagon, é apenas a cereja do bolo, a copa da árvore, um ponto no final. Interrogação para Velasquez, exclamação para Cigano. E se Cain começou a perder sua luta meses atrás, problema dele, porque Cigano vem vencendo todas desde que nasceu.&lt;br /&gt;Das 14 vitórias de Junior Cigano, 10 são nocautes no primeiro round, e os dois únicos que aguentaram os três rounds até o final, Roy Nelson e Shane Carwin, foram acarinhados com a maior sova de suas vidas. Desfigurados, espancados, talvez tenham em segredo até desejado que tivesse acabado antes. Cigano é o peso pesado mais temido do planeta, não pelo que fazia, como Wanderlei, ou pelo que sempre parece poder fazer, mas nunca faz, como Frank Mir. É temido pelo que faz, luta após luta.&lt;br /&gt;Cigano lutou como sempre, com o olhar reto e fundo de quem fita o horizonte através da carne do adversário. Tão certo do que vai fazer, tão confiante e preparado que parece maior do que é. Cain, Minotauro, Mir, Nelson, Carwin, Struve, Overreem, Kongo, Mitrione, Schaub e quase todos os pesos pesados do UFC são mais pesados que ele. Mesmo assim figura emblemático e imponente dentro do octagon. Um monólito. Não é dos melhores em jiu-jitsu nem especialista em wrestling. Tem um excelente boxe, movimentação e distância. Mas é a vontade com que se entrega em cada golpe, pra rachar qualquer pedaço, e entrar por qualquer fresta, e fazer estrago, devastar, derrubar o sistema, que o torna genuinamente perigoso. Luta por tudo o que ama como se não tivesse nada a perder. Com o ímpeto de quem quer alguma coisa demais, e a leveza de quem não quer nada mais.&lt;br /&gt;Cigano nocauteou o invicto Velasquez e fará o mesmo com qualquer outro que confunda idiotice com coragem, e queira se meter por entre o frenesi e ódio justo de seus punhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Anderson luta em Aramaico, Cigano luta em inglês com tradução simultânea. Faz o que qualquer um entende, pacifica a confusão que é a mistura de artes no MMA na porrada, fala a linguagem universal da mão na cara. Pode fazer pelo esporte o que Mike Tyson fez pelo boxe. Enquanto o esporte ainda estiver crescendo e buscando novos fãs, campeões como Cigano, que simplificam as regras do jogo, tem uma importância além do cinturão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o planeta todo estava vendo, quando não dava para ratear, quando apenas ter feito o melhor não seria suficiente, provou que sua pólvora nunca está molhada, que nunca falta sonho nos seus olhos, sangue nas veias, má intenção nos seus movimentos, entrou, farejou, largou a mão, nocauteou. Simples assim. Na circunferência do cinturão de campeão que agora carrega, cabemos todos nós dentro. Um campeão do povo, compreensível, direto, sem falsa modéstia, sem discurso decorado. No UFC on FOX Cigano não mudou nem inventou o MMA, isso é mérito de outros, mas mostrou do que esse esporte é feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ben Henderson VS Clay Guida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se iriam transmitir apenas uma luta ao vivo em rede aberta, tinha que ser essa. Se é verdade que ninguém poderia afirmar que a luta entre Cain e Cigano seria tão rápida e estéril, é fato que Ben e Guida eram garantia de qualidade o tempo todo. Uma luta emocionante, com chances de vitória para os dois, violência, técnica, surpresas, socos, joelhadas voadoras, knock downs, recuperações, finalizações justas e jogo de chão agressivo. Isso é MMA em sua forma mais completa. Se era para os espectadores de todo o mundo acabarem o evento na FOX achando que tinham visto alguma coisa fora do normal e entendido porque MMA é o esporte que mais cresce no planeta, quase nenhuma luta poderia superar essa que foi uma das 3 melhores do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém mete a porrada em nome do Senhor melhor que o religioso Ben Henderson. Incrível a disposição que o “suave” (tradução literal de seu apelido “smooth”) tem para ser ríspido com os adversários. Sem perdão ele faz uso de seu wrestling de campeão All American, sua faixa preta de tae kwon do e marrom de jiu-jitsu para subjugar seus adversários em todas as áreas. Guida é veloz, ativo, disposto e com um preparo físico incrível, mas Ben o supera em todas as áreas. Talvez o lutador mais bem preparado fisicamente e mentalmente do esporte na atualidade. Grande e pesado para o peso leve, com um corpo esguio e sem gorduras, pulmões com gás para duas lutas por cinturão e uma calma e controle mental de monge tibetano. Muitos atletas batem em chaves mal encaixadas por entrarem em pânico, prejudicando a entrada de ar ou simplesmente achando que não dá para escapar por mais que saibam como. Henderson não perde a meta, não tem medo, não fica ofegante. Uma máquina de combate, calmo na análise das brechas e superação de dificuldades, extremamente agressivo e voraz na busca pela vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lutador legitimamente completo, capaz de vencer qualquer adversário tanto em pé, no chão, como numa batalha por controle físico nas transições, como foi grande parte desta com Guida. Suas últimas vitórias foram domínios físicos sobre 2 dos atletas mais viris e determinados da atualidade. Jim Miller e Clay Guida que simplesmente não desistem, não param, não sentem dor ou cansaço, foram amarrotados e controlados como criaturas de uma cadeia alimentar inferior por Henderson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frankie Edgar terá o maior desafio para sua velocidade e audácia contra Ben, no UFC Japão, quando disputarão o cinturão dos leves. Se Edgar vencer, depois de ter vencido Penn e Maynard, seria bom que os detratores e ranhetas parassem de confundir sua falta de carisma com sua qualidade técnica, e o aceitassem como um dos maiores lutadores peso a peso do mundo. Caso Ben seja o vencedor, antecipo um reinado duradouro e com várias lutas incríveis, uma após a outra. Dê o que der, o fã sairá vencendo dessa que já é uma das lutas mais antecipadas do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clay é um vencedor da vida como nunca será no octagon. Contando sempre com seu preparo físico, carisma e complacência dos juízes que tantas vezes o permitiram debruçar sobre um adversário, sem fazer muito mais do que se defender de ataques e jogar seus cabelos na cara como arma secreta, Guida foi bem longe na carreira. De lutar em cards preliminares esquentando o ânimo do público, para lutas de meio de evento, para aberturas de evento, para ser tornar um postulante ao cinturão é mais do que poderia sonhar, se seus sonhos tivessem algum embasamento na realidade.&lt;br /&gt;Vez em quando um atleta que está na organização faz tempo tem a chance de encarar alguém muito mais bem ranqueado. Nesse caso é muito mais usado como boi de piranha, degrau para esse melhor atleta do que um genuíno desafiante. Tanto que suas vitórias acabam configurando zebras. E durante anos Guida não foi zebra. Sempre perdia mesmo quando encarava um TOP 10 genuíno. Din Thomas, Tyson Griffin, Huerta, Sanchez, Florian. Todas derrotas em chances de realmente subir na organização. Sua sorte começou a mudar após a vitória inesperada sobre Raphael dos Anjos, onde um fracasso poderia acabar com um corte do evento ou volta para cards preliminares. Depois venceu um melancólico Takanori Gomi e prendeu contra a grade, com ajuda do juiz, o explosivo Anthony Pettis. Três vitórias fora do roteiro o colocaram o mais longe que chegou e chegará na carreira, a um passo da disputa pelo cinturão. Um passo pra Henderson, um duplo mortal carpado para Guida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clay Guida é muito importante para o MMA show pela sua disposição e entrega aos combates. Colocá-lo frente a um atleta realmente superior, é certeza de luta boa, porque será dominado, apanhará, e jamais vai se entregar. Mas se o adversário for inferior, ele colocará pra baixo e ficará se esfregando de modo constrangedor até que o bom senso nos leve a mudar de canal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ÚLTIMO ROUND:&lt;/strong&gt; Para quem acha que MMA nunca tinha passado ao vivo no Brasil até as transmissões recentes da Globo e RedeTV, vale lembrar que a luta entre Belfort e Liddell, no UFC 37.5 (sim, trinta e sete e meio), em 2002, foi transmitida pelo SBT.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-8406895525742331845?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/8406895525742331845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/12/analise-ufc-on-fox-1-velasquez-vs.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/8406895525742331845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/8406895525742331845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/12/analise-ufc-on-fox-1-velasquez-vs.html' title='ANÁLISE: UFC on FOX 1 - Velasquez VS Cigano'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2IuaRqJuvVY/TuF9aDy20NI/AAAAAAAAATQ/1EFMbxXfoXA/s72-c/FOX1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-2620390996671342846</id><published>2011-12-07T18:49:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T18:52:14.898-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 138 - Munoz VS Leben</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QPzE4Um_Ivs/TuAmWShoRdI/AAAAAAAAATE/uXaK3t6cyjU/s1600/munozleben.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-QPzE4Um_Ivs/TuAmWShoRdI/AAAAAAAAATE/uXaK3t6cyjU/s320/munozleben.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683584894113433042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em minhas análises não tenho como escrever sobre todas as lutas, o que seria meu sonho. Um dia, com apoio financeiro ideal, talvez eleve minhas criticas pós evento ao nível que sempre quis. Com todas as lutas comentadas para cada um ler o que quiser. Quantos atletas iniciantes se beneficiariam de ter suas lutas imortalizadas de alguma maneira, quantos fãs se divertiriam com o passatempo de ter tanto mais texto para ler em dias sem nada para fazer. Mas, no momento, não tem como ser assim. O que faço então é sempre cortar as menos importantes do card principal ou a de lutadores que considero irrelevantes. Costumeiramente dois desses são Leben e Munoz. Não falo deles, não faço questão de escrever sobre suas performances e me parece que poucos tem algum interesse em vê-los lutar ao vivo, quanto mais ler alguma coisa. Por dardo envenenado da zarabatana do destino fui atingido na jugular, paralisado em meu direito de optar e forçado a escrever sobre esses dois num main event de UFC. Só assim mesmo. Tombo meio morto sobre o teclado, me arrasto para as letras, passo zunindo para longe do meu melhor, sem motivação ou inspiração, martelo minha própria mão na cruz para arrumar o que dizer da pior luta principal desde que a Zuffa adquiriu o Ultimate Fighting Championship.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mark Munoz VS Chris Leben&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá para farejar o cheiro do desespero de Dana White para fabricar algum desafiante ao cinturão de Anderson Silva. O que tem a sua disposição são atletas derrotados e desmantelados pelo campeão, mas que insistem em afirmar merecer uma nova chance, ou outros medianos e sem chance real alguma. Desse parto aflito e indesejado, nasce Leben VS Munoz. Uma luta comum, de meio de card, aquele momento todo especial em que a namorada vai ao banheiro e nós preparamos a pipoca. Ou ela vai ao banheiro e depois prepara a pipoca enquanto nós ficamos no twitter. Tanto faz. Essa luta, esse rejunte de tijolo, esse pedaço de alguma coisa, é o grande combate do UFC 138. &lt;br /&gt;Luta principal deve ir além de ser a mais importante do card, deve ser relevante para o MMA naquele momento. Usar os holofotes para nos convencer de que dois lutadores esforçados, porém comuns, são TOP de sua categoria é olhar nos olhos e mentir. Não importa o vencedor, as lutas interessantes que cada um deles poderia vir a fazer depois seriam pela nossa diversão, não por almejarem algo maior em suas carreiras no UFC. Munoz VS Sonnen seria uma boa luta, Leben VS Belfort também. Pelo show, não em main event e muito menos com o discurso de poderem lutar pelo cinturão. Entendo a posição complicada de Dana White e o matchmaker Joe Silva. Os fãs demandam um adversário a altura para Anderson, mas esse atleta não existe no peso. Tem gente talentosa, mas já sucumbiram uma vez e não fizeram nada demais depois para merecer outra chance. O relógio não para, Anderson está envelhecendo, tem lutas que precisam ser feitas por contrato e nenhum claro contender. É uma situação delicada, eu sei, mas não me interessa. Leben VS Munoz não podem ser evento principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Munoz é um lutador esforçado, um cara aparentemente gente boa e o grande representante da terra de Pacquiao, Filipinas. Seu valor mercadológico é imensurável caso se torne campeão ou consiga real destaque, mas seu peso como atleta é leve, apesar de lutar no médio. Só tem duas derrotas, mas foram contundentes e emblemáticas. Nocauteado com um chute na cabeça por Matt Hammil que nunca tinha dado um chute alto em sua carreira profissional, e completamente dominado por Okami, apesar de que para quem só olha o cartel no Sherdog sem ter visto a luta, dar a impressão de que perdeu por pouco. Suas vitórias foram sobre lutadores medianos e sem contundência. Um atleta pode mostrar que é especial lutando contra adversários medíocres, desde que os desmantele, destrua, use cada segundo do combate para demonstrar coisas incríveis e superioridade, a exemplo de Renan Barão. Não é o caso de Munoz. Alguns nocautes depois de apanhar e ser dominado por adversários sem muito talento, como foi contra Grove, ou vitórias arrastadas por pontos, mais recentemente contra Maia. Um lutador mais empolgante falando do que lutando. Displicente, com um boxe extremamente obtuso, um bom wrestling, bom gás, e só. Suficiente para lutar no UFC e dar alguns shows, mas jamais desafiar o campeão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Leben tem coração e queixo para lhe proteger de sua guarda esburacada de primeiro mês na escolinha de boxe, e alcance atrofiado. Parte pra cima, pra decidir, e só não proporciona melhores shows porque carrega em torno de si uma aura de irrelevância constante. O que faz ou deixa de fazer não parece sacudir nem um farelo de poeira no mundo do MMA. Até sua vitória sobre Wanderlei gerou mais comentários sobre a carreira do brasileiro do que o futuro do vencedor. Leben é um trabalhador do esporte. O Gary Goodridge dos tempos modernos. Vai sempre estar ali, aparece no fundo de foto que nem em filme de terror japonês, mas nunca será realmente lembrado. Já teve sua chance contra Anderson e foi humilhado. Leben apanhou, em pé, de Bisping, como um amador apanha de um profissional. Para os que não assistiram terem idéia de como os comentários de que ele teria talento para disputar o cinturão são uma fraude da mídia do UFC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dois colidiram sem brilho no UFC 138. Pedra contra pedra sem fagulha. O que era para ser um show violento de trocação, uma luta visceral entre dois lutadores sem relevância em busca de um sentido na carreira, foi uma demonstração desprezível de tática sobre emoção. É o b a bá mais batido do esporte. Dois lutadores que adoram trocar, mas nenhum tem real vantagem na área, então o wrestler derruba e controla. Tudo bem. Problema de Leben que nunca treinou defesa de queda, mérito de Munoz que lutou para ganhar e que se dane o espetáculo. Se GSP pode fazer isso durante anos e ser considerado um dos melhores do mundo, porque seria diferente com ele? Foi, fez, derrubou, cortou Leben com alguma cotovelada ou soco, e a luta foi interrompida ao final do segundo round.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que alguns comentaristas afirmaram, não foi por decisão médica a interrupção da luta. Leben declarou não estar conseguindo ver de um dos olhos. Quando o juiz pergunta: “quer continuar?” e o atleta diz: “até quero, mas estou cego de um olho”, ele está desistindo da luta. É um código não escrito entre lutadores. Quando realmente querem seguir em frente, escondem a lesão, mentem sobre a dor. Leben contou sobre sua dificuldade para forçar o médico a parar e não ser dada derrota por desistência, e sim interrupção médica. Acho normal que ele não quisesse continuar e acabar cego. É um esporte, não uma batalha até a morte. Mas foi Leben que pediu para parar por conta da eficácia dos golpes de Munoz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Munhoz fez o que acha que deveria fazer. Amontoou mais uma vitória e continua em frente. Um lutador que vai estar sempre mais pronto para agarrar as oportunidades que passam do que fazê-las aparecerem. Anderson esterilizou o peso, esturricou a floresta, ordenou o holocausto do peso médio. Uns poucos sobraram por entre os escombros. Mark é um desses. Com luta marcada contra Sonnen no UFC on FOX 2 pelo direito de desafiar Anderson Silva, se encontra no momento mais alto de sua carreira, porque de Sonnen não passará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renan Barão VS Brad Pickett&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barão e Pickett tem carreiras quase siamesas. Os dois perderam pouco, venceram muitas lutas sobre adversários sem expressão, mas de modo contundente e dinâmico. Toda luta em que um dos dois esteve envolvido foi interessante de assistir. Coragem, resistência e perseverança são qualidades que os dois compartilham, mas Barão luta na velocidade da luz. E é nessa curva do talento que vem pegando tantos adversários do galo, o peso mais veloz do UFC. Quase todos os lutadores são atletas perfeitos, habilidosos em todas as áreas, sempre cheios de gás, queixo e ímpeto para vencer lutas a 100 por hora. É o talento, a genialidade, que separa os tubarões das vítimas a serem abatidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pickett fez estrago e deu show por onde passou. Marcou história no Cage Rage, sempre foi competitivo no dificílimo WEC e continua mantendo o padrão de ataque e comprometimento até hoje. Foi pra cima de Barão, como fez em toda a carreira, sem timidez, sem passo para trás. Atacou e atacou até que acabou perdendo rápido, como se perde numa luta entre atletas desse nível quando dispostos a se exporem. Pickett corta a gordura do combate, o papo furado, se é para perder que perca rápido, se é para ganhar vai tentar fazer logo. É isso que faz e faz muito bem. Ainda vai ter boas e interessantes lutas na carreira, mas está um nível evolutivo abaixo de Cruz, Faber e Renan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É intrigante porque o excelente Barão demorou tanto para entrar no WEC, de onde migrou para o UFC. Tendo apenas perdido sua luta de estréia e já colecionando 27 vitórias aos 24 anos de vida, é um dos maiores lutadores do mundo, independente de peso. Poucos saberem disso mostra como foi importante o UFC introduzir para a grande mídia os pesos galo e pena, e o impacto que traria se incorporasse o peso mosca e a categoria feminina. O UFC é para o mundo do MMA o que a Globo é para o Brasil. &lt;br /&gt;Barão é um dos 10 melhores lutadores P4P do planeta, muito mais merecedor de se dilapidar contra Cruz do que Faber, que tem carteirinha VIP para disputas de cinturão. Com Cruz e Faber como técnicos do novo TUF, Renan ainda terá que esperar um pouco e maltratar mais alguns adversários. Ele contra o super veloz Demetrious Johnson não só forçaria sua entrada na festa de granfino dominada por Faber e o pessoal da Alpha Male, como teria que ser gravada e assistida em câmera lenta para podermos ver alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Thiago Alves VS Papy Abedi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago vinha de 3 derrotas nas últimas 4 lutas. Só uma vitória contra o invicto Papy Abedi poderia salvar sua carreira no UFC. Fato que encontraria casa no Bellator, Strikeforce ou qualquer outro bom evento disposto a se beneficiar de um atleta extremamente carismático e com estilo de luta agressivo. Mas é no maior dos eventos que ainda quer figurar, e partiu para cima, para definir o melhor rumo de sua carreira. Entrou bem preparado, focado, obstinado, mas lutou mal e o resultado poderia ter sido bem diferente não estivessem os pequenos deuses do MMA olhando por ele naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cartel invicto e cheio de nocautes de Papy Abedi dá a falsa impressão de se tratar de um futuro grande lutador. Na verdade é um trocador bem disposto, viril, e não muito mais. Sem maiores recursos do que ficar em pé, intimidar o adversário com seu excesso de fibras musculares e trocar até um cair, é um atleta sem grandes pretensões no evento. Deveria ter sido presa fácil para o Pitbull, mas não foi.&lt;br /&gt;Thiago só quer trocar, fato. Mas depois de ter dificuldades em pé com Rick Story, as mesmas se manifestaram contra Papy. Costumeiramente reclamava tanto dos atletas temerem seus punhos e fazerem o clássico “se ele soca eu derrubo”. Mas atualmente até no boxe ele anda tendo bastante dificuldade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venceu por finalização uma luta franca que poderia ter ido para qualquer lado. Por mais que ame muay thai, foi jiu-jitsu que o salvou, aplicando um estrangulamento instintivo, ao invés de sucumbir ao desejo sempre sedento de dar mais e mais socos. &lt;br /&gt;Os dois vão seguir a carreira no UFC com altos, baixos e muitos médios. Não irão muito longe e não ficarão muito para trás. Ainda veremos grandes lutas dos dois e diremos muito que suas carreiras estão perto do fim. Fato é que todo evento precisa de atletas francos e explosivos como Alves e Abedi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-2620390996671342846?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/2620390996671342846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/12/analise-ufc-138-munoz-vs-leben.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/2620390996671342846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/2620390996671342846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/12/analise-ufc-138-munoz-vs-leben.html' title='ANÁLISE: UFC 138 - Munoz VS Leben'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-QPzE4Um_Ivs/TuAmWShoRdI/AAAAAAAAATE/uXaK3t6cyjU/s72-c/munozleben.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-1518326333438516415</id><published>2011-12-06T17:58:00.000-08:00</published><updated>2011-12-06T18:01:20.598-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 137 - Diaz VS Penn</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Kwka8p7hf44/Tt7I6R9-hhI/AAAAAAAAAS4/Dk5qOf3F7G4/s1600/diazpenn.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Kwka8p7hf44/Tt7I6R9-hhI/AAAAAAAAAS4/Dk5qOf3F7G4/s320/diazpenn.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683200683369465362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como um gol no último minuto, Diaz e Penn salvam esse UFC 137 de ser o evento mais desnecessário e irrelevante do ano. Poderiam dividir os méritos com Cerrone e Siver caso a direção do UFC não tivesse optado por colocar dois dos maiores lutadores do mundo no card preliminar. Entendo que a última luta transmitida antes do evento pago deve ser boa e motivante para induzir os compradores ainda relutantes a aderirem ao pay par view, mas nunca à custa da sangria do card principal. Levemos em conta que aqui no Brasil temos uma transmissão estelar do canal Combate com todas as lutas, mas nos EUA e resto do mundo, a realidade é bem diferente. Um fã que assine o pay per view do main card, mas não seja assinante da SpikeTV, simplesmente não assistiu 50% do melhor do que o UFC tinha a oferecer nessa noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nick Diaz VS BJ Penn&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Diaz flexionou os bíceps, se abrindo como uma naja, escurecendo BJ sob sua sombra imponente e desrespeitosa no dia da pesagem, a luta já estava meio ganha. O veneno que Nick destila no olhar já corria nas veias de Penn quando se encontraram no octagon. Semi paralisado, intimidado, o ex campeão do UFC ofereceu muita resistência e raça, mas pouco perigo ao campeão do Strikeforce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BJ Penn é bipolar. Tem algum disjuntor em alguma parte de seu espírito que arma e desarma sem aviso. O mesmo pode ser um dos atletas mais perigosos de todos os tempos, capaz de tirar Sherk, Sanchez, Florian, Hughes pra nada. Derrubar e dominar com autoridade o indômito Jon Fitch. Ou ficar estéril, de olhar perdido e duvidoso. Não conseguir mais impor seu jogo contra esse mesmo Fitch, 1 minuto depois de ter feito com ele o que queria, ser completamente dominado por Edgar, contra quem havia feito uma luta extremamente dura meses antes ou ser esmagado que nem papel molhado por GSP sem esboçar nenhuma reação. É o melhor do mundo ou um qualquer. Azar ou sorte de quem está do outro lado, já que o mistério do que o transforma ninguém desvendou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penn só ganhou 3 de suas últimas 8 lutas. Por menos que isso muito lutador já foi cortado. Não defendo a remoção de uma lenda como essa do UFC por más performances, até porque só compete contra atletas de alto nível, mas é fato que sua carreira está no último e descendente arco. Não fosse uma pessoa tão intensa, de discurso e carisma tão fortes, com tantos fãs que insistem em acreditar que agora ele vai voltar a ser como antes; como acreditaram em Couture, Hughes, Crocop, Fedor, Sakuraba e outros; Já não despertaria real interesse pelas habilidades que vem apresentando. BJ parece entrar para lutar com a cabeça em outro lugar, com os pensamentos no Hawai, na esposa e filhas. Não acho errado, não o culpo. Depois de anos fazendo tanto pelo esporte, se colocando em risco, cada vez mais o que lutou para construir parece ficar para trás nos meses da luta. O sonho de ser campeão, e a preparação que era o caminho duro e necessário para o maior momento, vira o sonho de manter a família e curtir as glórias merecidas. Antes o sonho estava na frente, no fim do caminho para o dia do combate. Agora, a cada dia de treino, o sonho vai ficando mais longe, lá atrás, em casa. No dia do UFC, dentro do octagon, está o mais distante que pode estar de tudo que realmente preza e ama agora. Grande parte de seu coração está não está ali. Apesar do espancamento, BJ vai voltar a lutar, seja pelo contrato, seja porque veio a esse planeta para isso. Mas sua declaração ao microfone, sangrando e amarrotado, de que essa era a última, que não queria que sua filha o visse dessa maneira, soou mais sincera do que qualquer uma de suas recentes performances.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou o combate bem, fazendo frente ao ainda jovem, maldoso e tenaz Diaz. Mas a cada soco lembrava de outras coisas, de porque não queria mais isso tudo. E desistiu. Continuou de pé, como um homem ciente de sua moral e responsabilidade, como um verdadeiro campeão que carrega o cinturão invisível em todos os momentos, e deixou seu corpo abalroar. Pelos fãs, pelo que diz que é, pelo que sabe que já foi, pela sua família, respeito ao adversário e tantas coisas que compõe um atleta íntegro. Entregou sua carne ao abutre e desligou o sentimento.  Foi eviscerado, violentamente e sem piedade, morrendo no deserto, estirado e fitando o sol, mas não sentiu dor. Só ossos e nervos como testemunhas. BJ agüentou até o final uma luta que já parecia saber o resultado no dia da assinatura do contrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diaz não tem essa. Não tem pena, não tem medinho, não tem olhinho cheio de água, não foi a lenda que BJ é e não está nem aí. Se guarda sentimentos positivos, esconde bem porque não consigo encontrar em nenhum lugar. Se tem medo, não aparenta.  Parece recheado de má intenção, de ódio, frustração, revolta. Diaz arranca um pedaço quando dá bom dia. Não tem respeito, não faz show para câmera, não faz cara de mau para as fotos. Se não fosse lutador, seria bandido ou alguma coisa do gênero. É o anti herói. Não gosta de dar autógrafo, não quer ser exemplo, não quer ser capa de revista, não é bonito, não treina para ficar sarado, não fala coisas legais depois da luta. Diaz veio para confundir. É puro em sua intenção única de desmantelar o adversário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos todos pretos encravados fundo na cara, sua coluna torta, seu queixo proeminente, seu cabelo ruim, sua boca suja, sua índole péssima. São características do homem que veio a esse planeta com a missão de salvar o MMA espancando Georges St. Pierre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nick Diaz, que migrou da vagabundagem para o MMA por falta de opção, sente que esse é seu destino. Vencer Pierre, destronar o campeão que quer transformar MMA em aula de matemática, mostrar que esse esporte é visceral, feito de mais do que apenas vitórias e análises de cartel. E GSP vai apanhar e sangrar na ponta dos cotovelos de Diaz. Eventualmente retomará o cinturão, é um lutador melhor, mas já terá sido manchado e o MMA salvo. Diaz sente que é seu destino, está ali para ele pegar tranquilamente e mesmo assim quer na marra. E foi pra cima de Penn como quem vê o futuro. E sem medo de levar diretos de um dos melhores boxers do esporte, agüentou e atacou. O masoquismo de Diaz é sua arma secreta. Gosta de apanhar, só respeita a dor, um marginal de espírito. E apanhou, fechou a cara, e continuou. Sem vergonha de contra golpes limpos que só entram porque a guarda é falha, sem medo de perder com um cruzado no queixo, sem pensar nas novas cicatrizes. Imprensou Penn nas grades e o esmagou como um tsunami contra um recife de corais. Fez como ninguém havia feito, venceu a luta mais importante de sua vida e nem ligou. Sob aplausos não curtiu a glória durante nem um segundo, desgraçado esnobou todo mundo, e clamou por GSP. Quase um messias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diaz se tornou um dos maiores do mundo brutal e lentamente. Sangra em quase toda luta, aceita a troca franca, aceita o jogo de chão. Não tem tempo bom. É um lutador doído, amado em segredo. Quando tiramos a mídia, o show de luzes, o marketing, os discursos decorados, a falsa modéstia, a estratégia medrosa, a amarração, a hipocrisia e a luta para pontuar, sobra no meio do octagon apenas Diaz. Cru, real, direto. A célula mãe do que nos faz amar esse esporte, sem maquiagens. Luta pra ganhar, sempre, em qualquer lugar, sem cagaço, sem mi-mi-mi.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Penn merece um lutador pouco menos talentoso para poder se aposentar com vitória. Se ele não quer mais essa vida, não tem porque ser exposto para os novos e ainda desinformados fãs confundirem seu pior momento com o grandioso competidor que foi. E Diaz espera, de braço cruzado, emburrado e fumegando ira, o seu destino ser completado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cheik Kongo VS Matt Mitrione&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerrone e Siver estarem no card preliminar e esse ser o co-main event parece pegadinha. Kongo pode perder mil vezes que enquanto não perder a nacionalidade francesa, continuará no UFC com pompa de top 10. Mitrione poderia ter se tornado um bom lutador caso tivesse começado a carreira 10 anos antes. E num combate que tinha tudo para ser movimentado, por um não temer jamais ser cortado e outro por não levar a carreira muito a sério, o que vimos foi uma briga por migalhas. Pareciam que estavam contando quem dava mais socos de raspão e torcendo para o número bater com a contagem dos árbitros laterais. Sem agressividade, sem tentativa de vitória, apenas ficaram ali. Os dois com tanto medo de perder uma coisa que nenhum deles realmente tem. Credibilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kongo venceu por pontos, mas não foi pra frente e Mitrione perdeu, mas não andou para trás. Uma luta estática e irrelevante entre dois atletas que se jamais lutassem de novo só iríamos perceber quando aparecessem, com 40 anos, no programa do David Letterman especial com ex lutadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roy Nelson VS Mirko Crocop&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de aparecer mais gordo do que o normal, contra Frank Mir, e mal conseguir segurar a guarda alta sem respirar pela boca, Roy foi intimado por Dana White a perder peso. Aquela não era a forma e preparo físico de um atleta profissional, de acordo com ele. Concordamos. O interessante é ouvir o narrador americano Joe Rogan tentando nos convencer de que agora Roy estava em forma, submetido a um treinamento intenso e determinado a lutar pelo cinturão. Nelson não estava em forma nesse UFC 137, estava menos obeso. Diminuiu as chances de ter um micro enfarto fulminante no meio do octagon em 20%, e só começou a perder o gás no meio do primeiro round, quando antes perdia subindo os três degraus da escadinha que levam ao octagon. Roy Nelson não é atleta nem lutador. É um cara pesado, faixa preta de jiu-jitsu e que apanha sem reclamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venceu Crocop e comemorou com sua característica cara de pau. Sem a menor vergonha, declarou aparentemente sem ironia, que havia vencido uma lenda e que era uma das vitórias mais importantes de sua carreira. Não acho bom para o MMA atletas que já fizeram tanto, como é o caso de Mirko, ser usado como boi de piranha para forjar uma subida de cartel de atletas mais novos e sem muito talento. Roy venceu o mesmo homem Mirko Crocop, que barbarizou o mundo anos atrás, mas não venceu o mesmo lutador. São coisas diferentes. E aparentemente, mídia e fãs parecem concordar com isso já que a luta pouco impacto teve em seu ranqueamento ou base de fãs. Uma combate contra Kongo seria apropriado, apesar de irrelevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As últimas quatro derrotas de Mirko foram por nocaute ou nocaute técnico. E isso sem contar o nocaute assombroso contra Napão. O que falta para esse homem perceber que sua carreira acabou? Quando um dos maiores trocadores de todos os tempos é nocauteado sequencialmente, é hora de deixar pra lá. Quando Sakuraba foi finalizado por Jason Miller, sua carreira chegou ao fim definitivo, apesar de ainda continuar lutando. Um zumbi do MMA. Esses caras do Pride não desistem, não querem parar. Isso é lindo. Que continuem, se desejarem. Mas é fato que por saúde ou razão, deveriam tomar outro caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crocop foi um dos maiores, mas hoje em dia, não é mais nada. Sua lenda, sua marca, vai ficar pra sempre. Seus chutes ainda não nocautear tanta gente em nossa imaginação, mas na vida real, no dia a dia duro que é o MMA de altíssimo nível, ele não tem mais espaço. Arrisco afirmar que poderia ser nocauteado por Struve ou Browne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Donald Cerrone VS Dennis Siver&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo aqui a ausência de minhas palavras em protesto a colocação de um dos maiores lutadores do planeta no card preliminar por meros e rasteiros interesses comerciais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-1518326333438516415?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/1518326333438516415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/12/analise-ufc-137-diaz-vs-penn.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/1518326333438516415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/1518326333438516415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/12/analise-ufc-137-diaz-vs-penn.html' title='ANÁLISE: UFC 137 - Diaz VS Penn'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Kwka8p7hf44/Tt7I6R9-hhI/AAAAAAAAAS4/Dk5qOf3F7G4/s72-c/diazpenn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-3782524063372420645</id><published>2011-12-05T18:18:00.000-08:00</published><updated>2011-12-05T18:23:31.569-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 136 - Edgar VS Maynard 3</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RB57BXYvA9c/Tt18nk8ofXI/AAAAAAAAASs/FQOpEERljDw/s1600/edgarmaynard3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-RB57BXYvA9c/Tt18nk8ofXI/AAAAAAAAASs/FQOpEERljDw/s320/edgarmaynard3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682835324186164594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Num evento cheio de estrelas e lições de vida, vimos algumas brilharem ainda mais forte e outras começarem a apagar melancolicamente. José Aldo mostra mais uma vez porque mesmo sendo superstar do WEC e campeão do peso pena, nunca fez um evento principal do UFC, enquanto Edgar, que tantos acham não valer o cinturão que carrega, mais uma vez cala a boca dos críticos e de seu maior nêmesis na porrada. Maia mostra que de tanto treinar uma arte podemos acabar desaprendendo outra, Sonnen VS Stann dão uma amostra de porque casar luta entre amigos não é uma boa idéia e Guillard personifica a batida realidade de que prepotência adora dar rasteira de frente no talento. Diferentes lições numa agradável e pouco surpreendente noite de lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Frankie Edgar VS Gray Maynard&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edgar pode nocautear o King Kong que ainda vão achar que deveria descer de peso porque é muito pequeno para a categoria que vem dominando. Opinião se torna tendenciosa quando nega fatos, e é claro que Frankie pode até descer de peso e continuar campeão por lá, mas até aparecer alguém que consiga tomar o cinturão que ele agarrou e não quer largar, afirmar que deveria ir para outra categoria é, no mínimo, estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato que Edgar é pequeno para seu peso. Leve na balança e ainda com um percentual de gordura mais alto e com menos massa muscular que seus adversários. Maynard, Cerrone, Ben Henderson, Miller, Siver, Guillard e quase todos os atletas de ponta do peso leve tem menos gordura e mais músculos que o atual campeão. Mas que injustiça usar o que o qualifica como gênio, para tira-lo do posto. Incrível é quem faz o impossível, o improvável, e isso Edgar vem fazendo faz anos. Ai de mim se assistisse a suas lutas sem ver beleza num cara tão pequeno subjugar outros tão grandes e fortes. Como poderia amar artes marciais negligenciando a realidade básica e primeira da arte marcial, que é a técnica suplantando a força? Edgar é pura habilidade e coração. Um campeão genuíno e pequenino. Pequenino para nós, espectadores, porque para o recém nocauteado Maynard, que lhe aplicou dois espancamentos que não foram suficientes para fazê-lo desistir, deve ser gigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maynard faz o que faz e pronto. Não tem poesia, não tem fantasia, purpurina ou show. Seu comprometimento com a violência aplicada com o único objetivo de vencer é o que faz ser tão temido. Florian, Diaz, Huerta, Miller e o próprio Edgar, já sentiram o peso de seu pragmatismo chato e eficaz. Entra pra ganhar, vaias ou aplausos não alteram seu processo. É quase robótico em sua execução de estratégia e foco. Entra para desmantelar aos poucos, se necessário, progressivamente desgastando e vencendo por querer mais do que o adversário. Por cortesia de seu excelente wrestling e dos músculos de sua lombar feitos de cabos de platina, luta aonde quer. Em pé ou no chão, nunca é escolha do outro. E se garante num queixo de pedra para desferir contra golpes duros e constantes, ou num anti-jiu-jitsu de kriptonita, para largar a mão no chão sem risco de ser finalizado. É assim que faz desde 2006 e é assim que vem dando certo. Não inventa, não progride, não muda, não dá errado. Gray é quase mecânico. E quase venceu Edgar nas duas vezes que disputou o cinturão. Quase.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O que pode consolar Gray Maynard? Que acontecimento apaga as cãibras das entranhas de ter o sonho escapulindo por entre os dedos duas vezes seguidas? Os torcedores do Botafogo sabem bem do que estou falando. Sentir os ossos do queixo e do orbital e da têmpora de seu adversário racharem contra seus punhos de ódio. E soco a soco que acabariam com qualquer um, ver seu sonho mais perto. E em cada queda de Edgar, ansiedade, e a cada levantada, aflição. E porque esse moleque não fica no chão? O que tem nele que não tem em mim? Nem eu agüentava essas porradas. E pensamentos assim foram nocauteando Maynard de dentro pra fora, seu corpo ainda não tinha se dado conta do que a alma já sentia. Edgar não era maior do que ele, mas era mais. E quanto mais batia e mais quebrava, menos o campeão agüentava e mais ressurgia. Um lutador infinito, um microcosmo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Enquanto Edgar estiver caminhando a terra dos seres humanos, Maynard sentirá sua presença. Até o fim de seus dias. Quando andar no shopping, trepar com a esposa, brincar com seus filhos ou até, quem sabe, eventualmente ser campeão sobre outro lutador. Essa derrota ancorou seu espírito. Prepotentes não tem canino forte para mastigar carne de pescoço. Para Gray desceria doce um fundo gole de absinto com duas gotas de cianureto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edgar é um dos maiores da atualidade e pode ser bem mais do que isso. Sua falta de carisma só vai dificultar as coisas e fazer o show ser ainda mais emocionante para nós. Um herói relutante. Defendeu o cinturão três vezes e as três lutas foram revanches diretas. Nem a direção do UFC se conforma com ele ainda ser campeão. Venceu Penn e Maynard, dois dos atletas, até o momento, considerados os mais perigosos da categoria. Agora falamos do fantástico Ben Henderson (e com razão), de Cerrone e outros. Mas sempre haverá um novo que precisa ser batido, é da natureza do esporte. E até que Edgar perca, temos que engolir que ele é o favorito contra qualquer um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é tão veloz carregando massa adicional lutando nesse peso e sabemos que quanto mais leve, mais rápido o atleta se torna, caso descesse para o galo, seria invisível. Edgar faz o incrível luta a luta. Não é só a apresentação de grande técnica e determinação, são exemplos comoventes de superação. Ver Edgar lutar me inspira a ser um homem melhor, uma pessoa mais correta, tentar mais uma vez onde falhei, me dar mais uma chance. Quando Frankie caiu quase nocauteado pela segunda vez, foi sangrado na segunda luta contra o mesmo adversário e, mais uma vez se levantou, se recusando a aceitar o que parecia ser o destino lhe metendo cara a dentro um roteiro pré escrito, rachou mas não quebrou, com os olhos lacrimejando de dor, continuou esquivando e levando e fazendo o que acreditava. Porque é só assim que corremos atrás de sonhos, só levando e agüentando chegamos lá. Quando minutos depois nocauteou Gray, se lançando num direto, seu corpo arrastado pelo peso certeiro de sua luva com uma tonelada de expectativas, seus pés fora do chão, toda a sua existência num só golpe, com força para transformar carvão em diamante, o seu maior oponente num corpo caído, eu abracei minha namorada. Feliz. Não torço para atletas em específico, e o sonho alcançado por Edgar veio as custas do despedaçado de outro, mas de alguma maneira, aquela vitória, naquele dia, daquele jeito, pareceu certa. Pareceu um exemplo de coisas boas. Uma lição de perseverança e esperança que tanto precisamos de tempos em tempos. Edgar reescreveu seu destino no UFC 136, e inspirou que tantos outros façam o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jose Aldo VS Kenny Florian&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldo era um dínamo, uma usina nuclear comprimida dentro de pouco mais de 1,70 de altura, voraz, audaz, móvel, imprevisível, perigoso. E por mais que ainda seja um dos maiores lutadores do mundo, não é mais nada disso. Era tanto, que mesmo em sua pior fase, ainda é mais do que a maioria. Mais do que todos em seu peso, para ser exato. A crítica vem por querer ver um Aldo estelar, não apenas o melhor do peso. A evolução aparentemente constante daquele que poderia ser um dos maiores de todos os tempos, parece ter estancado. Assim, sem mais nem menos. Parou de repente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldo era um atleta selvagem. Como ele conseguia manter a frieza de matador da máfia mesmo sob dificuldade e alto frenesi eram emocionantes. Como mesmo nos momentos mais caóticos seus finos braços não largavam as rédeas das técnicas refinadas aprendidas e doutrinadas por André Pederneiras. Era letal. Uma borboleta com asas de gilete. Era o Aldo do WEC. Fãs apenas do UFC devem até ter dificuldade em entender porque tanto se falava dele. Em mais uma performance burocrática e reticente, venceu sem convencer. Foi mais uma vez superior a seu segundo adversário no evento, mas nada mostrou de grandiosidade, genialidade ou ímpeto. Parece que o tanque está furado, alguma coisa não está como era antes. Difícil ser específico. Pode ser psicológico, a pressão de ter que ser uma estrela, quando antes ele apenas era. O corte de peso, levando em conta a possível subida de categoria, já o preparando para ser maior no dia a dia, entrar maior, se acostumar a lutar carregando mais massa muscular. Pode ser que apenas tenha tido dois dias ruins, acontece, Anderson teve alguns contra Maia, Cote e Thales. Quem sabe. O que dá para afirmar é que ele está lutando quadro a quadro. Se subir para o peso leve, tento que ficar ainda mais pesado, vai se metamorfosear numa tartaruga e ser chutado para fora do octagon por atletas bem maiores e rápidos do que ele. Toda a expectativa que o planeta tinha, inclusive eu, de vê-lo protagonizando combates antológicos no peso leve ara baseado em suas performances no WEC. Esse Aldo de agora, pelo seu próprio bem, deve permanecer no peso pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florian, que alterna comentários extremamente positivos com declarações depressivas, afirmou após mais essa derrota numa luta por cinturão: “...tem lutadores que simplesmente não nasceram para ser campeões.”  No mesmo bar aonde Gray vai tomar seu absinto, Florian poderia ir junto e pedir uma dose dupla. Até como comentarista de MMA, onde se sai muito bem, não vai conseguir tirar a vaga de Joe Rogan. &lt;br /&gt;Florian é um lutador excelente, quando está bem, quando seu jogo encaixa, quando não amarela, é um atleta que domina bem várias áreas. Mas em lutas por título, metade dele fica em casa, ou a metade ruim vem junto, quem sabe. É um mistério. Mas é claro que no octagon está enfrentando seu adversário e ele próprio. E contra dois, só Jon Jones. Lutou mal, com mais medo de fracassar de novo, do que raça para vencer pela primeira vez. Nessa matemática do ego, saiu negativo novamente. Não aproveitou a lentidão de Aldo, não foi agressivo em pé nem quando o brasileiro parecia cansado para segurar a guarda alta, não atacou por baixo nem percebendo que o campeão estava ali apenas para segurar e nenhum golpe iria desferir. Deu uma lição de fraqueza, um passo a passo de como não alcançar seus ideais. Mesmo de bermuda, camisa e boné do patrocinador, seu espírito estava desnudado e o tamanho minúsculo de seus colhões ficou a mostra para quem quisesse ver. Florian ainda pode fazer excelentes lutas, se abrir mão do cinturão, mas seu ego maior do que a coragem deve fazê-lo repensar a decisão de continuar na carreira. Vai lutar o que falta para finalizar o contrato e não o veremos mais usando as mini luvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldo é mais do que vimos, tem que ser mais. Não é possível que tenha nos enganado tão bem no WEC. Hominick não é melhor que Faber. Um dos lutadores mais empolgantes e promissores parece um veterano desmotivado. Dizer que ele cair por cima de um assustado Florian, e não desferir um soco ou cotovelada faz parte da estratégia, é fazer vista grossa para problemas que podem se tornar mais graves depois. Hominick só queria ficar em pé e Florian entra sempre derrotado em lutas assim, mas seu próximo adversário, Chad Mendes, é de outra raça. O antigo Aldo, o que tanto defendi, aquele sobre o qual já tão bem escrevi, o paralisaria com uma joelhada voadora no meio da cara, entre os dois olhos e diretamente acima do nariz. O deixaria com a cara no chão e a bunda pra cima, enquanto gritaria e celebraria subindo na grade do octagon. Mas o novo Aldo será derrubado, sistematicamente, sem magia ou beleza, por um incansável e invicto Mendes, que sem vergonha na cara vencerá uma luta chata por pontos onde velocidade e ímpeto superarão lentidão e desmotivação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Jose Aldo me prove errado, que o faroeste do caboclo toque mais uma vez no UFC Rio 2, que ele vença contundentemente e que os fãs digam que eu torço contra e não entendo nada. Não me importa. E me entregar como mártir se minhas palavras podem lhe devolver sangue aos olhos, não é por torcer por ele, mas sim pelo MMA show e incrível que ele tem como por em prática frente aos meus olhos crédulos, ao vivo, e Chad Mendes nunca conseguirá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chael Sonnen VS Brian Stann&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chael Sonnen esteve assombroso de tão perfeito e eficaz nesse UFC 136. Um atleta com essa objetividade, essa capacidade de derrubar com tanta velocidade, sem tempo pra pensar, e dominar com socos e transições no solo um competente Stann pode, realmente, impor real perigo a Anderson Silva. Mas a questão é se Sonnen e Stann realmente lutaram nesse UFC 136.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonnen e Stann são amigos. Quem acompanha MMA pela mídia internacional sabe a admiração e vínculo que une fortemente os dois. Não creio que houve armação, apesar de Sonnen adorar uma, mas por parte de Brian isso não aconteceria. Uma pessoa séria que reverte grande parte de tudo o que ganha com MMA para instituições que cuidam de ex soldados, companheiros de guerra que não tiveram a mesma sorte que ele, feridos em combate. Um homem com memória e gratidão é um homem de fibra. Quem não tem fibra, nunca vai entender essa frase. Stann tem. Homens assim não se vendem. O que parece ter acontecido é que ele não tinha a mesma motivação para lutar contra seu amigo. Por mais que seja um esporte, é violento. E não é qualquer indivíduo que consegue praticar violência contra um ente querido, mesmo que apenas esportivamente. Eu não entrava de sola no meu irmão quando jogávamos futebol. E foi isso. Stann não entrou de sola, não veio pra vencer. Veio pra cumprir um contrato como um bom profissional faz, pela grana, pelo show. Mas o desejo de superar o adversário, que em MMA vem com pequenas doses de raiva, agressividade e coisas assim que temperam o momento, ele deixou na prateleira da cozinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das boas performances recentes, Stann não é um grande lutador. Agressivo e displicente, tem uma carreira bem irregular. Sua derrota não foi surpreendente, ainda mais levando em conta que era claro não querer muito estar ali. Sonnen aproveitou, mas não maltratou. Fumou mas não tragou. Não é tão bom quanto pareceu ser, mas ainda é bom o suficiente para vencer Stann mesmo que lutassem a vera. Em qualquer situação normal desceria o cotovelo na cara, depois de 3 rounds por cima, e rasgaria Stann para mais de 20 pontos juntarem. Não fez isso. Sentiu o amigo amuado, dominou sem trauma e venceu convincentemente para quem olha com olhos inocentes. Levantou e clamou por Anderson Silva. Dana White que tem olhos de serpente, percebeu nessa uma vitória café com leite e agendou uma luta sua contra Munhoz. Outro lutador longe de ser realmente bom, mas um adversário que lutará de verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-3782524063372420645?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/3782524063372420645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/12/analise-ufc-136-edgar-vs-maynard-3.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/3782524063372420645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/3782524063372420645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/12/analise-ufc-136-edgar-vs-maynard-3.html' title='ANÁLISE: UFC 136 - Edgar VS Maynard 3'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-RB57BXYvA9c/Tt18nk8ofXI/AAAAAAAAASs/FQOpEERljDw/s72-c/edgarmaynard3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-5958858785898950992</id><published>2011-10-04T15:41:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T10:21:33.847-07:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 135 - Jones VS Jackson</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6V_6w4KAgKU/TouMfZFIHGI/AAAAAAAAASk/oDjqnIXzS9A/s1600/UFC135.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-6V_6w4KAgKU/TouMfZFIHGI/AAAAAAAAASk/oDjqnIXzS9A/s320/UFC135.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659771827657383010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Minhas zapeadas constantes no Rock in Rio durante a transmissão desse UFC 135 mostra que alguma coisa saiu muito errada. Vários tiros saindo por várias culatras. Card com Jones, Rampage, Gomi, Diaz, Hughes e Koscheck não render uma noite explosiva de lutas é como toneladas de dinamite sem detonador. Talvez o excesso de combates entre jovens atletas de ponta e estrelas em fim de carreira tenha sido a razão. A vitória de Ortiz sobre Bader foi emocionante simplesmente porque essas coisas não costumam acontecer, e sem contrariar nenhuma estatística, não aconteceram nesse UFC. Um evento estéril muito mais marcado pela apatia dos derrotados do que mérito dos vencedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jon Jones VS Quinton Jackson&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinton vinha de 10 vitórias em suas últimas 12 lutas. Em 6 anos apenas uma derrota controversa para Griffin e uma por pontos para Rashad e pronto. Rampage era um desafiante genuíno e bem credenciado ao título dos meio pesados. Para traçarmos uma linha comparativa, nos últimos 6 anos Wanderlei Silva perdeu 7 lutas. O que aconteceu com Jackson nesse UFC 135 é o que ainda vai acontecer com muitos atletas. Sucumbiu aos pés da aura de invencibilidade de Jon Jones. Perdeu a luta mesmo antes de entrar no octagon. Começou o round mais preocupado em não perder rápido e ser humilhado, do que partir para dentro e executar a estratégia e tentar ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinton declarou que Jon Jones não tem queixo, que tem medo de ser atingido no rosto. Que iria se meter por entre os socos do campeão até achá-lo e nocauteá-lo. Exaltou sua resistência, seu queixo, sua coragem de aceitar golpes para desferir um fatal, falou de seus momentos no Pride e o que separa os campeões eternos dos eventuais. Quase Don Quixote. No embate contra moinhos de vento saiu vencedor, mas na hora da luta nada disso aconteceu. Esteve apático, pequeno, obsoleto, tentando cruzados curtos sem o menor indício de sucesso e aceitando chutes na perna sem o menor esboço de defesa. Petrificou diante da medusa. Paralisou na luta porque parou no tempo. Seus cruzados funcionam com lutadores curtos que lutam por dentro, e funcionou tantas vezes, mas a chance de funcionar contra o segundo maior alcance do UFC era remota. Quando começamos a nos apoiar demais em improbabilidades e sortes para validar uma tática, é porque o objeto está longe do alcance racional. Quinton não tinha armas físicas ou técnicas para vencer Jones sem auxílio do acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega um momento na carreira de um veterano que ele para de evoluir. Ele para de ser tornar cada vez mais perigoso porque para de aprender. Rampage, Wanderlei, Couture, Liddell, Hughes, Ortiz pararam de melhorar para apenas lutar. Apenas aparecer no octagon. Espertos aqueles que já se aposentaram antes de se machucar realmente. Como preparar uma estratégia contra Phil Davis, Rashad, Cerrone, Ben Henderson, Jones, se eles estão sempre se afiando, sempre em movimento? Dando passos além, sejam físicos, técnicos ou táticos. O mesmo não vale para a maioria dos veteranos. Basta pegar uma fita VHS surrada, colada com esparadrapo, que podemos montar uma estratégia para vencer Quinton Jackson sem surpresas. E foi isso que Jon Jones fez. Assistiu a todas as lutas do ex campeão, apesar de que poderia ter assistido apenas uma ou duas que daria no mesmo, e montou um plano de ataque sem falhas para uma luta aonde venceria mesmo sem plano nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade que Jackson foi o que chegou mais perto de vencer o atual campeão e superstar Jones com uma chave de carisma no dia da pesagem. Conseguiu o impossível, fazer um dos lutadores mais queridos do planeta ser vaiado enquanto ele, o desafiante, saiu aplaudido. De foragido da polícia, quase mal caráter no TUF, desinteressado em continuar competindo em MMA para ser artista de cinema, até dar a volta por cima, disputar o cinturão e ser aclamado pelo público como herói. Coisa que só uma lenda do Pride poderia nos proporcionar. Mas foi só isso. Como tempos atrás Jackson conseguiu seu status de imortal dentro dos ringues e octagons, o mesmo vale até hoje. È lá que ouvimos o discurso que não precisa ser dito, a verdadeira história contada pelas luvas, no terreno aonde nasce o para sempre. E lá Jones vem construindo seu império com ossos e almas dos derrotados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jon Jones venceu sem dificuldade, quase como se não quisesse realmente machucar seu oponente e ex ídolo juvenil. Dominou completamente lutando pela metade, como vem sempre fazendo e parece que vai continuar durante muito tempo. É da beleza do MMA revigorarmos nossos interesses depois de uns dias e sempre acharmos que um novo desafiante, uma revanche, pode trazer mais emoção, algo de diferente. Faz parte do ciclo de adrenalina e expectativas que nos abastece, mas friamente, sob olhar clínico, cínico e sem paixão, ninguém no meio pesado pode oferecer algum perigo a Jones. E do mesmo modo que isso é incrível de presenciar, pode acabar se tornando bem chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jones pode iluminar o caminho para uma nova era do MMA, ou ser o buraco negro que só destrói atleta após atleta até que nada sobre, nem emoção. Se liberar seu estilo, se entrar no modo turbo, se quiser ser incrível mais do que apenas vencedor, pode figurar entre os maiores de todos os tempos rapidamente. Mas se pensar como GSP, em se manter campeão destilando doses homeopáticas e precisas de técnica apenas quando necessário, vai se tornar imbatível e irrelevante. Caso opte por usar sua superioridade técnica e física para dominar sem emoção e vencer sem paixão, vai ser mais um daqueles campeões que não motiva. O cinturão vai estar com ele, vai ficar milionário e ter várias mulheres. Não nos enganemos, um possível desprezo não afetará nada disso. Mas no fundo de sua alma vai estar um buraquinho, um vazio, uma sensação perene de desconforto. A presença da ausência de nossos aplausos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carreira de Jones só começou e já achamos que ele tem que fazer mais do que apenas desmantelar Shogun e vencer com facilidade Jackson. Fazer o que? Culpa dele que nos mostrou traços de genialidade e fantástico e nos acostumou mal. Bones pode ser um lutador incrível de assistir, ídolo de nações inteiras, estrelar nossa new age, mudar a capa do livro do MMA, ou pode continuar sendo o que parece preferir, respeitado e temido, mas muito pouco querido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Matt Hughes VS Josh Koscheck&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Koscheck é top 10 do meio médio e Hughes é um veterano em fim de carreira que não figura nem no TOP 12. O casamento dessa luta não só foi desnecessário como foi desrespeitoso. Qualquer análise breve do cartel recente dos dois mostrava que era um estorvo e deveria ter sido evitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a derrota para Thiago Alves em 2008, Matt já dava claros sinais de queda física, performance, competitividade e anunciou que deveria se aposentar. Não via mais motivo para competir não fosse para figurar entre os melhores. Apenas uma luta conseguiu mudar sua idéia, uma suposta última luta contra o pseudo arqui-rival Matt Serra. A possibilidade de vingança colocou fogo em seus olhos novamente. Os dois se arranharam numa luta monótona e sem brilho onde venceu um Serra gordinho e desmotivado em 3 rounds de trocação de baixíssima qualidade. Revigorado pela vitória e com sonho de reconquistar o querido cinturão que repousou com méritos em sua cintura por tantos anos, resolveu voltar a ativa. Venceu Renzo que pode ser mestre em jiu-jitsu, mas atleta de MMA não era mais, e Cachorrão num resultado tão surpreendente que deveria tê-lo feito negar a revanche contra Penn. Quem é azarão contra Cachorrão vai ser pulverizado pelo fenômeno BJ. Quem acha que não, pagará o preço pela ignorância com células nervosas e Matt pagou. Ao colidir com o primeiro lutador realmente de ponta nos últimos 2 anos acabou pulverizado. Sorte que não estava ventando em Michigan ou nem as cinzas do ex campeão iam sobrar para colocar no jarro. A aposentadoria merecida foi soterrada pelo casamento de mais uma luta, dessa vez conta Koscheck (antes era Diego Sanchez), simplesmente veloz demais, forte demais, resistente demais atualmente para ter alguma chance de sair sem o machucar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matt que tem o coração maior que o queixo e que o bom senso entrou para definir e acabou nocauteado sem dificuldades. Não tivesse abençoado pelo excesso de respeito do adversário, teria dormido antes. Acabou com a cara no chão e a bunda pra cima. Um lutador lendário que já superou tantas adversidades e venceu tantos grandes atletas, merece lutar mais uma, mais uma, mais uma e mais quantas vezes achar de deve. É problema dele. Mas quem admira o esporte não acha agradável ver esse nível de derrota.  Espatifado, tirado pra nada. Matt foi um dos maiores e, por respeito a si próprio, deveria parar ou aceitar lutas mais equivalentes apenas contra veteranos. Uma revanche contra Royce é uma idéia que me agrada. O que não me faz a cabeça é a organização do UFC canibalizar estrelas antigas para alimentar as jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Koscheck venceu, mas não provou nada. Teve até mais dificuldades do que deveria. Deixou claro que o rombo em sua guarda que GSP expôs com jabs e cruzados de esquerda ainda está ali para quem quiser usar. Um buraco incorrigível, um abismo técnico que nunca vai conseguir atravessar para disputar o cinturão novamente. Não é vencendo um veterano em decadência que vai prosseguir na carreira. Deveria ter seguido o exemplo de Rashad Evans quando negou a luta que lhe foi oferecida contra Randy Couture: “não tenho coragem de bater num homem de 40 e poucos anos e depois dizer que quero disputar o cinturão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nate Diaz VS Takanori Gomi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de se lamentar que Gomi não tenha se provado contra as estrelas do UFC quando estava em seu auge, quando era um dos lutadores vai vorazes e violentos do planeta, freqüentador assíduo dos TOPs P4P e estrela de alguns dos maiores combates já testemunhados no esporte. Gomi contra Kawajiri, Pulver, Azeredo, Nick Diaz e Sakurai são inesquecíveis. Contribuição eterna e incandescente do fireball kid para o hall da memória que cada um de nós guarda dentro de si. Momentos que ajudaram a construir e ajudam a manter esse esporte. Quando presenciamos Browne, Struve e outros no octagon, é a lembrança de momentos como os de Gomi que nos faz tolerar e sempre acreditar que coisas melhores virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gomi era invulnerável, feito de alguma liga impenetrável vinda lá da ásia, não sentia dor, não se machucava por mais que fosse atingido. Não caía, quase não bambeava, partia pra cima e trucidava. Durante alguns anos nenhuma estrela ofuscava o brilho da sua. Uma presença que causava temor e expectativa. Foi tanto em tão pouco tempo e depois não foi mais. Acendeu e apagou em segundos. Um dos maiores por apenas uma fagulha de tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Gomi que finalmente chegou ao UFC anos atrás já estava desativado. Não me perguntem porque. Lutava igual, partia para definir igual, tinha o mesmo coração, mas alguma coisa não estava lá. O sangue havia estancado. Fora um brilhareco contra Tyson Griffin, suas performances eram melancólicas e culminaram com um fiasco nas mãos de Nate Diaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho de ver uma versão vintage de Gomi não poderia ter melhor condutor do que Diaz. Um lutador sem poder de nocaute, franzino, prepotente na trocação e ávido por sempre testar se o oponente agüenta mais porrada que ele. Grama seca perfeita para Gomi incinerar e voltar ao lugar que achamos ser seu por direito. Mas o que vimos foi o japonês sem precisão, sem resistência, tentando derrubar um Diaz que bateu como quis, derrubou com jab e fez parecer fácil. Takanori fez demais pelo MMA, mas acabou. It’s over. Antes eu torcia por uma luta entre ele e Melvin Gullard, mas essa performance me fez ficar contente de nunca ter acontecido ou no UFC 135 poderia estar assistindo do Japão, de cadeira de rodas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nate continua irregular. Capaz de fazer uma luta parelha contra o poderoso Gray Maynard, ser manipulado tipo massa de bolo pelo inexperiente Rory MacDonald e superar Gomi no boxe. A falta de padrão em suas lutas é o que o mantém sempre distante do topo. Um lutador emocionante, querido e odiado na mesma medida, capaz de vencer os melhores e ser derrotado por qualquer outro. Trabalho não faltará para Nate que sempre aparece e faz o melhor que pode, mas seu melhor nem sempre é proporcional a expectativa que gera. Sua cabeça de vento e displicência com tática e treinamento sempre vão mantê-lo longe do tão sonhado cinturão. Se é que ele sonha com isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mark Hunt VS Ben Rothwell e Travis Browne VS Rob Broughton&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas lutas que juntas não valem por uma, tão ruins e desprezíveis da mesma maneira que não poderia ser misericordioso ao mencionar só a outra. Nem teria porque escrever sobre apenas um se o texto valeria para os dois. Gêmeos siameses, deformados, uma versão distorcida e errada do que amamos. Um erro por parte da organização e ainda maior da minha que assisti até o final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MMA não é mais vale tudo e nunca foi briga de bar. A diferença de um esporte de ponta e de uma competição é o esporte é praticado por atletas profissionais. E não há atleta que leve sua carreira e os fãs a sério e carregue 50Kg de barriga. Pode ser guerreiro, brigador, orgulhar a mãe e o bairro onde nasceu, mas não é atleta. Vimos 4 transeuntes do esporte, 4 obesos se esfregando durante um total de meia hora apenas por grana. Sem paixão por MMA, sem ambição, sem técnica. Qualquer faixa azul de jiu-jitsu, qualquer menino que treine wrestling ou boxe durante 1 ano faz melhor do que eles. Habilidades mal passadas, falta de resistência, apatia, incapacidade de finalizar o combate. Conterrâneo e Mondragon fariam frente a qualquer um desses e Lula Molusco já despontaria como franco favorito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvo alguns caroços de técnica de trocação que sobraram na panela de Hunt, nada mais havia para saborear. Poderiam ir todos juntos com Roy Nelson para aqueles programas de emagrecimento. O primeiro que descesse para meio pesado ganhava um contrato de volta. E os outros, talvez a dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dos piores momentos da história do MMA, no mesmo dia, seguidos. Um caminho de Santiago de Compostela sem garrafa de água, a trilha de Machu Picchu sem parar para pegar ar, a escadaria da Penha de joelhos. Quem assistiu até o final, de ponta a ponta, pode tanto se considerar realmente fã como aceitar sofrer de certo masoquismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-5958858785898950992?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/5958858785898950992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/10/analise-ufc-135-jones-vs-jackson.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/5958858785898950992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/5958858785898950992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/10/analise-ufc-135-jones-vs-jackson.html' title='ANÁLISE: UFC 135 - Jones VS Jackson'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6V_6w4KAgKU/TouMfZFIHGI/AAAAAAAAASk/oDjqnIXzS9A/s72-c/UFC135.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-3920865737543017509</id><published>2011-09-12T16:39:00.000-07:00</published><updated>2011-09-12T16:43:20.166-07:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 134 - Anderson VS Okami</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Zhm2gyDDCmo/Tm6Y_DljbeI/AAAAAAAAASc/V6nSKOzFMDg/s1600/OKAMIblog.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 247px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Zhm2gyDDCmo/Tm6Y_DljbeI/AAAAAAAAASc/V6nSKOzFMDg/s320/OKAMIblog.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651622791458549218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se cortarmos o Banha só sobra filet mignon nesse UFC Rio. Tudo deu certo, quase como se os lutadores tivessem combinado antes com o destino. Minotauro apanhou, bambeou, assustou, mas acabou vencendo, Shogun foi pra cima de modo quase displicente, visceral, desmantelando o adversário e Anderson fez o impossível mais uma vez, expondo com precisão para a mídia brasileira o que sempre esperamos deles e porque amamos esse esporte, num show de gala frente a mais comovente platéia do MMA mundial. Emocionante e incompreensível para Milton Neves.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nosso MMA está de volta, crescido, adulto, e nós o abraçamos como pai que acompanhava o filho de longe faz tantos anos, com tanta saudade. Nesse UFC 134 foi provado e transmitido finalmente pela TV aberta a verdade de que bem maior do que o esporte, mais incrível ainda do que os atletas, é como isso faz bem. No HSBC arena pulsou o coração gigante, feliz, milhares artérias bombearam energia que contagiou competidores e fez cafuné num país tão carente de eventos positivos e ídolos. Nosso coração foi ouvido uma vez e as veias da mídia já se expandiram, o fluxo aumentou, o batimento acelerou. Isso é MMA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minotauro VS Brendan Schaub&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razão é a coroa mais pesada que um homem pode carregar, mas vez em quando colocá-la de lado é a única maneira de enxergar com clareza. Minotauro não venceu Schaub se expondo demais, com esquiva ainda lenta, continuando por optar em ser boxer mais do que um mago na luta de solo, nem o lance derradeiro que colocou o adversário na lona foi idêntico ao lance que terminou bem diferente na sua luta contra Velasquez, muito menos empunhou as cores do Internacional quando todos ali eram Brasil. Nada disso aconteceu pra quem olhou da maneira correta esse momento que só pode ser observado em sua plenitude pelo coração. O que eu vi foi uma catarse, o quadragésimo nascimento de um ícone nacional, amarrotado, sangrando, colocando toda a carreira a mercê do acaso, dos detratores, do corpo pós lesão, só para lutar aqui, para nós. Em seu labirinto que todos já conhecemos de cor forjou uma vitória aflita, um berro ao pé do ouvido de um país que parecia não lhe dar atenção. Minotauro entrou ídolo do MMA e saiu ícone nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do octagon não havia dois lutadores, não era apenas Schaub contra Minotauro, era um capítulo contra um épico, uma fagulha contra a eternidade, um menino contra um homem. E Minotauro levou socos diretos e não caiu. Brendan que não sabe apanhar, mas é excelente em bater, largou o braço e acertou bem, mas não derrubou. E ninguém derrubaria Minotauro naquela noite. E ele ia aturar cada impacto, engolir cada gota de sangue, apertar o protetor, nadar os olhos dentro da visão embaçada, ir pra frente e só parar quando vencesse. Porque é assim que fazem as lendas, aquelas de outra época já tão distante que parece outra dimensão. Os dois já estavam com a bolsa depositada no banco, mas só um lutava por algo mais, por paixão. E qualquer um que está nesse esporte apenas por grana vai cair frente aquele que luta com o coração e os colhões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schaub é um ex jogador de futebol americano que entrou nessa de MMA porque está na moda, porque paga bem, porque dá status. Minotauro só ainda está porque, como nós, ama demais tudo isso. E não achem que deveria ter sido essa a sua última luta para fechar a carreira com chave de ouro, porque atletas como ele, Fedor, Sakuraba, Liddell são pra sempre. Vitórias ou derrotas já se confundem no eterno. Há fãs limitados pelo resultado de uma luta, mas nenhuma luta limita uma lenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No UFC Rio Minotauro retornou a Creta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maurício Shogun VS Forrest Griffin&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olho para os grandes momentos de Shogun no Pride ou Meca, e comparo com o atleta que se tornou no UFC percebo que uma coisa sempre estava faltando. Uma característica que o fazia um dos atletas mais perigosos do planeta: selvageria. Shogun tirava ordem do caos. Lançava seus adversários num roda moinho, roda pião em alto frenesi de onde poucos saíram ilesos. Era quase displicente no uso de suas técnicas de trocação e solo afiadas. Para o observador menos atento Shogun era um brigador , quando na verdade estava mais para gênio louco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ímpeto foi contido quando iluminado pelos holofotes mais brilhantes do UFC. Desde sua derrota para Griffin até em seu melhor momento, nocauteando o invicto Lyoto, Maurício parecia ter perdido aquela voracidade de antes. Menos carvão, mais diamante. Havia sido promovida toda uma revolução em seu treinamento e aplicação tática. O caos deu lugar à ordem. Instinto à razão. Um atleta com fúria e violência contidos e distribuídos apenas na medida exata que vinha fazendo tudo certinho, até que Jon Jones apareceu e rasgou o bloquinho de notas. Tombou frente a um lutador caótico e eficaz, um aglomerado de táticas refinadas revestidas por um ímpeto vencedor e criativo. Um atleta que entrou pra lutar do modo mais agressivo e contundente que pudesse desde o primeiro segundo. Exatamente como o brasileiro costumava fazer. Uma derrota devastadora que poderia transformá-lo em pó, acabou por assoprar o pó de cima do velho Shogun, que estava encostado em algum canto na prateleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Maurício Shogun Rua limpo, sem incertezas, na vanguarda por aceitar que nem sempre revolução é uma evolução, de volta as raíz, à semente, eviscerou em segundos um dos lutadores mais resistentes do MMA. Fez o que faz de melhor, desligou os sentidos, acordou a roda viva, confiou no peso da mão, na precisão dos golpes, no queixo sem pudores, no coração, se lançou para dentro de Forrest e o partiu ao meio. Esse novo Shogun que teve que mudar para voltar a ser ele mesmo, é um dos lutadores mais perigosos do planeta hoje, porque era antigamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No UFC Rio Shogun finalmente fez sua estréia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Anderson SIlva VS Yushin Okami&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para termos idéia um pouco mais próxima do inacreditável que Anderson Silva desfilou nesse UFC, precisamos antes entender quem é Yushin Okami. Dana White costuma construir ou destruir carreiras quando lhe bem convém. Dan Handerson estava “acabado” quando não quis renovar o contrato com o UFC e Hammil virou lutador TOP 10 quando precisou colocá-lo no main event do UFC 130. Mas as suas bravatas pró Okami são sinceras. Na verdade acabam parecendo jogo de marketing por conta dos anos em que Dana manteve o japonês escondido na gaveta para impedi-lo de vencer os TOPs no peso e ter que lutar pelo cinturão. Não era interessante um asiático, sem carisma, sem força nas vendas de pay per view (bad draw) e sem fãs nem em sua terra natal figurar um main event ou primetimes e countdowns. Okami se arrastou para o topo, na marra, sozinho, por entre lutas preliminares e adversários inexpressivos, chegando em seu auge e sedento de vingança ao UFC Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato indivisível é que Okami, desde 2006, venceu 12 lutas e só perdeu 3. E as 3 para lutadores TOP 10 e ex campeões na época (Shields, Sonnen e Franklyn) em derrotas extremamente controversas e na decisão dos jurados. Nas minhas contagens Okami venceu Franklyn e empatou com Sonnen. Tivesse um pouco mais de sorte ou carinho por parte dos árbitros laterais, estaria invicto desde 2006 e White não precisaria nem fazer propaganda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okami não é dos atletas mais talentosos, mas tem queixo de concreto, muito tamanho para seu peso, grande alcance, bom wrestling e muita virilidade. Do primeiro ao último round sua performance, foco e força não parecem diminuir. Distribui ataques e pressão de modo industrial, sem hesitação, do começo ao fim de qualquer combate. Esse foi o Okami tombado com jabs da guarda baixa, por Anderson, e subjugado como amador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem em treino um professor de boxe ou muay-thai consegue abaixar a guarda e permitir ser atacado por um aluno do mesmo peso e moderadamente graduado. Ou, para quem já presenciou essas demonstrações de esquiva e confiança de algum mestre, como eu já, no mínimo é um aula de desvios, evasão. Nunca vem acoplados de golpes decisivos. Simplesmente porque com a guarda baixa não há velocidade para esquivar, acelerar o movimento e conseguir torção de tronco o suficiente para atingir o adversário com precisão e contundência. Isso vale para qualquer ser vivo, menos Anderson Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma maneira que para uma luta contra Jon Jones ter real graça e ser competitiva ele deveria entrar no ringue contra dois ao mesmo tempo, Anderson poderia começar a lutar com um braço amarrado nas costas para os adversários terem alguma chance real. Claro que no manjado filhote de pensamento de que em MMA tudo acontece, até Sonnen poderia finalizar Toquinho com um triângulo, quem sabe? Mas na vida real, no esporte tecnicamente analisado e levado a sério, Anderson está num nível fora da compreensão até para ele mesmo. E com o manguito rotador lesionado, Anderson venceu um dos maiores lutadores do peso com um braço só, com jabs cruzados. Nem jab sólido da base estática, nem jab de encontro, mas jabs de direita se esquivando para o mesmo lado. Enquanto a cinética se apóia em vários livros para explicar porque esse movimento não pode carregar real força, ele torce as leis da física e o maxilar de Okami.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Anderson já deixou de ser apenas o melhor lutador de todos os tempos para ser um dos maiores faz tempo e sua carreira está no grandioso ato final. Se por justiça dos homens Sonnen, Stann ou Belfort depois de mais uma boa vitória mereceriam desafiá-lo novamente, pela justiça astral ele deveria lutar contra GSP, Jon Jones, Velasquez, Fedor. O que ele tinha que fazer pelo esporte, já foi feito. Agora poderia se dar ao luxo, e a nós o prazer, de fazer mais do que lutar por cinturões, por esses meros pedaços de ouro com diamante, ele lutar pela imortalidade em combates de lendas contra lendas onde títulos não tem nenhum valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua técnica chegou ao nível de arte, como estão as comidas de Eliot Graham, os dribles de Garrincha, as esculturas de Rodin, pinturas de Diego Velazquez ou as coleções do finado Alexander McQueen. Ele é maior do que o corpo. O que tem dentro não dá para ver por fora, é difícil até dele se explicar, por isso às vezes parece metido, prepotente ou bobo. Simplesmente vai e faz, por isso Chael Sonnen, que só fala, o odeia. Se estudiosos, pessoas com alto QI, técnicos experientes, lutadores, poetas, tem dificuldade para colocar em palavras seu talento, imagine ele, pessoa simples que só nasceu com super poderes. Anderson Silva apenas é, foi mais uma vez nesse UFC e será contra qualquer um até o fim de sua carreira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No UFC Rio Anderson jogou o sushi de Okami no chão e esmagou como se fosse o olho da Black Mamba no Kill Bill.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ÚLTIMOS ROUNDS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; Edson Barbosa e Erick Silva estarão entre os lutadores mais importantes do peso e flertando com o cinturão em menos de dois anos. Mesmo num esporte em tão rápida evolução são poucos os lutadores que alcançam esse amálgama de violência objetiva, técnica e raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; Banha nunca esteve tão bem fisicamente, mas foi mais contaminado do que contagiado pela torcida. Mais eufórico do que motivado, se expôs e levou vários mata cobras cegos e sem qualidade de seu adversário até que um, obviamente, acabou pegando, justamente quando estava prestes a nocautear. Banha saiu correndo e só lembrou no meio do caminho que não podia pular pra fora da grade. Acabou nocauteado por um atleta muito inferior que ele venceria 9 vezes em 10. Ainda tomou vários socos já em estado de inconsciência por negligência do excelente Mario Yamazaki, que também sentiu o peso da torcida.  Lutar com a torcida apoiando é que nem bebida, tem que apreciar com moderação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt; Johnny Eduardo é muito melhor do que vimos contra Raphael, mas talvez tenha alcançado seu sonho de lutar pelo YFC um pouco tarde demais. Temos um reloginho em nossa mente que marca a hora de alcançarmos objetivos. Chegar muito antes ou muito depois costuma trazer conseqüências desagradáveis. Torço para que Dana lhe dê mais uma chance. Seu dinamismo e velocidade ainda podem render excelentes lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4)&lt;/strong&gt; A entrada de Paulo Thiago que detonou milhares de vozes cantando a música do filme Tropa de Elite e frases de apoio ao BOPE, foi uma manifestação poderosa e sincera de apoio à polícia eficaz, paz, segurança e ordem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-3920865737543017509?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/3920865737543017509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/09/analise-ufc-134-anderson-vs-okami.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/3920865737543017509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/3920865737543017509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/09/analise-ufc-134-anderson-vs-okami.html' title='ANÁLISE: UFC 134 - Anderson VS Okami'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Zhm2gyDDCmo/Tm6Y_DljbeI/AAAAAAAAASc/V6nSKOzFMDg/s72-c/OKAMIblog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-7518844703021689078</id><published>2011-08-12T11:47:00.000-07:00</published><updated>2011-08-12T11:52:52.658-07:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 133 - Rashad VS Tito</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gOegrL3I-ig/TkV13Y6ZcRI/AAAAAAAAASU/ncqd9xxKNU4/s1600/RASHADtito.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-gOegrL3I-ig/TkV13Y6ZcRI/AAAAAAAAASU/ncqd9xxKNU4/s320/RASHADtito.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640043702792057106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esse UFC 133 foi o mais previsível que um bom evento de MMA pode ser. E se é verdade que não houve grande surpresa, também é fato que quando MMA se desenvolve como esperamos é, no mínimo, um bom sinal. Excelentes performances dos favoritos que não lhes rendeu mais do que vitória no cartel, porque a progressão de suas carreiras já estava sedimentada em concreto por Dana White. Em caso de vitórias, Rashad disputaria o cinturão do meio pesado, Belfort não teria sua revanche contra Anderson, Ebersole não se credenciaria como TOP contender do meio médio e McDonald continuaria a uns 2 anos de distância de ser considerado  postulante ao título. Mesmo assim, com futuros já decididos em caso de bom resultado, os quatro tiveram suas melhores performances nos últimos anos num evento mais justo do que emocionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rashad Evans VS Tito Ortiz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rampage, Thiago Silva, Forrest Griffin, Chuck Liddell, Michael Bisping e Stephan Bonnar eram todos considerados TOP 10 do peso quando foram vencidos por Rashad, que além de ser ex-campeão meio pesado, também venceu o TUF que catapulta quase instantaneamente qualquer lutador ao status de estrela do MMA. Mesmo assim o americano é vaiado sempre que entra no octagon. Na verdade é vaiado até em pesagens e coletivas de imprensa. Contrariando a desinformação por parte da imprensa nacional de que lutadores brasileiros são hostilizados no exterior, Rashad foi vaiado quando ainda era detentor do cinturão em sua luta contra Lyoto Machida. Evans pode ser eleito presidente que vai ser vaiado na Casa Branca, mas a altura dos decibéis de seus detratores não abafa a realidade de que é um dos maiores lutadores da atualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MMA é tão show que constantemente esquecemos de ver beleza na performance estritamente física e tática. Luta após luta Evans dá exemplos de evolução em preparação física, estratégia e objetividade. Da mesma maneira que meio milhão de dólares do valor de qualquer quadro de Basquiat está sem sua trajetória de vida e condições aonde o pintou, e a outra metade na arte que vemos na tela, Rashad só é admirado se for valorizado por completo. No dia da luta é cansativo de assistir. Insiste demais no que dá certo e transforma o combate numa seqüência de tentativas e acertos aonde sobra eficácia e falta emoção. Mas Rashad é especial por tudo que sempre envolveu sua carreira, de dramas pessoais até a transformação de um peso pesado parrudo e sem resistência aeróbica, em um meio pesado veloz e com o melhor condicionamento da categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse Rashad reinventado pelo desejo de vingança contra seu ex treinador Greg Jackson e seu ex companheiro de treinos, atual campeão e projeto de lenda viva , Jon Jones, dois que acusa de terem o traído, talvez tenham colocado mais sangue nos vasos de seus globos oculares do que Tito Ortiz estava preparado para suportar. Verdade que Tito aceitou a luta apenas um mês após vencer o TOP 10 Ryan Bader muito mais por motivos financeiros e por ter lhe sido prometido que em caso de derrota não o cortariam do evento, do que real desejo ou presunção de vencer. Ortiz entrou com o espírito dos atletas das antigas, foi para encarar mesmo, o show não pode parar. Foi linda sua vitória mês passado e foi comovente seu esforço. Acredito que lá no fundo de seu ego tinha um filhote de sonho de vencer e desafiar o campeão, mas a realidade em MMA é violenta e mastiga ilusões. Nem o coração enorme que sempre teve foi suficiente para amortecer tipo air bag a joelhada que Rashad encravou em seu tórax. Tito tombou e a coragem que restava vazou pelo furo no peito, tipo embarcação com convés rachado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito perdeu, mas foi aplaudido antes e depois da luta. Vai curtir as férias, seus filhos e voltar na corda bamba mais uma vez. Diferente de Joe Stevenson que só foi cortado depois da quarta derrota seguida, Ortiz vai estar sempre a uma derrota de ter sua carreira terminada. É assim mesmo, faz parte das regras do jogo. Parte culpa nossa que nos desinteressamos muito rapidamente por determinados lutadores, parte de Dana que está construindo um monopólio aonde fora do UFC não há mais grandes bolsas para mega estrelas, parte culpa desse esporte mesmo, onde épicos e tragédias caminham juntas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rashad venceu sem vibrar. Se preparar para encarar o puro sangue Phill Davis e pegar Ortiz é como acordar para ir a escola num sábado e lembrar que não tem aula. Estávamos até preparados para ir, mas é tão gostoso poder voltar a dormir. Rashad quer o cinturão e vai ter que passar por dois arqui rivais para consegui-lo. Ou uma revanche contra o nêmeses Rampage, ou o clássico ainda não escrito contra Jones. Venha quem vier ele tem que estar preparado para mais vaias. Depois de vencer os queridos do público Chuck e Forrest e o querido vintage, Ortiz, uma vitória sobre um dos dois mais populares não vai adicionar pontos ao seu carisma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vitor Belfort VS Yoshihiro Akiyama&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate sobre quais são os melhores lutadores, quem merece ser chamado de lenda ou não vai se desenrolar para sempre. Não há consenso em temas que envolvem paixão e opinião. Mas é fato que Vitor Belfort é um dos maiores porta vozes do MMA. Sempre com um papo direto oferecendo aos fãs respostas objetivas, um cara cordial no dia a dia, junto a sua família tanto fisicamente quanto em discurso. Belfort inspira idéias positivas de saúde, luta por ideais e etc. Independente de qual religião que sigamos, torcendo contra ou a favor, ele é um ícone positivo do esporte. Belfort entrou extremamente preparado contra Akiyama e se lutassem 10 vezes, o brasileiro venceria 11, mas o golpe que selou sua vitória foi ilegal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claramente um atleta com a explosão, velocidade e força destrutiva de Belfort não precisa nem tem a intenção de desferir golpes não permitidos para se sagrar vencedor. Não precisa tecnicamente desse recurso e não aplicaria propositalmente por questões morais. Belfort não tentou trapacear, como parte da imprensa afirma, mas ele aplicou sim um diretaço ilegal na nuca do adversário praticamente inconsciente e sem defesa. A culpa, no entanto, não é do atleta e sim do juiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belfort alega que Akiyama já estava praticamente apagado quando acerou o golpe ilegal sem intenção. Concordo, mas a luta só é dada por terminada quando o juiz interfere. Seja verbalmente, seja em movimento. Se o adversário está caído com a cara no chão, mas o juiz não faz nenhuma menção de parar a luta é porque, para ele, ainda está valendo e considera o atleta em condições de reagir e está dando alguns segundos de tolerância. Se nesse micro milésimo de segundo um golpe ilegal é desferido, a luta tem que ser parada, o atingido levado para avaliação médica e dado 5 minutos para recuperação. Caso não tenha condições lhe é concedida vitória por desclassificação. Essa seria a regra interpretada sem gorduras.  Apenas depois que Belfort dispara o direto na nuca é que o juiz dá um passo em sua direção para terminá-la. Belfort ainda atinge um segundo golpe, mas aí sim, depois do fim. O ponto decisivo é que o juiz foi levado a tomar a decisão de interferir após o golpe ilegal. Não após a saraivada de socos, não após Akiyama cair com o rosto no chão. Mas sim após o golpe na nuca. Portanto ele deu o combate por finalizado após um golpe ilegal. Por menos que isso Charles DoBronx teve sua vitória contra Nik Lentz Anulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juiz de MMA é como bandeirinha em futebol. Uma questão de timing difere a interrupção perfeita que protege o atleta, de um gol irregular por 1 centímetro de impedimento. È assim mesmo. Belfort fez o que tinha que fazer. No frenesi do combate, quando a criatura está solta, enquanto o juiz não puxar a coleira quase nenhum atleta para. Ainda mais num momento decisivo da carreira. Diferente de Dan Handerson que claramente queria assassinar Bisping, Vitor apenas continuou atacando. O que me intriga é porque a luta não foi parada quando o japonês caiu de rosto no chão e com um braço reto para traz, claramente fora de combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belfort preparado é quase imbatível e é assim que vem se apresentando desde que resolveu baixar do meio pesado. Rápido demais, consciente e naturalmente talentoso demais para quase qualquer adversário. A chance de Akiyama já nasceu morta no dia que assinou o contrato. Nem golpe de sorte poderia dar a vitória para o asiático que acabou por ir ao chão após dos potentes socos que só atingiram o ar e a parafina de seu cabelo. Ou talvez tenha sido atingido pelo mais poderoso dos golpes, o medo. Um golpe invisível e preciso que o colocou a se arrepender de ter entrado no octagon depois de não agüentar nem Bisping ou Leben, para enfrentar Belfort. Levando em conta o desnível de preparo, força e tantas outras coisas temperadas com lambança de juiz, tem sorte de estar caminhando em linha reta atualmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dana White disse que tentou convencer Akiyama a descer de peso, sem sucesso. Não há mais espaço para lutadores parrudos em MMA de alto nível, fora do peso pesado, e talvez nem o público nipônico que a Zuffa quer tanto seduzir seja suficiente para mantê-lo na organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem alguém no peso que eu realmente gostaria de ver contra Anderson é Vitor. Apesar de derrotado rapidamente é verdade que ninguém impõe tantos reais problemas para o campeão. Uma vitória de Stann sobre Sonnen talvez o creditasse como desafiante mais justo, mas desde quando o casamento de lutas em MMA se dá por justiça de cartel? Vantagens e desvantagens de ser um esporte/show. Pelo show, Belfort seria o melhor adversário, imagino a batalha verbal sincera que seria reativada como ogivas nucleares que estavam apenas escondidas. Emocionante.  Não dá para casar muitas outras lutas com tanto talento real de ambas as partes. Mas Dana declarou que essa não ocorrerá agora. São reais as chances de Dan Handerson assinar com o UFC e ter sua revanche imediata com Anderson, ou se a luta pelo cinturão foi mesmo para o vencedor de Stann/Sonnen, talvez sobre até um Handerson VS Belfort. O peso médio que tantos diziam ser fraco, hoje em dia pode não ser o mais técnico, mas é um dos de maior apelo emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belfort venceu com soco na nuca, mas venceria de qualquer outra maneira. Um lutador fantástico e devastador que deveria tirar da cabeça essa obsessão da revanche e entender que seu legado e importância para o esporte vão muito além de vencer ou não Anderson Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brian Ebersole VS Dennis Hallman&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian Ebersole é um veterano do esporte mesmo sendo mais novo que Rashad Evans. Com mais de 60 lutas, 15 sendo realizadas no mesmo ano de 2002, seu corpo já pagou o preço. Se Juba e Lula são vovôs garotos, Ebersole é garoto vovô. Uma criança que presencie guerras, tragédias ou dramas familiares cresce cicatrizada, se desenvolve de maneira diferente das outras. Um atleta com essa quantidade de lutas, mesmo ainda novo, tem dificuldade em manter performance de alto nível contra outros de sua idade com apenas 10 combates. Experiência não é de muita utilidade contra lutadores tecnicamente equivalentes e muito mais fortes, velozes e com menos contusões.&lt;br /&gt;Após a luta declarou que tem mais uma no contrato e gostaria que fosse contra outro veterano. Matt Hughes seria seu sonho. Depois, se o UFC tivesse interesse em mantê-lo no card ele toparia uma corrida pelo cinturão pegando os TOPs da categoria. Interessante e comedida postura, mas Ebersole com o ground and Pound mais visceral dos últimos anos, excelentes defesas de finalização, tamanho e boa trocação poderia fazer luta dura contra qualquer atleta do peso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar cotoveladas é uma arte. Tanto em pé quanto no chão. É difícil aplicar real força, difícil achar a distância, muitos relutam em usar o golpe por medo de danificarem as próprias articulações do cotovelo. È um golpe decisivo, uma brecha no sistema do UFC, uma concessão a velha regra que é mantida sem motivo aparente e questionada por muitos, mas da qual Hughes, Couture, Jones e outros campeões fizeram bom uso. Posso afirmar que Ebersole ensinaria uma coisa ou duas sobre como aplicar cotoveladas a qualquer um destes. Violência é mais perigosa quando embrulhada em calma, e Brian despedaçou Hallman com a tranqüilidade de quem come um petit gateau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro de Ebersole já foi decidido por ele e Dana. Não há muito o que especular. Vai pegar outro veterano e ano que vem, talvez, comece a encarar lutadores no seu real nível. E sobre Hallman, que entrou, apanhou, fez escracho de um esporte que ainda luta para conseguir o respeito que merece e sua sunga de go-go-boy, deixo aqui linhas em branco como meu protesto silencioso. Não sei o que será de sua carreira, não me importo e, convenhamos, nem ele parece se importar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rory MacDonald VS Mike Pyle&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo achar cômica a mudança de apelido que alguns lutadores promovem tentando revigorar sua carreira ou mudar a imagem frente ao público. O caso mais clássico foi Tim Sylvia ter passado de “grizzly bear” (urso pardo) para “Maine-iac” ( um trocadilho com a palavra maníaco e o estado de Maine). Mudança que não veio acoplada a nova postura dentro ou fora do octagon, nem lhe atraiu novos fãs. Na verdade, junto com Rashad, é um dos lutadores mais desprezados de todos os tempos. Mas a mudança de “waterboy”,  para “Ares”  realmente pode ser vista nas performances de Rory MacDonald.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ainda estava sobre o manto da psique do waterboy, Rory era como o personagem do filme de Adam Sandler a quem fazia alusão. Um talento relutante, Dom Périgon num copo de plástico. Um lutador extremamente talentoso que se escondia atrás de uma postura de aprendiz, espinhas na cara e cabeça baixa. Relutância que lhe rendeu a única derrota a 7 segundos do final do último round pelas mãos do incansável Carlos Condit. Verdade que Rory foi melhor a luta toda, verdade que fraturou o maxilar de Condit, verdade que superou um dos veteranos mais talentosos do MMA em quase todos os aspectos, verdade que o juiz poderia ter esperado mais 7 segundo até o fim do round e deixar os árbitros laterais lhe entregarem a justa vitória. Mas ele estava levando golpes limpos na cara, sem tentar reagir muito mais por letargia, por estar numa quina psicológica, tipo criança gordinha que tira a camisa na frente da menina que está afim, do que por não ter forças para reagir. Perdeu de olhos abertos, ainda em condições de lutar, um vitória que já estava sendo digitada no Sherdog. O bully roubou sua lancheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo combate ele já era Ares, o deus da guerra. Cabeça erguida, olhar agressivo, o mesmo peso com muito mais músculos, preparação física e técnica levada ao nível que ele pode alcançar. Manipulou e despedaçou Nate Diaz tipo massa de bolo e fez o experiente e perigoso Mike Pyle parecer amador. Rory vai ser um dos melhores lutadores peso a peso em uns 2 anos, e se continuar se alimentando de vitórias sobre excelentes adversários, talvez até antes. &lt;br /&gt;Pyle, que vinha de vitória sobre Cachorrão e Hathaway ainda vai dar trabalho a alguns lutadores jovens no evento em que ainda deve lutar por muito tempo. A mistura de experiência, fama, espírito guerreiro de quem aceita luta até uma semana antes e bolsa bem abaixo do padrão estelar que os melhores cobram,  agrada muito ao paladar do patrão Dana White.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem quiser entrar em contato pode me procurar no Facebook e twitter.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-7518844703021689078?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/7518844703021689078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/08/analise-ufc-133-rashad-vs-tito.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/7518844703021689078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/7518844703021689078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/08/analise-ufc-133-rashad-vs-tito.html' title='ANÁLISE: UFC 133 - Rashad VS Tito'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-gOegrL3I-ig/TkV13Y6ZcRI/AAAAAAAAASU/ncqd9xxKNU4/s72-c/RASHADtito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-4742307955662888529</id><published>2011-07-05T15:17:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T15:47:13.764-07:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 132 - Cruz VS Faber</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HIa9Evp_-44/ThOOkmkeGqI/AAAAAAAAARk/yuW9lbSIy1s/s1600/FABER.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 252px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-HIa9Evp_-44/ThOOkmkeGqI/AAAAAAAAARk/yuW9lbSIy1s/s320/FABER.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625997118995831458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de uma partida de futebol temos dois tipos de torcedor, o triste e o feliz. Essa simplicidade binária não acontece no MMA, esse esporte nos entope coração a baixo tristeza e alegria juntas, e que se dane. Glória e decepção, aplausos e vaias, ao mesmo tempo, aqui dentro de nós. É essa sensação complicada de descrever que o faz único. Grandes eventos são como mini epopéias, com heróis, vilões, fins e recomeços. Se quiséssemos mostrar para alguém que estava morando em Marte nos últimos 20 anos porque esse é o maior esporte já inventado, poderíamos selecionar vários eventos inesquecíveis e esse UFC 132 é um deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dominick Cruz VS Urijah Faber&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faber foi um dos maiores atletas do mundo, independente de esporte. Rolou ladeira abaixo do peso pena esmagando quase todos que tentavam parar o giro de sua massa sólida de socos, quedas, voracidade e gametas masculinos, até que se espatifou em mil pedaços contra a canela de titânio de José Aldo. O superstar brasileiro mostrou que Faber tinha se tornado obsoleto e prepotente, dominava o peso que ainda carecia de um campeão genuíno, e não seria o californiano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faber rompeu a cápsula de isolamento aonde boiou durante os últimos anos e reinventou seu treino e corpo para o peso galo. Misteriosamente manteve força e ganhou velocidade. Na guerra por supremacia eterna entre lógica e sentimento que já estourou tantos morteiros dentro dele e arrasou tanto adversários quanto o próprio, o cérebro agora foi promovido a general. O coração veste a armadura e encara o que vier, mas não dá mais comandos. Faber entrou contra Cruz em seu melhor momento. Anteviu movimentos improváveis e por vezes foi mais rápido que a velocidade do som. Fez seu máximo e foi emocionante, mas apenas o suficiente para dar trabalho ao incompreensível Dominick Cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forço a memória e não lembro de ter assistido nenhuma luta ruim no peso galo. Atletas completos, bons em pé, por baixo, em quedas. Parece que todo mundo é mestre em tudo. Num peso aonde os competidores não tem como ser mais completos e cada vitória vem ao custo de muito suor, sangue ou a pontinha de um nariz na foto da linha de chegada, Cruz parece acabar a corrida antes do cérebro dos outros assimilar que o tímpano vibrou por conta do tiro de largada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruz  não se move como um humano normal. De terno em coletivas de imprensa, até nos engana, mas dentro do octagon, quando o instinto de sobrevivência é ativado o disfarce fica mais evidente. Atletas normais caminham, Cruz cai, cambaleia, dá passo atrás, inclina pra frente, pula e dá um soco que eu poderia jurar ser uma tentativa de queda. Quanto mais o adversário estuda as fitas de suas lutas e seus movimentos mais complicado fica, luta após luta, mais e mais variações, combinações improváveis, movimentos híbridos sem um contra ataque específico em nenhuma arte inventada desde a pré história. Cruz é a gaveta feita pra não abrir, pedra que voa, água que não molha. Ilógico e indecifrável. Se não fosse campeão seria apenas um excêntrico, mas sendo imbatível, é genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luta muito parelha de um homem que forjou sua carreira com esforço, perseverança, trabalho e soldou com paixão, contra um inumano que, aparentemente sem esforço e com sorriso nos lábios, é naturalmente melhor que todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Wanderlei Silva VS Chris Leben&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wanderlei vinha bradando o que faria quando encarasse Sonnen ou Belfort uma semana antes da luta contra Leben. Subestimar um adversário normalmente é conta paga em pedaços de dente e Wand pagou a sua em células nervosas, porque ninguém é impactado pelas luvas cheia de concreto do havaiano sem sofrer moderado dano cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wanderlei está longe de seu auge, só quem começou a assistir MMA 5 anos atrás não sabe disso, mas parte da imprensa especializada afirmar que ele vem sendo sucessivamente nocauteado. Simplesmente não é verdade. Nos últimos 4 anos foi nocauteado 3 vezes. Por Dan Handerson, atual campeão do Strikeforce, ainda no auge em 2007, por Quinton Jackson em 2008, atual contender número 1 ao cinturão do peso mais disputado do UFC, e agora por Leben. Nesse ínterim protagonizou umas das lutas do século contra Chuck, perdeu numa decisão polêmica para o ainda excelente Franklyn e venceu Bisping e Jardine. Wanderlei já não é mais o mesmo, mas imprensa e fãs poderiam esperar um pouco antes de o empalharem e colocarem na prateleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não afirmo que ele dará a volta por cima e essas tralhas despretensiosas de auto ajuda. Sua mente não é mais a mesma, seu instinto de trucidar não é mais o mesmo e, principalmente, seu corpo não é mais o mesmo. Francamente acho que merece optar por parar ou lutar mais uma vez e receber nossos aplausos, por tudo que já fez pelo esporte, em qualquer situação. Não sei contra quem deveria lutar, se optasse por isso. Um dos maiores deve cair contra os maiores, e quanto mais jovem e talentoso seu adversário menor a chance de uma gloriosa volta por cima. Um dilema que ele terá que  resolver sozinho no tatame da academia, no treino, porque se a decisão for tomada num jantar cordial de família, o resultado no octagon vai ser o mesmo de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A clareza e sinceridade com que Leben encara seu papel coadjuvante no grande show do MMA o faz um personagem muito interessante. Só o que ele tem é um soco forte e uma cabeça bem dura, mas como MacGayver que transformava cabo de aço e chiclete em dinamite, Leben manufatura lutas altamente competitivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luta rápida entre um atleta que ainda tem queixo para agüentar porradas e agüentou, e um que não pode levar mais nenhuma e levou. Só não vamos fatiar a realidade e achar que nunca foi realmente bom já que perdeu pra Leben. O americano fez bem o que foi pago para fazer, mas seria depenado e destroçado feito uma codorna por Wanderlei Silva no auge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tito Ortiz VS Ryan Bader&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não torço por atletas em específico, torço por boas lutas e confesso que queria ver Ortiz vencer essa. Não por ele, mas por mim. Ortiz é pedaço do que me fez amar MMA, como são Hughes, Minotauro, Wanderlei, Sakuraba, Fedor e etc. Peça que não pode faltar para o mistério ser desvendado. Quando jovem sempre torcia para ele perder, era o vilão dos combates, o bad boy, mas há um certo carinho por esses personagens em grandes histórias. Darth Vader, Coringa, Lex Luthor. Não haveria grandes heróis sem grandes vilões e Tito foi um dos primeiros antagonistas. O tempo passou, o esporte evoluiu em preparação física, mídia e etc. Os novos fãs trazem um desejo sedento por mais e mais lutas e canibalizam o passado para criar lendas instantâneas. Quando Cro Cop perde para Kongo, Fedor perde para Werdum, Minotauro perde para Mir, Wanderlei perde para Leben, tanta gente aponta o dedo como que descobrindo uma fraude nos livros de história. Uma lógica distorcida e ingrata que desmorona toda a beleza do nosso esporte com cuteladas de ignorância. Se Cro Cop perde para o limitado Kongo, então não foi nada demais a vitória por arm lock de Minotauro sobre o croata no Pride, coberto por aplausos de quase 100 mil pessoas? É uma teoria caótica de canibalização de mérito que deveria parar pelo bem de todos, mas parece estar na moda. Cro Cop, durante o período em que esteve no auge, foi o maior striker peso pesado que já andou pela terra, Minotauro foi o maior lutador de jiu-jitsu peso pesado que MMA já produziu e assim por diante. Ortiz não foi o maior em nada e ainda está decadente, mesmo assim foi mais do que suficiente para derrotar o TOP 10 moderno Ryan Bader.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dana queria cortar Ortiz após sua derrota para Hamill alegando que não teria mais nível para competir com os melhores. Tito implorou por uma chance e encararia qualquer top do peso. Poderia ser sua última luta, o portão de desembarque estava logo ali, mas esses caras das antigas, esses que fazem parte da criação desse tal MMA, são feitos de outro material. Foram cunhados numa época mais violenta, menos asséptica. Não havia a mídia de hoje para nos convencer que um lutador é bom ou ruim, ou ganhava e seguia em frente ou era esquecido. Era uma terra cruel na qual caminharam os maiores. Tito optou pelo tudo ou nada, pelo êxtase máximo de superar todos os limites ou a cara na lona. Teve a coragem que Couture teve, que Fedor está tendo. Meio coragem, meio loucura, meio cara de pau. Quem sabe. A questão é que nesse UFC 132 Ortiz lutou pelo MMA clássico, sua vitória significou tanto pra ele e tão mais para o fã antigo. Bader é um dos melhores do mundo, não venham os chatos dizerem o oposto, e mesmo assim Tito o venceu. Poderia se aposentar agora, rico, dando entrevistas debochadas e acarinhado por aplausos e manto da glória. Mas não irá, como Couture não pararia se vencesse, como Wanderlei não quer parar e como Chuck só parou porque foi forçado. A maioria se aposentará com derrotas, só parará quando o corpo ruir, lendas não tem bom senso. Se tivessem, não as seriam. Devemos ter um certo carinho quando caírem mais uma vez, um respeito por ainda tentarem fazer o que faziam tão bem e gostávamos, por lutarem apenas por paixão aonde tantos lutam apenas por grana. E quando vencerem, aplaudir. Como eu aplaudi essa vitória de Tito Ortiz como nunca o havia aplaudido. Seu último ato foi o maior, no final o vilão salvou o filho e tirou a máscara. Uma gota de colírio para quem vem assistindo o esporte de óculos escuros. O MMA venceu Ryan Bader nesse UFC 132.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melvin Guillard VS Shane Roller&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lutadores do peso leve deveriam se esconder nas trincheiras porque as mãos de Guillard estão zunindo em todas as direções. Um jovem lutador com experiência de veterano, Melvin poderia ter se entregue ao roteiro óbvio que a vida parecia ter lhe reservado. Menino pobre, problemas com bandidagem, prisões, drogas, família, chances e mais chances desperdiçadas. Quantas histórias assim começam e acabam todo dia e não são dignas de nenhuma tirinha de jornal de bairro. Quantos Tysons, Jordans, Andersons, Pelés acabaram na marginalidade por simples falta de perseverança? É verdade que alguns tem caminhos mais fáceis que outros, grande mentira é de que todos somos iguais. Para alguns a vida é mais fácil, fato, a questão é o que fazer com a sua se for difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guillard largou esse passado pra lá e se agarrou em um dos fiapos de oportunidade que ondulavam por perto, talvez o último, e se internou na academia de Greg Jackson. Lá, em segredo, foram maquinando, redesenhando peça por peça, projetando o design capaz de encaixar o máximo de bombas, dinamites, scuds, teleguiados, granadas e outras armas de destruição em seus dois braços de 39 cm de circunferência por 5% de gordura. Dois dos equipamentos com mais capacidade de devastação acoplados a um lutador sofrido, sedento, violento e que sabe bem como operá-los. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guillard ainda vai fazer muito mais do que já fez e Shane Roller vai continuar funcionando como bateria para boas lutas com sua entrega total ao combate, mas lhe faltará sempre o talento que separa os relevantes dos secundários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Condit VS Dong Hyun Kim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos grandes lutadores rapidamente começam a respingar derrotas em seu cartel e tantos outros medianos se mantém durante tanto tempo sem derrotas. Kim está longe de ser um mal lutador, porém mais distante ainda de ser o excelente atleta que seu cartel impecável denota. Condit carimbou com o joelho no meio da cara do koreano um ponto final nessa história cheia de meias verdades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condit estaria invicto desde 2006 com 13 vitórias seguidas não fosse a derrota extremamente controversa para Kampmann, que adora esquecer dessa luta quando faz discurso sobre ser sempre prejudicado pela arbitragem. Condit é um dos lutadores mais completos e empolgantes do planeta, ficou órfão de notoriedade quando a categoria aonde barbarizava foi extinta do antigo WEC. Um legítimo desafiante ao título que a máquina do UFC esqueceu de divulgar. Tantas bijuterias em caixa de jóia e as lutas de Condit passando despercebidas como diamante em saco de supermercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kim fará algumas lutas duras no UFC mas acabará por ser cortado por falta de carisma e vitórias sobre adversários relevantes. Condit deverá dar trabalho para o vencedor de Pierre e Diaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rafael dos Anjos VS Georges Sotiropoulos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente do vencedor não é um bom sinal quando dois dos maiores lutadores de chão do MMA transformam o que era para ser um épico na lona, numa competição de kickboxe. Dois mestres de jiu-jitsu partindo para a trocação até que “bingo”, um caiu e o outro venceu. Vitória do brasileiro, mas se fosse o oposto, ninguém reclamaria. Também, reclamar do que? Parece que lutadores de solo quando se encaram tentam fazer lutas ao redor dessa técnica, lembrem de Maia e Grove, Minotauro e Mir. Quase que se uma derrota em sua especialidade traumatizasse de tal maneira a progressão de carreira e marketing pessoal que optam por se encarar em campo neutro. Os dois com menos qualidade, menos chances reais de vencer por técnica aplicada com perfeição, mas uma paz armada num resultado estéril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael venceu, mas não subiu muito e Sotiropoulos perdeu e não caiu quase nada. Agora é torcer para os dois se encararem em Abu Dabi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Me procurem no facebook, twitter e orkut.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-4742307955662888529?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/4742307955662888529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/07/analise-ufc-132-cruz-vs-faber.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/4742307955662888529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/4742307955662888529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/07/analise-ufc-132-cruz-vs-faber.html' title='ANÁLISE: UFC 132 - Cruz VS Faber'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HIa9Evp_-44/ThOOkmkeGqI/AAAAAAAAARk/yuW9lbSIy1s/s72-c/FABER.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-6158657593588428761</id><published>2011-07-05T15:14:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T15:16:51.399-07:00</updated><title type='text'>CRÔNICA 14 - HISTÓRIA DE UMA LUVA (publicada na revista tatame 183)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cQHZGmT9u98/ThONSd_1NOI/AAAAAAAAARU/cdNSPtWf4x4/s1600/NOVAhistorialuva.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-cQHZGmT9u98/ThONSd_1NOI/AAAAAAAAARU/cdNSPtWf4x4/s320/NOVAhistorialuva.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625995707945399522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu nasci apenas couro, como tantas outras, um pedaço meio sem cor, um mero material esperando ser alguma coisa. A maioria virou banco, sapato, chapéu e outros aparatos tão sem importância. Eu não. Eu virei luva. Não uma luva gorda de boxe, mas uma luva de MMA. Preta, lustrosa, aerodinâmica e com costuras reforçadas. Eu e meu par, junto com tantas outras esperamos nosso destino, penduradas e embaladas na fábrica. Sabíamos que seríamos especiais. É da nossa natureza estar presente em grandes momentos. Mal podíamos agüentar a ansiedade de ganhar o selo. Nosso nome. Alguns dias depois nós e algumas outras entramos numa prensa e fomos finalmente batizadas com o nome de UFC.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Foram meses num armário gigante separadas por tamanhos. As posicionadas na minha frente iam saindo, estava chegando a nossa hora. Mês que vem talvez. Nunca ficamos sabendo que fim tem aquelas que saem do armário, sabemos para onde elas vão, mas e depois? Me bateu esse medo quando éramos a próxima da fila. Estávamos sempre aqui, no escuro. Talvez fosse melhor termos sido feitas luva de motoqueiro, dizem que motoqueiros nunca trocam suas luvas mesmo depois de bem velhas. Mas em MMA? Estava aflita e com um incômodo nas dobras da costura, uma certa aflição nas micro ranhuras aonde a tinta impermeável nunca conseguia penetrar, até que a porta do armário abriu e nos pegaram.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Fomos desembaladas sem frescura num vestiário vazio. Reparei nuns tatames de encaixe no chão, aparadores, garrafas de água e a TV ligada na primeira luta preliminar quando um pessoal entrou. Eram varias pessoas falando coisas motivantes e eufóricas. Pareciam uma família ou amigos. No ombro de um deles um cinturão. Não acreditei. Eu e meu par seríamos as luvas de um campeão, o sonho de todas nós, a glória maior. De ordinárias e iguais seríamos imortalizadas em vídeo.  Nesse momento Maurício Shogun Rua aparece na sala.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Sério e cordial, ele sorri e passa confiança para todos assim como passam para ele. Não está tenso, mas nós três sabemos o que está em jogo. Quando o cutman começa a atar suas mãos o rosto muda. Percebi. Tantos ajudaram e tantos mais estão torcendo, mas o atleta é a ponta da lança, é ele que fura e é o primeiro a quebrar. Entraria para lutar sozinho se não estivéssemos com ele. &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Nós somos colocadas, firmes, separadas pela primeira vez desde nossa confecção, cada uma em uma mão. Apertadas, adesivadas, justas e juntas com ele até o final. Eu fiquei na mão do direto, do maior impacto e logo senti a pressão de estar num campeão. Comecei a estourar nas manoplas, fiquei tonta, mas me acostumei rápido. Se tivesse dentes eles estariam cerrados e eu adoraria ser mão para poder socar com uma luva como eu. Eu agüento, quero ver se o adversário vai agüentar. Ele vai quebrar em mim.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;No ocagon Jon Jones nos venceu e tomou o cinturão. Não consegui estourar um soco nele, mas te digo que se pegasse ele ia cair. Eu sabia o que tinha aqui dentro. A mão do lutador é nosso coração. Mas da mesma maneira que o destino quis que eu fosse a luva de um campeão, quis que terminasse dessa maneira. Somos só coisas. O acaso é mais finito conosco. Voltamos derrotados para o vestiário.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Havia sangue em mim, mas não era do adversário. Lágrimas me molhavam e Shogun não só se recusava a nos remover como apoiava a cabeça em nós. Pode descansar. Depois de minutos de silêncio sufocante finalmente nos retirou e jogou num canto. Trocou de roupa, voltou a ser pessoa normal e se foi sem olhar pra trás. Nos abandonou. Eu entendo. Não há muitos outros destinos para luvas como nós. Mas fiquei triste mesmo assim. A luz se apagou.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Horas depois alguém da limpeza aparece, pega meu par, joga no lixo e me coloca dentro de sua blusa. Nunca mais nos vimos. Fui entregue a um menino que ficou tão feliz em me ver. Sua mão pequena flutuou dentro de mim. Me levou para o banheiro, lavou, secou e pendurou numa parede ao lado da foto de Shogun. E aqui ficarei para sempre compartilhando sem palavras do mesmo sonho de meu dono.  Só um autógrafo em tinta prateada ou branca, com caneta especial para couro. Ele querendo que o campeão o conheça e eu querendo que se lembre de mim. Eu nasci couro, vivi luva e morrerei memória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-6158657593588428761?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/6158657593588428761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/07/cronica-14-historia-de-uma-luva.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/6158657593588428761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/6158657593588428761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/07/cronica-14-historia-de-uma-luva.html' title='CRÔNICA 14 - HISTÓRIA DE UMA LUVA (publicada na revista tatame 183)'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-cQHZGmT9u98/ThONSd_1NOI/AAAAAAAAARU/cdNSPtWf4x4/s72-c/NOVAhistorialuva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-523928862044908639</id><published>2011-07-05T14:57:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T15:14:14.480-07:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 131 - Cigano VS Carwin</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YtMaPt15d70/ThOMrxRGPNI/AAAAAAAAARM/hp9M1fyfj9M/s1600/NOVO131.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-YtMaPt15d70/ThOMrxRGPNI/AAAAAAAAARM/hp9M1fyfj9M/s320/NOVO131.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625995043103194322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma névoa estranha pairou no ar desse explosivo UFC 131. Não densa para obscurecer a qualidade altíssima dos combates, mas suficiente para dar a impressão de que os resultados que ocorreram com justiça acabariam por acontecer de qualquer maneira. Quase que um baralho de cartas marcadas na manga do crupiê que não precisou ser usado. Maia e Nunes realmente perderam suas lutas, mas cada um teve o primeiro round de superioridade clara pontuado como vitória para o adversário. Os brasileiros realmente perderam dois dos três rounds, mas com a impressão de que fora um nocaute ou finalização, nada que fizessem alteraria o resultado da luta. Ou estavam tendenciosos em credenciar um lutador famoso a disputar o cinturão com José Aldo e proteger maior ídolo Filipino do MMA ou assisti X-Files demais na infância. Nesse UFC a verdade esteve tanto dentro quanto fora do octagon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cigano VS Shane Carwin&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carwin já provou que tem o queixo duro, mas a mão de Cigano é mais. Shane Carwin poderia ter tido uma carreira brilhante tivesse surgido na época de Mark Coleman ou começado a se dedicar mais cedo ao esporte. Engenheiro, pai e atleta nas horas vagas, tem uma força e coragem raros. Poucos atletas com filhos para criar se permitiriam apanhar como apanhou no primeiro round sem pedir clemência e tentar preservar alguns neurônios para reconhecer a família no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MMA é tão psicológico quanto técnico e físico. Mestres como Anderson, Pierre, Fedor e um punhado de outros compreendem a magnitude das valências que compõem um grande atleta. Um olhar perdido na pesagem ou um striker tão temido quando Shane tentar derrubar Cigano logo de cara, pode mudar a voltagem da luta de 110 para 220. Carwin disse que sonhou com esse combate, ia ser o melhor de todos os tempos, estava empolgado em explodir contra alguém que não fosse fugir de seus socos e testar seu queixo, mas a primeira coisa que fez foi tentar levar o brasileiro para baixo. Claramente trocar com o puro sangue Cigano não pareceu tão empolgante quando trancaram os dois dentro da jaula. A única coisa que realmente conseguiu colocar no chão com seu excelente wrestling foi sua auto-estima. Acabou espancado no primeiro round que não foi interrompido simplesmente porque galáxia inteira queria uma luta muito mais grandiloquente do que um atleta de quatro levando golpes sem reagir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Carwin a luta acabou no primeiro round. Os outros dois passou tentando impedir que saísse desse UFC 131 direto para a mesa de cirurgia de novo. Todo atleta tem um limite de socos que agüenta tomar até que não agüente tomar mais nenhum. Um número que vai regredindo com o passar dos anos. Chuck, Wanderlei, Minotauro e Sakuraba demoraram uns 10 anos de porradas até o seu timer chegar a zero, mas a sova que recebeu nesse evento o aproximou perigosamente dessa marca. Se tinha queixo de titânio, agora tem de concreto. Tirando da cabeça o sonho insólito de ser campeão peso pesado, ainda pode protagonizar lutas muito interessantes contra Browne, Mitrione ou Kongo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cigano é um dos três melhores strikers do MMA pesado atualmente, mas o lacre que o faz tão perigoso é o gatilho que falta para se tornar lendário. Cigano tem uma calma, controle e aplicação tática de campeão e isso neutraliza seu faro de sangue, seu instinto matador. Aonde Wanderlei só parava de atacar até o adversário estar em pedaços, Cigano para estrategicamente. Foi inteligente de sua parte poupar os ossos da mão ao longo dos últimos rounds da luta, não dar chance para o adversário já derrotado marcar um rendevour com a sorte, não se lesionar ou se desgastar mais do que o necessário. Cigano poderia ter triturado Carwin antes do fim, mas trocou a glória pelo resultado certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeito e tento ver beleza nos diferentes modos de se comportar no momento da luta, como cada grande atleta encontra modos diferentes de ser perigoso e Cigano é um dos mais letais do planeta. As lutas contra Nelson e Carwin tanto nos mostraram seu poder de destruição quanto seu controle quase sórdido sobre ele. Tem a caixa mas só come um bombom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos talentos mais unânimes da atualidade, Cigano parece achar que pode administrar perfeitamente sua carreira fora dos octagons como faz dentro ao se disvincular de seus empresários de longa data Joinha e Ed Soares, conseqüentemente sair da Black House e cessar os treinos com Anderson, Minotauro e etc. Mudar toda a trupe que o ajudou a chegar aonde está nas vésperas do momento máximo, da luta pelo cinturão, pode ter sido um xeque mate ao contrário. Enquanto Cigano estiver se readaptanto ao treinamento, sparrings e etc, Velasquez estará alicerçado pela mesma equipe que o conhece desde o começo. MMA é mais do que estratégia, lógica e prudência. Coração é o estabilizador de voltagem aonde tudo se encaixa. Enquanto Cigano parte o de gente que deveria ter sido para ele mais do que apenas empresários e parceiros de treino, Velasques tem o seu como maior arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cain VS Cigano já tem uma página em branco reservada no arquivo das lutas do século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diego Nunes VS Kenny Florian&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florian não é melhor lutador que Diego, é apenas mais inteligente. Na verdade é a inteligência de Kenny que vem o mantendo competitivo num esporte aonde quase todos são maiores, mais fortes ou mais perigosos do que ele. Uma máquina de auto upgrade, Florian prefere abastecer seu HD com dados dos adversários do que aprimoramentos técnicos. Arquiva mais estratégias e pontos fracos, do que novos golpes ou movimentos. Estuda mais o que fazer para vencer do que aumenta o arsenal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua primeira luta no peso pena, Florian que era David nos leves virou Golias. Enorme e longo para a categoria venceu o talentoso e perseverante Nunes por experience-lock. Enquanto o americano sabia exatamente o que fazer, o brasileiro parecia ir decidindo no meio do caminho. Improvisar com eficácia é qualidade dos gênios, e por mais que Nunes seja excelente, não tem terra nesse latifúndio. Florian foi suplantado pelo excesso de coragem e fé de Diego no primeiro round e virou a luta com pragmatismo quase matemático nos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diego perdeu com brios e sangue para um astro do MMA mundial, mostrou que ainda é TOP 5 no peso e manteve a tradição de grandes lutas do clã Pederneiras. Florian pode ver seu sonho de se tornar campeão virar pesadelo ao ser fatiado pelas vingativas canelas de katana de Aldo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kenny Florian VS José Aldo será Kill Bill total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Demian Maia VS Mark Munoz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem a menor vergonha Maia vai trocando suas peles em constante metamorfose frente as câmeras para todo o planeta ver, de UFC em UFC. São estou certo de que me agrada o tipo de criatura que está se tornando, mas é bem divertido assistir. Quando um dos melhores lutadores de jiu-jitsu em MMA, talvez o melhor, resolve virar striker e passar horas e horas lapidando sua trocação, me parece o marido que resolve trair a mulher depois de 40 anos de casado. Mesmo assim o que Maia fez no primeiro round contra Munoz foi assombroso. Qualidade de movimento, precisão, volúpia que anda em falta em muita gente que diz adorar trocação. Deve ter voltado para o corner imaginando que se estivesse tão afiado assim contra Anderson o resultado da luta seria diferente. Seria sim, teria se exposto e acabaria nocauteado. A arte que aprendemos primeiro nos marca, deixa código de barras em cada molécula. Por mais que aprendamos outras com o tempo, são complementares. Planetas ao redor do sol. E por mais que Maia esteja evoluindo demais, jamais será um grande trocador. Pode no máximo ser o melhor trocador dos atletas oriundos do jiu-jitsu. Há alguma coisa diferente em quem treina em pé desde pequeno. O jeito de bater, apanhar, a adrenalina do constante rasante de luvas balançando a orelha, o prazer em atacar, chocar. Maia não tem isso e perdeu os outros dois rounds tentando manter a luta em pé e quando conseguia, não era eficaz. Não é essa a sua natureza. Só temo que acabe como o português que se mudou para a Alemanha, não aprendeu alemão, esqueceu português e acabou mudo. Demian perder uma pegada de costas com menos ajuste do que um faixa azul me faz crer que ele está jogando o jiu-jitsu para fora de casa e entulhando as gavetas com jabs e diretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maia tem que terminar logo essa mudança, tomar uma decisão e seguir em frente, quase uma escolha de Sophia, o que nunca conseguirá é virar Anderson Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vemos do Munoz em cada luta é tudo o que ele é. Não tem mistério, mensagem subliminar ou armas secretas. Ele aceita a trocação e se não der, derruba e larga a mão. Pronto. Nada mais, nada menos. Um lutador como tantos, relevante demais para seu país, irrelevante para os outros. Munoz não é bom o suficiente para enfilerar vitórias importantes ao ponto de disputar o cinturão nem ruim o bastante para sair perdendo e ser cortado. Sua importância no UFC será proporcional a sua relevância junto aos torcedores filipinos. Perdeu claramente o primeiro round e venceu por pouco os outros numa luta bem movimentada aonde os dois precisavam demais da vitória para não irem parar no card preliminar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Me procurem no facebook, twitter e orkut.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-523928862044908639?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/523928862044908639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/07/analise-ufc-131-cigano-vs-carwin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/523928862044908639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/523928862044908639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/07/analise-ufc-131-cigano-vs-carwin.html' title='ANÁLISE: UFC 131 - Cigano VS Carwin'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-YtMaPt15d70/ThOMrxRGPNI/AAAAAAAAARM/hp9M1fyfj9M/s72-c/NOVO131.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-4597331050954891511</id><published>2011-07-05T14:34:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T14:57:38.467-07:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 130 - Jackson VS Hamill</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AZ9Dbj-ND2g/ThODz3xmYZI/AAAAAAAAARE/mJh1WHpQJRw/s1600/NOVO130.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-AZ9Dbj-ND2g/ThODz3xmYZI/AAAAAAAAARE/mJh1WHpQJRw/s320/NOVO130.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625985286684434834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;UFC árido, um deserto de qualidades pelo qual nos arrastamos por horas a espera de um copo d’água, um oásis ao final, Edgar VS Maynard apareceram na linha do horizonte, mas apenas como miragem. Morrermos secos, com a cara na areia de um dos eventos mais chatos do ano. A luta principal de um card é mais do que a última, mais do que a mais importante, normalmente todo o planejamento, divulgações, casamento de combates e escolha de atletas orbita ao seu redor. A mudança de um main event tende a alterar todo o tom do evento e esse UFC 130 é um dos melhores exemplos de que da qualidade do matchmaking depende a falência ou sucesso de uma organização. Rampage e Hamill jamais poderiam estrelar um UFC atualmente, não os dois juntos pelo menos, mas se temos que isentar a organização de culpa já que os protagonistas originais se lesionaram é também verdade que não foi uma noite muito inspirada, nem por parte da maioria dos atletas nem por parte dos seus organizadores ao casar os combates. Um evento morno e econômico na emoção que me lembrou os tempos de quando a Zuffa acabara de adquirir os direitos de um UFC quase falido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quinton Jackson VS Matt Hamill&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A máquina midiática do UFC tem um poder de manipulação de realidades impressionante. Desde convencer a maioria dos fãs que Rampage estava acabado e em fim de carreira após ter aberto mão da luta contra Rashad para divulgar o filme Esquadrão Classe A, até massificar que Matt Hamill é um grande atleta postulante ao cinturão. Realidade é que Quinton Jackson só perdeu duas lutas desde que estreou no UFC, uma bem controversa para Griffin e uma bem equivalente com o ex campeão e nêmeses Evans, e venceu Dan Handerson, atual campeão do Strikeforce, Lyoto Machida, Chuck Liddell, ainda no auge, entre outros. Quando parecia que abandonaria a carreira de lutador para seguir a de ator, Dana White fez o que adora fazer, convencer a todos de que quem não luta do no UFC não presta. Hamill, que tem uma história de vida e superação incríveis e é de grande importância para o MMA como esporte de cunho social, não passa de um mediano. Um nocaute para Franklyn que estreava no meio pesado, um espancamento nas mãos de Jones, uma vitória apertada sobre o decadente Jardine e uma luta sem nenhuma inspiração contra seu ex mentor e fora de forma Tito Ortiz, o colocaram como candidato ao título. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o que a mídia influenciada pelo UFC escreve, o que a revista do UFC publica. Quem é bom mostra dentro do octagon. E nesse UFC 130 vimos um main event sem a menor inspiração entre Quinton que ainda é um dos TOPs do mundo, apesar de longe de seu auge, e Hamill que nem com muita panfletagem pode figurar no top 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho de péssimo tom quando lutadores perdem a luta e dizem que estavam contundidos, com alguma giárdia ou etc. Se optou lutar, lute, perca e acabou. A desculpa não só obscurece parte do brilho do combate como tenta desmerecer a vitória do oponente, mas quando quem alega lesão é o vencedor, tendo a ser mais complacente. Quinton afirmou lutar com a mão quebrada. Se for verdade ele tem fibra de alumínio no lugar dos tendões e ainda dará muito trabalho para muito atleta novo, caso contrário, vimos que apesar de estar muito acima de seu adversário e da maioria dos postulantes, está a uma dimensão e meia de distância do campeão Jon Jones a quem será oferendado na próxima luta pelo cintirão meio pesado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma luta chata, precavida, entre um Rampage comedido porém muito mais consciente do pouco que queria fazer, contra um adversário que não parecia estar ouvindo nenhuma instrução de seus treinadores, sem trocadilho. Andar de bicicleta e lutar MMA, quem sabe não esquece. Pode melhorar com o tempo ou piorar com a idade, mas o talento adquirido fica ali, nem que sejam pequenos resíduos. E quem não sabe não vai aprender apanhando de quem é melhor. Quinton simplesmente é melhor em tudo que Hamill. Em wrestling amador Matt é muito mais condecorado, mas MMA é outra criatura. Lembrem de como Jones, bem inferior em sua carreira de wrestler, derrubou com facilidade dois super medalhistas no esporte Hamill e Bader. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hamill só tinha alguma chance real na forte divulgação do evento, é assim mesmo, faz parte, mas o fã experiente precisa diferenciar bala Halls de naftalina para não assistir a uma luta dessas e ficar decepcionado esperando um clássico dos tempos modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinton vai engolir vergalhões de aço com parafusos contra Jones, mas a mesma máquina que tentou nos convencer de que ele estava acabado anos atrás agora fará o contrário. E Hamill vai fazer alguma luta irrelevante para o peso, fãs e mídia, já que o UFC não vai coloca-lo em um Countdown tão breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Frank Mir VS Roy Nelson&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para Mir e Nelson temos dois exemplos de que podemos alcançar o fiasco por caminhos bem diferentes. Um está no auge de sua forma física faz uns anos, tornou-se atleta dedicado depois de superar a depressão pós acidente que quase amputou sua perna, o outro adora um Whooper do Burger King, acha engraçado vencer lutas em alto nível e ser um bom faixa preta de jiu-jitsu mesmo sendo obeso. Mesmo assim os dois se tornaram atletas lentos e previsíveis, sem gás ou real desejo de vitória. Um veio da loja de doces, o outro da academia e marcaram um encontro na casa da tartaruga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mir é enorme, um dos maiores lutadores do MMA atual, mas tem o coração do tamanho de um caroço de feijão. Biológicamente parece que o coração não consegue bombear sangue para tanto músculo, filosoficamente parece frouxo mesmo. Reparem que a tatuagem de dragão que começou a fazer tem anos, nunca terminou. Quando dói deve dar 3 tapinhas e pedir pra voltar no mês que vem. De uma forma ou outra ele adora oprimir seus adversários, bater e quebrar braços ou pernas com algumas das chaves mais violentas do esporte, mas não pode receber um jab de leve que começa a repensar a carreira e achar que todo o esforço foi em vão. Costuma acabar no chão, apagado e sangrando, pronto para fazer discurso de campeão e de retorno glorioso no dia seguinte. Só que Roy Nelson não acertou um peteleco em Mir, que ficou livre para fazer o que melhor faz, andar pra frente e lutar sem ser pressionado. Foram 3 rounds do ex campeão derrubando e tendo dificuldades de manter no chão o adversário. Apenas isso. Muito pouco até para estreantes em MMA no Amazon Fight, imagine para candidato ao cinturão do peso pesado no UFC. Essa vitória sobre Nelson somada a outra contra Cro Cop são duas no Sherdog, mas valem meio no meu caderninho moral. Mir está em decadência, apesar de seu bronzeado e discurso apontarem para o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roy Nelson apanha com chantilly. Deve ser um lutadores mais prazerosos de se espancar. Não sangra muito, então não cria nenhuma sensação de culpa ou maldade, não cai, então pode apanhar mais, e no final está sempre rindo parecendo que gostou. Nelson não pode lutar em alto nível. Quem tem um mínimo de conhecimento de preparação física sabe que Nelson só não perde aquela barriga porque tem alimentação de obeso completamente desproporcional para uma pessoa saudável, imagine atleta, ou tem um tumor embotado que a Comissão Athlética não consegue diagnosticar. Se perder toda a barriga ele desce para peso médio e ainda será parrudo. MMA de alto nível não é agüentar ser espancado e não cair, é ter desempenho, é oferecer perigo, ser competitivo. Isso ele não é. Vercer Schaub e Struve foi o máximo que conseguiu e com uma luta contra Mitrione se desenhando, sua carreira no UFC está com a data de validade impressa. Vai ter mais tempo para assistir aos eventos de casa comendo pipoca e tomando coca-cola ao invés de estar competindo. E, francamente, acho que vai até preferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tiago Alves VS Rick Story&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrível o que paixão faz conosco. Como esse esporte embaralha nossa percepção de tanto que gostamos dele. Como explicar Story passar de quase desconhecido e azarão para ser considerado um dos melhores do mundo e super talentoso apenas por vencer Tiago Alves como outros tantos já venceram? Nem o alquimista realizaria tal transmutação com tamanha velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago é vibrante, carismático, potente, mas não gosta de MMA. Seu sonho é ser contratado pelo K1 ou ter alguma cláusula nos eventos do UFC que forcem seus adversários a aceitarem a troçarão com ele. Um campeão como Pierre contamina o esporte e mostra que para ser campeão basta ganhar, não importa como, e muitos estão segundo isso. Quantos mais admiram Pierre, menos aceitarão lutas emocionantes e corajosas. Quem poderia aceitar uma troca clara com Tiago hoje em dia? Dan hardy e poucos outros. Mesmo assim, em MMA profissional, o fantástico é imposto na marra e Tiago não anda conseguindo fazer nada de relevante com seus adversários. Estagnou no muay thai que já é excelente e sublimou todo o resto. Qualquer lutador com um talento razoável em wrestling pode vencer o brasileiro sem grandes dificuldades. Em defesa de queda, Tiago ainda está no prézinho e dali não quer sair. Verdade que em certo momento, com as costas na grade, desferiu uma joelhada alta, em um contragolpe belo e letal demais, na distância do jab, quase colado,  o joelho subiu e zuniu rente ao queixo de Story. Se pega a história do universo seria diferente e ele teria voltado ao topo da categoria, mas de “se em se” o Botafogo já foi até campeão do mundo. Fato que não pegou e Tiago está se mostrando um lutador não apenas unidimensional, mas obsoleto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rick Story é daqueles lutadores que aparece vez em quando e sempre lamentamos quando acontece. Um wrestler sem inspiração, com um boxe mediano, mas muito condicionamento físico e um queixo de adamantium. Não dá para derrubar na porrada, não dá para derrubar em quedas, mas ele também não faz muita coisa com essa vantagem técnica e suas lutas tendem a ser parelhas e os resultados questionáveis. Quase nunca realmente vence ou realmente perde. Quase sempre o justo seria empate. Uma luta entre Story e Pierre seria a primeira disputa de cinturão que eu pediria para me acordarem no quinto round.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Story venceu por pouco como sempre, mas venceu. Derrubou alguma vezes, caminhou pra frente e disfarçou bem não ter sentido alguns socos precisos de Tiago. Ganhou porque fez mais coisas, foi menos passivo. Nem um pouco brilhante ou especial, apenas mais ativo. E Tiago tem que parar de acabar lutas aonde realmente perdeu e levantar os braços ou fazer cara de surpreso. È constrangedor. Se ele realmente acha que venceu essa luta com o pouco que fez, deve achar que merecia pelo menos um empate com Georges St.Pierre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago merece ser casado com alguém com coragem de trocar em pé. Nem toda luta de MMA tem que ser entre atletas que vão disputar o cinturão. Acima da relevância do combate, tem a emoção. Alves pode ainda ser muito útil para o esporte se a organização do UFC o tratar com mais carinho, porque se depender dele próprio, não oferecerá muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Story é apenas um esforçado e suas próximas lutas provarão isso. Apenas esforço e preparo são cabos muito finos para sustentarem uma carreira sem talento. O americano voltará a ser lutador de meio de evento em um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Me procurem no facebook, twitter e orkut.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-4597331050954891511?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/4597331050954891511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/07/analise-ufc-130-jackson-vs-hamill.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/4597331050954891511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/4597331050954891511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/07/analise-ufc-130-jackson-vs-hamill.html' title='ANÁLISE: UFC 130 - Jackson VS Hamill'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-AZ9Dbj-ND2g/ThODz3xmYZI/AAAAAAAAARE/mJh1WHpQJRw/s72-c/NOVO130.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-5807875927378116823</id><published>2011-07-05T14:11:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T14:34:07.646-07:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 129 - Pierre VS Shields</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ieb6xqbwmfs/ThN-iag3gFI/AAAAAAAAAQ8/IFZlDEU9SRM/s1600/NOVO129.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ieb6xqbwmfs/ThN-iag3gFI/AAAAAAAAAQ8/IFZlDEU9SRM/s320/NOVO129.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625979489213710418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O UFC 129 teria sido um dos melhores eventos do ano, mágico e violento, não fosse pela participação de um homem, um atleta em específico, mas longe de atleta qualquer. A noite não foi espetacular porque um dos maiores campeões de todos os tempos mais uma vez roubou o show e escondeu em algum canto escuro, porque quando desliguei a TV havia uma sensação de insatisfação estranha que Lyoto, Couture, Hominick e Aldo não mereciam. Culpa de Georges St.Pierre. Um evento menos sobre vitorias ou derrotas e mais sobre renascimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Georges St.Pierre VS Jake Shields&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior arma de Jake Shields nunca foi seu fantástico jiu-jitsu ou disposição para espremer o corpo até do bagaço sair uma gota de vitória, era na verdade uma espécie de super poder capaz de atrair o adversário para um mundo em câmera lenta. Ganhando ou perdendo as lutas de Shields parecem devagar, socos que causariam dano em qualquer situação, nem deixam marca. Revejam Jake VS Miller ou Handerson, mas é uma arma quase sempre eficaz. Como fugir de um dos maiores finalizadores do planeta, um cara que antevê 2, 3 movimentos de solo que a maioria nem compreende e ainda em slow motion? Nesse UFC 129 Pierre fez a segunda coisa que faz melhor, fazer seus oponentes parecerem amadores desativando sua maior característica, fechando a válvula principal. Pierre forçou Shield a lutar em velocidade normal e o que era para ser um épico do MMA se transformou em mais um show de repetição e acerto do campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente uma luva é recheada de ossos carpiais, metacarpiais, falange proximal e etc. Substâncias que dão peso a estrutura da mão e com boa aceleração, impacto ao soco. A luva de Shields é diferente. É recheada de algodão doce e zero aceleração. Fato que em pé não teria muitas chances contra um atleta explosivo e disciplinado pela cruel precisão de Freddie Roach. Mesmo assim Shields, que teria sua única chance real no solo, seguiu a risca a estranha e inapropriada estratégia traçada por seu treinador, Cesar Gracie, de manter a luta em pé. O próprio atleta aparentemente desmotivado com as diretrizes de seu comandante, mas como bom soldado se mantendo fiel, insistia em perguntar “posso tentar derrubar agora”. E ouvia um “ainda não” preciso e taciturno que cada vez mais o empurrava para o único lugar aonde não queria estar. Lembro dos meus tempos de menino freqüentando a praia do Pepê, de pé, de sunga vermelha, olhando impávido para o horizonte ensolarado, quando um senhor de aparentes 80 anos me perguntou se podia entrar no mar que se encontrava ferozmente revolto. Eu, não percebendo que me confundia com um guarda vidas, disse com a precisão de Cesar Gracie um frio “claro”. O senhor sumiu por entre as águas para jamais voltar no que foi, provavelmente, seu último encontro com Iemanjá. Shields ainda terá quantas lutas de MMA quiser porque é um dos melhores do mundo e merece, mas de ter confiado plenamente em quem o empurrou para a derrota certa, provavelmente nunca esquecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;St.Pierre é um dos melhores lutadores de todos os tempos, mas fato que bem mais cansativo do que toda a imprensa parecer sem coragem de dizer o contrário, é assistir suas lutas atualmente. Do primeiro ao quinto round, como cronista, acorrentado pelas correntes da ética a poltrona. Que inveja de quem pode ir até a cozinha, fazer uma pipoca e voltar na metade. O hábito tende a matar o prazer e Pierre entra para lutar enfastiado de tantas vitórias e elogios e fotos e autógrafos. Um olhar sem brilho e sem a determinação de antes. Sem fome, sem desejo ou paixão. Pierre reduz genialmente todas as milhões de possibilidades de um combate a um movimento, um ataque. Venceu Koscheck com jabs, apenas jabs. Porque fazer qualquer outra coisa se jabs eram suficientes? Venceu Hardy e Alves apenas com quedas. Para que tentar nocautear, realmente finalizar, mostrar que sua faixa não voltaria meio cinza da lavanderia? Para dar show, para ser mais do que melhor, se tornar um dos maiores, por respeito ao fã, por amor ao esporte que ele pratica, pelo legado que os grandes atletas deixam para as novas gerações e tantos outros motivos justos que cada um de nós teria. Nenhum deles tem grande valor para Pierre que entra, vence e vai embora. E esse combate do UFC 129 que tinha todos os ingredientes para ser emocionante ou apenas mais uma vitória tranqüila penetrada por uma das mil brechas na guarda de boxe de Shields, acabou sendo um bocadinho diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa que Pierre faz melhor hoje em dia é projetar com a ajuda de alguns dos maiores treinadores do planeta, um design para transformar qualquer combate num tédio completo. Tira o videogame da tomada na última fase. Essa luta não fugiu disso, mas como um marido que esqueceu que sua esposa é linda e a deixa ir de shortinho para a academia, Pierre vem se tornando desprevenido. Despreparado para o azar. Culpa de seu talento e culpa de seus adversários, não encontraremos inocentes. Em sua memória longínqua do que era ser um atleta de MMA está em algum compartimento a realidade de que seu domínio sobre os adversários e status de campeão vinha por sua ferocidade e coragem, e não por lutar de modo precavido e quase medroso. Podemos criticar, mas nada teria mais impacto do que o soco de Shields que arranhou sua córnea. Um soquinho de nada, mixuruca, que o desestabilizou e colocou em quase pânico. Castelo de cartas pode cair com uma janela aberta na hora errada. Naquele momento, quando temeu por ficar cego e derevria por coragem e precaução levar a luta para o solo, não conseguiu. Se manteve pregado, congelado na carbonita do plano, sem capacidade de improvisação, sem colhoes para mudar o eixo da luta. Fazer o que ele sempre fez tão bem. Naquela hora, naqueles longos 3 rounds que faltavam, ele sentiu que seu calabouço estratégico de onde seus adversários não conseguem sair, na verdade, tem ele, Pierre, como o grande prisioneiro. Lançado a uma solitária, sem magia e inspiração. Aguardando a morte lenta esportiva, dolorida de ter um cinturão de ouro que não brilha, lembrança do que já fez e não consegue mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pierre virá mudado para a luta contra Nick Diaz. E ele apanhará como nunca apanhou ou vai ter que vencer em pé um adversário melhor que ele em boxe ou realmente faixa preta no chão. Vitorioso ou derrotado sairá ensangüentado, mas independente do resultado, renascerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Aldo VS Mark Hominick&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum atleta concentra mais força e agressividade por centímetro de músculo que José Aldo, mas ele estava diferente nesse UFC 129. Pode ser a readaptação já que vinha de lesão, o nervosismo de estrear como superstar no maior evento do planeta ou um resfriado mesmo. Não é mistério de Agatha Christie. É apenas uma pena. Aldo é mais forte, veloz, resistente e tático do que vimos. Mesmo assim foi suficiente para espancar o excelente quase desconhecido da maioria, Mark Hominick. O fim arrastado da luta, a dificuldade de Aldo no último round e a decisão por pontos dá uma falsa impressão de equivalência no combate, mas foi a capacidade inumana de absorver dano, agüentar dor, perseverar e um coração do tamanho do Canadá que fizeram o adversário se agüentar em pé até o final. Fosse Faber, Gamburyan ou quase qualquer outro, teria saido do octagon na maca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrear contra um desconhecido grande lutador é uma missão inglória. Vai ser difícil vencer e a vitória vai chamar muito mais a atenção dos ranhetas do que dos fãs. Uma vitória sólida sobre um dos melhores lutadores da categoria, mas que será lembrada muito mais pelo valor do derrotado do que pelo esforço do campeão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homnick é um dos melhores trocadores do MMA e parece não sentir dor. Quando toma um knockdown nunca está desacordado, não há mudança em sua expressão, não range nem os dentes. Não há desistência. È um dos maiores adeptos da filosofia de BJ penn de que: “homens de verdade não desistem de uma luta por socos”. Para cessar o ímpeto infernal de Hominick de continuar e continuar, quase que abastecido pelo sangue que vai perdendo, só quebrando algum membro ou desligando suas sinapses nervosas. Um excelente atleta que vem dando shows em MMA faz anos e teve em seu maior palco sua derrota mais doída. Hominick entrou como desconhecido, sucumbiu frente ao brilho de um campeão genuíno e renasceu para os fãs como um dos maiores lutadores da atualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lyoto Machida VS Randy Couture&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Randy Couture afirmou antes da luta que iria se aposentar de sua maneira, quando achasse que era o momento certo, diferente de Chuck que foi aposentado pela realidade de que ou abandonava a idéia de enfrentar lutadores tops ou sua vida poderia abandoná-lo dentro do octagon. Posso estar fazendo uso de picardia indelicada com uma lenda, mas tenho minhas dúvidas de que tinha planejado se aposentar com um dente a menos em uma de suas performances mais melancólicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Couture é uma lenda. Sua importância para o MMA só será realmente sentida daqui a alguns anos. Um ídolo genuíno, um competidor de verdade e um dos campeões mais emblemáticos. Um dos primeiros, junto com Fedor, Vanderlei, Sakuraba e poucos outros a ser querido por fãs do mundo todo. Uma lenda é indestrutível, uma vez criada, fica marcada na história da humanidade, tipo cicatriz, tatuagem, em livros, memórias. Não sai mais. Eterno como lenda, acabado como atleta de ponta. Um excelente wrestler que resolveu virar boxer, um pioneiro em estratégia de luta que se tornou um brigador, um atleta consciente de seus limites que se tornou prepotente. Couture involuiu. Atrofiou. Pediu para lutar contra Lyoto, seria seu canto do cisne, escolheu a dedo pegar um dos lutadores mais enigmáticos de todos os tempos alegando saber como enfrentá-lo. O que vimos foi apenas um lutador antigo, sem precisão, tentando imitar muito mal a estratégia usada por Quinton Jackson. Acabou nocauteado e banguela, um dos piores destinos, mas ao longo dos poucos minutos de luta ele não parecia ter como reescrever um fim de história muito diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È uma pena ver o fim da carreira dos maiores, parece que pedaços do que nos construiu como fã de MMA vai ficando pra trás, mas se era para ele acabar caindo, se sua última luta seria uma derrota, não poderia o destino ter sido mais generoso conosco do que esculpi-la com a faca do pé de Lyoto Machida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os maiores a marreta da expectativa desce mais pesada e Lyoto vinha tendo que absorver duros golpes da mídia, fãs e organização do UFC. Sua performance atrapalhada contra Shogun e a falta de objetividade contra Rampage o colocaram numa situação complicada. Estaria ele fazendo o que sempre fez, só que decodificado, ou estaria lutando mal mesmo? Teria ele um estilo tão preciso que não permite excessos? A questão é que Couture foi oferecido a Lyoto como boi de piranha. Se ele não vencesse um lutador estático e quase aposentado, seria cortado do UFC. Luta entre o jovem e fantástico e o antigo e previsível. Quando a vitória parece clara, a questão é como ela vai acontecer. Lyoto mostrou para Anderson Silva o que deveria ter feito contra Maia se achava-se tão superior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Lyoto está calmo vê os adversários quadro a quadro. Cada pequena brecha vira rombo e despejou talento num nível que não vemos sempre nem nesse esporte que é tão apaixonante. Quem acha que o chute que colocou um ponto final na carreira de Couture é simples, talvez tenha assistido karate kid demais quando criança. Um chute desses passar raspando, acertar com o dedão, contundir mas não derrubar e todas as variações mais prováveis são o que vemos em tantas tentativas dentro dos octagons. Youtube é testemunha, mas contra um lutador tão experiente, que já tinha começado a esquiva para o lado, estava com a cabeça alta e a uma distância aparentemente segura, só sendo gênio. Em MMA presenciamos performance dos maiores atletas do planeta em vários aspectos e Lyoto mostrou a diferença entre faixa preta e mestre. Em um dos mais bonitos e violentos golpes do esporte Machida renasceu nesse UFC 129.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Me procurem no facebook, twitter ou orkut.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-5807875927378116823?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/5807875927378116823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/07/analise-ufc-129-pierre-vs-shields.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/5807875927378116823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/5807875927378116823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/07/analise-ufc-129-pierre-vs-shields.html' title='ANÁLISE: UFC 129 - Pierre VS Shields'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ieb6xqbwmfs/ThN-iag3gFI/AAAAAAAAAQ8/IFZlDEU9SRM/s72-c/NOVO129.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-5770627622517974578</id><published>2011-05-09T16:38:00.000-07:00</published><updated>2011-05-11T04:26:04.190-07:00</updated><title type='text'>CRÔNICA 13 - NAVALHA NA ROSA (publicada na revista Tatame 182)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-d7D9GSHAMuc/Tch7rpsXZMI/AAAAAAAAAQw/yGza6cB9_Nc/s1600/CRONICA%2Bnas%2Bbancas%2Borkut.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-d7D9GSHAMuc/Tch7rpsXZMI/AAAAAAAAAQw/yGza6cB9_Nc/s320/CRONICA%2Bnas%2Bbancas%2Borkut.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604865726119109826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Falar de mulheres sem ser brega ou piegas é quase tão difícil quanto comentar sobre MMA feminino e não parecer machista. De todas as coisas que uma mulher tem competência para fazer, trocar socos, chutes, joelhadas, estrangulamentos, com os lábios estufados por um protetor bucal, toda descabelada e ferida, não parece alguma coisa que devessem. Para mim não deveria haver MMA feminino e essa afirmação é tão verdadeira quanto o fato de que estou completamente equivocado. Mulheres são lindas para nossos olhos e sentidos de várias maneiras. São fisicamente mais frágeis, mais sensíveis, tomam conta de nossas fantasias desde muito jovens, são nosso young. São o que cobiçamos desde sempre, o motivo de quase tudo, sem as quais nunca seremos masculinamente completos. Isso tudo é lindo e não retiro nenhuma palavra, mas é uma percepção superficial. É um cheiro na relva sem saber até aonde vai a raiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se admiro a beleza entranhada nas ranhuras da violência do esporte, porque não admirar a violência esportiva de quem poderia se contentar em ser apenas frágil? O martelo que poupa a rosa e a água que corta a rocha são igualmente admiráveis. Mais do que homens e mulheres, somos seres humanos. Esse é o núcleo. Prótons e nêutrons zunem dentro do mesmo átomo. Achar que mulheres não devem lutar apenas por serem o que são é estático, é como limitar uma raça pela cor ou hostilizar pela opção sexual. Se elas sabem que podem lutar MMA em alto nível que provem em sangue, ossos quebrados, músculos torcidos e impacto , sem dar moral para manifestos feministas e nem se intimidar com resmungo machista. A história do MMA começou e vai acabar dentro de um octagon e esse texto daqui de fora não pretende convencer ou provar nada. Esse texto é só uma carta de amor.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Não foram momentos históricos ou teorias sociológicas que fizeram a idéia de que mulheres devem lutar florescer no campo da minha certeza. Foi numa visita que fiz, no apagar momentâneo das luzes elétricas do cérebro, a meu coração. Fui consultar o oráculo e ele me lembrou das características da mulher que amo. Mulher para andar lado a lado, para me levantar se eu cair, me carregar se eu falhar. Fêmea que não quebra com qualquer impacto, não desiste, segue em frente, derruba mais do que é derrubada e sonha junto. È uma mulher poderosa e a única que já me apaixonou. E não há esporte com mais demonstrações de poder e paixão que MMA. Esse poder de ir além, superar, tencionar, agüentar, explodir, quebrar, remendar e continuar. A paixão pela glória, pelo fantástico, imprevisível, pelo próximo round. MMA feminino é um esporte para mulheres poderosas. Cris Cyborg e Gina Carano fizeram uma luta por cinturão digna do maior esporte do planeta. Afirmo que se tivesse ocorrido no UFC o debate sobre mulher nesse esporte estaria encerrado e teríamos no mínimo 3 categorias de peso.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Cris é olhada por muitos como a exceção que justifica a regra. A sua superioridade é tão magnífica que provaria ser impossível outras fazerem o mesmo. Pra mim é o oposto. Ela hoje é única, mas é o caminho evolutivo. È a prova de que dá pra fazer. È a primeira fagulha que estoura entre duas pedras. Dá para lutar em altíssimo nível. Ela não é uma lança para vazar o esporte, é o escudo que protege. Ela é um animal no octagon, rasgada, tensa, feroz, mais bicho que mulher. Mas essa é a natureza do esporte. Esse frenesi é que nos borbulha a adrenalina. Fora da luta ela é feminina, carinhosa e cordial. Sua brutalidade esportiva não dilui em nem um miligrama quem ela é como mulher. Ela é como é. Seu “eu te amo” para o marido ao fim das lutas é roteiro de cinema. Cris Cyborg faz poesia com os punhos fechados.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Dana White diz que não há mulheres talentosas o suficiente para abrir uma categoria de peso. Mais do que estar enganado, está mentindo. Já afirmou que Werdum era um lutador mediano, Fedor uma fraude, Overeem ser TOP 10 é coisa de ignorante, que o Strikeforce era um campeonato medíocre que só havia assistido 2 vezes na vida, mas acabou pagando R$ 40 milhões para tê-lo. MMA feminino só precisa de uma grande chance. Quando José Aldo estrear no UFC muitos que nunca viram graça em lutas abaixo do peso leve terão que baixar as cabeças frente a realidade explosiva do brasileiro. O mesmo vale para as mulheres. Cyborg X Carano, Cyborg X Jan Finney, Coenen X Carmouche são 3 exemplos de excelentes lutas que poderiam estar em qualquer card.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Meu amor é por MMA. A bela violência, a falta de frescura, a batalha constante por domínio, as técnicas, as estratégias, não pelo sexo do atleta. Mulher não sangra pétalas de rosa e é irrelevante se preferimos homens num combate, o fato é que elas oferecem tudo o que queremos ver quando assistimos a uma luta. Se for a Carano ou a Damm de shortinho oferecem até um pouco mais. O caminho para elas será bem mais difícil, terão que tombar adversários dentro e fora do octagon, lutar contra socos na cara e facadas invisíveis nas costas. A maioria vai tombar, é difícil agüentar. Mas que belas mulheres, apaixonantes e poderosas aquelas que conseguirem triunfar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Entre em contato comigo por facebook, twitter e orkut.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-5770627622517974578?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/5770627622517974578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/05/cronica-13-aquarela-de-sangue-publicada.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/5770627622517974578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/5770627622517974578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/05/cronica-13-aquarela-de-sangue-publicada.html' title='CRÔNICA 13 - NAVALHA NA ROSA (publicada na revista Tatame 182)'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-d7D9GSHAMuc/Tch7rpsXZMI/AAAAAAAAAQw/yGza6cB9_Nc/s72-c/CRONICA%2Bnas%2Bbancas%2Borkut.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-8200388509832280711</id><published>2011-03-23T09:47:00.000-07:00</published><updated>2011-03-23T10:00:38.514-07:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 128 - Shogun VS Jones</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bNsdt-TP8Lc/TYokUn0unLI/AAAAAAAAAQo/wzafQsiPk3E/s1600/ANALISEUFC128.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-bNsdt-TP8Lc/TYokUn0unLI/AAAAAAAAAQo/wzafQsiPk3E/s320/ANALISEUFC128.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587318224412646578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É complicado ver a fina linha da realidade com os olhos cheios de lágrimas. Lutas como a de Anderson vs Belfort, Penn vs Fitch, Shogun vs Jones são poderosas bombas de efeito moral. Cada inalada de tristeza pela derrota ou euforia pela vitória sufoca nossos pulmões, dificultando perceber que apesar dos resultados e torcidas MMA está engatando a quinta marcha e muitos não estão conseguindo acompanhar.&lt;br /&gt;A evolução é contorcer menos por lutadores em específico e nos desdobrar mais pelo esporte. Menos por glórias individuais e mais pelo show. Mais do que lamentarmos por Shogun, podemos admirar presenciar ao vivo a metamorfose de um homem em mágica. UFC 128 assinou a certidão de nascimento de Jon Jones em outra dimensão. Uma povoada pelas lendas do MMA. Ainda pequeno e microscópico comparado a outros que conhecemos, verdade, mas ele já caminha pelas mesmas terras secretas que apenas os grandes parecem conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shogun VS Jon Jones&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shogun vinha de cirurgia. Talvez seja a explicação mais biológica para seus movimentos lentos e doutrináveis contra Jones. Ao final do primeiro round o buraco escancarado da boca aberta já não era mais suficiente para puxar todo ar que seus pulmões precisavam. Estava acabado. 5 minutos com Jones foram suficientes para machucar seu corpo, drenar sua resistência e aplacar seu ímpeto. Um pequeno e lento Shogun foi maltratado por um gigantesco e veloz Bones durante quase 3 rounds completos, mas tive a impressão de que o sofrimento poderia ter acabado bem antes se Jones não estivesse se divertindo em espancar alguém que, enfim, agüentasse. Shogun foi dominado em pé, no chão, nas transições. Se voassem , teria sido no ar também. Jon Jones simplesmente era bom demais para Shogun nessa noite. E provavelmente em qualquer outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È impressionante a velocidade dos detratores em formar opiniões negativas sobre uma estrela quando ela cai. Desde que Shogun é obsoleto e só pegou lutadores medianos até que ele nunca foi realmente tão bom. Muitos desses estão embebidos em sentimento, frustração e descarregam no lutador, como um pai alcoólatra que chega em casa e bate no filho porque foi demitido. Shogun foi e ainda é um dos maiores lutadores do planeta. Feroz, pesado, versátil e com um coração de mamute. Um dos primeiros lutadores a realmente lutar em qualquer área do MMA, foi um visionário e ainda hoje é moderno. Frank Edgar, campeão peso leve, só sabe segurar a luta em pé e boxear. Shogun luta em qualquer lugar. Um lutador fantástico, atual e franco favorito contra quase qualquer atleta meio pesado da atualidade. O problema não são seus defeitos, que ele tem poucos. Fora o famoso tanque de gás que já chega furado, tem quase zero buracos em seu jogo. A questão é que Jon Jones é um dos melhores lutadores que já existiu e enquanto fãs e adversários acharem que isso é exagero, muitos outros tombarão que nem folha seca a seus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vantagem de MMA ser um esporte tão novo é que posso, aos meus 33 anos, me gabar de ser um veterano no esporte. Vi todos os eventos do UFC, Strikeforce, IVC, MECA, PRIDE, Dream, Rings, King of Kings, Cage Rage, WEC (menos os 3 primeiros) e Jungle Fight. Fora tantos outros menores. Presenciei o surgimento de Fedor, Anderson, Sakuraba, Minotauro, Wanderlei e posso afirmar que Jon Jones tem potencial para ir aonde esses foram e além. Ouvi muito que Fedor não passava de um russo gordinho e grosso, que Wanderlei nunca seria um grande lutador porque só sabia dar soco na cara, quando alguém derrubasse seria o fim da luta e etc.  No começo todos foram vítimas de desconfiança, é saudável. Mas tinham uma aura especial, um brilho de genialidade que os separava da maioria. O mesmo brilho que Jones tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jon Jones despedaçou Shogun lentamente e com requintes de crueldade, com o prazer de quem se maravilha e diverte ao encontrar um louco e corajoso o suficiente para se deixar apanhar aonde outros teriam desistido. E foi tirando pedaço por pedaço e espalhando pelo octagon, sem ódio, sem emoção, cortando sashimi com serra elétrica. Quando cansou, atacou de vez, estraçalhou e cuspiu o que sobrou em algum canto da grade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutar com Jones é tomar surra de vergalhão, é cair de costas na caixa de ferramentas, é tentar acertar soco em mosca, é puxar pra guarda e lutar jiu-jitsu com as pernas de uma mesa aparafusada no chão, é ser apagado por um feixe de antimatéria. Jones que só teve destaque em wrestling na faculdade derrubou e controlou no chão campeões mundiais como Bader e Hammil. Anulou e devastou Shogun em pé com o muay thai que ele treina faz apenas 3 anos. Jon Jones está muito longe de seu potencial máximo e mesmo assim luta e vence sem dificuldades, sem cansaço, sem se ferir, sem aparentemente usar força. Não parece nem justo ele lutar com esses seres comuns que se esforçam, sangram, suam e essas coisas humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jon Jones é flor de luz que nasce na grama negra do comum, um raio que marca o caminho para o diferente, vai envergar a seus pés muitos lutadores queridos, amados, lendas e tantos mais sob aplausos da geração Jones. Jovens fãs que não tiveram o prazer de presenciar o nascimento de uma lenda, como os mais velhos já. Jones vai arrastar multidões, vai ser o primeiro lutador contemporâneo a unir nações. Fedor, Anderson, Minotauro, Wanderlei, Sakuraba e todos os outros já no último ciclo de suas carreiras e o dele no começo. Um presente do destino para manter o fluxo das coisas. O show não pode parar e o dele só está começando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mirko Cro Cop VS Brendan Schaub&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pragmatismo comercial de Dana White que leva bons lutadores como Chiquerim, Ronnys Torres e Jamie Warner a serem cortados sumariamente sem muitas chances é inverso ao quase apadrinhamento por outros. Cro Cop e Brandon Vera parecem sempre ter uma nova chance. Cro Cop após as derrotas para Napão e Kongo lutou no Dream, apanhou do Overeem e voltou para o UFC aonde protagonizou algumas das piores lutas da história do evento e ainda foi nocauteado 3 vezes. Todo atleta profissional sabe melhor do que eu a dificuldade de parar. A adrenalina da competição é um doping mental insubstituível, fãs ainda gritando seu nome, como ele pode resistir? Como uma criança vai sair por livre vontade de uma festa aonde tem amigos para brincar e bolo para comer? Mas depois de ser nocauteado pelo quase mediano Schaub e se esparramar no chão como batatinha quando nasce, acho que deveria considerar seriamente a  possibilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cro Cop foi um dos maiores, não é mais. Deveria aceitar a função de embaixador do UFC na Croácia porque ouvir de Schaub um misericordioso “você lutou bem” ao fim da luta, poderia levar lutadores menos estáveis psicologicamente a depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schaub vai indo. Vence de um lutador desmotivado aqui, de outro em fim de carreira ali. Um dia vai fazer uma super luta contra Pat Barry ou Struve. Um lutador inexpressivo que seria engolido vivo se entrasse na jaula do GP do Strikeforce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jim Miller VS Kamal Shalorus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com apenas duas derrotas, uma para cada um dos envolvidos na disputa pelo cinturão dos leves, Edgar e Maynard, Miller já acumula 20 vitórias. Quem vem desdenhando de suas apresentações ou apenas não reparando mesmo por conta da sua irreparável falta de carisma pode não ter percebido como ele evoluiu. Deixou de ser um lutador completo, mas que colocava técnica e tática a mercê de seu sangue quente e saia dando braçadas, para se tornar um lutador violento e letal, com a precisão de uma cobra africana. Miller não precisa de muitas chances para terminar uma luta. Na verdade só precisou de uma para finalizar o veloz e incrível Do Bronx no chão e nocautear o inocauteável Kamal Shalorus. Com a revanche pelo cinturão já marcada e com o vencedor de Pettis e Guida agendado para ser o próximo desafiante, a chance de Miller ainda deve demorar um pouco. Mas que ela chegará é tão inquestionável quanto seu esforço comovente para sempre melhorar como lutador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shalorus não parece ser feito das mesmas moléculas ou fibras que nós. Não parece sentir dor e absorve uma quantidade nem um pouco saudável de dano. A sua luta contra Warner no WEC foi a maior demonstração de diretos e chutes limpos na cara já captado em vídeo num combate não ilegal. E ele absorveu todos como pedra batendo em pedra, mas Miller o nocauteou mesmo assim nesse UFC 128. Lutando dentro e sem medo. Se Shalorus não agüentou o peso de seus ataques, poucos conseguirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miller e Dennis Siver seria uma luta de alto impacto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ÚLTIMOS ROUNDS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marquardt se especializou em fazer lutas chatas. Sua última luta realmente boa foi em 2009 contra Wilson Gouveia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Van Damme entrou com processo por direitos autorais contra Edson Barbosa pelo chute rodado que acertou na cabeça de Anthony Njokuani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tibau, Banha, Benavidez, Cachorrão, Pellegrino, Raphael Assunção, Njokuani e Barbosa no undercard mostra porque o UFC é o maior campeonato do planeta. O Dream faria um card principal com eles como estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urijah Faber é muito divertido de assistir, mas é impressionante como ele não evoluiu nada nos últimos anos. Seu olhar está fixo no cinturão do peso galo e saber que foi o único a vencer o atual campeão Dominick Cruz deve enche-lo de falsas esperanças. Faber ficou sentado no pedregulho da fama enquanto Cruz vem evoluindo ano após ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria muito de ver Anderson vs Jones e Do Bronx vs Sotiropoulos no UFC Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;http://twitter.com/nicoanfarri&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-8200388509832280711?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/8200388509832280711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/03/analise-ufc-128-shogun-vs-jones.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/8200388509832280711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/8200388509832280711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/03/analise-ufc-128-shogun-vs-jones.html' title='ANÁLISE: UFC 128 - Shogun VS Jones'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bNsdt-TP8Lc/TYokUn0unLI/AAAAAAAAAQo/wzafQsiPk3E/s72-c/ANALISEUFC128.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-1376653466301808418</id><published>2011-03-14T10:05:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T17:50:11.785-07:00</updated><title type='text'>CRÔNICA 12 - AQUARELA DE SANGUE (Publicada na revista tatame 180)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-X-LfOqxQkoo/TX5LMy7ZW-I/AAAAAAAAAQQ/RS2F8rgunN8/s1600/BLOGwanderlei.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-X-LfOqxQkoo/TX5LMy7ZW-I/AAAAAAAAAQQ/RS2F8rgunN8/s320/BLOGwanderlei.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583983271187405794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todo corpo de Quinton Jackson debruça sobre as cordas do ringue, pendurado quase sem tocar o chão, quase como um beija flor morto em pleno ar. Os gritos histéricos de 100mil fãs abafam os pedidos de socorro de seus treinadores que arrebentavam as gargantas a procura dos paramédicos. Papéis prateados caem do teto celebrando aquele momento mágico, refletindo a euforia de todos e as luzes do estádio, deitando levemente e colando no corpo suado do derrotado, se misturando à poça sangrenta que formava na lona e escorria para o chão respingando nos pés dos comentaristas. De sua cara escura jorrando sangue, cartilagem do nariz esfacelada, ossos da face fissurados e olhos apontando pra dentro vem à memória de um dos momentos mais poderosos do MMA. Uma obra de arte pintada em aquarela de glóbulos vermelhos. Ao fundo seu nêmeses, nem vilão nem assassino, mas um herói temido, branco, careca, tribal na nuca, uma criatura demente e sem controle chamada Wanderlei Silva subia nas cordas e urrava marcando seu território. Os silenciosos expectadores asiáticos, aflitos e em êxtase, aplaudiam de pé a besta fera que se erguia no topo da montanha chamada Pride e fincava suas garras no hall das lendas do combate.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Impossível falar de Wanderlei Silva sem sermos respingados de sangue ou pisar eventualmente em estilhaços de dentes. O mais brutal dos lutadores de MMA lapidou a machadadas sua rota traumática de violência, nocautes, frenesi e glórias. Essa não é uma crônica sobre sua carreira, mas um espasmo de memória. Pequenas fatias de uma grande história ainda inacabada tal qual flashs de imagem estourados entre um soco e outro.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Mais do que conceitos de luta, ele distorceu nossa percepção de heroísmo. Em MMA o mocinho não é aquele que dá declarações politicamente corretas, é o que entra sem medo de bater na curva, é quem nos entende e coloca o corpo para acelerar sem medo de queimar um fusível, rubrica as vitórias e não choraminga derrotas. Nossos gritos eram o hormônio que corria em suas veias, os litros de sangue que enchiam seus olhos, a corda que suas mãos davam ao girar. Foi o primeiro grande lutador a entrar em simbiose total com a massa. Wanderlei entrava nos rings do Pride sobre uma catarse de berros, palmas e música eletrônica, nosso carrasco, nossa máscara, enquanto a vítima esperava indefesa, paralisava frente ao inevitável. Um porquinho no abatedouro. Não importava quem estava lá, era mais uma questão de como Wanderlei iria despedaçá-lo. Nunca beleza e brutalidade se mesclaram tanto quanto em seus momentos, um lutador que poderia ser escrito por Quentin Tarantino.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Quem esteve lá, no IVC 2 em 97, diz que se apagassem as luzes do estádio cada golpe entre Wanderlei e Arthur Mariano explodiria em fagulhas que iluminariam momentaneamente todo o espaço, como uma briga de facão seco e em brasa. Quem ouviu o estrondo oco de seus pisadões esmagando a caixa craniana de Dan Handerson contra a lona, martelando o chão seguidas vezes, diz que o derrotado só saiu vivo por que seu destino era outro. O estalo chicoteado do ligamento do ombro de Sakuraba estourando ao ser quebrado no solo como coco se espatifando na calçada, deve ser ouvido por ele até hoje em pesadelos. Wanderlei marcava com ferro quente os derrotados.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Sua história envolve ainda muitas derrotas, o nascimento de seu filho, cirurgias plásticas, a abertura de sua academia, o racha com Alejarra, uma postura de vida menos agressiva e tantas mudanças, mas nada disso interessa aqui. Esse texto é reflexo apenas de seu momento áureo, do doentio no espelho com aquele olhar louco que vem da medula, que tem apenas um alvo, a eternidade.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Com as duas mãos trançadas numa nuca as suas joelhadas colocaram para dormir as dúvidas que restavam sobre MMA ser o esporte mais incrível do planeta. Foi mais do que um lutador, foi um monstro hipervascularizado de olhar vidrado, respiração pesada, uma besta fera acorrentada dentro do calabouço tenebroso de nossa psique de onde saia para matar nossa sede de agressividade. Não entrava no ringue, era solto lá dentro. Ele não dava desculpas, nem nós. Wanderlei fazia o que tinha que fazer e as regras do esporte pacificavam sua violência e perdoavam nosso pecado. &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Hoje ele é um homem pacato, mas Wand o destruidor mora em nossa alma para sempre. É a criatura que ainda esperamos rever cada vez que entra no octagon. Seu corpo já caiu várias vezes, mas a lenda permanece de pé. A sua trajetória é poderosa e sem romantismos. É a rosa de aço aparafusada no asfalto. É o gole fundo de absinto. É o trauma que marca uma vida. Quebrou e foi quebrado por nós. Era parte gente, parte a gente. Ele era milhões. Wanderlei foi nosso maior exército.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-1376653466301808418?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/1376653466301808418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/03/cronica-11-aquarela-de-sangue-publicada.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/1376653466301808418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/1376653466301808418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/03/cronica-11-aquarela-de-sangue-publicada.html' title='CRÔNICA 12 - AQUARELA DE SANGUE (Publicada na revista tatame 180)'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-X-LfOqxQkoo/TX5LMy7ZW-I/AAAAAAAAAQQ/RS2F8rgunN8/s72-c/BLOGwanderlei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-4231687683211450895</id><published>2011-02-15T06:41:00.000-08:00</published><updated>2011-02-15T06:44:11.114-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: STRIKEFORCE - Fedor VS Pezão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zYfM2D-oAXM/TVqQ8LcfVaI/AAAAAAAAAQA/i7dtE5pM72k/s1600/STRIKEfedor.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zYfM2D-oAXM/TVqQ8LcfVaI/AAAAAAAAAQA/i7dtE5pM72k/s320/STRIKEfedor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573926852363244962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Num violento e comovente evento, Strikeforce funde esporte e emoção genuína num bom card que se desdobrou em ótimas lutas. O renascimento do Grand Prix, a queda mais funda do maior dos mitos e os primeiros passos de um grande lutador. Esse evento foi tudo o que o UFC sempre tenta ser e na maioria das vezes não consegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fedor Emelianenko VS Antonio Silva “Pezão”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pezão é um dos melhores pesados do mundo faz tempo, mas um caso mal resolvido de antidoping e a indiferença do UFC o vinham mantendo a margem do topo da mídia e conhecimento da maioria dos fãs. Enorme, pesadíssimo, bom jiu-jitsu, e com a caixa craniana e mãos recheadas de chumbo, é um dos lutadores mais complicados de se enfrentar no planeta. Difícil de derrubar, seja na mão, seja em quedas, assustador de se encarar numa troca franca de golpes e complicado de controlar no chão. Pezão é quase um animal e teve sua noite de gala nesse Strikeforce, brutalizando, sem respeito ou receio, o maior dos lutadores de MMA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando a realidade prática do caminho, uma questão ainda fica no ar. Teria Pezão conseguido suplantar Fedor se esse ainda estivesse no auge da carreira? Ou será que Fedor ainda está no auge e perdeu para um atleta mais completo? São essas questões que colocam em xeque sua qualidade que me fazem achar que ele deveria parar de lutar. Quando os fãs começam a achar que uma lenda talvez não tenha sido tão boa assim, é hora de abandonar o esporte. O agora é a cabeça do cometa, é o mais visível. È preciso o meteoro de dissipar, cessar o movimento, para podermos voltar a perceber o rastro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fedor já está em declínio faz anos, mas mesmo assim venceu lutadores TOP 10 na época como Arlovski, Sylvia e Brett Rogers. Mas luta a luta ele vem aparentemente perdendo a vontade de estar ali. Quando perguntando, anos arás, porque estava invicto, Fedor respondeu que talvez quisesse mais vencer do que seus adversários. Talvez seja isso. Wedum e Pezão pareciam querer muito mais derrotá-lo do que o oposto. O olhar de Pezão era uma mistura de fome, agonia, êxtase, ferocidade. O olhar de um cara que veio da Paraíba e tinha tudo para não contrariar as estatísticas e morrer seco e desnutrido. Esse olhar que diz muito mais do que a pupila mostra, é o olhar que fedor tinha. Mesmo calmo, mesmo frio, mesmo fundo, seu olhar escondia milhões de anseios e desejos e força e poder. Nesse Strikeforce não vi isso. Vi o maior de todos os tempos cumprindo um contrato, lutando apenas pelo esporte e não pela glória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fedor começou agressivo e se lançou a estourar as mãos contra a estátua da Ilha de Páscoa que Pezão tem no lugar da cabeça. Um primeiro round intenso, violento, mas que vazou o tanque de gasolina dos dois, que entraram sem gás no segundo. E cansados, o mais pesado e mais faminto se superou e superou o adversário. Fedor apanhou muito e agüentou. Por nós, pela sua religião, pela M-1, pela família, pela Rússia. Sabe-se se lá. O que está em vídeo é que ele agüentou quase 5 minutos e mais de 160 golpes diretos na cara de um lutador quase 30 kilos a mais. Só ele para passar por isso acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu espírito agüentou, mas seu corpo não agüenta mais. O Capitão que afunda com o navio ainda está vivo quando sua embarcação, aparentemente tão mais forte, já foi destroçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fedor perdeu aquela que deve ser sua última luta. E mesmo nesse que talvez tenha sido seu último round tivemos brandos lampejos de grandeza. Qual lutador conseguiria sair de um katagatame justo, encaixado e soldado, de Pezão depois de apanhar tanto tempo e possivelmente com os ossos do rosto estilhaçados? Só fedor. E pezão não desistiu da chave, Fedor saiu. Mais uma vez, só Fedor. E quantas vezes já não dissemos isso para nossos amigos, namoradas ou para nós mesmos? Fedor foi maior do que o esporte, foi mais alto que os muros nacionais, em sua bandeira russa tantos de nós viam a nossa própria, foi o incrível, o impossível, foi o “puta merda” que os narradores seguravam para não dizer ao vivo, foi o primeiro vídeo de MMA que mostrei para minha família, foi quem me fez deixar de apenas admirar esse esporte para amar. Para sempre será o maior porque ele transcende o momento e o espaço que respira, nos inspira, nos une, nos faz bem. Fedor é o maior lutador que o MMA já teve, mas hoje em dia já não é mais o melhor. Hoje, Pezão é melhor que Fedor Emelianenko.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As trombetas soaram anunciando o fim de sua carreira. Tomara que ele as ouça tão claramente quanto eu ouvi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sergei Kharitonov VS Andrei Arlovski&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arlovski começou a se confundir na carreira quando estreou seu protetor bucal em forma de dentes, que para ele são de pitbull, mas para quem conhece a raça, parecem mais de vampiro. A fama alcançada com o cinturão do pesado no UFC subiu a cabeça do nativo da Bielorússia. Afeito a noitadas, trabalhos como modelo, sonecas até tarde, Andrei não conseguiu fugir dos socos invisíveis que a mídia e o sucesso sempre soltam na linha de cintura das estrelas. Arlovski foi um grande lutador, mas muito menor do que poderia ter sido. Vindo de 6 vitórias até perder duas vezes seguidas para Tim Sylvia e entrar em conflito com Dana White sobre os valores de sua renovação de contrato, que acabou com seu corte da empresa, enfileirou mais 5 vitórias até encarar Fedor no Affliction. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arlovski poderia ter sido mais do que um grande lutador, é verdade, mas aquele nocaute para Fedor sugou sua alma e a aprisionou em algum lugar remoto e desconhecido até para ele próprio, que hoje em dia entra para lutar vazio. Uma casca sem gema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kharitonov que não está nem aí para essas histórias do ocidente, rachou Arlovski ao meio. Verdade que Andrei estava melhor na movimentação, acertando mais golpes, mas um ovo nunca vai quebrar um pedregulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos grandes lutadores da era do Pride nenhum tem a carreira tão irregular quanto Sergei que parece ter renascido nesse torneio. Feroz, blindado e recheado de má intenção. Kharitonov não diz, mas veio para esse GP com o nervo pinçado pela vingança de ter sido esquecido de todos, isolado lá naquela terra do oriente chamada Japão, fazendo luta contra atletas de baixo nível, como se fosse um lutador qualquer. Alguém vai pagar por isso e ele já fez a primeira vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shane del Rosario VS Lavar Johnson&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes lutadores constroem seu legado vencendo outros grandes ou massacrando os menos qualificados para virar highlight no youtube. Shane está invicto em 11 lutas, apenas um adversário resistiu até o segundo round e o potente Lavar não conseguiu ser exceção. Um lutador veloz, explosivo, moderno e que vai ser bem conhecido em 1 ou 2 anos. Não troca de modo cadenciado, parte pra briga de braço mesmo, não tem medo de ser atingido nem de cair por baixo. Pensa rápido, tem um bom repertório de finalizações, carisma e nome de campeão. Cain Velasquez começou a carreira assim, espancando desconhecidos de modo empolgante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de ver Rosario contra Struve, Schaub, Cro Cop, Pat Barry ou Nelson no UFC. Seria uma aula para os mais jovens que pensam só haver grandes lutadores na empresa de Dana White e que o resto é segundo nível, ver um desses TOP 10 da organização ser facilmente desmantelado. Shane del Rosário é um grande lutador, mas a maioria dos fãs ainda não sabe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;twitter.com/nicoanfarri &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-4231687683211450895?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/4231687683211450895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/02/analise-strikeforce-fedor-vs-pezao.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/4231687683211450895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/4231687683211450895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/02/analise-strikeforce-fedor-vs-pezao.html' title='ANÁLISE: STRIKEFORCE - Fedor VS Pezão'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zYfM2D-oAXM/TVqQ8LcfVaI/AAAAAAAAAQA/i7dtE5pM72k/s72-c/STRIKEfedor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-3998251626817649179</id><published>2011-02-09T13:02:00.001-08:00</published><updated>2011-02-15T06:45:02.597-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 126 - Anderson VS Belfort</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NIx9K5_0njY/TVMt2MqRjPI/AAAAAAAAAPw/MFT0TO0JbPg/s1600/UFC126BLOG.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-NIx9K5_0njY/TVMt2MqRjPI/AAAAAAAAAPw/MFT0TO0JbPg/s320/UFC126BLOG.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571847573122157810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Muitos fãs de futebol que viram Garrincha e Pelé jogarem dizem que depois disso ninguém foi realmente tão incrível. Outros dizem o mesmo de Fangio, Senna e Schumacher, Ali e Tyson e milhões dirão o mesmo sobre Anderson silva e Fedor Emelianenko com saudosismo daqui a anos. Num dos três melhores UFCs da década presenciamos mais uma apresentação com a assinatura do maior lutador que já caminhou sobre um octagon, a consolidação de um dos prováveis melhores lutadores de todos os tempos em Jon Jones e ainda Kid Yamamoto e Donald Cerrone escondidos que nem brinde de sucrilho nas preliminares.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;An&lt;strong&gt;derson Silva VS Vitor Belfort&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os mais jovens e desinformados Vitor é um lutador de boa aparência, que aparece no Faustão, fez ponta em Malhação, marido da ex feiticeira e que iria “acabar com a marra” de Anderson. Para os mais antigos ele é bem mais do que isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belfort nunca foi nocauteado, nunca foi posto para dormir. As vezes que perdeu por nocaute técnico é porque seu coração desistiu antes do queixo. Por algum motivo tem como habito se desinteressar pela luta quando ela se estende ou há muito atrito. Simplesmente deixava pra lá. Nunca foi conhecido como um lutador raçudo ou perseverante. Sempre que Belfort foi realmente atingido no rosto, perdeu a luta. Mas quando ele ainda está aceso, quando ainda está querendo estar ali, ele é quase imbatível. Tem o melhor boxe em MMA de todos os tempos, desde quando MMA ainda estava em estágio embrionário sob o apelido de vale tudo ainda não apareceram 3 lutadores com mais poder de nocaute do que ele, em qualquer categoria de peso. Excelente faixa preta de jiu-jitsu, excelente quedas e defesa de quedas, Belfort é o fenômeno. Um atleta completo e devastador enquanto ainda está focado na luta. E ele nunca esteve tão focado, querendo tanto uma vitória, tão ligadão nos reatores, tão vidrado e preparado quanto esteve nos poucos minutos em que coexistiu com Anderson no octagon. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não foi nocauteado quando já tinha dado sua famosa esmorecida, ou quando seu gás ou meta haviam se tornado tênues. Ele foi desmantelado em seu auge, quando adrenalina deslizava veloz por suas veias, quando ele mais queria, mais achava que ia conseguir e com a força dos milhões de fãs junto com ele. Foi nessa hora que Anderson o tirou para quase nada. Anderson nocauteou a melhor versão, mais rápida, mais afiada, mais sedenta, mais preparada fisicamente do Vitor Belfort. Não se deixem enganar por quem disser o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È normal torcer contra um campeão. Para alguns é divertido vê-lo cair de tão alto. Eu prefiro torcer pelo magnífico, pela grandeza, mas entendo e respeito que alguns se permitam certa mediocridade vez em quando. Torcer contra Anderson é comum. È da natureza do esporte esse fluxo de sensações envolvendo alguém extremamente bem sucedido, mas posso afirmar que todos que o vaiaram no dia da pesagem e na entrada do UFC 126 sofrem de alguma espécie de distúrbio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parto da premissa de quem paga mais de mil dólares para ver a luta ao vivo ou pague uma mensalidade ao UFC club para ter direito a, dentre outras coisas, ver as pesagens, deve ser fã de MMA. E MMA só existe hoje dessa forma sólida e bem sucedida por conta de lutadores como Anderson Silva. Muitos que começaram a gostar do esporte hoje, com quase dois UFCs por mês, não sabem que o esporte quase faliu e se arrastava para colocar um evento de três em três meses. Foram lutadores como Anderson, Sakuraba, Fedor, Wanderlei e muito poucos outros que ficaram ao lado do MMA quando ele estava ligado a aparelhos.  Foi o magnífico de suas apresentações que ecoavam ao redor do mundo e faziam o esporte parecer muito mais importante do que realmente era na época. Hoje há vários bons lutadores e boas campanhas de marketing, mas tempos atrás só havia performance. A grande propaganda era a qualidade da luta. Era mais cru, mais cruel. Vaiar Anderson, Liddell, Couture e outros é vaiar o próprio esporte que ama. È se chamar de bobão, é não saber quem descobriu o Brasil. Ou é, no mínimo, ser bem ingrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anderson entrou na alma de Belfort logo no dia da pesagem. Vitor não é santo, adora dar desculpa para suas derrotas. Disse textualmente que foi roubado na luta contra Ortiz quando comentarista do SporTV (realmente foi prejudicado, mas a expressão “roubo” mostra que não teve nobreza na derrota), disse que o juiz interrompeu sua terceira luta contra Couture apenas por sangramento, quando na verdade estava sendo espancado sem esboçar reação. Mas é verdade que Vitor é um homem sério, apegado a família, vive fora de baladas e dessas vicissitudes a que muitos esportistas são afeitos. É um atleta profissional. Não ofende de maneira baixa, não xinga, não intimida. È um cara legal. Ele não esperava tanta agressividade e imponência vinda do campeão. Não se intimidou, mas Anderson jogou uma estrela ninja em sua psique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora da luta Vitor fez tudo o que falou que ia fazer, após um começo hesitante, partiu para cima, acertou dois socos quando Anderson começava a querer dançar, derrubou e já caiu soltando um cruzado cheio de maldade, forçou a luta como um grande lutador deve sempre fazer e teve o mesmo final de todos os que fizeram o mesmo. Acabou nocauteado, dormindo de olhos abertos. Tamanha foi a violência do chute e precisão nos dois golpes no chão que pode ter confundido as luzes do teto do estádio com a passagem para outra vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anderson Silva presenteou mais uma vez uma maioria que insiste em querer vê-lo perder com um diamante. Reflete o insulto e as vaias com o fantástico. Transformou um chute bem conhecido em karatê, tae kwon do, capoeira e outras artes numa coisa única. Como a bola nos pés de Pelé deixava de ter vontade própria por respeito ao mestre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impacto desse chute só será realmente sentido daqui a uns dez anos, mas grandes ondas já começaram a sacudir a mídia nacional. Nunca foi tão comentado no Brasil um evento de MMA. Pessoas comentam no salão, na academia, no ponto de ônibus num boca a boca muito saudável antes exclusividade do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos presenciando o último e mais magnífico ato de uma carreira grandiosa. Podemos assistir de pé, com o olhar fixo, ou sentados e vaiando. Cada um sabe o que mais lhe apetece a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jon Jones VS Ryan Bader&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma maneira que Jon Jones afirma sentir que esse é seu momento, não sabe explicar, mas é como se sentisse que vai ganhar todas as lutas que fizer, posso afirmar que ainda escreverei muitas coisas sobre ele. Jones é um fora de série, não dá para medir apenas pelas sua credenciais. Já está bem além disso. Bader foi campeão da divisão 1 de wrestling e Jones apenas campeão na universidade. Mesmo assim Bader não conseguiu derrubá-lo e ainda foi dominado no chão como um iniciante. È o equivalente a um campeão estadual faixa azul de jiu-jitsu escovar um campeão mundial faixa preta em MMA. Pode acontecer é claro, desde que ele seja um gênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jones é um caldeirão de influências. Treina e estuda tantas artes que sua mente ainda não consegue criar um padrão de luta. Vai dar um soco, muda de idéia no meio do caminho e vira uma cotovelada voadora. Seu cérebro parece ter mais capacidade de armazenamento que o normal. Parece que fica o dia todo na máquina de upload de habilidades do Matrix com aquela agulha encaixada na nuca. Simplesmente parece veloz demais, grande demais, inteligente demais, calmo demais, para qualquer peso meio pesado do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi uma expressão de resignação no rosto de Shogun ao aceitar oficialmente a luta. Depois de se preparar para Rashad e saber que antes ofereceram a disputa para Rampage, pegar Jon Jones é como tirarem o sushi da sua frente, colocarem uma feijoada caprichada e deixarem para se virar com dois pauzinhos. Não vou dizer que o brasileiro não tem chances, qualquer pessoa com as valências mentais ainda intactas nunca descartaria Maurício Rua, mas nesse momento, Jon Jones parece simplesmente imbatível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bones fez Bader, invicto até então, parecer um lutador qualquer que nem sabia o que fazer no octagon ao finalizá-lo sem esforço no segundo round. Jones fica de pé, coloca as duas mãos junto à boca e abre os braços numa saudação de saltimbanco, de circo de Soleil, de David Coperfield. Ele sabe que o octagon é seu palco e o show está só começando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Forrest Griffin VS Rich Franklin&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu possuo extremo respeito por lutadores profissionais. Quem treina entende como esses caras são alguns dos maiores atletas do planeta, submetidos a alguns dos maiores regimes de treinamento suportáveis pelo corpo humano. Estar no topo, ou ter estado, é algo para se louvar e contar para os netos. È mais fácil escrever escrever cíticas num blog do que ser campeão como Forrest e Rich já foram. Mas quem, fora familiares, empresários e treinadores, realmente estava se importando com essa luta? Quem ganhar chega aonde e quem perder cai para onde? Para mim os dois são como o vovô que quer brincar com os netos de pique pega: “café com leite”. È claro que são lutadores competentes que vendem caro as derrotas, deixam o adversário sempre moído, fazem combates movimentados. Mas simplesmente parece que eles saíram do eixo, eles desencaixaram do quebra cabeça. A luta deles deveria acontecer em feiras de MMA como a UFC Fan Expo. Depois tomariam banho e dariam autógrafos rindo, como se nada tivesse acontecido. Até porque para eles vencer ou perder não faz mais diferença. Se apaixonaram tanto pelo processo que perderam uma meta maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma luta movimentada entre um enorme Griffin e um pequeno Franklin. Vitória do primeiro que não tem uma performance a altura de seu nome faz quase dois anos. A melhor coisa que Forrest Griffin fez nesse tempo foi seu excelente livro Got Fight. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ÚLTIMO ROUND&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O UFC insiste em trazer estrelas asiáticas apenas quando elas estão em declínio. Kid Yamamoto está longe do auge de sua carreira, mas poderia ter vencido com facilidade Demetrious Johnson. Não venceu. Lutou de modo apático como Aoki lutou no Strikeforce, como Akyiama vem lutando, Gomi e Sakurai. Parece que colocam alguma coisa na água dos japoneses quando lutam nos EUA. Ou será exatamente o contrário? Impossível responder. Dana não ligou já que Kid deve ter sido contratado para fazer as pessoas curtirem a página do UFC no Facebook. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre Donald Cerrone nas preliminares deixarei aqui meu silêncio em protesto. Basta dizer que ganhou o prêmio de luta da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;twitter.com/nicoanfarri &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-3998251626817649179?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/3998251626817649179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/02/analise-ufc-126-anderson-vs-belfort.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/3998251626817649179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/3998251626817649179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/02/analise-ufc-126-anderson-vs-belfort.html' title='ANÁLISE: UFC 126 - Anderson VS Belfort'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NIx9K5_0njY/TVMt2MqRjPI/AAAAAAAAAPw/MFT0TO0JbPg/s72-c/UFC126BLOG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-2467891862896765352</id><published>2011-02-09T12:22:00.000-08:00</published><updated>2011-02-09T12:24:21.355-08:00</updated><title type='text'>CRÔNICA 11 - QUINZE BILHÕES DE ANOS (Publicada na Revista Tatame edição 179)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TVL3pem3cQI/AAAAAAAAAPY/FRtU4yiVheo/s1600/edicao179TESTE.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TVL3pem3cQI/AAAAAAAAAPY/FRtU4yiVheo/s320/edicao179TESTE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571787980973502722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quinze bilhões de anos atrás uma explosão chamada pelos cientistas de Big Bang deu origem ao universo, 60 anos atrás Helio Gracie enfrentou Masahiko Kimura no Maracanã, 18 anos atrás Royce estreou no Ultimate Fighting Championship 1 e mudou a lógica do combate para sempre. Nesse ano de 2011 o UFC vem ao Brasil e o MMA vai explodir e fazer todos os outros esportes sentirem o brilho de sua presença.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Falem o que quiserem os detratores, 2010 foi um grande ano, cheio de surpresas e momentos poderosos que vão ser lembrados por décadas. Lamentamos a queda do maior de todos os tempos, Emelianenko Fedor pelas pernas em forma de triângulo multidimensional de Werdum. Fomos comovidos pela brutalidade sincera da maior lutadora de MMA viva, Cris Cyborg. Curtimos, sofremos e testemunhamos juntos o açoite e renascimento da lenda Anderson Silva. Vimos Cain Velasquez despedaçar Brock Lesnar e largar sua carcaça ensangüentada junto às grades para os abutres terminarem o serviço. Vimos a queda mais dramática do mito inabalável chamado Minotauro e o brilho cada vem mais intenso do dínamo José Aldo. Vimos o inatingível Lyoto Machida ser posto para dormir e dois brasileiros fazerem evento principal no Canadá. Barreiras foram derrubadas. Presenciamos desenvolvimento de futuros grandes lutadores como Jones, Erik Silva, Phill Davis, do Bronx e fim do WEC celebrado pelo mais fantástico, super muthafucking-neo-ninja, Van Damme style chute na cabeça do universo mapeado pela ciência, desferido por Pettis. Um golpe eliminador de realidades, de certezas absolutas, que só existe de verdade no MMA.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Nem mencionei a força destrutiva de Cigano, a primeira derrota por finalização de Sakuraba, o reinado infinito de Aoki no Japão, as derrotas de Penn para Edgar, os cinturões de campeão de Jacaré e Feijão no Strikeforce e tantas coisas. Cada um ter para si outros momentos marcantes, mostra como esse ano foi grandioso.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;2011 começa em ritmo frenético. Talvez pela absorção do WEC pelo UFC. O melhor agora é também mais veloz. Aditivaram a gasolina. Seria Anderson e Belfort a luta mais esperada de todos os tempos ou seria a revanche de Werdum e Fedor? José Aldo vai trilhar o caminho que parece predestinado e se tornar um superstar, ou vai quebrar sob a pressão? Cigano vai quebrar Velasquez ou será mais um derrotado pelo quase mexicano em sua rota para se tornar uma lenda? Minotauro sairá de Creta mais uma vez ou seu tempo como um dos melhores está esgotado? Ele contra Brock Lesnar seria suficiente para lotar todos os assentos do UFC no Brasil? Será o ano do Dragão ou Lyoto foi decodificado? Tudo indica que St.Pierre subirá de peso definitivamente para clamar o cinturão dos médios. Seu pragmatismo entenderá os movimentos geniais de Anderson? Se Anderson teve dificuldades contra Sonnen, aguentaria Pierre? Será que Anderson ainda será campeão? Jon Jones vai dominar o peso com a facilidade que todos prevêem? Ele é capaz de fazer a divisão mais difícil do esporte parecer fraca? Charles vai alcançar seu possível potencial? O DREAM vai falir? O Strikeforce continuará crescendo e fazendo mega shows? O que é certo é que o UFC virá ao Brasil dia 27 de agosto e eu estarei lá.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Esse será o ano 1 para o MMA nacional. Revistas, jornais e TV sentirão um impacto revolucionário. Somos o coração dessa forma de competição, a luta está na nossa aura, dentro do nosso olhar. Muitos brasileiros ainda nem sabem que esporte é esse, mesmo assim temos grande parte dos melhores lutadores, dos maiores campeões, das maiores lendas e somos um mercado que só cresce. Imaginem quando o país todo souber quem somos nós e que esporte é esse que amamos. Vamos ajudar a desenterrar o tesouro.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;IVC, MECA, PRIDE e UFC são os quatro maiores eventos já criados. Descendentes de uma linhagem de grandeza, de megalutas inesquecíveis, lutadores e momentos eternos. Pelé Vs Chuck Liddell, Mariano Vs.Wanderlei, Kerr VS Gurgel, Sakuraba VS Royce,  Fedor VS Minotauro e tantas outras lutas que foram, aos poucos, construindo nossa paixão de hoje. Nos cabe lembrar das gerações passadas para entender e respeitar mais a nova. O UFC voltará ao Brasil e o esporte mudará de novo porque voltaremos a ser parte da equação. Voltaremos a ter voz ativa, a tomar nosso lugar de direito como país influente nesse esporte fantástico que criamos quase sozinhos.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Em 2011 grandes lutas vão acontecer, estrelas vão nascer e apagar, vamos nos surpreender, testemunhar e vibrar, sem frescura ou dor de cotovelo. O UFC será bem vindo e que comece a catarse. Que rache a casca da semente. Que exploda aqui essa bomba mágica que só constrói. Todas as partículas da criação convergem para esse momento. Que montem nos cavalos junto conosco, os fãs, ou que sejam atropelados pela manada. O UFC não virá apenas para cá nesse ano, ele voltará pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;twitter.com/nicoanfarri &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-2467891862896765352?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/2467891862896765352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/02/cronica-11-quinze-bilhoes-de-anos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/2467891862896765352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/2467891862896765352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/02/cronica-11-quinze-bilhoes-de-anos.html' title='CRÔNICA 11 - QUINZE BILHÕES DE ANOS (Publicada na Revista Tatame edição 179)'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TVL3pem3cQI/AAAAAAAAAPY/FRtU4yiVheo/s72-c/edicao179TESTE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-7790718326723580975</id><published>2011-01-10T06:58:00.001-08:00</published><updated>2011-02-09T12:31:52.117-08:00</updated><title type='text'>CRÔNICA 10 - A VIDA È UM OCTAGON (publicada na Revista TATAME 178)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TSsero8tjyI/AAAAAAAAAPI/fw1g1NHldeQ/s1600/videumoctagon.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TSsero8tjyI/AAAAAAAAAPI/fw1g1NHldeQ/s320/videumoctagon.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560571899994279714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O dia da luta está chegando, as fotos na coletiva de imprensa, a encarada na hora da pesagem. Você fala demais do seu adversário e depois passa a noite inteira pensando em como fazer metade do que disse ou fica quieto esperando o grande momento? É cachorro ou predador?&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;No vestiário, no dia da luta, é como estar no ônibus indo para o primeiro dia de trabalho, é o silêncio antes do trovão. É o momento em que pergunta se realmente queria estar ali. Você não conta, mas sabe a resposta. Se ficar nervoso segue em frente ou inventa uma lesão para não lutar? Desce do ônibus e chega atrasado ou dá as caras e mostra que merecia a vaga? Talvez vomite de ansiedade no vestiário, é normal, os músculos do abdome tencionam e contraem as entranhas. Você lava o rosto, coloca as luvas e segue pelo corredor de testemunhas, fãs, gente que vai contar a história real, ou pede ao treinador para esperar mais 10 minutinhos? Quando chega a sua hora, você olha os outros nos olhos ou fica com o olhar perdido? No último segundo antes de entrar no octagon, no escritório, no altar, você sente que era isso exatamente que queria fazer ou adoraria dar um passo atrás?&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;A luta vai começar. Nem que queira não dá pra arregar. Mas se pudesse, iria tentar? Quando ouve seu nome, sente o coração bater sangue para o corpo todo, todo vivo, sente que é agora, it’s time, ninguém vai tirar isso de você? Ou solitariamente sabe que não queria estar ali? Quando há problemas com alguém que você ama você está junto ou manda dizer que não está? Dá chilique ou resolve? Ajuda seus pais ou chama a mamãe? Quando anunciam o oponente você treme ou vibra com a chance de mostrar pra todos quem você realmente é? &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Quando a luta começa você fica circulando, lançando jabs sem direção até ser vaiado ou faz o que deve fazer? Você sabe o que tem que fazer? Parte pra ganhar ou espera não perder? Se cair por cima, fica enrolando para ganhar pontos ou desce o cotovelo na cara? Vai ter pena ou vai lutar pelo seu sonho? Vai orgulhar seu filho, seu treinador ou vai amarelar? Se cair por baixo, vai ter medo de levar soco? Vai virar de ladinho e esperar o juiz parar ou vai sair para uma chave de perna? Abrir a guarda e pedalar e tentar levantar até conseguir? Se não conseguir vai desistir? Mesmo em desvantagem, encurralado na grade, vai se agarrar a vitória, forçar o adversário a desencaixá-la de você como se ela fosse parte do seu corpo e tentar ganhar de todas as maneiras até que eventualmente perca, ou vai entregar em troca do fim da luta? &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Se sente invencível até que a realidade do combate, da vida, te prove o contrário ou já entra derrotado? Tem espírito de vencedor ou a resignação de um coitado? E mesmo que tenha sucesso, se dê bem, ganhe lutas e seja o fodão, você vai perder um dia. Todos perdem. Fedor Emelianenko perdeu. Mas quando cair, vai se levantar ou ficar no chão? Quando finalmente estiver de pé, olhará para frente ou para baixo? Chorará de tristeza ou vergonha? A derrota te incendeia ou te apaga? Enche seus olhos de sangue ou esvazia seus colhões? Já vai preparando a desculpa que vai contar para e imprensa, para a namorada, ou vai falar a verdade sobre seus erros? Reconhece ou desmerece o adversário? Quando se apagam as luzes, o sangue esfria, os machucados começam a doer, o coração pesar, você se promete nunca mais fazer isso de novo, mudar de ramo, deixar pra lá, ou absorve cada minuto, cada erro e acerto e está pronto para outra? Se pudesse mudaria de vida, de curso, de carreira depois de cada momento difícil, como um macaquinho que pula de galho em galho? Ou se sentiria vivo, por mais que decepcionado, ardendo com a vontade de fazer tudo de novo, ter outra chance, com a certeza absoluta e indestrutível de que encontrará seus sonhos em algum momento ao longo dessa estrada. Por mais que seja difícil. Se a estrada for de pedra, você será titânio. &lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;A vida é um octagon e estamos com mini luvas pretas, invisíveis, todos os dias. Nossos adversários estão por aí, trabalho, fofoca, doença, mentiras e tanto mais. Como se estivéssemos constantemente esquivando socos ou escapulindo de um mata leão justo, sonhando em sermos mais do que já somos. Provar que amor, felicidade e reconhecimento existem sim é um combate duro contra a realidade imposta pela maioria que não tem espírito vencedor. São poucos cinturões em MMA, mas milhares de campões nas lutas do dia a dia, aonde ser feliz é a maior das glórias. Mas felicidade não é um lugar onde nascemos nem um presente dado. É uma dimensão que criamos. Um espaço nosso que abrimos na porrada, na marra, dentro da realidade sem graça da vida comum. Algo pelo que lutamos e eu vou lutar a minha vida inteira, até o último round. Você é um lutador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;twitter.com/nicoanfarri&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-7790718326723580975?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/7790718326723580975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/01/cronica-10.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/7790718326723580975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/7790718326723580975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/01/cronica-10.html' title='CRÔNICA 10 - A VIDA È UM OCTAGON (publicada na Revista TATAME 178)'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TSsero8tjyI/AAAAAAAAAPI/fw1g1NHldeQ/s72-c/videumoctagon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-953837790354218425</id><published>2011-01-05T06:43:00.000-08:00</published><updated>2011-01-05T06:45:31.879-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 125 - Edgar VS Maynard</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TSSD4eAZeyI/AAAAAAAAAPA/TOLPONrJMIM/s1600/divulgEDGAR.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 223px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TSSD4eAZeyI/AAAAAAAAAPA/TOLPONrJMIM/s320/divulgEDGAR.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558712846232681250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O técnico de futebol Luiz Felipe Scolari disse que “tudo que começa bem, acaba bem”, se referindo a um bom 2011 para o time do Palmeiras caso a pré temporada seja bem feita. Por mais que essa frase seja motivacional para a equipe, é de um tom romântico que não compartilho. Times ganham o estadual e são rebaixados no brasileirão eventualmente, Gray Maynard espanca Edgar no primeiro round e deixa a vitória escapar nos outros. È da natureza do esporte de alto rendimento. Mas seria um excelente ano se todos os eventos tivessem a mesma qualidade bruta desse UFC 125.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Frankie Edgar VS Gray Maynard&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um dos maiores atletas do planeta conseguiria espancar Frankie Edgar por 4 minutos seguidos e só um verdadeiro campeão agüentaria. Aço é um dos metais mais fortes do mundo, mas não penetra titânio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È difícil dizer que falta capacidade de decisão a Gray Maynard quando sobra coração a seu adversário. Gray é uma usina de milhões de gigatons. O lutador mais forte e estrategicamente rude do peso amassou Kenny Florian numa bolinha de papel em sua última luta. È um lutador franco, com discurso ríspido e objetivo. Ele quer ser campeão, só isso. E vai seguir em frente tombando qualquer objeto estático que ouse parar em sua frente. O problema é que Edgar não fica parado. Não fica quieto nem para apanhar. Maynard é visceral. Achar a resposta para quem pode vencê-lo não é fácil, mas é verdade que ele não conseguiu vencer Frankie. Um empate justo e frustrante numa das lutas que já será lembrada como uma das melhores do ano quando 2012 estiver se aproximando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frankie Edgar não é famoso por nocautes ou por finalizar lutas. De suas 15 apenas 5 não foram para os juízes e 3 foram suas primeiras contra adversários inexpressivos. Edgar é o Mr. Fightmetric, Mr.Compustrike. Nenhum lutador é tão procurado após um evento em sites que contabilizam golpes e ataques quanto ele. Parece que ganha de adversários que nós supomos que ele não deveria ganhar. O que mais justificaria BJ Penn ter uma revanche imediata após a derrota para ele e o mesmo acontecer agora com Maynard? Dana White parece querer que alguém tire Edgar de lá de qualquer maneira. Quase como não conformado com o cinturão ainda estar em sua cintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edgar não fala mal do adversário, não nocauteia, não finaliza, não dá declarações polêmicas, não é modelo e não parece ter nada que o separe dos atletas comuns. De fora Edgar é um lutador franzino, bom menino, com um bom boxe, um excelente wrestling e só. Mas por dentro ele é um campeão de verdade. Um cinturão só marca a conquista, quem é realmente campeão nasce com alguma coisa diferente. Pode ser o sangue que bombeia mais rápido, os músculos que não cansam, os ossos que não quebram, a cabeça que não tonteia depois de 50 socos. É difícil explicar como Edgar agüentou o açoite de Maynard no primeiro round. Difícil explicar como ele voltou para o segundo com o nariz fraturado, mas com a esquiva, coragem e determinação de quem venceu o primeiro, e não de quem levou uma surra. Difícil explicar como ele continua melhorando tanto em áreas que ele parecia não ter mais como melhorar. Quantos atletas conseguiriam dar em Maynard o suplê que ele deu? Jogar um atleta tão poderoso, tão incrível nessa modalidade, quase que de cabeça no chão como se fosse um amador? Até o segundo round, todos afirmariam ser impossível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez perguntado por que nunca havia perdido mesmo enfrentando adversários tão talentosos, Fedor Emelianenko respondeu: “talvez porque eu queira vencer mais do que eles querem”. Frankie Edgar quer demais ser campeão enquanto Gray Maynard acha que já é.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Brian Stann VS Chris Leben&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de lutas rápidas. Elas tendem a ser o documento visual do talento de um atleta executado com perfeição, ou do despreparo total do adversário. Em qualquer um dos casos, é sempre uma luta importante para ranking, ou pelo atalho que um pegará para o topo ou pela queda do outro. Mas essa luta entre Stann e Leben não teve nenhum desses reflexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leben não dá desculpas. Entra e luta. Todos sabemos e ele já provou mais de uma vez. Mas ele estava estranho e seu treinador mencionou que havia vomitado minutos antes de entrar. Vomitar por nervosismo é relativamente comum entre atletas de todos os esportes, mas não teria sido esse o caso. Leben tem a caixa craniana muito grande para seu peso e ainda é um lutador lento. Sem estar no auge de suas faculdades físicas para absorver quase 100% de todo soco que recebe direto, sem resvalos, ele não agüentaria muito contra ninguém. Ainda mais contra as mãos pesadíssimas e socos em linha de Stan. Leben foi nocauteado, mas se encontra estático no ranking, Depois das vitórias impressionantes que vinha encaixotando, uma derrota nessas condições não muda muito sua carreira. Uma luta contra Wanderlei seria de fissurar maxilares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stann tem uma carreira extremamente irregular. Muitos vão apontá-lo como um nome promissor e querer vê-lo contra TOPs da categoria mas estariam o jogando na cova dos leões. Stan tem história de vida e discurso para cativar o público. Nunca será campeão, mas com um pouco de cuidado o UFC pode transformá-lo num ídolo. Uma luta do “all american” contra o maior ídolo inglês, Michael Bisping, pode acelerar seu processo de canonização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Thiago Silva VS Brandon Vera&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta tinha tudo para ser explosiva, mas Thiago que tanto reclamou da estratégia de “amarrão” de Rashad contra ele próprio, aplicou a mesma contra Vera. Quando todos esperavam uma colisão sem piedade entre dois dos melhores trocadores do MMA, o que vimos foi um derrubando e batendo e outro caindo e apanhando. Mérito total do brasileiro por ser tão bem sucedido nas quedas e demérito total do americano, a essa altura na carreira, ter uma defesa de queda tão primitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago é um lutador feroz e tem os braços recheados de concreto. Quando ele luta seus adversários sempre saem avariados. Com exceção da derrota para Machida aonde ele entrou hipnotizado pelos comandos em japonês do pai de seu adversário e acabou nocauteado sem desferir um soco, até seu único outro algoz saiu com a cara amassada e quase foi nocauteado. Thiago tem 11 nocautes em 15 vitórias. É incontestavelmente um dos melhores do mundo e luta difícil para qualquer um, mas quando batucou nas costas do amaciado Brandon Vera, no terceiro round,  ele não tirou onda com o americano. Tirou onda com ele próprio. Mostrou que mesmo pegando pelas costas um adversário indefeso e parado, ele não conseguia nocautear e nem era competente para finalizar, mas sabia como tocar pandeiro. A real maneira de um striker tirar onda é deixar o adversário com a cara na lona antes do fim do tempo regulamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago venceu a luta, mas perdeu aquela aura de lutador destemido, que vai para matar ou morrer. Antes, Thiago era sinônimo de trocação clara, sem receios. Agora parece ter adotado uma veia mais estratégica, mais moderada, que lhe renderá mais vitórias, mas as custas de lutas muito menos emocionantes. Tudo isso por ter sido derrotado por Rashad sem levar um soco, apenas em quedas estrategicamente perfeitas. Maldito Rashad. Uma revanche entre os dois poderia ser realizada sem luvas e num torneio de wrestling.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Vera não sobram muitas opções. Ele sorrir e brincar com o próprio nariz quebrado após a luta foi um barato. MMA é isso, é um esporte. Não há e não deve haver ódio ou rancor. Mas em esporte de alto rendimento, sorriso após uma derrota é muito pouco para valer uma bolsa de milhares de dólares no maior evento do planeta. Vera provavelmente será cortado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Clay Guida VS Takanori Gomi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o primeiro round, observando a movimentação errática de Clay Guida, me peguei lembrando da Joelma no show da banda Calipso. Ninguém no planeta se movimenta assim e luta ao mesmo tempo. È um padrão complicado de decodificar até para mestres na movimentação como Edgar, Cruz, Anderson, imagine para Gomi. Clay se moveu desprovido do constrangimento que grandes lutadores teriam em executar uma técnica de combate sem ter qualquer domínio sobre ela. Mas Guida não é um cara muito afeito a bons modos nem tem muita vergonha das coisas, vide os arrotos e cusparadas que já desferiu para nosso desgosto tantas vezes. Mas essa improbabilidade, essa tentativa incansável superando a lógica pragmática dos caretas, lhe rendeu mais uma vitória. Gomi é excelente em pé, tem precisão e um alcance enorme, mas nada poderia prepará-lo para esse tipo de lutador. Guida vence sem convencer de novo e continua subindo no ranking. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem começou a ver MMA hoje não sabe porque os fãs mais antigos adoram Gomi. Ele esteve envolvido em 5 das melhores lutas de todos os tempos. Contra Kawajiri, Pulver, Dias e as duas antológicas contra Azeredo. Um lutador tão fantástico em tão pouco tempo que se tornou, junto com Sakurada, um dos poucos asiáticos a realmente conquistar as mentes dos ocidentais. Mas isso foi há muito tempo atrás. Gomi ainda é novo e tem poder de nocaute, mas parece que o fogo secreto que arde nos lutadores especiais está só em seu apelido agora. Lutas dele contra trocadores podem render incríveis shows ao UFC, mas tenho dúvidas de o evento terá todo esse cuidado com a progressão de carreira do eterno Fireball Kid.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;twitter.com/nicoanfarri&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-953837790354218425?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/953837790354218425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/01/analise-ufc-125-edgar-vs-maynard.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/953837790354218425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/953837790354218425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2011/01/analise-ufc-125-edgar-vs-maynard.html' title='ANÁLISE: UFC 125 - Edgar VS Maynard'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TSSD4eAZeyI/AAAAAAAAAPA/TOLPONrJMIM/s72-c/divulgEDGAR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-1600511944467920354</id><published>2010-12-31T17:03:00.001-08:00</published><updated>2011-01-01T06:11:10.879-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: DREAM DYNAMITE 2010 - Overeem VS Duffee</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TR59gC9D4MI/AAAAAAAAAOo/3OCA1kVY6qo/s1600/DREAMovereem.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TR59gC9D4MI/AAAAAAAAAOo/3OCA1kVY6qo/s320/DREAMovereem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557016979724034242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Milênios atrás os japoneses misturaram peixe cru com arroz e deu certo, mas achar que misturar regras e lutadores de eventos diferentes pode salva-los da falência anunciada, é “coisa de japonês”. O maior evento asiático do ano é confuso até no nome. Seria DREAM-Dynamite, K-1-Dynamite, FEG Dynamite, DREAM K-1-Dynamite ou apenas Dynamite? Nem os maiores sites de MMA do mundo chegam a um consenso e isso é reflexo de todo o conceito por trás dessa madrugada de lutas. Um evento enorme, arrastado, com casamento de lutas desnecessárias e 4 variações diferentes de regras. Lutas nas regras do K-1, lutas nas regras do DREAM, luta sem luvas não valendo socos no rosto e luta com um round nas regras do K-1 e outro do DREAM. Aqui seria uma sopa de entulho, lá, podemos chamar de sopa de tofu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um card com muitos bons lutadores e lutas por cinturão, arruinado por uma decisão desesperada por parte de seus organizadores. Se a história e o destino estavam esperando um péssimo evento para selar a falência dessas grandes organizações, pode ter sido esse. O DREAM de fim de ano foi um desastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alistar Overeem VS Todd Duffee&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Overeem mostrou que quando casam um lutador que sabe bater contra um que não sabe apanhar, o resultado é nocaute em menos de 20 segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Overeem é um dos melhores lutadores de MMA do planeta, só Dana White não acha. E vai continuar não achando até conseguir contratá-lo para o UFC, aí começará a dizer que ele é TOP 10. Muitos dizem que o holandês toma anabolizantes, mas ele passou no antidoping olímpico para a luta contra Rogers no Strikeforce, outros dizem que ele só sabe bater, mas das suas 34 vitórias 19 foram por finalização, alguns ainda dizem que ele tem queixo de vidro, mas é o atual campeão do Grand Prix do K-1. O certo é que Overeem é um espécime que poderia ser saído do mesmo tubo de ensaio de onde um dia saiu Mark Kerr. Um lutador enorme, agressivo e decisivo. Um dos maiores da atualidade em peso e em violência. Uma luta dele contra Junior Cigano seria dinamite. Mas dinamite com pólvora seca para explodir, e não esse Dynamite de fim de ano que só faz puft!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todd Duffee se divide entre ser lutador de MMA, estudante de direito, modelo fotográfico e garoto propaganda de uma revista de musculação. Como ele não é Georges St. Pierre, acaba meio confuso entre as atividades e não tem performance satisfatória em nenhuma, ou, pelo menos, não na que nos interessa. Nos ringues e octagons de MMA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua vitória por espancamento sobre Assuério Silva no Jungle Fight 11 mostrou um atleta jovem, poderoso, com muitos buracos técnicos, mas que tinha tudo para se tornar um expoente no esporte. Dois anos depois ele continua com as mesmas qualidades e os mesmos defeitos, que um nível mais alto de competição não perdoa. Duffee vem com um botão de “snooze” no queixo. Parece que é só apertar que ele dorme mais 5 minutinhos. Perdeu por nocaute, o segundo seguido, e não pareceu muito abalado. Ele e fãs vão dizer que aceitou a luta em cima da hora e essas coisas, que são verdade, mas um lutador profissional que luta com a desculpa para a derrota na ponta da língua tende a acabar dormindo, debruçado sobre as cordas, com o nariz apontando para o chão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Hiroyuki Takaya VS Bibiano Fernandes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comentaristas devem ter saído com a garganta arranhada de tanto que gritaram para tentar nos convencer que a luta pelo cinturão do peso pena do DREAM estava sendo emocionante. Numa luta sem shoyo, sem socos certeiros, chutes ou qualquer coisa que faça uma luta ser motivante, Bibiano perdeu na decisão para Takaya. Fosse essa luta nas regras do UFC, eu teria dado a vitória para o brasileiro que venceu os dois primeiros rounds, ou um empate, já que o segundo foi bem equivalente. Mas a luta não foi na América e o domínio no último round rendeu os louros ao japonês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marius Zaromskis VS Kasushi Sakuraba&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sakuraba já teve o osso do malar afundado, o orbital fissurado, ligamentos do ombro rompidos, várias lesões nos joelhos, fissuras na face e, nessa luta, quase ficou sem orelha. Um dos maiores lutadores de todos os tempos vai se desmantelando e deixando cada vez um pedaço diferente pelo chão, junto aos fragmentos do coração partido dos fãs mais antigos que já o viram até voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sakuraba perde por interrupção médica quando sua orelha parecia prestes a se separar do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zaromskis ainda vive da glória dos 3 incríveis nocautes seguidos que conseguiu em 2009 com chutes na cabeça no GP do DREAM para conquistar o cinturão do meio médio. Sua fama meteórica o levou a uma temporada fracassada nos Estados Unidos e retorna vencendo Sakuraba pela defesa de seu título justamente conquistado. Zaromskis sabe dar bons chutes altos e nada mais. Vai se manter campeão do peso no Japão enquanto a organização quiser vê-lo contra atletas asiáticos, independente de qualidade, ao invés de prová-lo contra competidores de melhor nível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sergei Kharitonov Vs Tatsuya Mizuno&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quem está de dieta, pode comer palmito. Não faz mal, não engorda, tem quase zero de carboidrato e etc. Quando os japoneses querem que determinado lutador saia do ringue com vitória certa é só colocá-lo contra Tatsuya Mizuno. Fora Manhoef, que ele venceu num dos resultados mais surpreendentes do século em qualquer esporte de combate, Mizuno fez 5 lutas contra lutadores mais renomados e perdeu as 5 antes do fim do segundo round. Um lutador tecnicamente medíocre que só ganha a vida nesse esporte por ser japonês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kharitonov fez sua segunda luta em dois anos. Uma derrota em 2009 e essa vitória em 2010. Só. Porque ele está tão fora circuito super aquecido do MMA é digno de estudos. Talvez o baixo custo de vida do país onde more não faça necessário mais do que isso para viver bem. Quem sabe? Dizer que ele faria frente aos melhores do peso lutando como luta agora, é uma inverdade saudosista. Mas que ele, em forma, seria uma excelente adição a qualquer card, isso é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shinya Aoki Vs Yuichiro Nagashima&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha dado o prêmio de momento mais ridículo do MMA no ano de 2010 para a derrota de Duffe no UFC 114 e para a derrota de Marcus Aurélio para Aoki no Dream 16. Era um empate técnico. O primeiro, um gigante de 120 kilos espancar seu adversário por 3 rounds e acabar sendo nocauteado com um peteleco de raspão, o segundo, um faixa preta de jiu-jitsu ser dominado e colado ao chão por 20 minutos sem esboçar nenhuma reação fora tentar defender o rosto. Mas a derrota de Aoki nesse DREAM arrancou nos segundos finais e pegou para si o prêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clovis Bornay era Hours concours nos concursos de desfile de fantasias no Rio de Janeiro. Como ninguém conseguia vencê-lo lhe concederam essa honra, o consagraram como imbatível na categoria para outros poderem ter chance também. Por mais que ele continuasse desfilando, ele não competia mais. Essa derrota por nocaute de Aoki recebe a mesma honra. Nada na história do MMA, nenhum nocaute em um segundo, nenhuma fuga pelas cordas vai superar essa infâmia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro round da luta era nas regras do K-1, aonde Nagashima é campeão. Aoki rodou, correu, pulou com os pés no peito, subiu nas cordas e fez tudo o que achava divertido na tentativa de humilhar seu adversário e desrespeitar uma outra forma de competição. Contou piada para ele mesmo rir, fez papel de moleque e tirou para bobalhões os milhares de fãs que estavam ali para ver um combate entre dois homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo round, nas regras do MMA, Aoki partiu para definir. Já tinha mostrado que esse esporte chamado K1 aonde só vale soco e chute não é de nada mesmo, e entrou de modo amador nas pernas de Nagashima. Tão amador que levou uma joelhada no rosto e caiu dormindo, ridículo e desmoralizado em 4 segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nagashima vence nas regras do MMA um dos melhores lutadores do peso no mundo. E Aoki mostra que para ser um dos grandes é preciso ter um grande coração, ser homem de dentro pra fora, e apesar de ser um lutador fantástico, isso ele não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;Último round:&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi um evento de K-1, MMA, os dois ou nenhum? MMA precisa de seriedade para se firmar definitivamente. È um esporte que não para de crescer, mas ainda está na festa dos granfinos sob olhares desconfiados. É super violento, ultra explosivo, cheio de marketing e mídia poderosas, sem seriedade para juntar tudo num pacote profissional, se torna um circo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, o ano acabou de modo glorioso no chute de Pettis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-1600511944467920354?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/1600511944467920354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/12/analise-dream-dynamite-overeem-vs.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/1600511944467920354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/1600511944467920354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/12/analise-dream-dynamite-overeem-vs.html' title='ANÁLISE: DREAM DYNAMITE 2010 - Overeem VS Duffee'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TR59gC9D4MI/AAAAAAAAAOo/3OCA1kVY6qo/s72-c/DREAMovereem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-2919624739279094079</id><published>2010-12-20T19:46:00.000-08:00</published><updated>2010-12-25T18:39:07.349-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: WEC 53 - Pettis VS Henderson</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TRAjTOOFNJI/AAAAAAAAAN8/ujPoHwIN4-o/s1600/PANFLETwec53.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TRAjTOOFNJI/AAAAAAAAAN8/ujPoHwIN4-o/s320/PANFLETwec53.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552977153689466002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando começava a tocar a música Illuminati do Fatboy Slim a nossa pressão aumentava junto com a velocidade acelerada dos BPMs. O sangue fluía junto com a sensação de que uma noite incrível de lutas estava para começar e nunca, nunca houve decepção. Mesmo quando um WEC era fraco, estava entre os 10 melhores eventos do ano. WEC chega ao fim de modo explosivo pelo peito do pé de Pettis, e garante seu lugar no hall dos grandes que já se foram, junto a Pride, IVC e Meca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site Sherdog publicou seu bem conceituado ranking e nenhum lutador do WEC está entre os 10 melhores. Sherk e Dunham estão na lista, mas Ben Henderson, Anthony Pettis e Donald Cerrone nem aparecem. Um erro tendencioso que será corrigido sem piedade por esses que são 3 dos melhores lutadores leves do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O UFC é inquestionavelmente o maior evento do mundo e a fusão com o WEC funcionará como uma hemodiálise. O evento que já era o melhor, agora também fica mais veloz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Anthony Pettis VS Ben Henderson&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor luta do ano foi uma colisão entre dois dos lutadores mais incansáveis do MMA. Mais do que uma batalha física foi um choque de egos, de sonhos. Faltando 1 minuto para o fim do último round era difícil apontar um vencedor, na minha contagem estava dois rounds para cada um e o quinto estava, até então empatado. Os dois já tinham tomado prejuízo em pé, quase sido finalizados, sofrido reversões, achado que a luta estava mais para o outro e agora mais para si. Era o mar se chocando contra a montanha, o sol parado no horizonte. Não havia vencedor claro e, poeticamente, nem precisava. Até que, um minuto para o fim da luta Anthony Pettis manufatura um dos movimentos mais emblemáticos da história do esporte. Toma impulso e com o mesmo pé que serve de apoio para quicar na grade chuta o rosto de Ben, que cai e se esparrama pelo chão. Em segundos esse movimento foi um dos 4 mais tuitados no planeta e apareceu em mais sites que a coletiva de imprensa do UFC no Rio. Faltando 1 minuto para acabar a luta, Pettis mostrou que tem coisa que só acontece em MMA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa luta tão parelha que poderia ser descrita somente em movimentos, sem nem citar  nomes de atletas, o pé de Pettis resolveu a questão. Rasgou a poesia toda, foi um tufão que transforma o mar em tsunami e submerge a montanha, acordou quem estava dormindo. É o golpe que faz o gordinho querer emagrecer e virar lutador, faz o filho chamar o pai para ver, coloca MMA no highlight do maior canal de esporte do planeta junto com futebol, basquete e todos os outros. È o movimento que cria novos fãs e  emociona os mais antigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esporte precisava desse chute, dessa porrada na cara, desse movimento. O vôo de Sakuraba para pisar Royce no chão, o suplex de Randleman em Fedor, o bate estaca de Sapp em Minotauro, o nocaute com um jab de Anderson em Griffin e alguns outros. Não é um mero golpe, é um momento. Um momento que dissolve certezas, invisível para o impossível, quebrador de paradigmas. Um chute que será dado trilhões de vezes nasceu no esporte que mais cresce no mundo, na última luta do ano, no último WEC da história, no último minuto do último round. MMA é assim. Por isso eu amo esse esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pettis vai disputar o cinturão com o vencedor de Edgar e Maynard. Vamos ver se o pragmatismo técnico de um desses grandes lutadores será suficiente para agüentar a criatividade, violência e entrega total de um campeão forjado na categoria de peso mais disputada do WEC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benson Henderson tem tração, coração, ataca, finaliza, resiste e persiste. Foi vencido pelo incompreensível, pelo imponderável, mas não tem muitos atletas que tenham como fazer o mesmo. Ben vai dar muito trabalho a muito lutador TOP no UFC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dominick Cruz VS Scott Jorgensen&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruz abaixa a cabeça e cambaleia pra frente, dá um passo de capoeira e corta pra trás, pendula para um lado, entorta para o outro. Parece que está em pé encima do caiaque. Ele não se move como uma pessoa normal. É uma colcha de retalhos de influências, de pedaços de estilos, e isso o torna um lutador único, indecifrável. Parece que tem imã nas mãos, porque não importa de onde ele as lança, sempre acertam o adversário. Seus golpes tem uma precisão enorme, mesmo disparados de um corpo em movimento tão errático. Parece que acerta o alvo equilibrado na corda bamba. Cruz tem carisma, aparência boa e um estilo peculiar. Ele e José Aldo são os dois campeões das duas novas categorias de peso do UFC. E que grandes campeões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scott Jorgensen é um lutador agressivo e dinâmico, mas Cruz não o deixou mostrar nada disso. No UFC, lutas dele contra Dunham, Sherk, Guida, Gomi, já vem com o carimbo de luta da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Donald Cerrone VS Chris Horodecki&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Cerrone se levasse a sério, coisa que nem seu treinador Greg Jackson consegue convencê-lo a fazer, ele poderia ter lutado pelo cinturão nesse WEC 53 e até saído como desafiante ao título no UFC. Mas Cerrone não quer ser campeão, ele quer lutar, quer ser maneiro, ter estilo e essas coisas. Por mais que seja de se lamentar sua falta de ambição, ele é talentoso demais e os momentos em que fez guarda contra Horodecki poderiam ter sido gravados por Paquetá e mandados secretamente para muitos treinadores de MMA no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jiu-jitsu pode ser uma arte agressiva, e em MMA, com limite de tempo, tem que ser. O rosto de derrota que muitos atletas brasileiros da arte suave fazem ao serem jogados ao chão, chega a ser digna de estudos. Como se cair por baixo fosse estar em posição de desvantagem. Nunca foi desvantagem para Minotauro, Sakuraba, Maia, Sotiropulos, Aoki, Toquinho, Royce e outros que agridem por baixo. Cerrone mostrou porque um faixa preta de jiu-jitsu tem que ser temido no chão. E se não for, se o adversário achar que é só se espatifar de barriga na guarda e ficar lançando socos, pagará o preço. Cerrone abriu a guarda e atacou, justo e  preciso, até finalizar o jovem e experiente Horodecki. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Cerrone tivesse feito as lutas que fez no WEC, no UFC, já seria um favorito dos fãs. Todas as suas lutas são um barato, pra frente, chocantes. Revejam a primeira contra Ben Henderson ou a segunda contra Jamie Varner . O Cowboy ainda vai laçar e dominar muitos TOP 10 do peso no UFC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horodecki periga ser cortado ou fazer uma luta pelo contrato no card preliminar. Tem raça, luta e deixa lutar, mas não parece estar no mesmo nível estelar em que esse peso agora se encontra depois da fusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Último Round:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse WEC 53 foi o último da linhagem de uma raça em extinção, um evento voraz, faminto, com lutas agressivas e sinceras. O WEC acabou semana passada, mas continuará vivo por décadas influenciando lutadores e empresários, quase um documento assinado e registrado em cartório sobre como MMA deveria sempre ser disputado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;twitter.com/nicoanfarri&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-2919624739279094079?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/2919624739279094079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/12/analise-wec-53-pettis-vs-henderson.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/2919624739279094079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/2919624739279094079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/12/analise-wec-53-pettis-vs-henderson.html' title='ANÁLISE: WEC 53 - Pettis VS Henderson'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TRAjTOOFNJI/AAAAAAAAAN8/ujPoHwIN4-o/s72-c/PANFLETwec53.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-2036128585757953296</id><published>2010-12-14T06:55:00.001-08:00</published><updated>2010-12-17T18:58:08.075-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: UFC 124 - St.Pierre VS Koscheck</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQeFgmRJ_HI/AAAAAAAAALU/S3cFUlx3HDs/s1600/PROPAGAND124b.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQeFgmRJ_HI/AAAAAAAAALU/S3cFUlx3HDs/s320/PROPAGAND124b.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550551860832238706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A maioria da mídia especializada adorou esse UFC 124. Pra mim foi um evento apenas razoável. Sem nenhuma luta incrível, mas com todas bem disputadas, me lembrou os dias de criança quando mamãe servia bife e arroz e perguntava se estava bom. Com batata frita estaria ótimo, se ao invés de bife fosse frango, estaria ruim, mas do jeito que estava, era “médio”. Esse UFC 124 foi um evento assim. Médio. UFC 117 com Anderson VS Sonnen, Fitch VS Thiago, Guida VS Rafael, Cigano VS Roy Nelson ou UFC 121 com Velasquez VS Lesnar, Sanchez VS Paulo Thiago, Schaub VS Napão são dois exemplos de eventos melhores. Para mim o ano fechará de modo explosivo com o WEC 53.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Georges St. Pierre VS Josh Koscheck&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;St. Pierre é o lutador perfeito. Causa a maior quantidade de dano sofrendo o mínino, não faz mais esforço do que precisa e o que faz é mais do que suficiente para desativar e desmoralizar seus adversários, não fere mais do que necessário seu oponente e faz wrestlers campeões da NCAA ficarem com vergonha de suas medalhas. Isso tudo sem palavrões ou ameaças, é capa da Men’s Health, atleta do ano no Canadá, modelo fotográfico e ainda distribui elogios e respeito para o derrotado. St. Pierre é a evolução do MMA por isso suas lutas tendem a ser chatas, como essa foi. Um atacando de esquerda e outro sendo atingido no olho direito. Isso resume bem a luta. As reviravoltas que adoramos ver, lutadores que saem de uma posição complicada para mudar a história, trocações violentas e despretensiosas, nada disso há nas lutas do canadense. São conseqüências de erros de estratégia ou técnicos, e St. Pierre não era mais. Errou uma vez contra Serra e foi nocauteado, uma vez contra Hughes e foi finalizado. As chances de erro foram calculadas e reduzidas a quase zero pelo seu sistema.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mais do que assistirmos as suas lutas torcendo por algo muito emocionante, que não acontecerá, ou pela sua derrota apenas para vê-lo em uma situação diferente, é melhor aceitarmos que ele é um dos melhores atletas de todos os tempos e admirarmos suas performances. Admirarmos como ele consegue neutralizar lutadores excelentes como Fitch, Thiago, Penn, Koscheck, com uma aplicação estratégica visionária. Mais do que achar a luta legal, devemos estudar seus movimentos e escolhas táticas. St. Pierre faz lutadores incríveis parecerem que nem deveriam lutar MMA. Ele lhes tira mais do que a vitória, St. Pierre lhes subtrai de arrogância e acalma a alma. Dizem que as pessoas que tem uma experiência de quase morte e vêem a luz no fim do túnel voltam diferentes, mais simples. Quem luta com St. Pierre volta mudado. Como se fizessem um intensivão para monge no Tibet ou retornassem de um retiro espiritual. Até Dan Hardy abriu mão, mesmo que temporariamente, de seu moicano. Ao fim de cada luta Pierre está como sempre, inabalado e igual. Como um pai que não quer mais brincar de luta com o filho pequeno e o coloca para dormir. Cabe ao adversário diminuir e aceitar sua insignificância momentânea, optar pelo lado da grandeza em ser humilde do que ser humilhado tentando ainda se mostrar competitivo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Freddie Roach já treinou 27 campeões de boxe incluindo o fenômeno Many Pacquiao e tem em Pierre seu melhor aluno oriundo do MMA. Freddie afirmou que Georges ganharia a luta com cruzados de esquerda.. E foram vários cruzadinhos e jabs de esquerda que definiram a luta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;St. Pierre é um dos maiores atletas do mundo, independente do esporte, treina com os melhores, viaja o mundo todo atrás de mais conhecimento. Sempre coloca mais carvão na sua fornalha. A máquina não para. Shields não tem a menor chance real de vencê-lo por mais que a máquina publicitária do UFC vá nos convencer do contrário. Pierre já admitiu que pode subir de peso e é o que deve fazer. Lutadores naturalmente mais pesados tem potência nos golpes e força muscular que podem estar além do que ele vem experimentando, e isso criaria lutas interessantes de verdade. St. Pierre conseguiria vencer Anderson Silva com jabs? Derrubaria Chael Sonnen? Em 2011 ele deve responder algumas dessas questões, até lá, vai passar por cima de qualquer adversário como Ghandi passeava por entre invejosos e detratores, transformando-os em seguidores ou seguindo em frente e ignorando sua presença.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Koscheck tomou uma surra de jabs nesse UFC 124. Sua explosão, cruzados perigosíssimos e quedas em nível de campeão mundial, tudo parou no couro da luva esquerda de Pierre. Parecia um touro doido indo de encontro a ponta da espada do toreador espanhol. Josh disse que ia fazer um monte de coisas e não fez nada. Era de se esperar. Pierre venceu, ao fim dessa luta, o trigésimo round seguido. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O  Koscheck que fingia ter tomado dedadas no olho ou joelhadas na cabeça para prejudicar seu adversário saiu dessa luta um pouco mais homem ao aceitar continuar mesmo com o osso da órbita fraturado. Nesse tipo de fratura estilhaços de osso se agarram ao globo ocular zerando a visão, causando dor e impedindo a rotação. O médico insistiu em que abandonasse a luta, mas ele perseverou. Mais um que sai da luta contra Pierre com uma medalhinha de honra ao mérito. Foi assim com Hardy que teve o braço estalado algumas vezes e não bateu, Ficth que apanhou 5 ronds e continuou de pé, Thiago que teve os dois olhos fechados mas continuou em frente. Todos esportivamente vencidos, mas espiritualmente fortalecidos. Para eles, seu algoz poderia se chamar São Pierre.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Stefan Struve VS Sean McCorcle&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Struve e McCorkle no co-main event. Sério? O co-main event é a segunda luta mais importante do card e será que alguém acredita que essa supera em importância Thiago e Howard ou Charles e Miller? Eu não. Para se ter uma idéia do absurdo, esses dois atletas fizeram suas últimas lutas no card preliminar. Struve pegou apenas 3 lutadores interessantes. Nelson e Cigano, foi nocauteado, e Paul Buentello que venceu na decisão dividida mais injusta e polêmica de 2009.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Isso acontece porque fora Velasquez, Cigano e Mir, todos os peso pesados relevantes do UFC vem de derrota. Carwin, Lersnar, Minotauro, Nelson. Também é conseqüência de Dana ter cortado Werdum, Arlovski, Sylvia e nunca ter contratado Pezão ou Overeem. 5 lutadores que passariam fácil por cima dos dois personagens desse ultrajante co-main event. O UFC precisa inventar novos lutadores pesados para colocar no mix. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A luta teve ritmo de rola, de treino. Tem gente que gosta dessas lutas cheias de giro displicente, raspadas de guarda fechada e lutadores sem expressão lançado a mão na cara do outro. Pra mim foi luta moderadamente divertida entre dois lutadores inexpressivos. O tamanho, carisma e nacionalidade holandesa de  Struve o manterão por um bom tempo na organização. Stefan venceu por desistência, mas segundos antes poderia ter perdido numa kimura. Uma luta movimentada, mas sem emoção.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Após o evento, Dana White diz que Struve é um lutador de boa qualidade e está entre os melhores, mas que Alistar Overeem que só tem uma derrota no peso pesado, campeão do Strikeforce e atual campeão do K1 Grand prix é um lutador que ainda tem muito a provar para ser considerado top 10 no peso. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jim Miller VS Charles Oliveira do Bronx&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior das armas secretas de qualquer lutador é ser subestimado pelo adversário. Quando um excelente lutador é tomado por um lutador qualquer, o oponente tende a pagar o preço. Foi isso que aconteceu com Charles nessa noite. Miller é prepotente, acha que é melhor do que realmente é, mas é muito talentoso. Só perdeu para os dois que farão a luta pelo cinturão no UFC 125, é bom de chão, bom de mão e muito duro, mas os fãs brasileiros pareciam não se importar muito com ele e já davam Charles como vencedor. È verdade que tem muitos excelentes lutadores fora do UFC, mas também é verdade que 95% dos grandes lutadores estão lá. Em eventos menores como Itu Fight, Platinum, Predador FC, AVJ Events, Cage Domination e tantos outros pelo mundo, ainda podem ser encontrados lutadores que veriam aquele pé do Charles na cara pedindo para ser torcido e não fariam nada. Mas no UFC alguém vai se agarrar nele e aplicar uma chave de pé, joelho e etc.Foi o que aconteceu. Lutadores com as pernas longas tem que tomar cuidado redobrado ao tentar chaves de perna ou acabam se expondo para contragolpes letais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Charles chegou como um campeão deve chegar, confiante, feliz, agressivo. Só que ainda não é campeão e talvez tenha se superestimado. Quando ele desferiu dois chutes altos a curta distância se expondo a dois cruzados que quase o atingiram eu percebi que, talvez, ele estivesse confiante demais. E ele atacou, lutou como gostamos. Não estou aqui para puni-lo pela ofensividade, pela coragem, mas ele tem que ter mais ajuste nas posições, tratar cada adversário como o melhor do mundo, se preparar mentalmente melhor. Estar com a cabeça legal pra luta não é só estar confiante, é estar concentrado também.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Charles é um lutador melhor que Jim Miller. Melhor no chão, melhor em pé, mais carismático, mais novo e mais promissor. Com calma e foco ele vai chegar longe e essa derrota pode te-lo ajudado. Deve fazer uma ou duas lutas com atletas de menor expressão e ir construindo cartel, o que é o certo. Ele ter sido colocado em sua terceira luta no maior evento do planeta contra um TOP 10, talvez TOP 3, foi uma falta de cuidado do matchmaker Joe Silva. Charles é importante para UFC e mídia internacional, que o adoram.  Esse choque foi bom para desacelerar o processo de seu crescimento e dar tempo e espaço para ele se tornar o grande lutador que pode ser.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Miller é um bom lutador, tem em sua perseverança e concentração armas para se manter como um dos melhores do mundo, mas falta a ele a criatividade dos campeões. Depende demais de erros dos adversários para capturar uma vitória. Miller não consegue induzir os adversários a falha, não tem qualidade para isso, mas é constante. Está sempre lá, o tempo todo, tentando e tentando, esperando um erro. Se não vier, ele sairá derrotado, mas é impressionante como isso aconteceu poucas vezes. Miller será sempre subestimando e essa é sua maior arma. È o homem invisível.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Thiago Alves Vs John Howard&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa luta unilateral Thiago fez o que adora, manteve a luta em pé e despedaçou seu adversário com um boxe seco e bonito de ver. Muitos acham que essa foi a melhor apresentação dele desde que entrou no octagon. Talvez não lembrem de suas lutas contra o Mendigo, Lytle, Koscheck e etc. Thiago pareceu tão melhor nessa porque vinha de duas derrotas para St. Pierre e Fitch. Dois lutadores que mostraram que Thiago de costas no chão só sabe tentar levantar ou proteger o rosto. O Thiago desse UFC 124 é o mesmo de sempre. Excelente em pé e fraco por baixo, mas pegou um adversário que aceitou trocar. Sempre que Thiago pegar lutadores que aceitem uma disputa de boxe, ele se sairá bem e parecerá um dos melhores do mundo, um que merecia lutar pelo cinturão de novo e etc. E sempre que pegar um lutador que consiga colocá-lo para baixo vamos achar que ele é fraco e que precisa melhorar muito se quiser o cinturão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Thiago Alvez será o que o UFC desejar. Se quiserem que ele seja grande, o colocarão contra lutadores que só querem trocar. Como fizeram com Cigano. Vão dar carne para o dente morder. Se quiserem acabar com ele, é só colocá-lo contra bons wrestlers.  Eu adoraria ver Thiago VS Anthony Johnson.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Howard vinha de derrota por TKO para essa luta contra Thiago. O Brasileiro tem qualidade para vencer lutadores melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;twitter.com/nicoanfarri &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-2036128585757953296?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/2036128585757953296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/12/an%C3%A1lise-ufc-124-stpierre-vs-koscheck.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/2036128585757953296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/2036128585757953296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/12/an%C3%A1lise-ufc-124-stpierre-vs-koscheck.html' title='ANÁLISE: UFC 124 - St.Pierre VS Koscheck'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQeFgmRJ_HI/AAAAAAAAALU/S3cFUlx3HDs/s72-c/PROPAGAND124b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-1599470237005169947</id><published>2010-12-07T15:21:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T07:18:50.017-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE: TUF Finale 12 - Brookins VS Johnson</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQeK0yzh6LI/AAAAAAAAALk/8VB4XFFWtA4/s1600/xPROPAGANDAanaliseTUF.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 262px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQeK0yzh6LI/AAAAAAAAALk/8VB4XFFWtA4/s320/xPROPAGANDAanaliseTUF.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550557705353160882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As vésperas da coletiva de imprensa no Rio de Janeiro aonde Dana White anunciará a data em que o UFC virá para o Brasil em 2011, um dos assuntos mais comentados da semana é o erro grosseiro dos juízes laterais nesse TUF FINALE 12. Da mesma maneira que dia 15 de dezembro marcará um momento histórico para o MMA no país, os erros consecutivos e crassos na avaliação das lutas respingam na reputação desse esporte que deveria medir quem é o melhor lutador baseado em qualidades técnicas, táticas ou atléticas, e não quem tem a preferência dos juízes ou quem deu mais sorte naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leonard Garcia VS Nam Phan&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garcia tem raça, coração, uma cabeça de paralelepípedo e nada além disso, mas são características suficientes para ser um lutador empolgante de ver. Todas as suas lutas são movimentadas ou bem disputadas e por mais que nunca vá disputar o cinturão, nos oferecerá seu crânio para impacto até que haja algum dano cerebral. Garcia luta por nós, pelos fãs, faz o melhor que pode sem dar desculpas ou fugir do contato. É um cara para ser admirado ou, no mínimo, respeitado. Mas ele não venceu essa luta contra Nam Phan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nam é veloz, tem um bom repertório de combinações em pé e tem um jiu-jitsu razoável em MMA, mas é a sua busca constante pela vitória, pelas brechas deixadas pelo oponente que o fazem um lutador interessante. Ele e Garcia fizeram uma luta bruta e rude durante 3 rounds que deveria ter sido o ponto alto do evento, mas não foi. Na verdade a luta perdeu quase toda importância tendo em vista os acontecimentos do lado de fora das grades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Lyoto teve um pacote de figurinhas roubado na luta contra Rampage, Nam teve sua conta de banco devassada e cartões estourados contra Garcia. Lyoto foi vítima de um sistema complicado de julgamento, Nam foi vítima de incompetência ou má intenção. Phan venceu com clareza os 2 primeiros rounds e sobrou para Garcia o terceiro que, na minha opinião, ele também perdeu. Mas os juízes Adalaide Byrd e Tony Weeks viram diferente. Olharam para o cavalo e chamaram de bode. Nenhum profissional que tenha conhecimento claro das regras erra de modo tão bisonho. No McDonalds quem tentar fritar um hambúrguer sem ligar a chapa é demitido. Não tem conversa. Dana White chegou a pagar bônus por vitória para Phan tamanho o ultraje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que entender a proporção do problema. Boxe foi o esporte de contato mais rentável durante anos até que, dentre outros fatores, começou a ser acusado de ter lutas compradas e juízes vendidos. Essas suspeitas existem desde que o primeiro esporte foi inventado, mas quando um atleta que espancou seu adversário até quase a inconsciência por 12 rounds perde na decisão dos juízes, a mídia e fãs percebem que há alguma coisa nefasta. Não se trata de uma questão de decisões tendenciosas. Não é mais uma questão de manipulação de resultados controversos, é um roubo descarado. Se esse tipo de questionamento sobre a veracidade das lutas foi matando um esporte milenar como boxe, imaginem o que pode fazer com um esporte tão novo como o MMA. O golpe pode ser fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comentarista do UFC Joe Rogan disse ao longo da transmissão que há alguns poucos bons juízes cercados de um bando de incompetentes idiotas que não entendem nada do esporte. Deveriam todos ser mandados embora porque eles estão matando o MMA, dando a impressão de que há corrupção, quando o que há é muita incompetência. Steve Cofield, jornalista da Yahoo Sports, acha que Joe está falando demais. Que já está difícil regulamentar o MMA em Nova York por acharem ser muito violento e que declarações de que os árbitros são incompetentes só dificulta ainda mais. Ele foi além e disse que a maioria dos fãs se esquecem de resultados polêmicos depois de uma semana, então, a imprensa deveria bater menos nessas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È verdade que a alta imprensa veicular a opinião de que todo o sistema de julgamento do esporte é falho e cheio de incompetentes não é positivo, mas é menos positivo ainda o que pode acontecer se quem tem visibilidade ficar calado. Primeiro pisam na nossa grama, não dizemos nada, daqui a pouco estão entrando na nossa casa. Todos nós, imprensa ou fãs, que em MMA ainda estão muito misturados, tem que se manifestar frente a demonstrações claras de má intenção ou incompetência nesse nível. Temos que defender o que acreditamos, tomar o remédio amargo antes que a doença se generalize.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keith Kiser é o responsável pela NSAC. È ele quem contrata e demite os juízes e é verdade que já demitiu vários após erros como esse, mas não adianta mandar embora quem comete um erro por incompetência e contratar outro com as mesmas deficiências. MMA tem que ser julgado por amantes do esporte ou ex lutadores. Tem sutilezas dificílimas de serem percebidas por que não pratica lutas ou realmente amam o esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve roubo nesse TUF FINALE 12. Nos roubaram a diversão, nosso momento de curtir o esporte que amamos, nos roubaram a verdade e a tranqüilidade, mas se ficarmos quietos é porque roubaram nossa vergonha na cara também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nam Pahn venceu Leonard Garcia nesse FINALE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma curiosidade para quem gosta de teorias conspiratórias: Nos 3 resultados mais polêmicos do ano, os 3 lutadores prejudicados tinham alguma descendência asiática. Lyoto (filho de japonês) VS Rampage, Chan Sun Jung (koreano)VS Garcia, Nam Phan (descendente de vietnamitas) VS Garcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jonathan Brookins VS Michael Johnson&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta entre os dois finalistas da décima segunda edição do Ultimate Fighter foi uma das melhores lutas do ano. Um grande combate não precisa ser cheio de golpes no rosto até o último round. Em K1 talvez sim, em MMA não. Há vários modos de uma luta se desdobrar de modo emocionante. Apesar de alguns comentaristas terem como maior referência de Brookins a surra que ele tomou de José Aldo, eu prefiro ver pelo lado de como ele agüentou quase três rounds de espancamento nas mãos de um dos melhores do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brookins saiu da derrota certa pelos punhos explosivos de Johnson para virar a luta nos dois últimos rounds. Quem diria que Michael, tão mais baixo e com menor alcance, acertaria tão claramente o rosto de Jonathan, quem diria que ele agüentaria a explosão com tamanha violência dessas luvas tão pequenas e cheias de mão dentro no meio da cara, quem diria que a chave para a reviravolta seria Brookins derrubar um excelente wrestler uma, duas, três vezes? Grandes lutas são assim. Diferentes do que antevemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brookins tem um cartel sólido, é muito alto para o peso, muito competente no chão, sabe dar quedas, sabe agüentar adversidades, sabe apanhar sem perder a calma, é preciso, sabe quando golpear, sabe controlar o ritmo da luta e, quando tem a chance, quando consegue uma posição de domínio, raramente cede. Mas sua maior característica não é nenhuma dessas. É ser um cara muito legal. É feio pra caramba, mas é um excelente porta voz do esporte. Educado, humilde de verdade, tanto na derrota quanto na vitória, tem discursos sobre amizade e respeito. È importante para o MMA, que ainda é visto como esporte bárbaro para tantos, um atleta como esse. Um cara comum no dia a dia, uma pessoa agradável, que tem seu destaque aonde atletas de verdade tem que ter, dentro do octagon. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Johnson é apenas um lutador esforçado e com um cartel irregular demais. Me surpreendeu St.Pierre e Koscheck apostarem tanto nele como o vencedor dessa temporada do TUF. Se Johnson quiser fazer carreira no UFC como é seu sonho, deverá começar por ajustar seu peso. Pequeno demais para o peso leve, ele deveria descer, da mesma maneira que Brookins acertou seu peso ao subir para os leves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Demian Maia VS Kendall Grove&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O domínio tranqüilo de Maia no solo mostrou que faixa preta gringa é azul aqui no Brasil. Grove, que é considerado um bom lutador de chão, se limitou a ficar por baixo e parado, encolhido dentro da toca com medo do bote da serpente. Sem um ataque ou qualquer coisa que provasse ser ele um lutador conhecedor jiu-jitsu. Parecia um amador com medo de ser finalizado no primeiro treino. Um desempenho constrangedor de um lutador que já almejou estar entre os 10 melhores do peso. Ninguém parece mais muito interessado em ver Grove lutar e acho que ele já percebeu isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demian Maia sofre do mesmo mal que Okami e Condit. Não tem carisma e não voltará a disputar o cinturão fazendo lutas mornas como essa contra Grove e anterior contra Miranda. Não fossem os acasos da derrota de Sonnen e contusão de Belfort, ele não teria nem disputado o cinturão do peso contra Anderson. Se Maia quiser outra chance precisa terminar as lutas antes do tempo regulamentar. Mostrar que ele apesar de não concorrer ao prêmio de Mr. simpatia, ainda é um dos melhores lutadores do peso. Mas ganhando lutas, por pontos, de modo lento e sem emoção, isso não vai acontecer tão cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Stephan Bonnar VS Igor Porkrajac&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bonnar não agüenta mais. Se ofereceu para espancar e ser espancado tendo os fãs como testemunhas por muito tempo. Seu corpo quebrou. Os ossos da sua cara devem estar cheios de rachaduras. Ele sabe disso. Um golpe bem dado por rachar sua cabeça como uma casca de ovo. O Bonnar impetuoso de antes, desmontou. O que vimos nesse Finale foi um lutador que ainda quer muito fazer uma coisa que não consegue mais. Era claro seu desconforto ao tomar golpes no rosto e sua vontade de levar a luta para o chão. Porkrajac tem socos fortes, retos, mas Bonnan já resvalou porradas muito mais fortes que essa sem andar pra trás. Bonnar está bem perto do fim da carreira no MMA e Porkrajac perto do fim do contrato com o UFC. Uma última luta entre Bonnar e Griffin, uma terceira revanche, poderia agradar aos americanos e finalizar de modo lógico sua curta e interessante carreira. Porkrajac vai acabar em eventos de menor expressão e por lá vai ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;twitter.com/nicoanfarri&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-1599470237005169947?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/1599470237005169947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/12/analise-tuf-finale-12-brookins-vs.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/1599470237005169947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/1599470237005169947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/12/analise-tuf-finale-12-brookins-vs.html' title='ANÁLISE: TUF Finale 12 - Brookins VS Johnson'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQeK0yzh6LI/AAAAAAAAALk/8VB4XFFWtA4/s72-c/xPROPAGANDAanaliseTUF.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-4403570941904903956</id><published>2010-12-03T19:42:00.001-08:00</published><updated>2010-12-14T09:57:44.931-08:00</updated><title type='text'>CRÔNICA 9 - FAROESTE DO CABOCLO (publicada na Revista TATAME edição 177)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQewEyesPtI/AAAAAAAAAMM/TUtd67RgfHc/s1600/edicao177TESTE.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQewEyesPtI/AAAAAAAAAMM/TUtd67RgfHc/s320/edicao177TESTE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550598662073892562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O corpo de José se formou em Manaus, mas seu espírito era carioca. Magrinho, caboclo, flamenguista e impaciente com a vida ali parada na sua frente.  Passou pelo lado e se mudou para o Rio com aquele peso no estômago de que alguma coisa iria acontecer. Se era peso bom ou ruim dependia do dia, da fome, da sorte, do sol, da saudade. Um frio que retorcia as entranhas sem piedade, num balé de tripas que não conseguimos acompanhar. Alguma coisa iria acontecer. Está escrito em algum lugar, tinha que estar. &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Tinha resolvido tentar esse negócio de MMA, esse tal esporte que dizem que cresce no mundo todo, que dá dinheiro, fama e essas coisas boas que sonhamos às vezes. Perdeu o cabaço esportivo com 17 anos, ainda um moleque, no Amapá, no peito, na raça e no peito do pé. Botou seu primeiro adversário para dormir com um chute na cabeça. O mesmo peito do pé que fazia embaixadinhas com bola de meia. Também sonhava em ser jogador de futebol. Aldo estava lá, pronto para agarrar um de seus muitos sonhos, uma criança cercada de vaga-lumes. Um moleque do interior, destemido e temido.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Resolveu seguir carreira, parecia que lutar era uma coisa natural. Lutou pela vida, pelas chances. Nunca teve coisas de mão beijada. Muito mais menino de rua que playboy, Aldo não temia derrotas. Sua vida seguia como uma kombi cheia de lutas, vitórias, tapas nas costas, elogios, confiança, amigos da onça e parceiros de treino, até que o pneu estourou numa pedra que havia no caminho. Uma pedra chamada Luiciano Azevedo. Aldo sofreu sua primeira derrota e para o inferno ele foi pela primeira vez.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;O que passou pela cabeça do garoto deixo para Freud explicar, mas deve ter sido algo entre abandonar a carreira ou tentar ser o melhor do mundo. Hormônios se atracando com neurônios. Várias pessoas sabiam exatamente o que ele fez de errado, mas cada uma sabia uma coisa diferente. E ele só sabia que tinha perdido. O que ninguém podia imaginar é o que viria depois. Foram 3 vitórias inexpressivas, mas ele não tinha driblado o destino e deixado sua terra pra trás apenas para isso. Estava diferente, reticente. Dois passos pra trás, um pra frente. A derrota matou alguma coisa. O medo lacerava sua impetuosidade. Parecia que a rota para as galáxias estava mais para uma estradinha asfaltada. Até que um dia. Tudo mudou.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Em sua estréia no WEC, vimos sua reinvenção. Dizem que os artistas olham para o mesmo lugar, mas vêem coisas diferentes. O que Aldo vê quando olha para o chão antes da luta? Ele que chega pulando e cantando, quando entra na jaula se silencia. Alguma coisa vai acontecer, aquele peso agora é nas tripas da gente, o disjuntor vai mudar de lado, as manivelas estão sendo giradas, a freqüência vai ser alterada, a eletricidade vai começar a correr, a energia vai ser liberada. E ele levanta os olhos, quase com sono, quase como se não estivesse ali ou como se ali estivesse, na verdade, outro. Será? E com olhos de peixe morto ele lança sua fúria e destruição sobre quem está do outro lado.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Aldo se tornou um dínamo, um átomo friccionando dentro de uma caixa de chumbo, em suas veias corre energia nuclear, tem que ver, é difícil explicar. Joelhos se teleportam até a cara do adversário, braços fininhos, quase gravetos, tencionando como dois pistões ligados por fibras de titânio, uma força que não pode ter quem tem esse tamanho, uma velocidade que não pode ter quem tem esse peso.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Aldo é o soldado espartano que tira a armadura para ficar mais leve e perigoso, o planeta que explode a casca e vira uma supernova. A fênix que nasce de dentro da carne de quem quer demais alguma coisa, e não do pó do derrotado. É menos primeiro para ser mais depois.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Aldo é malandro sem terno branco ou chapéu panamá, é o carioca que nunca nasceu no Rio. Tem cara de bandido, de caixa de banco, de motoboy e de tantos tipos. Tem cara de qualquer um porque é um homem comum. E é comum em seus treinos, em sua vida, em seu dia a dia. Uma pessoa calma, atenciosa, nem parecendo que mora em outro universo. E ele é esse cara, quem conhece sabe, humilde, manso, trabalhador, consciente de tudo o que viveu, de onde nasceu e de quantas vezes ouviu que não teria a menor chance. E é assim até que entra no octagon. Aí, ele é outra coisa. Outra criatura. Um atleta magnífico.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Aldo é cowboy que sempre vence o duelo, mas não dá tiro pra cima. É ídolo reconhecido no mundo inteiro e ainda faz embaixadinhas na rua. É o homem fantástico que não se importaria nem um pouco em ser homem comum. Poderia ser “aquele cara”, mas prefere ser um de nós. A vida marcou seu coração e rosto, e ele vai cortar o MMA com seus punhos de navalha para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TWITTER: @nicoanfarri &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-4403570941904903956?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/4403570941904903956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/12/cronica-8-faroeste-do-caboblo-publicada.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/4403570941904903956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/4403570941904903956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/12/cronica-8-faroeste-do-caboblo-publicada.html' title='CRÔNICA 9 - FAROESTE DO CABOCLO (publicada na Revista TATAME edição 177)'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQewEyesPtI/AAAAAAAAAMM/TUtd67RgfHc/s72-c/edicao177TESTE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-3827947814282497664</id><published>2010-11-23T17:46:00.001-08:00</published><updated>2010-12-14T07:20:47.192-08:00</updated><title type='text'>ANÀLISE: UFC 123 - Lyoto Vs Rampage</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQeLSUnt-WI/AAAAAAAAALs/p6R9zjBXHi4/s1600/xPROPAGANDAanaliseUFC123.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 271px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQeLSUnt-WI/AAAAAAAAALs/p6R9zjBXHi4/s320/xPROPAGANDAanaliseUFC123.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550558212646631778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;MMA não se tornou o esporte que mais cresce no mundo apenas por ser diferente, por promover um combate mais justo entre as artes ou tentar responder a pergunta que tantos de nós tínhamos na cabeça quando pequenos sobre qual o maior lutador do planeta. MMA se tornou uma febre porque, simplesmente, é divertido demais de assistir. È emocionante, movimentado e violento. Esse UFC 123 lembrou a alguns com a memória um pouco mais fraca, já contagiados pela péssima qualidade de edições passadas, porque amamos esse esporte. Também levantou uma questão que parece nunca ser respondida sobre porque os critérios de julgamento que deveriam vir em auxílio ao combate acabam mais complicando. Deveriam ser o óleo que lubrifica as engrenagens, mas parece a chave de fenda que caiu ali e travou a máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lyoto Machida VS Quinton Jackson &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyoto Machida perdeu essa luta contra Quinton na decisão dos jurados. Mas diferente do que muitos da imprensa e fãs vem dizendo, ele não foi roubado ou garfado. Foi sim mais uma vítima do sistema de pontuação obsoleto e complicado de entender, que muitas vezes faz uma vitória justa tecnicamente parecer obra da má vontade dos jurados. Temos que tentar analisar os dois primeiros rounds, já que o terceiro foi claro do brasileiro. Lyoto tem um estilo complicado de pontuar, Não duvido que jurados mais comprometidos com justiça em suas papeletas tomem alguns lexotans na noite anterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em MMA são 4 os critérios de avaliação dos rounds baseados nas normatizações da NSAC (Nevada State Athletic Commission). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Controle de octagon é medido basicamente pelo lutador que dita o ritmo e local aonde a luta se desenvolve, no caso, teria sido Quinton que nos dois primeiros rounds buscou a luta e ainda conseguiu uma queda, mas defender uma queda é considerado controle de octagon também, e essa seria sempre vantagem do Lyoto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Outro quesito são socos claros. Aqui entram também chutes, cotoveladas ou qualquer ataque em forma de impacto ao corpo do adversário. Nos dois primeiros rounds Machida acertou chutes na perna, alguns socos sem grande impacto no rosto e uma joelhada forte. Quinton acerou alguns socos na cabeça, várias pequenas joelhadas, pisões e socos curtos contra o corpo na hora do clinch. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Outro quesito é luta agarrada que vai de quedas a jiu-jitsu. Mas há um defeito no sistema. Em nenhuma regra é colocada textualmente um quesito que já é levado em conta na pontuação de todas as lutas faz anos: o clinch. O lutador que segura o outro contra a grade, em pé, desferindo golpes por usar essa posição agarrada de modo agressivo, é bem considerada pelos juízes. Apesar de que na regra escrita essa posição nem é citada. Mas se eles a consideraram é ponto para Jackson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) O último critério é agressividade. Caminhar para frente, defender quedas, acertar golpes que causam dano. Quinton andou para frente e conseguiu uma queda, mas Lyoto defendeu outras tantas. Os juízes consideraram que o Lyoto defendeu as quedas ou que Jackson queria prende-lo nas grades para danificar seus pés e joelhos? Como saber? Foi uma tática usada por Rashad contra o mesmo Rampage, Carwin contra Mir e etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até no site fightmetric, que analisa a luta round a round, marcando tentativa e erro de golpes, potência e etc, é difícil nos dois primeiros rounds perceber o vencedor. Ao final da análise técnica e matemática que o site promove, há dois resultados. Na avaliação round a round, eles dão empate, na avaliação da luta como um todo, vitória do Lyoto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa avaliação round a round, a questão é quem vence mais rounds. Se um lutador vence dois rounds por uma super mega micro vantagem quase invisível, pronto, ele tem 2 rounds. Se o outro lutador o domina completamente em apenas um, ficam 2 rounds a 1. Se essa luta fosse no PRIDE seria uma vitória heróica do Lyoto que contaríamos para sempre, como tantas outras poderosas que aconteceram naquele ring. Mas no UFC, Strikeforce, Jungle Fight e quase qualquer evento, ele poderia ter perdido a luta. Na minha pontuação, pelas regras atuais, eu dei empate. O ponto é que não houve erro nessa luta, houve o problema recorrente por causa de regras abstratas demais norteando um esporte baseado em fatos. Simplesmente as regras tem que ser mais claras e os juízes ex lutadores ou amantes reais do esporte. Já seria um bom começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refuto também a questão velha que sempre vem a tona sobre ele ter sido prejudicado por ser brasileiro. A imprensa nacional tem que ajudar a educar nossos fãs. Aqui muitos ainda vêem Brasil VS mundo, mas lá fora apesar de torcerem para seus lutadores, torcem muito mais pelo esporte. Lyoto e Shogun, dois brasileiros, fizeram o evento principal no Canadá para uma platéia eufórica e casa lotada. Rashad Evans, americano e, na época, detentor do cinturão do peso no UFC, foi vaiado o tempo todo antes mesmo de começar a luta pelo público americano, que estava em frenesi e apoiando o brasileiro Lyoto. O mesmo brasileiro que muitos aqui acham que foi prejudicado por não ser “da casa”. O americano Jason Brilz venceu no octagon a luta contra o brasileiro Minotouro, mas os juízes deram a vitória para o brasileiro mesmo assim. Quer dizer que os americanos “roubaram” para o brasileiro ganhar? MMA já rompeu as barreiras da nacionalidade. Talento, técnica e carisma já superaram o local de nascimento. A maioria do mundo já aprendeu isso, agora falta a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinton Jackson é um guerreiro por mais que muitos não lembrem. Foi um dos maiores lutadores de todos os tempos, super estrela do maior dos eventos que se chamava PRIDE, junto com Fedor, Minotauro, Sakuraba, Wanderlei e poucos outros. Rampage admitir que perdeu a luta para Lyoto ao final só mostra que seu espírito de lutador é genuíno. Para ele, vencer de leve 10 minutos e apanhar 5, deveria dar a vitória para o adversário. Como tantas que ele conseguiu no passado. Tantas reviravoltas fantásticas que essas regras do UFC só dificultam. Quinton venceu no UFC Liddell, Handerson, Wanderlei e agora Lyoto. Só perdeu de modo controverso para Forrest Griffin e para o ex campeão e seu nêmesis, Rashad Evans. Ainda é um dos melhores do mundo e faz luta boa contra qualquer um. Sua vitória complicou os planos de Dana White que esperava forçar Quinton a subir de peso caso perdesse e divulgar a volta do dragão mundo a fora. Mesmo assim, se Jackson quiser fazer mais do que lutas duras e vencer por um fio na decisão dos jurados, vai ter que incorporar mais de seu treinamento e forma física de antigamente. Só entrar com a música do PRIDE não será suficiente, apesar de ter sido uma bonita homenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyoto é um lutador único. Seus movimentos e estilo pareciam impossíveis de se traduzir em vitórias numa competição tão real quanto MMA e luta a luta ele mostra que está num nível diferente da maioria. Mas sua tática depende demais de esquivas e movimentação e isso não grada os juízes. Ele precisa ser visivelmente contundente durante a luta. Não adianta depois aparecer num site que ele acertou mais socos. Não é uma competição definida apenas por quem acerta mais golpes. Não é boxe amador. Pode bailar e caminhar para trás quanto quiser, mas precisa causar dano real ao atacar, como fez contra Rashad, Thiago, Ortiz e etc, ou seu estilo lutará contra ele nas papeletas dos homens de terno do lado de fora. Quase como se tivesse que provar em todo round que não está apenas fugindo e que todas as saídas laterais e gritos de Bruce Lee tem como meta um ataque devastador, ou vai parecer apenas um floreio. Lyoto é um dos lutadores que mais vendem pay per view, tenho certeza que muitos o vêem esperando desferir um hadouken a qualquer momento. Machida ainda deve lutar pelo cinturão de novo, mas precisa parar de lutar para pontuar. Todos seus adversários vão tentar superar sua esquiva e técnica com agressividade e violência. Ou ele volta a ser contundente em todos os momentos, por mais que ache estar na frente nos números, ou vai amargar ainda outras derrotas azedas e polêmicas como essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BJ Penn VS Matt Hughes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008 Matt Hughes ameaçou abandonar a carreira após ser desmantelado por Thiago Alves. 3 lutas e três vitórias depois sobre lutadores medianos ele achou que poderia fazer frente a uma das lendas do esporte. Serra, Renzo e Cachorrão são excelentes e inquestionáveis lutadores de jiu-jitsu, mas nunca foram expressivos em MMA e serviram apenas como formol que conservou Matt dentro de um vidro que foi estilhaçado nesse UFC 123. Mas quem pode culpá-lo por sonhar em voltar a ser campeão? Rico, casado, integrante do hall da fama do UFC, só a glória do cinturão o motiva. E eu não faço pouco de grandes sonhos. Mas a única chance dele vencer BJ seria se o havaiano chegasse todo sujo de areia, de sunga e com uma prancha de surf debaixo do braço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora a derrota vexatória na segunda luta contra Frank Edgar e a prepotência de entrar gordinho para enfrentar o campeão St.Pierre, Penn vem riscando seus adversários da lista como um samurai cortando bambu com uma Hattori Hanzo. Penn, como todo gênio, incendeia frente ao questionamento e a derrota aonde outros abaixam a cabeça e desistem. Para nós, nesse UFC 123, ele lutou contra Hughes, mas em seus olhos só via refletida a imagem de Frank Edgar ou Pierre. A real motivação é a vingança sobre os dois únicos homens que o venceram duas vezes. Quando Penn se sente provocado sua esquizofrenia aflora e seu lado maníaco entra no octagon. Ele se torna um cara louco por vitória e com todos os conhecimentos de como conseguir, de como nocautear ou finalizar qualquer um. Isso para nós é um barato de assistir, mas para Hughes e tantos outros, deve dar medo. Penn atropelou Hughes em 20 segundos e como o americano não é Minotauro, foi sorte não ter acabado paralitico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que ser nocauteado e perder a luta, Hughes saiu derrotado desse UFC 123. Não por falta de coragem ou hombridade, que ele tem de sobra, mas por dentro. Estava devastado. Não é mais um menino que se chateia, faz biquinho, mas quando chega em casa tudo fica melhor depois de um banho frio e beijinhos na namorada. È um homem realizado nas coisas que almejou e que, simplesmente, acha que esse seu último sonho não se realizará. Que ele nunca voltaria a ser campeão do UFC é fato, mas é uma pena que ele tenha percebido isso de modo tão doloroso e na frente de milhões de pessoas. Hughes é um dos maiores e merecia se aposentar de modo saudável e não com os olhos vermelhos de tristeza na frente de tantas testemunhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maiquel Falcão VS Gerald Harris&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando faltam 10 segundos para terminar um round ouvimos aquelas marteladas que vem do lado de fora. É um modo de avisar ao juiz e lutadores quanto falta para acabar. Muitos usam esse tempinho para se fechar e esperar o final, outros como Maiquel Falcão encaixam um mata leão nesse exato momento. A questão é que apenas 2 segundos após a martelada, soou o gongo anunciando o final do round,  quando ainda faltavam mais 8 ou 7 segundos. Segundos suficientes para Harris dormir e o brasileiro estrear no UFC com uma vitória por finalização no primeiro round. Mas a luta foi parada antes por um erro amador de sincronia entre o relógio da Comissão Atlética e o timer digital da transmissão do UFC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça poética foi feita e Maiquel venceu por pontos uma luta que seria impecável se tivesse lutado o último round como lutou da metade do primeiro até o final do segundo. Maiquel tem potencial para dar trabalho a muita gente, mas pensar em pontuar e cadenciar a luta logo na estréia, não é um bom sinal. Harris vai voltar a fazer lutas de card preliminar, se não acabar cortado, porque não tem muito a oferecer aos fãs mais exigentes do que disposição para apanhar e cara feia para desmerecer o vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;George Sotiropoulos VS Joe Lauzon&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Sotiropoulos tivesse uma gota de carisma que fosse ele já teria lutado pelo cinturão do peso leve com boas chances de ser campeão. Junto com Aoki, Toquinho e Maia, tem o melhor chão aplicado ao MMA do planeta. Agressivo também em pé é um lutador completo, mas fazer Joe Lauzon parecer um faixa azul no chão não é simples. Venceu com uma kimura que vemos tanto em treinos mas tão pouco em MMA, aonde a maioria lutadores de jiu-jitsu tem medo de aplicar metade do que sabem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sotiropoulos está com luta marcada contra Dennis Siver, o que indica que não lutará pelo cinturão tão cedo. Siver é apenas um esforçado e é muito raro o UFC colocar uma luta entre um TOP e um mediano como credencial ao cinturão. Caso vença Siver, uma luta de Sotiropoulos contra Maynard, Florian, Gomi, Cerrone, Varner, Henderson ou Frank Edgar (já que de todos esses apenas um estará como campeão do peso leve), se desenha. Mas aí sim, com contornos de desafiante ao cinturão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TWITTER: @nicoanfarri&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-3827947814282497664?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/3827947814282497664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/11/analise-ufc-123-lyoto-vs-rampage.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/3827947814282497664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/3827947814282497664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/11/analise-ufc-123-lyoto-vs-rampage.html' title='ANÀLISE: UFC 123 - Lyoto Vs Rampage'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQeLSUnt-WI/AAAAAAAAALs/p6R9zjBXHi4/s72-c/xPROPAGANDAanaliseUFC123.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-7486353544272305906</id><published>2010-11-16T14:37:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T07:23:02.776-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE - UFC 122: Marquardt Vs Okami</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQeL0prZR4I/AAAAAAAAAL0/N3LjEZ0hEUU/s1600/xPROPAGANDA122.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 243px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQeL0prZR4I/AAAAAAAAAL0/N3LjEZ0hEUU/s320/xPROPAGANDA122.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550558802414749570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mídia e governo alemães não parecem muito interessados em MMA, no UFC ou na persona autoritária de Dana White e vem boicotando o esporte já faz um tempo. Se podemos dizer que foi um ato corajoso da Zuffa e Dana colocarem de pé outro evento em solo alemão mesmo assim, nadando contra a maré, também é verdade que se a idéia é provar ser MMA e sua maior organização um esporte legítimo e viável, deveriam ter caprichado mais na qualidade do card. O que era para ser uma prova de força do UFC acabou saindo como o restaurante que não tem muitos clientes e, ao invés de fechar as portas, começa a servir comida de pior qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Yushin Okami VS Nate Marquardt&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marquardt é um grande lutador do ponto de vista técnico, isso é inquestionável. Não há uma área do MMA sobre a qual não recaia sua lucidez e bom domínio. Bom nas quedas, na defesa de quedas, boa trocação e um bom jogo de solo. Também é forte, explosivo e imprevisível. Um dos poucos lutadores no planeta que podemos realmente chamar de completo sem dar justificativas. Mas tem alguma coisa muito errada com as sinapses nervosas que, em mini impulsos elétricos, fazem seu cérebro funcionar. Em computador chamamos esses defeitos que aparecem de tempos em tempos de BUG. A impressão é que há um vírus dentro do sistema de Nate que o impede de lutar sempre que a disputa por cinturão se aproxima. São várias as metáforas e algumas boas explicações técnicas, mas aqui, em bom português, todas querem dizer que ele amarela mesmo. Depois de estrear no UFC esteve irreconhecível em todas as lutas que fez onde o título do peso médio estava envolvido. Contra Dean Lister (vitória que o credenciou a disputar o cinturão), Anderson Silva, Sonnen e Okami. Mesmo quando triunfou lutou extremamente mal. Mas nas lutas entre essas ele foi incrível. Digno de ser considerado por muitos o segundo no ranking da categoria. Nesse UFC 122 a rádio pirata que zoou com suas transmissões de Nate mais uma vez foi o mais ocidental dos orientais, Yushin Okami.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Okami estivesse vendendo hamburgers no McDonalds nós compraríamos um e sairíamos sem nem perceber. Um bom lutador, duro, tenso, que agüenta o atrito e causa impacto, mas com carisma zero. Tudo o que mantém Urijah Faber ainda relevante na mídia especializada e entre os fãs apesar de ter 3 derrotas nas últimas 6 lutas é o que falta a Okami que tem apenas 2 derrotas nas últimas 14 lutas. Por mais que o japonês lute bem, parece que ninguém se importa. E foi com esse espírito de cão sem dono que ele entrou nesse UFC. Dar ou não show, lutar ou não excitantemente não muda nada na carreira de Okami fora do octagon, onde mídia e investidores parecem não reparar no seu trovão. Então entrou apenas para ganhar a luta, mesmo que de modo desinteressante. Nem um yen a mais. Fez o que teve que fazer e se beneficiou de ter pela sua frente um Marquardt desativado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okami não lutou tudo o que sabe, mas lutou o suficiente para tirar Nate de sua frente pela corrida até o cinturão que ele provavelmente nunca conseguirá. É um lutador que merece essa chance muito mais do que seus predecessores, Thales, Maia, Cote, mas vai subir para encarar o vencedor de Anderson X Belfort como se não devesse estar ali. Mais uma mostra de que MMA ainda é tão mídia quanto mérito atlético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corrida de Marquardt pelo cinturão já virou uma peregrinação. Dá até pena vê-lo dizer que ainda se considera o melhor do mundo mesmo depois de ser espancado pelo Sonnen ou que venceu a luta contra Okami. Ele parece perseguindo um oásis no deserto.  Mais do que o melhor camp de treinamento do mundo aonde ele se prepara, Nate precisa de um psicólogo. E dos bons. Depois que se tornou um contender e enfrentou Anderson Silva, perdeu 4 lutas e venceu 5. Campeões começam o seu reinado por dentro com confiança e raça como pilares básicos, mas o cinturão pesa tanto em suas costas que nuca pesará em sua cintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alexandre Cacareco VS Vladimir Matyushenko&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cacareco não deveria estar ali, naquela noite, no UFC 122. Não por não merecer, porque já fez por merecer faz muito tempo. Ele é o melhor lutador de chão em MMA oriundo da luta livre, uma máquina de força e explosão muscular. È o tipo de cara que pode estilhaçar uma perna se o adversário não bater a tempo. Cacareco, junto com Fabio Maldonado, já finalizado por ele, são dois lutadores que tem sua grande chance agora, meio tarde. Mas diferente de Maldonado que teve uma noite aonde tudo deu certo apesar do nervosismo, corte de peso e coisas da vida do atleta, na noite de Cacareco tudo deu errado. Foi chamado encima da hora, não teve como se preparar adequadamente, seu peso não estava ajustado e ainda levou alguns golpes claros na nuca que o juiz preferiu não ver. Nada disso desvia da realidade que Cacareco lutou mal demais. Entrou com medo, lento, sem confiança. Quando foi atingido com golpes na nuca, já tinha cedido a montada, protegido a cara como se fosse um amador e virado de lado. Num movimento que, quem luta, sabe que é quase pedir para parar sem bater. Lutou mal, decepcionou. Era uma coisa tão importante para ele e família e carreira que tinha que ter superado tudo e tido um desempenho mais visceral. Parecia alguém que passa fome há semanas e quando chega o prato de comida diz que está com pouco sal. Cacareco merece outra chance porque ele é muito melhor do que vimos. Ele pode ser um lutador relevante no peso desde que encaixe seu treino, preparação física e psicológica. Dana White costuma ser benevolente com lutadores que aceitam chamados para lutarem sem muito tempo para treinar. Ele os tem como alguém que veio em seu auxílio e Cacareco deve ter mais uma chance no maior evento do mundo, no mínimo, por causa disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vladimir Matyushenko é um lutador competente. Tem grandes vitórias sobre Pedro Rizzo, quando ainda estava no auge, e Minotouro, mas tem derrotas para todos os outros bem ranqueados que enfrentou como Arlovski, Ortiz, Jones e o próprio Minotouro numa revanche. É bom de quedas e defesa, agüenta apanhar e sabe infligir dano, mas estava com a carreira estagnada, lutando em micro eventos até que ao final de 2009 foi convidado para voltar ao UFC. Vinha de uma vitória e uma derrota quando foi chamado. Era mais uma questão de colocar lutadores de nome e baratos para prestigiar o card. É a mesma lógica por trás da contratação de Gilbert Yvel e Phil Baroni. Inquestionavelmente são lutadores interessantes, mas já em fim de carreira. Tem muita gente no peso melhor que esses fora do UFC, mas multas contratuais e diferença de valor de bolsas dificultam sua aquisição.  Matyushenko em sua terceira luta na volta ao evento foi eviscerado pela estrela Jon Jones, como era de se esperar. Quem achava o contrário não conhece o trabalho de Jones ou é saudosista e lembra do Matyushenko de 10 anos atrás. Sua carreira estava sob judice de novo e seria uma vitória contra Cacareco que poderia mudar as coisas. A vitória veio numa luta sem graça aonde o brasileiro não lutou. Se Dana quiser tratar com carinho Vlady, dará lutadores de meio de tabela e novatos para ele desmantelar com sua experiência e frieza típicas, mas se quiser colocar a sua frente lutadores top no peso, a próxima luta do bielorusso pode ser a última do contrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Eduardo Ta danado VS Kris McCray&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È sempre bom de ver lutadores de chão que não cedem a pressão de sair trocando como bêbados só para dar show, ou que no mínimo tem a confiança de que jiu-jitsu ainda é uma arte incompreensível para a maioria e letal quando aplicada a perfeição. Da mesma maneira que um lutador de chão pode intensificar os treinos de wrestling, mas nunca fará frente a um campeão na modalidade, o mesmo é válido para wrestlers que treinam jiu-jitsu, sambo ou artes de finalização. Nunca compreenderão completamente a corrente infinita de transições de posicionamento de solo. Carlos Eduardo ta danado é mais um a vir nos provar o óbvio. Entrar na guarda de um lutador de jiu-jitsu de alto nível é tão perigoso quanto trocar socos com Badr Hari. Ta Danado teve a melhor estréia possível finalizando o mediano McCray. Ele fez o que bons lutadores fazem quando pegam lutadores fracos. Atropelam. Se o nome do outro atleta, por si só, não será grande medalha na farda, que o modo dominante da vitória tome esse lugar. Ta danado está invicto, com 8 finalizações em 9 vitórias. Um grande lutador para repararmos em 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McCray é um esforçado. Um dos finalistas do TUF menos aproveitáveis de todas as temporadas. Perdeu a final do programa para Court McGee lutando como se não fizesse a menor questão. Falta sangue nos olhos, falta raça, falta técnica, falta muita coisa para McCray, que pode ter feito sua última luta pelo UFC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dennins Silver VS Andre Winner&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dos maiores atletas do mundo, tecnicamente falando, se encontram no MMA. Se manter no topo e competitivo durante anos, seja num estilo aberto e cheio de floreios como o de Anderson Silva ou num estilo mais travado como o de Rashad Evans, não é fácil.  Que parece para o observador mais despreparado como apenas um lutador bom de trocação ou um lutador bom de chão, na verdade é o ápice de anos de treino e domínio ou grande conhecimento de todas as valências do combate. Se Anderson não fosse razoável em wrestling e bom de solo, nunca conseguiria se manter em pé para dar os shows que já deu, se Rashad não fosse bom de boxe, nunca teria o tempo perfeito para acertar quase 100 % das quedas sem ser atingido antes. Quando um lutador é unidimensional, por melhor que seja naquilo, não terá uma carreira muito expressiva. È o Caso de Andre Winner. Bom de trocação, leve, agressivo e dono dos chutes mais poderosos do peso leve, simplesmente não consegue solidificar a carreira porque não entende que MMA é um encaixe de peças improváveis. Um trocador pode ser nocauteado por um wrestler apenas por não entender a base inicial da queda e confundir com um movimento de golpe swingado. O erro pode levar o atleta a achar que vem um soco e acabar por baixo ou, pior, achar que vem uma queda e acabar dormindo. Nesse UFC 122 Winner mais uma vez, perdeu uma luta que vinha ganhando apenas por esquecer que MMA é mais do que trocar e girar. E Silver, que não é bom em trocação, mas acumula bons nocautes, conseguiu mais uma vitóra fruto de um poderosso knock down. Um lutador voluntarioso que faz de tudo um pouco, por isso encontra as brechas deixadas por quem só é bom em uma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TWITTER: @nicoanfarri &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-7486353544272305906?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/7486353544272305906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/11/analise-ufc-122-marquardt-vs-okami.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/7486353544272305906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/7486353544272305906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/11/analise-ufc-122-marquardt-vs-okami.html' title='ANÁLISE - UFC 122: Marquardt Vs Okami'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQeL0prZR4I/AAAAAAAAAL0/N3LjEZ0hEUU/s72-c/xPROPAGANDA122.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-3087660575766726170</id><published>2010-11-01T09:46:00.000-07:00</published><updated>2010-12-14T10:05:41.616-08:00</updated><title type='text'>CRÔNICA 8 - NÓS SOMOS O MMA (publicada na Revista TATAME edição 176)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQex8QyQ94I/AAAAAAAAAMU/9_YvH8jI_xw/s1600/edicao176TESTE.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQex8QyQ94I/AAAAAAAAAMU/9_YvH8jI_xw/s320/edicao176TESTE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550600714613487490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para os fãs mais antigos, desde os eventos que remontam as vitórias de Royce Gracie, assistido em rústicas fitas de VHS como se fora um graal ditoso, o crescimento do MMA foi progressivo. Para os ninfetos no esporte, o sucesso do MMA aconteceu tal qual um cabeção de nego que explode perto do pé no meio da rua, uma espécie de big bang fantástico de socos e glóbulos vermelhos que vidrou e apaixonou sem culpa. MMA é o mais shakesperiano dos esportes. É o ser ou não ser de nossa geração. To be or not to be. A primeira luta que cada um de nós assistiu foi mais do que um reles combate, foi um questionamento humilde e interno sobre certo e errado, pecado e santidade, guerra e paz, bom e mau. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente da idade e cultura esportiva do fã é bem verdade que há teorias diferentes para o motivo que levou o esporte a tomar esse vulto em tão pouco tempo e porque continua a crescer sem sinais de se deixar abalroar  por crise econômica, críticos cínicos ou a má organização que ainda é chaga que macula a maioria dos eventos realizados ao redor do mundo. Em setembro de 2009 o UFC atingiu um número maior de pay per views no mercado mundial do que em todos os 12 meses do ano anterior, que, por si só, já tinha sido o ano mais lucrativo do esporte em todos os tempos. Estima-se que o MMA cresce em fãs e finanças entre 20 e 40% ao ano.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MMA aparece monolítico e invulnerável em meio a esportes empoeirados, regulamentados por regras obsoletas que não respeitam a vontade dos fãs ou, simplesmente, não visam o maior entretenimento. Mesmo assim, o que tem esse esporte que o torna tão atraente? Porque, apesar de violento, mulheres e homens de todas as idades e até crianças tem uma fixação crescente por essa forma de competição? O que MMA tem que outros esportes de contato mais tradicionais como tae kwon do, karatê, judô e etc não tem? O MMA é mais verdadeiro. Não há um kit de sobrevivência para poder competir, não é preciso ser particularmente veloz ou fisicamente forte. Pode ser magro ou gordo, escolado ou semi-analfabeto, versado em várias artes ou apenas em uma. È um momento aonde cada atleta se despe de conceitos feitos para padronizar as possibilidades e entra para competir com o que tem, com o que acha melhor, mais conveniente, mais acessível, com tudo que quis aprender ou com apenas o que conseguiu. O resultado acaba sendo um somatório de habilidades, determinação, talento, limitações e sorte, assim como na vida de cada um de nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MMA é o espelho da vida cotidiana, aonde há algumas regras a serem seguidas, mas o sucesso é determinado por um conjunto de normas invisíveis. Se os esportes antigos tinham ídolos inalcançáveis, gente que fazia o impossível por serem mais altos, mais fortes, mais velozes do que o indivíduo comum, o MMA tem ídolos humanizados, de todos os tipos físicos, que vencem e perdem por conseqüência das limitações impostas por regras que permitem quase tudo. Quando se pode usar qualquer habilidade, qual usar? O que treinar mais? Não há perfeição, não há invencibilidade. Em boxe, quem não tem punch ou queixo, não vai longe na carreira. Sabemos o caminho, sabemos o que tem quem o trilha. Mas, em MMA, o que faz um campeão? O que não tem quem perde, e o que tem, com certeza, quem ganha?  O que há são atletas enfrentando a consequência das suas escolhas, que pode ser um cinturão ou os dentes quebrados com a cara na lona. Como nós, em nossa vida, com os conselhos que ouvimos ou não, como o amigo que ajudamos ou deixamos pra lá, com o trabalho aonde fazemos hora extra sem reclamar com o patrão ou saímos antes sem ninguém saber. Somos guiados por nossas convicções sem certeza de resultado, sem garantia de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MMA é o prego martelado na realidade de vidro dos esportes cotidianos, é uma tirada de onda com quem acha que tudo já havia sido inventado, é a revolução da competição, é para amar ou deixar. Acabou de chegar e já sentou na janela, já quer ser olímpico, já é um dos mais vistos no mundo. É um esporte rude e espaçoso que não tem vergonha de ser o que é. Cada luta de MMA é uma fatia da vida real, um exemplo a ser seguido ou descartado. Cada luta espelha nosso desejo mais primitivo de alcançarmos glórias a qualquer custo, sem frescuras, vencer sendo nós mesmos ou vencer do jeito que der, sermos campeões no talento ou na brutalidade, superarmos o adversário de qualquer maneira, seja ela bela ou fugaz, pasteurizarmos a violência e o sofrimento com a satisfação do triunfo. Uma ratificação de nosso eu maquiavélico. MMA é o esporte que mais cresce no mundo porque é o esporte que merecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TWITTER: @nicoanfarri&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-3087660575766726170?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/3087660575766726170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/11/cronica-8-nos-somos-o-mma-publicada-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/3087660575766726170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/3087660575766726170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/11/cronica-8-nos-somos-o-mma-publicada-na.html' title='CRÔNICA 8 - NÓS SOMOS O MMA (publicada na Revista TATAME edição 176)'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQex8QyQ94I/AAAAAAAAAMU/9_YvH8jI_xw/s72-c/edicao176TESTE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-6481881104136468481</id><published>2010-10-26T18:08:00.000-07:00</published><updated>2010-12-16T09:11:15.958-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE - UFC 121: Velasquez VS Lesnar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQpILsPN4-I/AAAAAAAAANM/ZsLVBWT9z6c/s1600/PANFLETS121.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQpILsPN4-I/AAAAAAAAANM/ZsLVBWT9z6c/s320/PANFLETS121.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551328856378303458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esse UFC 121 foi mais relevante do que bom. Conceitos foram alterados e certezas balançadas no evento que com certeza não foi o mais divertido, mas sai na frente na corrida pelo posto de mais importante do ano. A maioria das lutas compensou a falta de emoção com excesso de disposição por parte de todos os lutadores. Um evento de tração, pesado e intrigante. Se bons WEC são como fórmula 1, esse UFC foi um Rally.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cain Velasquez VS Brock Lesnar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma coisa vai acontecer, os índios apaches diriam. Acostumados a medir mudanças climáticas através do vento, da terra, antecipariam facilmente a furacão que se aproxima apenas pela movimentação selvagem e perigosa das nuvens escuras no horizonte. A relva levanta, as árvores balançam, um raio brilha, o trovão estoura e a tempestade do século se forma para anunciar a chegada da era de Cain. Sua destruição de Brock Lesnar entra para a história das lutas como um dia entraram outras que apontavam para um atleta que mudaria a história, para um lutador que entortaria o esporte da maneira que quisesse, colocaria o MMA a seus pés e se sagraria um dos maiores de todos os tempos. A colisão entre Wanderlei e Henderson no PRIDE 12, o espancamento que Fedor impôs a Minotauro no PRIDE 25, o nocaute de Randy Couture sobre Chuck Liddel no UFC 43, a vitória de Sakuraba sobre Royce Gracie numa luta sem limite de tempo no inesquecível PRIDE GP 2000 e poucas outras que agora são acompanhadas, sem vergonha, sem demérito, sem média ou frescutas, pela obliteração de Brock nas mãos de Cain Velasquez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brock Lesnar é uma criatura. Num mundo sem armas de fogo, Brock dominaria facilmente o continente com uma marreta na mão. Veloz, arisco, pesado, forte e resistente. Lesnar é um perigo para qualquer atleta justamente por não ser humano, por superar deficiências técnicas com uma brutalidade e velocidade que não deveriam pertencer a uma criatura nascida na Terra. Para haver um Brock Lesnar, 10 homens nasceram raquíticos em algum lugar do planeta. Simplesmente faltou muito material para alguns para sobrar tanto em Lesnar. Para os mais afoitos, Brock era imbatível. Fora uma finalização que ele desconhecesse, como haveria de se parar, com as mãos apenas, um atleta desse porte e com essas características? Cain Velasquez desmantelou esse inumano. Não numa questão de técnica superando força bruta, apesar de que houve muita técnica para driblar as mãos de bola de boliche de Lesnar ou sair debaixo do ground and Pound mais temido da atualidade. Mas foi um espancamento. Lesnar, simplesmente, não tinha como vencer Cain. E ele percebeu isso antes de todos nós. Ele tem coração de campeão, aceita o impacto, vai para a luta, não esmorece. Mas sabia que estava além de sua capacidade. O grande lutador não é aquele que se acha imbatível sendo ignorante para as qualidades do adversário, é aquele que não foge a luta, que dá a cara a tapa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Brock quiser ser relevante do esporte daqui a uns 10 anos e não apenas um tsunami que destrói umas casas, mas não faz vítimas fatais, tem que aprender a fazer alguma coisa diferente de cobrir o rosto e se jogar no chão quando está em perigo. Uma nova luta com Mir está se desenhando. Vão alimentar o monstro. Mas o mundo do MMA, para ele, não poderá se resumir em dilacerar Mir na frente das câmeras mais uma vez. Brock pode se tornar um dos maiores se aprender os detalhes do esporte, mas estando rico e com 33/34 anos, não sei se ele quer ou acha que precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velasquez joga outro jogo. Encontrou os atalhos dentro do combate, resumiu o MMA, diminuiu a distância entre os pontos. Enquanto Shane Carwin tenta quebrar o muro, Cain encontra a rachadura, enquanto Minotauro se força a lutar a estratégia errada, Cain não tem vergonha de escolher a certa, enquanto o coração de Mir vira uma ervilha o de Cain explode, enquanto Brock só quer bater, Cain não tem medo de apanhar, enquanto Fedor luta desconcentrado contra Werdum, Cain não perde o foco nem em comercial de burrito. Velasquez é o futuro do peso pesado. Hoje em dia será mais temido, mas em alguns anos, apenas admirado. Grandes lutadores trilham caminhos secretos, especiais, lendas, criam seu próprio caminho. Cain Velasques vai trilhar a rota que ele quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cain vai defender o cinturão contra o brasileiro Júnior Cigano. Marco aqui minha expectativa com silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jake Shields VS Martin Kampmann&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MMA tem algumas estrelas fora do UFC, e Shields é uma delas. Com vitórias sobre Yushin Okami, Carlos Condit, Dan Henderson, Jason Miller, Robbie Lawler, Paul Daley e Sakurai, Jake está sedimentado no top 10 do peso médio faz alguns anos. Por uma questão de marketing Dana White o convenceu a estrear no UFC no peso meio médio, antevendo um adversário digno ao trono de St. Perre. O erro de Shields foi ter concordado. No peso médio não perde uma luta desde 2005. Seria um adversário lógico para Anderson Silva, mas com Okami, Marquardt, Belfort e Sonnen com o ticket numerado para pegar o brasileiro antes dele, resolveram colocá-lo no peso de baixo aonde faltam novos desafiantes. Comercialmente, a lógica é boa, mas na prática vimos que não deu muito certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shields estava lento, fraco. Lutadores de peso médio costumam ter de 93Kg pra cima no seu dia a dia. Estão acostumados com um certo nível de corte. Mas descer para o peso meio médio drenou as forças de Shields. Um atleta conhecido pelo vigor e gás, cansou antes do final do primeiro round. Para ele lutar nesse peso com um bom preparo vai ter que alterar seu peso natural para baixo. Se antes tinha 93kg e descia, agora vai ter que ter, naturalmente 85kg. Não é uma mudança fácil e envolve reeducação alimentar, anteração de ciclos de treino e suplementação. A questão é se ele vai conseguir sintonizar seu corpo para uma outra freqüência depois de 10 anos. Jake Shields, pelo que fez na carreira, é um dos maiores do mundo, merece disputar o cinturão mesmo que seja questionado por aqueles que não sabem da existência de forma de vida inteligente fora do UFC. Mas o Jake Shields que lutou nesse UFC 121 não merece nem ser considerado como desafiante. Ou ele acerta sua preparação ou vai ser mais um desmantelado, aos poucos e sem emoção, pelo campeão canadense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martin Kampmann é um esforçado. Quem o viu no começo da carreira quando só sabia trocar e vê agora um lutador completo que é perigoso em qualquer aspecto do esporte, entende porque MMA é apaixonante. È uma constante metamorfose, uma constante adição de informação a habilidades. Mas, mesmo assim, Kampmann não está entre os melhores. Não estivesse no UFC, não haveria manifestações na porta da casa de Dana White para ele ser contratado. Ele tem 3 derrotas nas últimas 7 lutas e uma delas foi o nocaute seco pelas mãos de dinamite de Paul Daley. Kampmann vai continuar no UFC dando trabalho a todos que entrarem no octagon com ele, mas não conseguirá ser a pedra no caminho de nenhum grande lutador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diego Sanches e Paulo Thiago&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das lutas do UFC mais WEC style de todos os tempos também foi a melhor da noite. Em 3 minutos velozes e furiosos testemunhamos o renascimento de Diego Sanches às custas do contrato de Paulo Thiago com o UFC, provavelmente. Aquele Diego, apelidado com precisão de nightmare (pesadelo) se manifestou pela primeira vez em anos. Quedas, briga incansável pelas posições no solo, ground and Pound incansável e muita raça. Os dois lutadores vinham com um dilema para essa luta. Os dois vindo de momentos irregulares na carreira e precisando mostrar que ainda são predadores do topo da cadeia alimentar. Mais do que a vitória, Diego renasceu como um grande lutador. Já Thiago, que se divide entre trabalhar como policial e treinar nas horas vagas, sucumbiu frente a um atleta em tempo integral. Coração é o ingrediente que todo campeão tem, mas é o ingrediente secreto que se mistura com tantos outros. Ele , por si só, não serve de muita coisa. Thiago tem que decidir que carreira quer tomar, abraçar uma paixão e abandonar a outra. É assim mesmo, coisas da vida. Ou vai continuar sendo um lutador duro, valoroso, mas não terá lugar entre os melhores do peso. E, quem sabe, nem no UFC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Matt Hamill VS Tito Ortiz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma luta irrelevante entre um Matt Hamill mediano e um Tito Ortiz acabado. Quando no crescente mercado de MMA, com patrocínios robustos querendo estampar suas marcas em qualquer lutador do UFC, vemos um entrar com a bermuda sem nenhum anunciante, apenas com o endereço de sua própria marca, tem alguma coisa errada. Tito já apanhou tanto na carreira que leva um soco na direita e sangra na esquerda. Não é um homem velho, mas está velho para esse esporte. Cansou. Não defende quedas nem tenta aplicá-las. Tomando como base os vários chutes amadores que lançou durante a luta, creio que esteja assistindo mais competições de tae kwon do e K-1 do que o prórpio esporte que um dia praticou. E Hamill, um grande lutador do ponto de vista do exemplo de superação de deficiências e perseverança fez aquela típica luta que sempre faz. Bate, apanha, tenta não perder e, eventualmente, acaba ganhando. Uma luta desnecessária que só serviu para mostrar que, hoje em dia, Tito é melhor narrador de MMA do que lutador. E Matt, fez o dele, mas o que ele faz não é de grande qualidade. Dois atletas que não vão fazer a luta principal de nenhum evento durante um bom tempo. Talvez, pela eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brendan Schaub e Gabriel Napão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Schaub e Napão acham que são bons de boxe, é visível. Mas Schaub só sabe fazer isso mesmo. È um híbrido, como ele mesmo se chama, mistura pouco de tudo. Um especialista em generalidades. Mas Napão é um faixa preta de jiu-jitsu. Mais um do pelotão dos bons lutadores de jiu-jitsu que se tornaram limitados trocadores em MMA. Qual o estilo do Napão? Hoje ele é um trocador, um brigador, como é Ben Rothwell e Travis Browne. Quando um faixa preta vira um boxer de baixa qualidade, tem alguma coisa errada demais em algum lugar. Vitória de Schaub que sabia um pouquinho mais, só um pouquinho mesmo, do que estava tentando fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TWITTER: @nicoanfarri&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-6481881104136468481?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/6481881104136468481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/10/analise-ufc-121-velasquez-vs-lesnar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/6481881104136468481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/6481881104136468481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/10/analise-ufc-121-velasquez-vs-lesnar.html' title='ANÁLISE - UFC 121: Velasquez VS Lesnar'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQpILsPN4-I/AAAAAAAAANM/ZsLVBWT9z6c/s72-c/PANFLETS121.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-688168676371416487</id><published>2010-10-17T20:22:00.000-07:00</published><updated>2010-12-16T09:12:02.122-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE - UFC 120: Bisping VS Akyiama</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQpIXrAm9KI/AAAAAAAAANU/w-vJUuOZBys/s1600/PANFLET120.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQpIXrAm9KI/AAAAAAAAANU/w-vJUuOZBys/s320/PANFLET120.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551329062207026338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 1989, numa partida entre Liverpool em Nottingham, o alambrado do estádio cedeu matando 96 pessoas naquela que é considerada a maior tragédia esportiva em solo inglês. Nesse UFC 120, apesar de nenhuma morte ter ocorrido, mais uma tragédia marcou o esporte na Inglaterra. Num card principal feito a mão para os fãs bretões se deliciarem com vitórias expressivas de seus maiores astros, o que viram foi, um a um, caírem melancólicos diante de adversários supostamente inferiores. Não fosse a vitória de Bisping, teria sido um sábado completamente negro para os ingleses. Mas, se ele salvou o evento para seu país, para nós, fãs, não foi suficiente. Um evento arrastado e sem inspiração que teve seu ponto alto nas vitórias de Fábio Maldonado e Paul Sass, no card preliminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Michael Bisping VS Yoshihiro Akiyama&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa luta que prometia ser explosiva, vimos dois lutadores reticentes em engajar uma real trocação e se limitarem a jabs longos e diretos previsíveis. Era mais uma questão de quem ia se deixar hipnotizar primeiro por esse balé sem graça de antebraços e luvas a ponto de ser atingido, do que quem iria partir para o ataque efetivamente. Akiyama que chegou ao UFC com status de estrela asiática decepcionou mais uma vez. Tem raça para agüentar socos na cara, mas não tem raça para tentar desferi-los. É extremamente conservador na quantidade de golpes que distribui, mas parece bem liberal na quantidade que leva. Akiyama parece confundir disposição e show para os fãs com andar para frente e se deixar atingir. Não será cortado do UFC por ser importante estrategicamente para os planos de inserção no continente asiático. Um main event entre ele e Wanderlei, no Japão, é um dos sonhos de Dana White. Bisping venceu a luta, talvez, por querer um pouco mais.  Encontrou um adversário com alcance curto e lento, e mesmo assim fez o suficiente para capturar uma vitória incontestável, mas que ninguém vai fazer questão de ver o replay. Se há um plano de carreira traçado para Akiyama, o de Bisping é menos ambicioso. Continuará como carro chefe do UFC no crescente mercado inglês e só. Pode vencer mais 50 lutas, que não disputará o cinturão do peso enquanto Anderson Silva, ou qualquer lutador realmente top estiver lá. O UFC não permitirá que Bisping seja desmantelado mais uma vez, como aconteceu contra Dan Handerson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dan Hardy VS Carlos Condit&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fico admirado com a capacidade que algumas pessoas tem em cair e se levantar como se nada tivesse acontecido. É necessária uma alquimia bem especial, ingredientes como perseverança precisam ser misturados com doses exageradas de cara de pau. Dan Hardy parece saber essa receita de cor. Depois de se auto proclamar um dos melhores do mundo ao vencer o nada especial Mike Swick por decisão, e dizer que nunca um lutador o dominou no octagon, após a derrota para St. Pierre, aonde não conseguiu desferir um jab sequer, Hardy terá um teste de verdade para a eficácia de sua poção. Ser nocauteado, em seu país, no primeiro round, depois de ter registrado em cartório que faria o contrário, poderia ser uma questão desagradável de resolver, mas não para ele. Vai levantar a cabeça, sacolejar o moicano, dizer que ninguém no peso tem coragem de trocar em pé com ele e vida que segue. Carlos Condit, ex super estrela do WEC, aonde dominou o peso leve e se sagrou campeão, continua sua trilha no UFC. Se fizermos de invisível a derrota bem controversa para Martin Kampmann, ele acumula 11 vitórias seguidas. Condit prova que MMA é tão show quanto esporte quando apesar de grande atleta, ocupa apenas tirinhas e breves matérias na mídia internacional por conta de sua falta de carisma. Condit é um bom lutador que precisará mais do que de grandes vitórias para brilhar no mercado feroz do MMA, que consome tanto talento quanto personalidade. Hardy vai ficar um tempo sem lutar, tanto pela suspensão natural aplicada pela comissão atlética por conta do nocaute que sofreu, quanto pela dificuldade que o UFC vai ter em achar um adversário que não vá colocá-lo para dormir de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cheik Kongo VS Travis Browne&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kongo vem se esmerando na arte de fazer lutas chatas. Seja na vitória sobre Paul Buentello ou derrota para Cain Velasquez. Kongo não faz uma luta empolgante desde sua vitória sobre Mirko Cro Cop em 2007. Que também não foi uma boa luta, mas, pelo menos, foi surpreendente. Tantos outros lutadores com desempenho bem melhor foram cortados por estarem abaixo dos padrões do UFC. Mas Kongo é o lutador francês de maior destaque. Tem sua carreira cuidada com extra cuidado por conta de interesses mercadológicos do UFC com determinados países. O italiano Sakara, o filipino Munoz, o inglês Bisping e o japonês / coreano Akiyama são alguns exemplos de lutadores que independente de performance sempre terão uma segunda chance. Um movimento inteligente por conta do gerenciamento do UFC, mas injusto esportivamente com tantos outros mais talentosos cortados por conta de limites de orçamento. Browne, que não é garoto propaganda de país nenhum, precisa lutar melhor do que vem lutando para manter seu contrato em vigor. Lento, displicente e com preparo físico de amador, conseguiu um empate na medida já que nenhum deles merecia sair de lá com uma vitória no cartel. O resultado mais justo, mas que só pode ser dado no campo da moral, seria uma dupla derrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paul Sass VS Mark Holst&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o jovem inglês Paul Sass resolver abandonar a carreira de lutador profissional por algum motivo, poderia vir para o Brasil dar aula de jiu-jitsu aplicado ao MMA para muitos de nossos atletas, que insistem em afirmar que é difícil levar a luta para o chão como justificativa para trocarem socos durante 3 rounds. Sass não pegou ainda nenhum lutador de destaque, é verdade, mas é verdade também que sua volúpia e precisão na luta de solo são bem diferenciados. É um dos jovens lutadores que em uns 2 anos estarão no topo de seu peso, mesmo indo contra a tendência do MMA atual de lutar em pé e só derrubar se for para cair por cima. Holst é um lutador de mediano para baixo. Serviu apenas de carvão para a locomotiva de Sass. Vai fazer carreira profissional apenas porque o marcado americano é super aquecido e com infinitos pequenos shows. Mas fossem as possibilidades apenas os grandes eventos como UFC, Strikeforce e Dream, a sua carreira já estaria perto de terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fabio Maldonado VS James McSweeney&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desafia a biologia como há espaço no corpo do brasileiro Fábio Maldonado para suas artérias e veias e músculos e tripas e tudo mais que compõe o organismo humano, se seu coração enorme já deve tomar tanto espaço. Qualquer ser humano normal sairia com breve perda de memória se fosse atingido pela metade dos golpes limpos que Maldonado sempre leva na cabeça, mas ele parece não se abalar. Talvez seja a fina camada de kevlar que cobre seus ossos faciais e ficam escondidos por baixo da pele, ou seja apenas uma vontade imensa, incontrolável, de vencer. Se nossos sonhos são combustível da alma, ele tem dois tanques cheios. E lutou como quem quer demais uma coisa, como quem peregrina de joelhos até Meca. Resignado, firme e decidido. Apanhou no primeiro round e venceu por nocaute libertador no terceiro um McSweeney egocêntrico e desleixado, que lutou como um milionário que pede lagostas sem saber como abri-las. Esqueceu que estava abrindo o card preliminar e lutou com a empáfia de um campeão que tem certeza da vitoria.  Maldonado, aditivado pelo seu sonho de se sagrar campeão de verdade, acordou McSweeney para a realidade com um direto no estômago. Vitória de um brasileiro de corpo e alma. Uma luta entre Maldonado e Thiago Silva seria de quebrar ossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TWITTER:  @nicoanfarri&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-688168676371416487?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/688168676371416487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/10/analise-ufc-120-bisping-vs-akyiama.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/688168676371416487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/688168676371416487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/10/analise-ufc-120-bisping-vs-akyiama.html' title='ANÁLISE - UFC 120: Bisping VS Akyiama'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQpIXrAm9KI/AAAAAAAAANU/w-vJUuOZBys/s72-c/PANFLET120.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-772780454256463411</id><published>2010-10-04T09:23:00.000-07:00</published><updated>2010-12-14T10:13:37.337-08:00</updated><title type='text'>CRÔNICA 7 - PAIXÃO DE SILVA (publicada na Revista TATAME edição 175)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQezzQXvYeI/AAAAAAAAAMk/6RfhAadtmg4/s1600/edicao175TESTE.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQezzQXvYeI/AAAAAAAAAMk/6RfhAadtmg4/s320/edicao175TESTE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550602758906667490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saudade boa acalma o coração, mas saudade com remorso é uma mistura ácida para a alma. Einstein teorizou a viagem no tempo, mas não podemos realizá-la sem sermos dissolvidos em partículas. Cabe então aceitarmos nossas limitações metafísicas e fazermos o melhor com o tempo que temos. Cabe admirarmos a magnitude da genialidade de Anderson Silva enquanto ele ainda coexiste nesse plano e caminha entre os mortais como Ares caminhava entre os espartanos.  Um deus do combate incompreensível e imensurável.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Há 5 anos Anderson não tem adversários, tem oferendas. Lutadores entram no octagon como ovelhas sacrificadas a uma entidade. Em meio a movimentos leves e inacessíveis, sempre sai ileso, abandonando as carcaças ensangüentadas de seus oponentes pelo chão. Inevitavelmente tornou-se campeão bailando agressivamente com a contundência de uma piscina de giletes. Mas algo aconteceu. Ele, um tão diferente de nós, se apaixonou. &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Anderson se apaixonou pelo brilho dourado da cinta de campeão. Quem haverá de culpá-lo por amar? Mas amor nos amolece. A maior de todas as dádivas, a capacidade de se completar no outro, é nossa, dos de carne e osso. Para lendas, pode ser espinhos na coroa. E o medo de perder uma luta, e sua paixão, o fez abandonar seu estilo incrível por um mais seguro. As lutas que eram antológicas se tornaram vitórias monótonas e ele que sempre nos presenteou com magia, parecia desdenhar de nós.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Muitos fãs entristecidos e sentindo falta dos instantes fantásticos que só ele oferecia começaram a torcer por sua punição. Como um senhor de engenho que acha de bom tom um leve açoite no negrinho, remontando a momentos desprezíveis de nossa história. Precisavam de alguém que desse um corretivo no Anderson para forçá-lo a voltar a nos maravilhar com sua beleza combativa. Como se pudéssemos forçar um colibri a cantar ou o sol a brilhar.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Chael Sonnen, um americano clássico, se prontificou impávido para a tarefa. Davi contra Golias. Passou meses ofendendo Anderson e até o Brasil. Parecia o homem certo para o trabalho sujo e no UFC 117 foi para cima e o espancou. Se Anderson estava no auge de sua forma e o adversário o dominava por totais méritos, se estava com a costela lesionada ou se estava apenas triste pela aparente vontade dos fãs, da multidão, de vê-lo perder, é irrelevante agora. Como entender o gênio? &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;A verdade é que Sonnen colidiu o couro de suas luvas com o rosto de Anderson com a maior violência e virilidade que suas artérias e músculos permitiam, num ato comovente de que podemos superar limites e desafiar o mais forte. No primeiro round até gostamos. Foi emocionante. No segundo, começamos a ficar apreensivos e a partir do terceiro, tudo mudou. Soco após soco nós voltávamos ao normal. Fomos tomados por um medo primitivo de presenciarmos o fim de alguma coisa da qual teríamos saudade. Aquela saudade trêmula de quem se arrependeu de não ter tomado posição, de ter ficado do lado errado, de ter se encolhido e se cagado ao invés de correr e fazer alguma coisa. &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;E nesse momento o Anderson, um, foi todos nós, milhões. Nesse momento cada soco doía dentro da gente. Ficamos de pé, torcendo para as coisas voltarem ao normal. Para que ele vencesse e nos perdoasse, porque nenhum de nós fez por mal. Se ele mudou por seu amor nós também mudamos por nosso amor ao seu show. Nós nos entenderíamos, só faltava ele sair de lá, e de lá ele ressurgiu. Como gênios fazem, sem explicação ou aviso, a tormenta acabou. Escreveu certo por linhas tortas. Num golpe corrigiu o curso da história. 1 segundo de Anderson em 23 minutos de Sonnen. Ele venceu e nos venceu. Nos comoveu. O coração do incansável Sonnen foi partido e o nosso explodiu. Presenciamos o espancamento de um dos maiores de todos os tempos e contemplamos sua mão erguida, novamente, mas tão diferente, ensangüentada e renascida. Um campeão inalcançável mostrou que é como nós no que temos de melhor. Nosso coração. Nesse momento, eu que não sou ufanista, que amo MMA acima de nacionalidades e bandeiras, me orgulhei de ser brasileiro. &lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Anderson é um gênio louco e intraduzível que brota e colhe a rosa do asfalto, que racha a realidade com cotoveladas, confunde as dimensões com os punhos. É lenda para ser contata aos filhos mais do que compreendida. Marrento para alguns, humilde para outros. É pedaço Bruce Lee, pedaço Jordan, pedaço Michael Jackson e pedaço Charles Chaplin. Anderson é para se admirar e não para entender. É mais água que pedra. Seu trono no hall dos deuses do combate já está esculpido em ouro. Amem ou odeiem, não importa, não dá para mudar a rota do colosso. O que podemos é, um dia, termos a saudade boa das vezes que o aplaudimos ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TWITTER:  @nicoanfarri&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-772780454256463411?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/772780454256463411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/10/cronica-7-paixao-de-silva.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/772780454256463411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/772780454256463411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/10/cronica-7-paixao-de-silva.html' title='CRÔNICA 7 - PAIXÃO DE SILVA (publicada na Revista TATAME edição 175)'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQezzQXvYeI/AAAAAAAAAMk/6RfhAadtmg4/s72-c/edicao175TESTE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-2707412221790499903</id><published>2010-10-02T22:59:00.001-07:00</published><updated>2010-12-16T09:12:38.891-08:00</updated><title type='text'>ANÁLISE - WEC 51: Aldo VS Gamburyan</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQpIg8nQXeI/AAAAAAAAANc/B7bXTqvdg0k/s1600/PANFLETWEC51.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQpIg8nQXeI/AAAAAAAAANc/B7bXTqvdg0k/s320/PANFLETWEC51.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551329221551349218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dana White incansavelmente brada aos 4 ventos, twitter, entrevistas na ESPN e aonde quiserem ouvir, que não há eventos de MMA no mesmo nível competitivo, técnico e de qualidade que seu UFC. Mas é ele mesmo que nos prova estar errado em suas declarações com o WEC, outra organização dirigida por ele, ao oferecer evento após evento um aglomerado de lutas boas e competitivas que provam, para aqueles ainda incrédulos ou iniciantes no MMA, haver grandes lutadores fora do maior evento do mundo. Apesar disso, esse WEC 51 esteve abaixo das expectativas estelares a que já nos acostumamos, com alguns combates arrastados e muitas decisões dos juízes. Mas WEC é como pizza, mesmo quando é ruim, é bom, e esse, mesmo apesar de não despentear nosso cabelo ao passar zunindo a 200 km por hora como os anteriores, nos apresentou 3 grandes momentos. Uma grande certeza, uma grande luta e uma grande revelação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Aldo VS Many Gamburyan&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gamburyan é um dos lutadores mais perigosos no peso. Muito curto, seus cruzados se tornam velozes e mortais a pequena distância, tem um forte poder de fogo no ground and Pound, uma boa base de wrestling, é explosivo e arisco, determinado e tem um bom queixo. Já tinha provado ser um bom desafiante ao cinturão do WEC ao nocautear o duríssimo ex-campeão Mike Brown em sua última luta. Seria uma inverdade ou, no mínimo, imprudência afirmar que Many não tinha chances contra o campeão José Aldo. Mas, cá pra nós, Many não tinha a menor chance mesmo. E, quem teria? Quem, no planeta, no peso, fora as improbabilidades loucas e apaixonantes que o MMA nos impõe de num dia fora do eixo, qualquer coisa acontecer, tem chances de vencer o brasileiro? José Aldo é um dínamo, um átomo friccionando dentro de uma caixa de chumbo. Socos, chutes, joelhadas velozes e precisas, finalizações secas num jiu-jitsu justo muito bem afiado por André Pederneiras. Tudo isso energizado por uma calma e frieza de predador frente a presa. Se cada organização fosse um universo, posso dizer que a estrela de Aldo brilha com tanta intensidade que já ofusca alguns outros astros tão mais perto de nós, no universo UFC. Sua qualidade atravessa constelações como um cometa, destrutivo e magnético. Esportivamente, seus treinadores e ele podem achar que deve permanecer mais um tempo dominando o peso e fazendo de grandes adversários, míseros derrotados, mas, filosoficamente, ele não poderia nos privar de vê-lo contra outros astros do peso leve, em lutas memoráveis, antológicas. Aldo contra Penn, Gomi, Edgar são alguns exemplos de combates que tem que ser realizados. José Aldo trilha um caminho diferente da maioria dos lutadores, trilha o caminho fantástico que pode levar um homem a se tornar uma lenda. E Many vai voltar a fazer lutas excitantes e torcer para Aldo subir de peso para ele ter alguma chance de realizar o sonho de se tornar campeão no WEC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Donald Cerrone VS Jamie Varner&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem descobriu o fogo pelo atrito de duas rochas e Cerrone versus Varner poderia ter incinerado a lona do WEC tamanha a violência da colisão entre os dois durante 3 rounds. Como numa briga de facão, parecia que de cada golpe vinha um impacto raspado seguido de fagulhas. Houve técnica por parte de Donald Cerrone. Um boxe longo, jogado por fora, combinados de fintas e jabs com quedas tão precisas que conseguiram colocar o wrestler nível divisão 1, Varner, no chão algumas vezes. Mas foi a violência com que Cerrone buscou a vitória, a intensidade com que lançava golpes, não deixava um soco sem resposta, numa volúpia combativa, numa vontade de vencer que deu até dó de tantos outros atletas que entram num octagon olhando para o relógio e fazendo conta. Cerrone não só venceu essa revanche, como tanto queria e prometeu, mas provou que MMA é um esporte de atrito, de contato, e um grande atleta tem que estar disposto a disparar toda a munição que tem durante o pequeno tempo em que compete diante dos holofotes e agüentar o que é disparado contra si. Cerrone levou duros golpes no queixo de Varner mas, a cada golpe, parecia mais pensar em revidar do que dar um passo atrás e imaginar táticas de fuga. Uma grande luta, agressiva e temperada por um desejo de vingança esportiva. Normalmente quando dois lutadores se xingam demais antes do evento, tendem a estar latindo demais para vender pay per view porque não são muito bons em distribuir mordidas. Mas, nesse caso, os dois encheram suas garruchas de pólvora seca e muito chumbo grosso. Quando ao fim de uma luta queremos ver mais combates dos dois envolvidos, é porque os dois saíram ganhando. Cerrone, dá um passo a frente no ranking e Varner, um atrás. O que só muda a distãncia entre os dois, porque acima deles, apenas Ben Handerson e abaixo, todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tie Quan Zhang VS Pablo Garza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro destaque desse WEC 51 aconteceu nas preliminares, numa luta que marcou a estréia na organização de um dos lutadores mais promissores do MMA atual. O chinês Tie Quan Zhang que está invicto e tem todas as suas vitórias no primeiro round manteve seu cartel imaculado vencendo por finalização o também invicto, até então, Pablo Garza. Zhang, o lobo da Mongólia, é representante da China Top Team e um dos lutadores mais vorazes do mundo. Sua busca pela finalização é sempre feroz e seu boxe é extremamente agressivo e audacioso. Zhang tem um jogo sólido como a muralha da China. É um lutador com sede de vitória que entra no octagon quase que como carregando, sozinho, a bandeira de seu país. Quase um desbravador, quase um messias, com a atitude de superar seus adversários numa ode a sua pátria natal, China, como Fedor parecia se comportar com relação a sua amada Rússia. Zhang parece que entra para o combate com um exército de milhões dentro dele, pode se tornar o lutador que Dana White tanto procurava para ajudar na inserção do UFC /WEC, na Ásia. Zhang é mais uma prova de que o MMA derruba as barreiras alfandegárias dos preconceitos raciais ao criar ídolos primeiros em técnica, depois em nacionalidade. Temos que aprender a pronunciar seu nome corretamente porque é um lutador que vai escalar o ranking do peso leve em muito pouco tempo. Pablo Garza, apenas um bom lutador, fará outras lutas interessantes, mas trilhará um caminho bem menos iluminado que de seu oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TWITTER:  @nicoanfarri&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4632432267316102406-2707412221790499903?l=mmanapontadoqueixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/feeds/2707412221790499903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/10/analise-wec-51-aldo-vs-gamburyan.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/2707412221790499903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4632432267316102406/posts/default/2707412221790499903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mmanapontadoqueixo.blogspot.com/2010/10/analise-wec-51-aldo-vs-gamburyan.html' title='ANÁLISE - WEC 51: Aldo VS Gamburyan'/><author><name>Nico Anfarri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07743215600098505557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TCbsJ-SzHuI/AAAAAAAAABA/2FFpBtN5F8Q/S220/eu+new+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TQpIg8nQXeI/AAAAAAAAANc/B7bXTqvdg0k/s72-c/PANFLETWEC51.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4632432267316102406.post-7275817477819567981</id><published>2010-09-26T00:00:00.001-07:00</published><updated>2010-10-20T08:45:02.369-07:00</updated><title type='text'>ANÁLISE - UFC 119: Mir VS Cro Cop</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TJ7vmbd5dKI/AAAAAAAAAH0/3XYlZYWOt2Q/s1600/UFCl119.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 285px; height: 126px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-MFZVEWcYqk/TJ7vmbd5dKI/AAAAAAAAAH0/3XYlZYWOt2Q/s320/UFCl119.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521113636690031778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha dois ingressos para o WOCS 9, que aconteceu nesse dia 25 no clube de Regatas Flamengo, no Rio de Janeiro, só que jamais perderia um evento ao vivo do UFC por nenhum outro. Mas depois desse UFC 119, começarei a cogitar a hipótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melvin Guillard VS Jeremy Stephens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melvin Guillard e Jeremy Stephens mostraram que freqüentaram direitinho as aulas de boxe aonde ensinaram a dar jabs e diretos, mas devem ter matado todas aonde aprenderiam a combinar os dois. Uma luta cheia de testosterona e pouca ousadia, quase que como se os dois estivessem mais interessados em mostrar o pico de contração do bíceps ao fazer guarda do que relaxar o músculo e desferir golpes em seqüência. Guillard venceu por pontos, mas poderia ter sido Stephens e acho que, fora suas famílias e treinadores, poucos se importariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Matt Serra VS Chris Lyte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho sempre perigoso quando lutadores técnicos em várias áreas do MMA se limitam a trocar socos como se estivessem numa briga de quintal. Se isso virar moda o esporte vai virar boxe com luvas menores dentro de um octagon. Matt Serra e Chris Lyte, dois lutadores condecorados com a faixa preta no jiu-jitsu resolveram tirar as diferenças no soco. Vitória seca de Lytle por ter acertado mais golpes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ryan Bader VS Minotouro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ryan Bader é uma usina de força muscular, mas parece que só há eletricidade para ela funcionar a plena potência por 5 minutos. Nesses 5 minutos ele pode nocautear, derrubar e massacrar qualquer um do peso. Depois disso, as luzes se apagam e fica difícil ele encontrar o caminho. Minotouro é um esforçado, no mais abrangente sentido. Não desiste, não entrega os pontos. Desde sua vida, trajetória como homem e atleta, mas ele, simplesmente, deveria ser melhor em tudo para vencer Bader hoje. Ter mais punch para ter nocauteado quando o atingiu no queixo, mais velocidade para aproveitar combinações quando o espaço se apresentou, melhor wrestling para ter caído menos vezes, melhor treino de jiu-jitsu para ter tentando pelo menos uma finalização em uma das várias vezes em que esteve por baixo. Minotouro lutou como pode, teve bons momentos, agüentou alguns socos destrutivos do atleta mais forte da categoria, mas não foi suficiente. Talvez devesse tentar triângulos, omoplatas, chaves de perna, de braço, quando se encontrava por baixo, ao invés de se levantar. Quem sabe? A maioria dos brasileiros acabou frustrada, achando que faltou alguma coisa de sua parte para vencer, mas era tão pouquinho a mais que faltava. Bader tem carcaça de Ferrari e motor de Palio. Venceu na brutalidade e no wrestling, mas cansando como cansou terá problemas contra lutadores mais ávidos a atacá-lo do solo ou mais velozes em pé. Minotouro deve ter se tornado mais um adepto do "Chuck Liddelismo", que é a tática de buscar a luta em pé e fazer de tudo para se levantar quando cair, porque é a mesma que usa em todas as lutas desde sua derrota para Rameau Sokodjou, em 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Frank Mir VS Cro Cop&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ser comprado pelos irmãos Fertitta e Dana White, o UFC estava em estágio quase falimentar, nos proporcionando lutas de péssima qualidade entre wrestlers que só sabiam agarrar, mas não tinham poder de nocaute no solo, e lutadores que se deixavam agarrar, sem capacidade de finalizar ou sair de lá. Ficavam atracados como dois moluscos dentro da mesma concha dor 3 rounds. Frank Mir e Mirko Cro Cop reencenaram esses momentos caídos do MMA numa das piores lutas de main event de todos os tempos na galáxia. Cro Cop é uma lenda, foi um dos lutadores mais temidos do mundo numa época cheia de grandes lutadores em seu peso, mas parece que tem uma fratura na ossatura da pélvis, já que o antigo atleta conhecido por seus chutes altos, mal os desfere em seus combates atuais. Será que na época do PRIDE ele ganhava bônus por chutes desferidos e o UFC se recusa a pagar? É um mistério. Frank Mir estava claramente desmotivado. Até ele sabia que uma vitória sobre um abatido e quase aposentado Cro Cop não o colocaria mais perto do cinturão, que é seu objetivo. Fomos expostos ao lamurio de uma luta entre um atleta que não fazia questão de vencer e um que tinha certeza que ia ganhar. Mir mostrou que a aplicação tática, sem ousadia, pode matar a beleza
